7/7/2020

Produção de carros deve cair 45% este ano

 

A indústria automobilística brasileira prevê um tombo de 45% na produção deste ano, para 1,63 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus. Significa 1,3 milhão de unidades a menos do que em 2019, resultado da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Diante da ociosidade que o corte representará nas fábricas, que em janeiro projetavam número superior a 3 milhões de unidades, já começaram a ocorrer demissões.

 

Se confirmado, será o pior resultado da produção em 20 anos. Pelos cálculos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a recuperação a níveis pré-covid só deve ocorrer em 2025.

 

Significa que, ao longo desses cinco anos, considerando um cenário de crescimento anual de 11% nas vendas, tendo como base crises anteriores, “a indústria deve ter uma barrigada (perda) de 3,5 milhões de veículos”, diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, que ontem apresentou dados do setor em junho.

 

Até lá, a indústria automotiva deve registrar encolhimento de empregos, de investimentos e de desenvolvimento de novas tecnologias. A Anfavea já tenta negociar com o governo, por exemplo, o adiamento de prazos para redução de emissões de poluentes por automóveis e caminhões e de obrigatoriedade de novos itens de segurança previstos pelo programa Rota 2030 a partir de 2022. Moraes não descarta, inclusive, o fechamento de algumas operações.

 

Cortes. Só em junho o setor fechou 1,1 mil vagas, a maioria de funcionários da área de produção. Novos cortes devem ocorrer, principalmente, após outubro e novembro, quando vencem os prazos de garantia de empregos dos acordos feitos com sindicatos com base da MP 936, que estabelecia redução de jornada e salários e suspensão temporária de contratos.

 

“Há um risco importante de demissões, principalmente se não ocorrer uma retomada maior da economia, e não só nas montadoras, mas nos fabricantes de autopeças e nas revendas de veículos”, diz Moraes.

 

As montadoras empregam atualmente 124 mil pessoas, 5,2 mil a menos do que há um ano. As autopeças têm 248 mil funcionários e as revendas, 315 mil.

 

Pelas previsões da Anfavea, as vendas devem cair 40% este ano em relação a 2019, e somar 1,67 milhão de veículos. Para as exportações é esperado um tombo de 53%, para 200 mil unidades. Além disso, fábricas e revendas acumulam estoques de 157,6 mil veículos, equivalentes a cerca de 45 dias de vendas.

 

Segundo Moraes, “as empresas retomaram atividades em ritmo bem inferior ao de antes da pandemia, a maioria em apenas um turno de trabalho, e vão adaptar a produção à demanda”.

 

Em junho, houve melhora significativa das vendas em relação a maio – em razão da reabertura das lojas e da volta dos licenciamentos dos Detrans – e da produção, com a retomada das atividades por parte da maioria das montadoras após manterem as portas fechadas por cerca de três meses.

 

No acumulado do semestre, contudo, foram vendidos 809 mil veículos, o menor resultado para o período desde 2005. A produção somou 729,5 mil, número que só perde para o de 1998. Já as exportações caíram 46%, para 119,5 mil unidades.

 

Indústria quer subsídios para retomada de vendas

 

O setor automotivo segue tentando convencer o governo a adotar medidas para uma retomada mais rápida do mercado de veículos, incluindo subsídios à compra, como têm feito países da Europa. As previsões pessimistas para o ano levam em conta um recuo de 7% no PIB, juro real bem acima da Selic (cerca de 19% ao ano), alta do desemprego e incertezas em relação ao fim da pandemia da covid-19.

 

Entre as propostas estão ainda antecipar a reforma tributária com redução de impostos (o governo fala em desburocratizar, mas manter a arrecadação atual) e devolução dos R$ 25 bilhões em créditos tributários retidos do setor. “Ao fim do dia nós, do setor privado, estamos financiando o Estado”, diz Luiz Carlos Moraes, da Anfavea. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

 

 

 

Anfavea renegocia prazos do Proconve e do Rota 2030

 

Diante das dificuldades decorrentes da pandemia da Covid-19 e dos problemas de caixa das montadoras, a Anfavea está renegociando com o governo e entidades do setor a prorrogação dos prazos do programa Rota 2030 e também do Proconve para veículos pesados, que estabelece metas de emissões de poluentes.

