13/11/2019

GM investiu R$ 1,9 bilhão em fábrica

 

Depois do alarde da chegada do novo Onix Plus ao mercado, a GM anunciou, com muita pompa, a inauguração oficial de uma nova fábrica em Joinville (SC), responsável justamente pela produção do motor 1.0 que equipará todas as versões da nova geração do sedã e do hatch.

 

A empresa informa que investiu R$ 1,9 bilhão para criar uma nova área dentro do terreno da fábrica, instalar mais robôs e tecnologias da chamada “indústria 4.0”. O motor 1.0 de três cilindros dos novos hatch Onix e Onix Plus (sedã) tem duas versões: 1.0 aspirada de até 82 cv e 10,6 mkgf e turbo, que gera até 116 cv e 16,8 mkgf.

 

Foi esta, que equipa o Onix Plus, que apresentou defeito. A falha, segundo a GM, está relacionada à eletrônica, e não à mecânica. Por isso, a produção não foi interrompida.

 

O novo motor 1.0 turbo também equipará, a partir de 2020, a nova geração do Tracker, que será feita em São Caetano do Sul (SP). Em Joinville também deve ser feito um inédito 1.2 turbo, que virá nas versões de topo do SUV.

 

Os antigos motores 1.0 e 1.4 de quatro cilindros, que equipavam a família Onix da geração anterior, passaram a ser fabricados exclusivamente na fábrica de São José dos Campos (SP). O modelo permanece à venda, com carroceria antiga e rebatizado de Onix Joy (hatch) e Joy Plus (sedã).

 

Planta cresceu

 

A nova área de produção tem 46.800 m3, o equivalente a nove campos de futebol. Somando a antiga, com 14.000 m3, são 60.800 m3. A capacidade de produção saltou de 174 mil para 410 mil unidades por ano. (Jornal do Carro)

 

 

 

Vendas de caminhões disparam e confirmam aquecimento econômico do setor

 

Uma das atividades que mais sentiram os efeitos da crise econômica nos últimos anos, o setor de caminhões vive agora uma situação antagônica – e simboliza o reaquecimento do ritmo industrial e das perspectivas mais positivas para o país nos próximos anos.

 

No acumulado de 2019 até outubro, as entregas alcançaram 83,6 mil unidades, alta de 37,9% em comparação ao contabilizado no ano anterior, quando houve 60,7 mil emplacamentos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

 

De acordo com a entidade, há uma clara trajetória de recuperação do mercado. “O setor de caminhões mostra crescimento robusto, que cria boas expectativas para o futuro”, diz Marco Antonio Saltini, vice-presidente da Anfavea para o segmento de pesados. “O desempenho até aqui confirma nossa projeção para 2019, de uma evolução de 35%, e indica claramente a mudança de patamar ocorrida nos últimos dois anos, em um ambiente de negócios que está melhorando pouco a pouco.”

 

Segundo Saltini, a melhora geral é resultado das recentes mudanças na economia, impulsionadas principalmente pelas reformas que estão sendo apresentadas pelo governo. “O que a gente percebe é um movimento muito grande no setor de caminhões e veículos comerciais, de modo geral. Os clientes estão procurando negócios, e isso mostra uma mudança de patamar, com vendas que estão muito acima dos resultados do ano passado”, afirma Saltini. “Há uma retomada ainda lenta da economia, mas o mais importante é a expectativa de que o próximo ano ainda possa ser melhor, continuar crescendo em níveis sustentáveis e que permitam avanços”, observa o executivo da Anfavea.

 

O mercado deve fechar o ano com 102 mil caminhões vendidos. O último registro acima de 100 mil pesados ocorreu em 2014, com 137 mil emplacamentos. A previsão inicial dos revendedores era de 88 mil unidades licenciadas, o que corresponderia a uma alta de 15%. Já no mês passado, as vendas fecharam com pouco mais de 9,4 mil unidades, volume 19,3% superior ao anotado no mesmo mês de 2018, quando os licenciamentos somaram 7,9 mil caminhões.

