NOTÍCIAS DO DIA
11/09/2026
GM planeja investir em torno de R$ 30 bilhões em compras em 2026
A General Motors reuniu representantes de pouco mais de cem de seus cerca de 1,5 mil fornecedores do Brasil e da Argentina na noite de quarta-feira, 9 de setembro. O objetivo de Carlos Bibi, diretor executivo de compras para a região, era homenagear dez deles, que foram premiados no encontro global, em maio, no Texas, Estados Unidos.
Todos os anos a GM organiza essa premiação em nível global, dos seus mais de 20 mil fornecedores. Este ano o destaque foram os brasileiros: de 102 premiados, dez são da operação local. “Eles não são os melhores do Brasil: estão entre os melhores do mundo”, disse Bibi. “Começou com nenhum, depois um foi premiado, depois três. Agora chegamos a dez. E queremos aumentar na próxima edição”.
Receberam o troféu Aethra, Axalta, CooperStandard, HL Mando, Moura, Usiminas, Valeo, Yapp, Comexport e Iconic Lubrificantes. As multinacionais citadas foram premiadas por sua operação brasileira, destacou Bibi.
O diretor de compras disse que a GM investe, anualmente, em torno de R$ 30 bilhões em compras na região. “Quanto projetamos para 2026 e 2027? Certamente mais. Nossa trajetória é de crescimento”.
Em discurso o presidente Thomas Owsianski afirmou aos fornecedores que a GM tem como objetivo ampliar a nacionalização. Agradeceu os esforços e a resiliência da cadeia.
Bom desempenho na região
Em 2026, especialmente, a GM vem recuperando terreno perdido na América do Sul. As vendas no Brasil cresceram 20% até agosto, acrescentando 30 mil unidades ao volume do ano passado, segundo o presidente.
Na região todo o avanço chega a 40 mil veículos, com cerca de 15% de alta. “Crescemos mais do que a média do mercado”. (Agência AutoData/André Barros)
Novo sistema RIO oferece mais qualidade e informação em tempo real para passageiros
O Sistema RIO (Rede Integrada de Ônibus), a nova rede de transporte por ônibus da cidade do Rio de Janeiro, contará, até o final deste ano, com 316 novos e modernos ônibus urbanos, com tecnologia de ponta que proporciona mais segurança, comodidade, conforto e informação em tempo real para os passageiros. Desde agosto, 169 veículos já entraram em operação e a Luminator Technology Group Brasil, empresa especializada em tecnologias de transporte para ônibus e trens, equipará todas as 316 unidades que o Grupo Comporte, um dos maiores conglomerados de transportes da América Latina e vencedor da licitação, vai colocar em operação.
“O sistema de transporte coletivo do Rio de Janeiro tem se destacado por ser o com as mais avançadas tecnologias para a segurança, conforto e informação aos passageiros. Os ônibus CAIO adquiridos pelo Grupo Comporte incorporam quase todas as soluções de ponta disponíveis hoje no mercado nacional e são referência para as demais cidades brasileiras”, destaca Rafael Rossi, gerente comercial da Luminator Technology Group Brasil.
A nova frota foi projetada para oferecer mais conforto, segurança, acessibilidade e eficiência operacional. Todos os veículos serão equipados com sistemas da Luminator Technology Group Brasil, como os sistemas Próxima Parada, com painéis eletrônicos e aviso sonora das próximas estações, , telas TFT com informações da viagem e Itinerários eletrônicos, além de ar-condicionado, tecnologia de controle da temperatura interna, tomadas USB para carregamento de celulares, sistema de som com alto-falantes, microfone para comunicação com os passageiros e botão de emergência para situações de pânico ou assédio.
Segurança reforçada
Os novos ônibus também incorporam tecnologias voltadas à segurança dos passageiros e dos motoristas. Entre os equipamentos embarcados estão câmeras de monitoramento e painel interno para visualização das imagens da Luminator, bloqueio automático de aceleração com as portas abertas, velocímetro interno e sistemas inteligentes de assistência à condução.
Monitoramento em tempo real
Outra inovação do Sistema RIO é o monitoramento inteligente da operação. Todos os veículos estarão conectados por meio de GPS, telemetria, validadores de passagem, contadores automáticos de passageiros e sistema AVL, permitindo o acompanhamento da frota em tempo real e uma gestão mais eficiente do serviço.