 

“A crise atual afetou o caixa das empresas e não temos como nos socorrer nas matrizes. O problema não afetou só a produção, mas também o desenvolvimento de novos projetos, visto que os investimentos tiveram de ser postergados”, comenta o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, ao confirmar negociações para alteração das datas dos programas que envolvem investimentos em novas tecnologias.

 

O executivo disse que o assunto vem sendo debatido dentro da organização e há tratativas com o governo sobre os programas em questão, mas preferiu não revelar os prazos de prorrogação que estão sendo pleiteados. No caso do Proconve P8, que entraria em vigor em 2023, o programa envolve a adaptação de caminhões e ônibus produzidos aqui para a tecnologia Euro 6, em vigor na Europa há 2 anos. O Proconve P7, com a tecnologia Euro 5, entrou em vigor em 2012.

 

Já o Rota 2030, amplamente discutido no setor e implantado no final de 2018, o programa é dividido em três ciclos de investimentos ao longo de 15 anos, com renovação das metas de eficiência energética e de adoção de equipamentos de sistemas de segurança veicular a cada um deles.

 

Devolução de créditos tributários ainda pendente

 

Em entrevista online nesta segunda-feira, 6, o presidente da Anfavea também comentou sobre os créditos tributários do setor automotivo que estão sendo negociados com o governo federal, no valor de R$ 15 bilhões, e governos estaduais, com total de R$ 10 bilhões.

 

Inicialmente a entidade buscou o uso dos créditos devidos pelo governo federal como garantia de empréstimos pelos bancos para o setor. Aparentemente a discussão não avançou muito e agora as montadoras estão pleiteando que as montadoras sejam monetizadas com os devidos créditos, “um ativo que consta inclusive nos nossos balanços”.

 

“Fizemos propostas de mudanças na legislação para sermos monetizados”, informa Moraes. “O que acontece atualmente é que estamos financiando o Estado. Estamos abertos a toda e qualquer iniciativa e o importante agora é que tenhamos condições de refazer nossos caixas”. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

 

Montadoras demitem 1,1 mil trabalhadores em junho

 

A crise do mercado automotivo brasileiro e a queda brusca na produção de veículos por causa da Covid-19 já se reflete no quadro de mão de obra do setor. Ao longo do mês de junho foram efetuadas 1,1 mil demissões, das quais 398 concentraram-se na fábrica da Nissan em Resende, RJ.

 

A diferença decorre de ajustes feitos por outras empresas, que voltaram a operar a partir de maio/junho mas em ritmo bem inferior ao da pré-pandemia, como lembra o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Levando-se em conta o total de funcionários há 12 meses, verifica-se redução de 5,2 mil empregos no setor. Eram 129,2 mil trabalhadores em junho do ano passado, número que baixou para 125,1 mil em maio e foi reduzido para 124 mil no mês passado.

 

E a situação tende a piorar a partir de outubro/novembro, quando vencem os acordos trabalhistas firmados a partir de abril com base na medida provisória 936, que teve por objetivo estabelecer redução de jornada e de salários justamente para evitar desemprego no País.

 

Moraes. admite que será inevitável o ajuste da mão de obra no setor aos novos níveis de produção e venda. A entidade revisou suas projeções para este ano, estimando queda de 40% no mercado interno e de 45% na produção, reflexo também das exportações em queda.

 

“É grande a possibilidade de redução do nível de emprego após outubro ou novembro”, comentou o executivo, sem, no entanto, fazer previsões quanto ao real impacto da queda na produção no quadro de mão de obra no setor. Certo é que a maioria dos acordos que visam preservar empregos enquadram-se em prazos de 60 dias a 90 dias e dificilmente a MP 936 vai ser prorrogada, ou seja, o ajuste a partir do último trimestre do ano será inevitável.

 

Na avaliação do presidente da Anfavea, é difícil prorrogar a MP por envolver verba do governo federal para garantia de parte dos salários dos trabalhadores que estão em regime de suspensão temporária de trabalho. Sem contar que a entidade aposta em retomada gradual do mercado, estimando que só em 2025 serão retomados os níveis de venda do ano passado.