 

O bom desempenho no mercado interno ajudou a amortecer os impactos da crise na Argentina, o maior comprador de veículos do Brasil. As exportações brasileiras para lá continuam preocupando as montadoras. Pelos cálculos da Anfavea, apesar de o embarque de 1,5 mil caminhões em outubro ter gerado alta de 52% em relação ao volume de setembro, os resultados nas comparações anuais seguem muito ruins, com quedas de 13,4% sobre outubro de 2018 (1,7 mil unidades) e de 48,9% no acumulado do ano, de 22,1 mil veículos embarcados no ano passado.

 

Ano forte

 

Embora persistam as incertezas no cenário externo, os principais fabricantes de caminhões do Brasil se dizem otimistas com as perspectivas de crescimento da economia brasileira, o maior mercado consumidor da América Latina. “Depois de superadas as dificuldades causadas pela crise a partir de 2015, estamos respirando otimismo novamente”, disse Martin Lundstedt, presidente-executivo do Grupo Volvo, em encontro com jornalistas durante a Fenatran, o maior evento de caminhões do país. “A América Latina, mesmo com as recentes turbulências políticas, está voltando a crescer. Não temos do que reclamar. O ano está muito forte.”

 

Esse ambiente positivo, que inspira o otimismo das montadoras, pode ser ainda melhor se as projeções de alta do PIB se confirmarem. “O crescimento econômico projetado para 2019, ainda abaixo de 1%, pode gerar um efeito exponencial, se atingir algo entre 1,1% e 1,2%”, afirma o economista Marco Antônio Piovesani, especialista em políticas industriais da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

De fato, as previsões têm sido revisadas para cima, inclusive pela própria Anfavea. A expectativa agora é de que as vendas domésticas de caminhões no Brasil cresçam 35%, enquanto a produção avance 8%, prejudicada pela crise na Argentina. “Historicamente, o mercado de caminhões sinaliza os rumos da economia. Está sempre à frente da curva e à frente do crescimento econômico", diz Wilson Lirman, executivo da Volvo na América Latina.

 

Líder de mercado no Brasil, com cerca de 30% de participação de mercado, a Mercedes Benz também aposta que 2020 será um ano ainda melhor para o mercado de caminhões. Além da volta da confiança, as boas perspectivas são alimentadas pela queda na taxa básica de juros - que reduz o custo dos financiamentos e reativa a economia como um todo - e pelas projeções de bom desempenho para o agronegócio, o grande motor da indústria de caminhões. “Temos taxas de juros significativamente reduzidas, além de um cenário de reaquecimento do setor de construção civil e do varejo”, afirma Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz na América Latina.

 

Bom momento também para usados

 

Embora em ritmo mais discreto, as vendas no mercado de veículos usados também estão em alta. A demanda apresentou leve aumento, de 2,1%, no acumulado do ano até outubro, com um total de 9,44 milhões de unidades transferidas, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave, que reúne o setor de distribuição. O volume considera a soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Na média, para cada veículo novo vendido ao longo dos 12 meses acumulados deste ano, o segmento usado vendeu 4,2 veículos.

 

Em todos os segmentos, tanto de leves quanto de pesados, os desempenhos foram semelhantes no período, também com crescimento dos volumes na casa dos 2%. Nos leves, que somam as transferências de automóveis e comerciais leves, a entidade mostra que pouco mais de 9 milhões de unidades trocaram de proprietário.

 

Favorável

 

Os dados isolados apontam que um total de 7,8 milhões de automóveis e 1,2 milhão de comerciais leves usados foram vendidos no período. Já o segmento pesado, que considera a soma de caminhões e ônibus, encerrou os 10 meses fechados no ano com 349 mil unidades usadas vendidas, das quais 306,2 mil são caminhões e 42,7 mil, ônibus.