As telas TFT integradas à UCP da Max Track – empresa de gestão de frotas, eficiência logística e tecnologia para rastreamento veicular de alta performance – funcionam como um terminal de dados e computador de bordo embarcado nos veículos e auxiliam os motoristas e gerenciar a operação, Entre as principais funções do UCP estão o GPS e rotas, que exibe o mapa e a rota exata das linhas de ônibus em tempo real, controle de horários e permitir o registro e o acompanhamento da jornada do motorista. As imagens das câmeras embarcadas com informações da viagem também poderão ser utilizadas para avaliar situações específicas e reforçar a segurança da operação.
Sobre a Luminator
Com unidade em Caxias do Sul, a Luminator é líder no mercado mundial no fornecimento de sistemas de informação para passageiros, com produtos como o Itinerário eletrônico, Sistema de Próxima Parada, Telas TFT e soluções de segurança como sistemas Multiplex e de Câmeras de Monitoramento Embarcado (CCTV). A empresa tem como principais clientes fabricantes de ônibus, operadoras de transporte público urbano e rodoviário, além de outros clientes no modal Rai, e está posicionada para oferecer suporte aos fabricantes de ônibus e trens, bem como às operadoras de transporte público em todo o mundo. (Truck & Bus Builder América do Sul)
Parceria entre Chevrolet e Hyundai tem futuro incerto no Brasil
A parceria entre General Motors e Hyundai, firmada em 2025, ainda não está garantida para os futuros carros da Chevrolet no Brasil. Nesta semana, executivos da GM afirmaram que existem aprovações internas pendentes antes de definir quais projetos serão aplicados ao mercado brasileiro.
Relembre a parceria entre GM e Hyundai
O acordo entre as duas fabricantes prevê o desenvolvimento conjunto de cinco veículos. Quatro deles foram pensados para a América Central e do Sul: um carro compacto, um SUV compacto e duas picapes. A Hyundai lidera os projetos dos veículos compactos, enquanto a GM ficou responsável pelo desenvolvimento da picape média.
Essa divisão alimentou a expectativa de que os próximos Chevrolet vendidos no Brasil poderiam usar plataformas da Hyundai. Entre as possibilidades está a nova geração do Onix baseada em uma arquitetura relacionada ao Hyundai i20.
No caso dos SUVs, a possibilidade mais comentada envolve o Tracker. O modelo poderia compartilhar componentes e arquitetura com o Hyundai Creta, criando uma ligação técnica entre dois dos principais produtos das marcas.
Onix, Tracker e Montana são atualmente produzidos sobre a plataforma GEM, desenvolvida pela GM em parceria com a chinesa SAIC. Uma futura arquitetura compartilhada com a Hyundai permitiria reduzir custos de desenvolvimento e aumentar a escala dos novos projetos.
A mudança também poderia facilitar a adoção de novas tecnologias. As plataformas em desenvolvimento foram pensadas para receber motores a combustão e diferentes níveis de eletrificação, o que seria importante para a próxima geração dos modelos vendidos na América do Sul.
Futuro incerto no Brasil
A parceria entre GM e Hyundai começou a ganhar forma em 2024, quando as empresas assinaram um memorando para avaliar projetos conjuntos. Em 2025, elas anunciaram os cinco veículos e informaram que os trabalhos de engenharia já estavam em andamento, com os primeiros lançamentos previstos a partir de 2028.
O problema é que nada disso garante, até o momento, que os novos Chevrolet produzidos no Brasil usarão essas plataformas. A própria direção da GM na América do Sul adotou cautela ao comentar o assunto.
Portanto, um futuro Tracker baseado em uma arquitetura do Creta ou um novo Onix com tecnologia Hyundai continua sendo possível, mas não pode ser tratado como decisão tomada. Para o Brasil, o próximo passo depende das aprovações e definições que ainda estão em andamento. (Portal Vrum/Pedro Sciola)
Mercado de ônibus elétrico quase triplica em agosto
O mercado de ônibus elétrico deu um salto expressivo em agosto, com vendas da ordem de 254 unidades, alta de 185% sobre as 89 unidades de julho. Foram 932 emplacamentos no acumulado do ano, expansão de 82% em relação às 512 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.
Líder de mercado, a BYD avançou de 66 para 126 veículos entre julho e agosto, totalizando 301 no ano.
“Só quem lidera a mobilidade elétrica conhece o tamanho da responsabilidade que vem junto com essa posição”, comentou Alexandre Baldy, vice-presidente Sênior da BYD Brasil e chefe comercial e de marketing da BYD Auto, ao divulgar os números.