 

Com exceção da Ford, que retoma atividades no próximo dia 13, todas as demais montadoras já estão operando, mas em apenas 1 turno ou no máximo em 2 para garantir maior distanciamento social dentro da fábrica. As vendas no mercado interno até reagiram em junho com relação a maio, atingindo 132,8 mil unidades, alta de 113% nesse comparativo, mas ainda estão bem aquém das realizadas há um ano. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

 

Mercado de máquinas sente menos os efeitos da crise

 

Balanço do segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias no primeiro semestre ano revela que o campo segue em atividade conforme o calendário, com impactos negativos menores em relação aos outros segmentos automotivos.

 

Pelos números das vendas internas divulgados pela Anfavea, na segunda-feira, 6, de janeiro a junho as fabricantes entregaram 19,6 mil máquinas, volume que registra leve queda de 1,3% em relação ao resultado no mesmo período do ano passado, de 19,6 mil.

 

Nas comparações mensais, as 3,9 mil unidades faturadas em junho representaram pequena de 0,9% sobre maio (3,8 mil) e um recuo de 9,6% em relação a junho de 2019, quando anotou 4,4 mil máquinas entregues.

 

Grãos e cana demanda mais máquinas

 

Segundo análise de Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, o crescimento apresentado em junho se deve basicamente às colheitadeiras de grãos e colhedoras de cana. “Os números mostram que a rentabilidade do produtor está positiva. Ele já faz suas pré-vendas da safra, que deve ser mais uma vez excepcional, e confiante com a retomada que a China já está experimentando.”

 

No mês passado, as entregas de colheitadeiras de grãos cresceram 130,8%, de 318 unidades registradas maio para 734 em junho. Já as vendas de colhedoras de cana tiveram alta de 225%, de 16 para 52 unidades, na mesma base de comparação.

 

“Vemos uma retomada do setor sucroalcooleiro para produção de etanol, que ficou prejudicada em virtude da baixa do preço do petróleo em passado recente, além de uma antecipação no investimento de bens de capital, sinalizando confiança no semestre que começa.”

 

O vice-presidente da Anfavea lembra ainda o recém-anunciado Plano Safra 2020/2021 como um ingrediente a mais para que o campo atravesse melhor a crise em relação a outras atividades da economia. O programa aumentou o valor total em 6,1% em relação ao anterior, para R$ 236,5 bilhões. “É um bom plano para o produtor com recursos suficientes para até junho do ano que vem, quando começa novo ano agrícola.” (AutoIndústria/Décio Costa)

 

 

 

Por causa da Covid-19, produção de ônibus cai 36,5% no primeiro semestre, diz Anfavea

 

A produção de ônibus no Brasil registrou no primeiro semestre de 2020, queda de 36,5% em comparação ao mesmo período de 2019, por causa, principalmente, dos efeitos econômicos da Covid-19, pandemia que teve origem na China.

 

De acordo com dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entre janeiro e junho de 2020, foram produzidos 8.931 chassis de ônibus. Já entre janeiro e junho de 2019, a produção foi de 14.064 unidades.

 

A queda no nível de produção entre modelos de aplicação urbana e rodoviária foi semelhante, ainda de acordo com o balanço da Anfavea divulgado nesta segunda-feira, 06 de julho de 2020.

 

Foram produzidos 1.980 chassis rodoviários (queda de 36,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado) e 6.951 urbanos (retração de 36,6% sobre o período de janeiro a julho de 2019).

 

No primeiro semestre de 2019, saíram das linhas de produção, 3.107 rodoviários e 10.957 urbanos.

 

Licenciamentos

 

Já em relação aos licenciamentos, a queda acumulada no primeiro semestre de 2020 em relação aos seis primeiros meses de 2019, foi de 40,6%, com 5.716 unidades ante 9.619 do período de 2019, ainda de acordo com a divulgação da Anfavea nesta segunda-feira, 06.

 

Ranking

 

A associação que reúne as montadoras divulgou também o ranking das marcas.

 

A Mercedes-Benz continua na liderança, com 3.165 unidades. A maior queda foi da Volkswagen Caminhões & Ônibus (52%) e a menor queda, até o momento, foi da Iveco (15,8%), mas a empresa é a que tem o menor volume absoluto vendido no ano.