 

Na avaliação do vice-presidente da Anfavea, Marco Antonio Saltini, o horizonte é favorável para 2020. Além dos bons números de vendas em 2019, a entidade aposta em indicadores econômicos, como a queda do risco-país para investidores, o crescimento da confiança do consumidor, inflação contida, juros nos níveis mais baixos da história nacional e bancos com apetite de financiar as vendas do setor. Segundo a Anfavea, esses fatores devem fazer o PIB voltar a crescer mais a partir de 2020, puxando para cima todo o setor e a economia. (Correio Braziliense/Nelson Cilo) 

 

 

 

Associadas da Abeifa ampliam vendas em 19,8%

 

Enquanto as vendas de veículos importados cresceram apenas 1,4% no comparativo de outubro com setembro, passando de 24,8 mil para 25,2 mil unidades, segundo dados da Anfavea, as 15 marcas filiadas à Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, ampliaram seus negócios em 19,8% no mesmo comparativo.

 

Conforme levantamento divulgado pela Abeifa nesta sexta-feira, 8, suas associadas emplacaram 3.407 unidades no mês passado, ante as 2.845 de setembro. Em relação a outubro de 2018, quando foram comercializadas 3.484 unidades, as vendas das marcas representadas pela Abeifa tiveram retração de 2,2%.

 

O resultado positivo de 19,8% no mês passado fez decrescer o índice negativo do acumulado do ano. A queda em 2019 caiu dos 9,8% verificados até setembro para 8,9% nos dez primeiros meses. Apesar, no entanto, da tendência mensal de alta a dois meses do final de 2019, a estimativa de vendas para o ano – já revisada em julho – foi mantida pela Abeifa em 35 mil unidades. Ou seja, a previsão é de queda em relação às 37,6 mil unidades comercializadas em 2018.

 

No segmento de importados, a Kia Motors manteve a liderança em outubro, com 990 unidades vendidas e alta de 50% sobre setembro. O modelo mais vendido pela marca coreana no mercado brasileiro é o SUV Sportage. Na sequência vêm a Volvo, com 721 unidades em expansão de 21,2%, BMW (619/+34,3%), Land Rover (246/-2,4%) e JAC Motors (195/-3,9%).

 

As quatro associadas da Abeifa com produção nacional –BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki – emplacaram em outubro total de 3.471 unidades, volume 17,9% superior ao de setembro, quando elas licenciaram 2.944 veículos, e expressiva alta de 36% ante outubro de 2018, quando anotaram 2.553 unidades.

 

Por marcas, a Caoa Chery, com 2.194 unidades emplacadas, registrou alta de 26,2% ante setembro, a BMW, com 832 unidades, expansão de 1,2%, a Land Rover cresceu 23,8%, para 291 unidades, e a Suzuki, com 154 veículos vendidos, queda de 4,1%.

 

Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas localmente, o ranking das cinco marcas, por volumes, aponta, a Caoa Chery na liderança, com 2.194 unidades (só nacionais). Na sequência vêm BMW, com 1.451 unidades (832 nacionais + 619 importados), a Kia Motors com 990 veículos (só importados), a Volvo com 721 unidades (só importados), e Land Rover com 537 veículos (246 nacionais e 291 importados). (AutoIndústria)

 

 

  

Governo lançou programa de investimentos de R$ 200 milhões para setor automotivo

 

As inovações tecnológicas nos automóveis ganharam um aliado e tanto. As montadoras habilitadas estarão aptas a receber um montante de R$200 milhões, valor a ser utilizado em novos recursos e funcionalidades.

 

Tais benefícios são oriundos do programa Rota 2030, do Governo Federal, o qual foi aprovado em 2018, de modo que pesquisa e desenvolvimento sejam assuntos ainda mais estudados e aplicados.

 

Todos saem ganhando com essa decisão, que tem um grande potencial de transformar a indústria automobilística da forma com a qual estamos acostumados. Vamos entender melhor como o projeto funciona e quais são os benefícios proporcionados por ele.

 

Qual será a finalidade de tal investimento?

 

Espera-se que ele seja aplicado para melhorar a produtividade da cadeia automotiva, interesse já comum no segmento, além de ajudar também em projetos de internet das coisas (IoT, Internet of Things), digitalização de produção, carros elétricos, eficiência energética, conectividade e afins.

 

Graças ao Rota 2030, a alíquota de importação de peças automotivas não fabricadas no país foi zerada. Em contrapartida, porém, as montadoras habilitadas terão que depositar 2% do valor de suas importações em um fundo que será aplicado para investir no próprio setor.

 

Seis programas para liberação dos valores foram lançados, os quais são gerenciados pelas seguintes entidades:

 

- Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii);

- Financiadora de Estudos e Projetos (Finep);

- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI);

- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);

- Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa de Minas Gerais (Fundep), essa responsável por dois programas diferentes.

 

De acordo com a Secretaria de Produtividade do Ministério da Economia, o recurso não passa pelo governo, o qual apenas monitora e acompanha a execução dos programas. Isso significa que os aportes realizados pelas montadoras serão destinados diretamente às entidades.

 

Cabe a cada montadora escolher em qual ou quais programas deseja investir. A partir de então, elas terão que destinar mensalmente os aportes, com valores equivalentes às suas importações.

 

As entidades gestoras terão uma competição saudável entre si, já que precisarão se esforçar para atrair a atenção das montadoras de modo a receber os devidos aportes, sempre com o intuito de favorecer a indústria automotiva como um todo, além das montadoras individualmente.

 

Os programas prioritários foram lançados em 20 de setembro de 2019, em um evento na Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em que estavam presentes representantes do Ministério da Economia e também da própria Anfavea.

 

A expectativa é de que os programas totalizem, aproximadamente, R$1 bilhão ao longo de cinco anos, o que certamente pode fazer com que a indústria automobilística apresente novidades tão interessantes quanto funcionais, além de rentáveis às operadoras. Essa rentabilidade, por sua vez, beneficia também os clientes, que terão melhores recursos e funcionalidades à sua disposição. (Portal Terra/Dino Divulgação)

 

 

 

ANFIR prevê um 2019 acima das projeções de início do ano

 

O volume de emplacamentos de implementos rodoviários em 2019 deverá superar em 25% o total apurado no ano passado. Dessa forma, superando a previsão inicial da ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários para o ano.

 

De acordo com Norberto Fabris, presidente da ANFIR , os números refletem uma recuperação econômica no país. “Os números de mercado que estamos atingindo estão maiores que nossas projeções. Embora o desempenho ainda esteja abaixo dos números de 2012/2013, é um bom sinal de recuperação da nossa economia”.

 

Ao todo, segundo as projeções da entidade a indústria fabricante de implementos rodoviários deverá entregar ao mercado 115 mil unidades. A projeção anterior indicava entre 108 mil e 110 mil produtos, representando 20% de desempenho.

 

Além disso, Fabris afirma que ano que vem pode ser ainda melhor. “Estamos otimistas para 2020, onde projetamos um crescimento de dois dígitos, atingindo a recuperação do mercado que tínhamos nos anos anteriores a crise de 2014 a 2017″, conclui. (Frota & Cia/André Garcia)

 

 

 

Sem DPVAT, motociclista será o mais prejudicado

 

A maior parte das indenizações pagas pelo seguro DPVAT, extinto anteontem, envolve motociclistas – são, em média, 250 mil dos 460 mil pagamentos anuais. Como justificativa para o fim da cobrança, em 2020, o governo alega fraudes, custo de fiscalização e o fato de o SUS suprir o serviço. Especialistas negam e dizem que a medida atingirá os mais pobres.

 

Nos últimos dez anos, uma média de 460 mil vítimas ou parentes de pessoas mortas em acidentes de trânsito puderam contar com o pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) por ano. A maior parte desse total, 250 mil, foi de motociclistas que se acidentaram e ficaram inválidos, com sequelas permanentes que os impedem de trabalhar.