 

1º) Mercedes-Benz – 3.165 unidades. Queda de 36,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

2º) Volkswagen Caminhões & Ônibus – 1.246 unidades. Queda de 52% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

3º) Agrale (inclui miniônibus Volare) – 665 unidades. Queda de 42,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

4º) Volvo – 218 unidades. Queda de 40,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

5º) Scania – 195 unidades. Queda de 36,3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

6°) Iveco – 123 unidades. Queda de 15,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019.

 

Exportações

 

As exportações de ônibus montados no primeiro semestre de 2020 tiveram queda de 54,5% em relação ao período de 2019, com 1.726 unidades embarcadas frente a 3.797.

 

O segmento de urbanos foi o mais prejudicado, com queda de 65,3% representando as 883 unidades de 2020 ante as 2.546 dos primeiros seis meses de 2019.

 

No primeiro semestre de 2020, a queda nas vendas para o exterior de ônibus rodoviários montados foi de 32,6%, com volume de 843 veículos ante 1.251 do mesmo período de 2019. (Diário do Transporte/Adamo Bazani)

 

 

 

Produção de pesados acumula 35 % de queda no 1º semestre

 

Encerrado o primeiro semestre do ano, o setor automotivo passa a ter um quadro mais claro dos impactos da crise provocada pela pandemia da covid-19. O balanço do período, apresentado na segunda-feira, 6, pela Anfavea mostra queda de 35,1% na produção de caminhões e ônibus, para 43,7 mil unidades ante 67,4 mil anotadas um ano antes.

 

Ao considerar somente o ritmo de produção mensal, saíram das linhas de montagem no mês passado, 6,9 mil pesados, volume 43,6% inferior aos 12,3 mil veículos produzidos em junho de 2019. Na comparação com maio, com 5,3 mil unidades, marca um crescimento de 30%.

 

“Junho foi o primeiro mês cheio após o retorno das atividades produtivas, que voltaram muito abaixo do potencial de produção”, conta Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea para o segmento de pesados. “O resultado agora, porém, reflete melhor a realidade do momento e ainda muito cedo para dizer em recuperação.”

 

Ainda que alguns setores da economia estejam compradores, especialmente o agronegócio, novas projeções para o ano da Anfavea, considerando uma queda do PIB por volta de 7% e menor nível de confiança do consumidor, indicam retração de 42% na produção de pesados em 2020, algo ao redor de 82 mil caminhões e ônibus. A primeira estimativa, divulgada em janeiro, sinalizava crescimento de 13,4% para 160 mil unidades.

 

Por segmento, somente a produção de caminhões no mês passado somou 5,6 mil unidades, volume 39% maior em relação a maio (4 mil) e 43,6% menor na comparação com junho 2019, quando as linhas produziram 9,9 mil unidades. No acumulado do primeiro semestre, os 34,8 mil caminhões montados representaram uma queda de 37,2% ante os 55,4 mil produzidos há um ano.

 

Dentre ônibus, o ritmo das linhas também seguiu lento. Em junho, foram produzidos 1,3 mil chassis, alta de 10% em relação a maio (1,2 mil) e recuo de 43,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado (2,3 mil). De janeiro a junho, a retração já chega 36,5% com 8,9 mil unidades. (AutoIndústria/Décio Costa)

 

 

 

Goodyear apresenta o Eagle Touring, novo pneu de alto desempenho da marca

 

A Goodyear apresenta o Eagle Touring, novo pneu de alto desempenho da marca. Segundo a empresa, o composto oferece perfeito equilíbrio entre o desempenho máximo, a esportividade e a confiabilidade e foi escolhido por diversas montadoras como Equipamento Original (EO) por atender necessidades mais específicas da indústria automotiva.

 

De acordo com a Goodyear, ela utilizou recentes tecnologias de engenharia para fabricar o Eagle Touring, com compostos mais avançados e inovadores que permitem melhor tração no seco e molhado, dirigibilidade e conforto acima da média e baixo consumo de combustível.

 

Para isso, a banda de rolamento do Eagle Touring foi aperfeiçoada com um desenho otimizado que permite uma melhor dirigibilidade e maior silêncio na rodagem. Ainda segundo a empresa, os materiais utilizados no composto permitem uma grande eficiência, maximizando a baixa resistência ao rolamento e oferecendo economia de combustível.

 

O Eagle Touring foca proprietários de veículos esportivos, que buscam por excelente dirigibilidade na hora da condução e, ao mesmo tempo, respostas rápidas para a frenagem, tornando as viagens diárias mais agradáveis e seguras para o motorista e a família.

 

Projetado com base nas características das estradas e rodovias da América Latina, o Eagle Touring tem produção local e já está disponível em todos os distribuidores Goodyear do país. (Diário do Poder/Geison Guedes)

 

 

 

Onix firme no topo e novidades, confira os carros mais vendidos do semestre

 

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus acertou em cheio os mais diversos setores da indústria, com as montadoras de veículos não foi diferente. As marcas se viram obrigadas a parar a produção, fechar concessionárias e tomar diversas outras medidas de prevenção contra o Covid-19. Com isso, a lista de mais vendidos sofreu pequenas e importantes mudanças.

 

Apostar em vendas online foi uma das medidas para contornar os problemas causados pelo fechamento da economia. Diversas montadoras adotaram essa modalidade para continuarem a vender. Uma delas foi a Chevrolet. Com isso, a marca da gravata não viu a liderança do Onix ameaçada. O hatch caminha para mais uma conquista tranquila ao fim do ano.

 

Uma surpresa neste momento é a recuperação do Hyundai HB20, que chegou a aparecer em quarto no início do ano. Um destaque negativo, assim como em 2019, segue sendo o Toyota Corolla, que mesmo com a revolucionária nova geração não conseguiu voltar ao Top10 de anos anteriores.

 

Quem vem aproveitando a nova cara do mercado é a Volkswagen e a Chevrolet com seus SUVs compactos. O T-Cross entra no Top10 geral e o Tracker, com a nova geração apresentada durante a pandemia, já superou 10 mil unidades vendidas. Confira o Top25 do primeiro semestre. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). (Diário do Poder/Geison Guedes)

 

 

 

Volkswagen Fox 2021 chega com mais itens de segurança

 

O Fox 2021 está melhor do que nunca. Além do excelente custo-benefício e da oferta bem enxuta, o modelo conta agora com cinto de segurança de três pontos em todos os cinco assentos, que são acompanhados de apoios de cabeça individuais. Outra importante alteração é o sistema de fixação ISOFIX e Top Tether, itens fundamentais para a segurança das cadeirinhas de crianças no banco traseiro.

 

Já disponível na rede de concessionárias Volkswagen, o Fox 2021 é oferecido em duas versões, o Fox Connect e o Fox Xtreme, ambos com motorização 1.6 MSI de 104 cv e câmbio manual de 5 marchas. O Fox Connect possui, entre seus principais itens de série, retrovisores com ajuste elétrico e função tilt down no lado direito, sensores traseiros de estacionamento, controle automático de velocidade, rodas de liga leve de 15 polegadas e vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico.

 

O Fox também já sai de linha com sistema de infotainment "Composition Touch" de 6,5 polegadas, APP-Connect (Android Auto e Apple CarPlay) e volante multifuncional com comandos do som. Como opcional, há rodas de aro 15 em tom escurecido, que harmonizam com os retrovisores externos pintados em Preto Ninja, os faróis com máscara escurecida e os tapetes adicionais em carpete - todos disponíveis dentro do pacote Dark II.

 

A versão Fox Xtreme vem com alguns acréscimos em relação à irmã. Além das conhecidas barras longitudinais pretas no teto, o carro possui câmera de ré, rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas, grade dianteira em "colmeia" e molduras nas laterais e nas caixas de rodas. Os faróis possuem máscara escurecida e seus auxiliares têm três funções: neblina, longo alcance e "cornering light". Ou seja, o Fox é completo, oferecendo uma das melhores relações custo-benefício do segmento de carros compactos no País.

 

A grande novidade do Fox ano/modelo 2021 está nos novos itens de segurança. O modelo traz de série agora cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os cinco ocupantes, oferecendo ainda mais segurança. Os encostos de cabeça também proporcionam muito conforto, associado ao excelente aproveitamento do espaço no banco traseiro, tanto para as pernas quanto para a cabeça. O Fox inaugurou uma nova tendência de hatches com o teto alto no mercado brasileiro.