 

O benefício foi extinto anteontem por uma medida provisória publicada pelo presidente Jair Bolsonaro e continua a valer apenas até 31 de dezembro. Ele consistia em um pagamento garantido a toda pessoa que se envolvesse em um acidente de trânsito dentro do território nacional causado por veículo registrado no País.

 

Eram três tipos de indenização: por morte (para parentes) ou por invalidez permanente (para a vítima), além de uma indenização de despesas médicas. Nos dois primeiros casos, a apólice era de R$ 13,5 mil e, no terceiro, de até R$ 2,7 mil. De 2009 a 2018, 3,27 milhões de pessoas que ficaram sem poder trabalhar depois de acidente receberam as apólices.

 

Além dos pagamentos de apólices, o seguro obrigatório também ajudou no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Departamento Nacional do Trânsito (Denatran) com cerca de R$ 37 bilhões, entre os anos de 2008 e 2018, segundo dados da Seguradora Líder, que gerenciava os pagamentos. Esses custos agora serão assumidos pela União.

 

Vítima

 

Em dezembro de 2018, o promotor de vendas Jéferson Martins de Oliveira, de 23 anos, sofreu um acidente de moto que mudou sua vida. Estava voltando do trabalho, quando colidiu com um carro na rodovia MG-404, em Taiobeiras, no norte de Minas. “Tive fraturas expostas do lado esquerdo, levando à desarticulação do joelho esquerdo e do ombro. Perdi muito sangue, meu tornozelo direito desarticulou porque foi necrosando.” O pagamento o ajudou a comprar itens para a sua reabilitação, que ainda está longe do fim. “Cadeira de rodas, de banho e medicamentos.”

 

Os argumentos do governo federal para a extinção do DPVAT incluem fraudes detectadas no sistema, custo de regulação e serviço semelhante ao do SUS. O diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Rafael Scherre, afirma que a medida supre demanda do Tribunal de Contas da União (TCU). “O número do repasse de 2019 (para o SUS) é de R$ 965 milhões e a tendência era de diminuição.” Ainda segundo ele, “o SUS não vai perder recursos”.

 

Considerando o novo cenário, o advogado especialista em Direito do Trânsito Maurício Januzzi afirma que, agora, se a pessoa se ferir no trânsito, terá de processar ela mesma o responsável pelo acidente. “Pode procurar a Defensoria”, observa, se não tiver um advogado.

 

Especialistas da área argumentam que a medida atingirá justamente a população de menor renda e, em especial, motociclistas que ficaram inválidos após um acidente.

 

“É um dinheiro para compensar uma família destroçada psicologicamente e financeiramente. É para pagar as necessidades básicas emergenciais quando uma pessoa deixa de produzir por estar machucada. Não é um seguro de saúde ou

 

aposentadoria”, afirma o engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PoliUSP), Sergio Ejzenberg.

 

“O Brasil todo é sabedor do número de fraudes no DPVAT”, afirma a presidente da Associação Nacional de Detrans, Larissa Abdalla Britto. “A AND e os Detrans alertaram isso.” Mas ela ressalta que “o DPVAT é um seguro obrigatório que atinge aquelas pessoas que não têm condições de fazer um”.

 

Sem dados

 

Larissa lembra ainda que o País não tem sistema integrado de coleta de dados de acidentes de trânsito. Os dados nacionais eram coletados pelos pagamentos do DPVAT. Sem ele, não haverá informações de abrangência nacional. (O Estado de S. Paulo/Bruno Ribeiro, Paula Felix e Renata Okumura)

 

 

 

Sucesso, dúvida e retomada

 

Em menos de dois meses, a trajetória do Chevrolet Onix Plus no Brasil teve uma estreia avassaladora, dois casos de incêndio por defeito, paralisação das vendas, recall e retomada da oferta nas concessionárias.