 

Além disso, o modelo incorpora agora os sistemas de ISOFIX e Top Tether, para fixação de cadeirinhas infantis. O sistema ISOFIX fica posicionado na base dos assentos traseiros e possui ganchos presos diretamente à carroceira. Com isso, a fixação das cadeirinhas de criança é feita de maneira muito mais rápida e segura. Já os ganchos Top Tether ficam posicionados na parte de trás do encosto traseiro, permitindo que a cadeira infantil seja fixada, por meio de uma cinta, com mais firmeza, evitando o movimento de pêndulo para frente, em caso de uma frenagem de emergência ou mesmo em uma colisão frontal.

 

Ainda no interior, outros detalhes também saltam aos olhos, como o interior escurecido, as costuras vermelhas e o volante em couro e Black Piano, que conferem ao carro um ar de esportividade.

 

Os modelos estão disponíveis nas cores Branco Puro, Preto Ninja, Vermelho Tornado, Prata Sargas e Cinza Platinum. O Fox 2021 parte de R$ 54.060 (Connect), podendo ser acrescido de R$ 210,00 do Pacote Dark II, e chega a R$ 59.630 na versão Xtreme.

 

Gol, Voyage e Saveiro 2021

 

As versões ano/modelo 2021 dos modelos Gol, Voyage e Saveiro também já chegaram às concessionárias Volkswagen. Assim como no Fox, os modelos Gol e Voyage receberam importantes itens de segurança. O cinto traseiro central passa a ser automático de três pontos, igual aos cintos das demais posições, e o carro passa a ter apoio de cabeça para todos os passageiros e sistema ISOFIX e Top Tether para fixação de cadeirinhas infantis.

 

Com foco na simplificação da oferta de versões, Gol e Voyage estão disponíveis em versão única de acabamento. Assim, oferecem três opções de motor e duas de câmbio: 1.0 (84 cv) e 1.6 (104 cv) com transmissão manual de cinco marchas e 1.6 MSI (120 cv) com transmissão automática, o mesmo conjunto utilizado no Polo MSI e no Virtus MSI.

 

Inclusive as configurações com transmissão automática do Gol e do Voyage estão entre as mais acessíveis do mercado, atendendo plenamente a várias demandas de mercado, que vão desde clientes que procuram ótima relação custo-benefício e conforto a frotistas e pessoas com deficiência (PcD).

 

A grande novidade do Saveiro, que já possuía itens de segurança como cinto de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes na versão Cabine Dupla, é o Azul Biscay como nova opção de cor. Disponível para a versão Cross do modelo, a cor também é oferecida na linha esportiva GTS da Volkswagen, que estreou no país em março deste ano. A Saveiro também pode ser adquirida nas cores Prata Sirius, Branco Cristal, Preto Ninja e Vermelho Flash.

 

Além disso a Saveiro 2021 oferece uma estrutura de oferta bem racional e simplificada, com as opções Robust (Cabine Simples e Dupla), Trendline (Cabine Simples) e Cross (Cabine Dupla). As versões Robust e Trendline são equipadas com o consagrado motor 1.6 Total Flex, de até 104 cv (etanol), enquanto a versão Cross traz o motor 1.6 MSI de até 120 cv (etanol). Ambos os motores são produzidos na fábrica da Volkswagen em São Carlos (SP).

 

O Gol 2021 custa R$ 51.250 (1.0 Manual), R$ 57.600 (1.6 Manual) e R$ 62.600 (1.6 Automática). Já o Voyage 2021 parte de R$ 59.750 (1.0 Manual) e vai a R$ 64.350 (1.6 Manual) e a R$ 69.350 (1.6 Automática). A Saveiro 2021 começa em R$ 57.390 (Robust CS), chegando a R$ 94.300 na Saveiro Cross Cabine Dupla, com a nova cor azul Biscay.