 

A nova linha Onix, que concorre em dois dos maiores segmentos do mercado, é a principal aposta da empresa no País nos últimos anos. O sedã Onix Plus foi lançado em setembro e o hatch deve chegar no fim deste mês. O motor 1.0 turbo de três cilindros, tido como um dos destaques do modelo, virou o vilão da história.

 

Tudo começou em setembro. Um vídeo postado na internet mostrava um Onix Plus em chamas em Gravataí (RS), onde o carro é feito.

 

Como determina a lei, a GM informou o caso à Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Como não ficou comprovada a necessidade de recall, o caso foi arquivado, segundo o coordenador de Saúde e Segurança da Senacon, Nicolas Eric Matoso.

 

No início de novembro, um novo caso de incêndio foi registrado no Maranhão. Dessa vez, foi a Senacon que pediu esclarecimentos à GM.

 

Em documento enviado à Secon, a GM informou que o carro poderia apresentar defeito “na calibração do software que pode causar vazamento de óleo no compartimento do motor e gerar incêndio”. Ainda segundo a fábrica, há risco de quebra do pistão, biela e até mesmo do bloco do motor.

 

Na semana passada, as concessionárias foram orientadas a contatar os compradores do modelo, informar sobre o risco e pedir que os carros fossem levados às oficinas. Foi uma medida preventiva, para evitar que esses modelos continuassem circulando. A empresa ofereceu um carro reserva enquanto o do cliente estiver retido para reparo.

 

Na tarde da última sexta-feira (8), a GM oficializou o recall. O comunicado, publicado no site comercial da empresa, informa que os reparos serão feitos a partir da próxima segunda-feira, dia 18.

 

Em e-mail enviado à redação do Jornal do Carro, a Chevrolet informa que as unidades do Onix Plus produzidas a partir do domingo passado (10) já trazem a nova calibração do software do motor. E que a atualização está disponível para as oficinas desde segunda-feira (11).

 

Dos cerca de 19 mil Onix envolvidos no recall, 16 mil estavam em poder da Chevrolet na segunda-feira (e boa parte havia recebido a atualização do sistema).

 

Imagem preservada

 

Segundo especialistas, a derrapagem na largada não deve causar grandes estragos nem à imagem do carro nem à da empresa. “Só erra quem trabalha”, afirma o consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa. Segundo ele, a GM agiu rápido na intervenção do problema e está oferecendo toda a assistência aos consumidores.

 

A opinião é compartilhada pelo professor de direito do consumidor da PUC-SP, Josué Rios. “A GM fez a coisa certa ao, rapidamente, oferecer carro reserva aos clientes”, afirma.

 

Ele diz que ao fazer isso a marca evitou que o consumidor ficasse exposto ao risco. “Isso é o mais importante”, diz.

 

Segundo o Diretor de Fiscalização do Procon-SP, Carlos Marera, o órgão irá verificar se os donos dos Onix Plus afetados pelo recall da GM terão os veículos prontamente reparados. O consumidor também deverá ser ressarcido de eventuais gastos com locomoção enquanto o carro estiver na oficina.

 

Marera diz que, como a GM vem recolhendo os carros por conta própria, está acatando as determinações da portaria 618/2019 do Procon, que normatiza a realização de recalls.

 

Professor de direito do consumidor da PUC-SP, Josué Rios explica que o recall só cabe quando há risco de acidente. “A GM fez a coisa certa ao oferecer carro reserva aos clientes”, afirma. Ele lembra que o consumidor deve pegar o carro reserva o mais rapidamente possível. “Além de eliminar o risco a que está sendo submetido, isso evita que a empresa use uma eventual demora contra ele.”

 

Rios diz que se o cliente encontrar dificuldade para pegar o carro reserva passa a ter direito de alugar um veículo ou utilizar outro tipo de transporte e cobrar as despesas da GM. “A premissa de tudo é que a empresa admite que o consumidor não pode ser exposto a risco.” A GM se comprometeu a ceder carros para os clientes.

 

Carro equivalente

 

Rios diz que o carro reserva dever ser equivalente ou superior ao que o consumidor deixou de usar por causa do recall. “Não pode ser um modelo inferior ou que tenha consumo de combustível muito maior, por exemplo.” Há relatos de autorizadas em São Paulo que estão dando alguns Prisma usados para uso dos clientes até o reparo, o que pode ser considerado modelo inferior.

 

Para ele, não cabe pedir indenização por danos morais por isso. A não ser que o carro tenha realmente se incendiado. “Nesse caso o consumidor pode alegar que sofreu trauma ou ficou abalado psicologicamente pelo incêndio.”

 

Quem já comprou o carro e ainda não o recebeu tem a possibilidade de cancelar a compra. Caso a GM não entregue o carro em até 30 dias após o negócio fechado, é direito do comprador desistir e receber o dinheiro de volta. A concessionária pode propor ainda a troca por outro modelo.

 

Quem já está com o carro deve procurar a autorizada para realizar o conserto. Devolver o veículo pode ser uma opção mais complicada. “O código do consumidor não prevê a devolução do bem, e o proprietário deve negociar com a concessionária”, explica Marera.

 

Quem mora longe da concessionária pode pleitear com o serviço de atendimento ao consumidor da GM, ou com a própria loja, o ressarcimento das despesas de deslocamento.

 

Caso o consumidor se sinta lesado, deve procurar o Procon para formalizar uma queixa. Se a GM não cumprir as obrigações com o recall e consumidores, será notificada outra vez.

 

Troca de veículo

 

Depois de realizado o recall, se o mesmo problema surgir novamente, não é caso de refazer o reparo, mas de trocar o veículo por um novo, segundo a avaliação de Rios. Ele diz ainda que não é o caso de o cliente devolver o carro e pedir o reembolso dos valores pagos. “Não vejo sustentação para isso.”

 

Contatos da GM

 

Para outras informações e obter o endereço da oficina mais próxima, o consumidor pode ligar grátis para 0800 702 4200 ou acessar o site da empresa: www.chevrolet.com.br/localizar-concessionaria.

 

A GM fez a coisa certa ao oferecer carro reserva, Josué Rios, professor de Direito. (Jornal do Carro)

 

 

 

Fiat Toro caminha para novo recorde anual de vendas

 

A Fiat Toro somou 52,8 mil emplacamentos nos primeiros dez meses de 2019. É o segundo comercial leve mais vendido do País, muito à frente do terceiro colocado, a Volkswagen Saveiro (35,5 mil), e só perde mesmo para outro Fiat, a picape Strada, que lidera com 63,8 mil unidades vendidas.

 

Tanto a Strada como a Saveiro, porém, são veículos de menor porte, capacidade de carga inferior e, naturalmente, bem mais baratos. Isso só confirma o excelente desempenho da Toro que, desde seu lançamento em 2016, já acumulou mais 200 mil unidades vendidas, marca alcançada também em outubro.

 

Mantida a atual média mensal nos dois últimos meses do ano, a Toro cravará um novo recorde anual de vendas. O melhor resultado até hoje foi alcançado em 2018, com 58,5 mil unidades licenciadas e  a segunda colocação no ranking.

 

E não está nada difícil confirmar 2019 como o melhor ano do modelo. Até porque a Fiat acaba de dar mais um empurrão à picape ao revelar, nesta terça-feira, 12, que já aceita pedidos para a Toro Ultra, a quinta versão da picape que estará nas revendas em dezembro.

 

A Ultra, como o próprio nome sugere, ocupará lugar no topo da linha, ao lado da Ranch. Custa R$ 164.990,00 e dispõe de motor 2.0 Diesel, tração 4×4 e câmbio automático de nove marchas.

 

Além de detalhes estéticos externos e internos, a nova versão tem como principal novidade de série a Dynamic Cover, uma capota rígida para a caçamba.

 

Desenhada de forma a harmonizar com o estilo da carroceria da Toro, o componente protege mais os objetos contra a entrada de água e furtos. Sua abertura funcional é de 40 graus e é auxiliada por amortecedores laterais com sistema de mola a gás.