 

Toda linha Gol, Voyage e Saveiro 2021 pode ser equipada com o sistema de infotainment "Composition Touch", que traz 4 alto-falantes, 2 tweeters e "I-System com Eco-Comfort" - computador de bordo e volante multifuncional com comando de sistema de som e do "I-System". O sistema vem também com entradas USB e para SD-card, conexão Bluetooth e permite conectividade por meio do App-connect (Android Auto e Apple CarPlay). (O Brasil Sobre Rodas)

 

 

 

BMW vai atualizar carros pela internet, mas isso pode não ser tão bom

 

Os automóveis estão cada vez mais conectados e a tendência é que cada vez mais possam ser considerados uma extensão do nosso corpo, tal qual já acontece com os celulares e demais gadgets. Parte dessa evolução é a possibilidade de conectarmos os carros diretamente à internet, sem intermediários. De imediato, isso vai nos proporcionar alguns benefícios, como a atualização do software do veículo para determinadas funções. Com isso em mente, em apresentação feita nesta semana, a BMW mostrou como pretende trazer essa rotina para seus futuros automóveis.

 

Mesmo aqui no Brasil, já é possível desfrutar de algumas tecnologias bem bacanas fornecidas pela montadora alemã, como a chave digital, que controla alguns recursos dos carros, e os motores híbridos de alto desempenho. Mas agora ela quer elevar isso a outro patamar, proporcionando atualizações dos veículos over the air. Se por um lado isso pode deixar as coisas ainda mais fáceis, por outro pode nos trazer complicações e decepções.

 

Por mais que alguns sistemas possam ser melhorados, como itens de segurança e conforto, há a possibilidade de que alguns recursos sejam limados do automóvel de tempos em tempos. Por exemplo: é muito comum que, na Europa, sobretudo em países mais frios, os usuários utilizem os aquecedores dos bancos, algo que pode ser visto em modelos topo de linha de inúmeras montadoras. Se a BMW assim entender, pode disponibilizar o recurso apenas nos meses de inverno e outono e retirá-lo em épocas mais quentes, apenas mandando comandos para o computador do carro.

 

O mesmo pode ocorrer com os sensores crepusculares. No inverno europeu, a noite chega muito mais cedo e esse recurso se torna muito útil. Se a BMW assim quiser, pode desativá-lo no verão. Parece muito simplista, mas foi isso o que a empresa deu a entender na apresentação do BMW Operating System 7, que já vai ganhar sua versão pronta em julho com um pacote de 1GB que será instalado em, aproximadamente, 20 minutos.

 

Também há a possibilidade de a empresa adotar essa estratégia de recursos temporários nos motores, por exemplo. Vamos imaginar que a Série 5 tenha quatro modos de condução, cada um pensado para um estilo de motorista e, do nada, ela opte, por exemplo, retirar o que torna o carro mais econômico. Pode parecer absurdo, mas é perfeitamente possível.

 

Há de se lembrar, também, que em 2018 a montadora chegou a cogitar oferecer o espelhamento com o Apple Car Play mediante o pagamento de uma taxa extra, o que, claro, foi cancelado. Isso sem falar que o Android Auto não está disponível em nenhum modelo - apesar que a montadora já avisou que vai colocar a partir de julho também.

 

Essas opções que exemplificamos acima serão ativadas no carro ou no novo aplicativo My BMW. Enquanto alguns serão permanentes e designados para o carro, outros serão temporários, com períodos mencionados que variam de três meses a três anos.

 

Essa abordagem de "veículo como plataforma" pode, de fato, economizar dinheiro para alguns consumidores, particularmente para clientes de sedan de luxo, onde os intervalos médios de propriedade são medidos em meses, não anos. Além disso, esse novo modelo de atualização pode abrir ainda mais as portas para permitir que os consumidores obtenham exatamente a especificação que desejam, em vez de agrupar opções discretas em pacotes em nome da racionalização dos processos de fabricação.

 

No entanto, as possíveis desvantagens são preocupantes, principalmente quando se trata de vendas de carros usados. Os representantes da BMW indicaram que os recursos atualizados serão aplicados ao carro, não ao usuário, mas indicaram que todos os detalhes sobre as vendas de carros usados ??ainda estão sendo elaborados. Com isso, corre-se o risco de o segundo usuário de um carro da BMW ter mais equipamentos que o dono original teve. Com o novo sistema, isso é bem possível. (Canaltech/CNET/Felipe Ribeiro)

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