 

Detalhe importante: possui alça auxiliar para fechamento e maçaneta de abertura interna posicionada do lado esquerdo. Assim, o usuário não precisa abrir as duas portas traseiras da caçamba para ter acesso. (AutoIndústria/George Guimarães)

 

 

 

 

Iveco tem novo presidente mundial

 

Desde 1º de novembro, a Iveco, marca do grupo CNH Industrial, tem Thomas Hilse como novo presidente mundial. No cargo, o executivo assume responsabilidade global pelo gerenciamento de produtos, vendas, marketing e desenvolvimento de rede. Hilse ficará baseado em Turim, Itália.

 

“Thomas se junta a nós em um momento importante da nossa história, quando acabamos de lançar a nova linha de veículos comerciais leves Daily e o novo caminhão Iveco S-Way, além de avanços significativos em digitalização e manutenção em nossa oferta”, observa Gerrit Marx, presidente mundial de veículos.

 

Hilse acumula 22 anos de experiência adquirida na indústria de caminhões, ônibus e veículos comerciais. Esteve em posições de gerenciamento internacional para diferentes marcas na Europa, NAFTA, América Latina e Sudeste Asiático, região onde até então desempenhava a função de CEO da área de veículos comerciais da Daimler.

 

Ao longo de sua carreira, atuou em todos os aspectos do negócio, desde vendas e desenvolvimento de negócios ao atendimento ao cliente e planejamento de produtos.

 

O executivo é formado em Engenharia Mecânica e Administração de Empresas e possui mestrado em Relações Internacionais. (AutoIndústria)

 

 

 

Citroën mostra C5 Aircross Hybrid na Europa

 

A Citroën dá a largada em sua ofensiva elétrica com a revelação do SUV C5 Aircross Hybrid, apresentado como o veículo urbano silencioso da classe ë-Confort. Produzido na França, na fábrica de Rennes – La Janais, o modelo já está disponível para pedidos, mas os primeiros modelos só devem ser entregues para os clientes franceses no fim do primeiro semestre de 2020.

 

Com câmbio automático eletrificado ë-EAT8, o SUV tem motor a gasolina PureTech de 180 cv e motor elétrico de 80 kW, com uma potência acumulada de 225 cv. Assim como a versão à combustão, tem suspensão com batentes hidráulicos progressivos, bancos Advanced Comfort e 20 tecnologias de ajuda à condução.

 

Com zero emissões de CO2 em modo 100% elétrico, sua autonomia quando utilizado apenas esse motor é de 50 km. Segundo a Citroën, o novo SUV é o veículo mais modulável do segmento, com três bancos traseiros individuais, deslizantes, inclináveis e escamoteáveis.

 

Disponível a partir de € 39.950, o C5 Aircross Hybrid é a primeira etapa da ofensiva de eletrificação da Citroën rumo a uma gama 100% elétrica em 2025. De acordo com a montadora, o ano de 2020 marcará a transição da marca para uma gama ampliada, que contará com versões 100% elétricas e híbridas recarregáveis em complemento aos motores de combustão interna já comercializados.

 

“Tenho muito orgulho de revelar o novo SUV C5 Aircross Hybrid, que constitui a primeira etapa de nossa estratégia de eletrificação”, comentou Linda Jackson, diretora feral da Citroën, ao revelar o novo modelo nesta terça-feira, 12. “Verdadeiro carro-chefe tecnológico da Citroën, ele oferece uma autêntica versatilidade de utilização: elétrica para uso diário, térmica quando necessário, a receita do supremo conforto para todos.”

 

Segundo a executiva, a partir do novo SUV híbrido que chega ao mercado em 2020, todos os modelos lançados pela marca terão uma versão eletrificada, refletindo o compromisso da Citroën com a transição energética e visando oferecer ao maior número de produtos inspirados nas utilizações dos clientes, em todos os segmentos e mercados. (AutoIndústria)

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