Segundo o executivo, a BYD está pronta pra crescer com o mercado, que se mostrou muito mais forte em agosto. Do total do mês, metade foi de produtos da marca chinesa.
A expansão da BYD nas ruas é sustentada pelo avanço da produção nacional. Em agosto, pouco mais de uma década após o início das suas atividades, a fábrica paulista de Campinas alcançou a marca de 1.000 chassis de ônibus elétricos produzidos no Brasil. (AutoIndústria)
Nível de emprego nas montadoras é o maior em 13 anos
Mesmo sem contemplar as montadoras que iniciaram operações no Brasil em 2025, em especial as chinesas GWM e BYD, o quadro de empregos no setor automotivo vem em ascensão este ano e atingiu, em agosto, 115 mil funcionários. O maior nível dos últimos 11 anos.
Só neste ano foram 5,6 mil contratações, das quais 1 mil no mês passado. Os dados são da Anfavea que, apesar de contemplar em seu balanço de vendas os números das novas entrantes, não considera no efetivo os empregos gerados por elas.
Nesse caso, são contemplados apenas os números das associadas fabricantes de veículos, excluindo assim também as do segmento de máquinas agrícolas e de construção.
Pelos últimos números divulgados pelas marcas chinesas, a BYD está empregando 6,3 mil funcionários em Camaçari, BA, e a GWM perto de 1,8 mil em Iracemápolis, SP, com total de 2 mil no País. Com isso, poderia se falar em um quadro total das montadoras aqui instaladas da ordem de 123 mil trabalhadores.
Até agora, o melhor período da indústria automotiva em volumes e mão de obra foi entre 2010 e 2015, sendo que o recorde de mão de obra, considerando exclusivamente as fabricantes de veículos, foi alcançado em 2013, com 135 mil empregos.
O auge de vendas ocorreu em 2012, com 3,8 milhões de unidades comercializadas, sendo que a expectativa da Anfavea para este ano é a de romper novamente a barreira dos 3 milhões. Neste início de setembro, o mercado brasileiro já ultrapassou 2 milhões de veículos vendidos.
Em entrevista na terça-feira, 8, o presidente da entidade, Igor Calvet, disse que o nível de emprego é um reflexo da decisão das montadoras instadas no Brasil há mais tempo de manterem os investimentos para fazer frente à concorrência crescente dos chineses.
“Não há qualquer sinal para os próximos meses de reversão nesse quadro, de arrefecimento nas contratações. A não ser os fabricantes de caminhões, os demais seguem tendência de manter efetivo ou até mesmo ampliá-lo”, comentou o executivo.
Este ano, a indústria registra desempenho positivo em vendas internas e produção. Só em agosto foram fabricados mais de 271 mil veículos, o maior volume mensal desde outubro de 2019, ou seja, desde antes da pandemia.
Houve crescimento de 6,8% sobre julho e de 9,4% sobre agosto de 2025. O acumulado do ano já chega perto de 1,9 milhão de unidades, 8,5% a mais que nos primeiros oito meses do ano passado.
Das 148 mil unidades produzidas em 2026 a mais em relação ao ano passado, 2/3 são unidades CKD/SKD das marcas chinesas. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)
Fenatran registra alta de 12% no credenciamento
O credenciamento para a Fenatran 2026 cresceu 12% no primeiro mês de abertura em relação ao mesmo período da edição de 2024. A organização não informou, no entanto, o número absoluto de profissionais inscritos.
A 25ª edição da feira reunirá mais de 700 marcas e 13 fabricantes de caminhões entre 9 e 13 de novembro, no São Paulo Expo, na capital paulista. O evento abrange diferentes segmentos da cadeia do transporte rodoviário de cargas, incluindo veículos, implementos, componentes, intralogística e tecnologias aplicadas à operação.
O credenciamento gratuito para profissionais dos setores de transporte e logística permanecerá aberto até 7 de novembro. A partir de 8 de novembro, o ingresso custará R$ 150.
Entre as atrações confirmadas está a Fenatran Experience, área externa destinada à condução de caminhões. Visitantes habilitados poderão dirigir modelos da DAF, Foton, Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Sany e Volkswagen Caminhões e Ônibus em um circuito com retas e curvas.
A programação também prevê debates sobre inovação, eficiência operacional e descarbonização. A agenda inclui a Rota Fenatran, o Fórum Transporte Sustentável, o Frotas Conectadas, o Seminário da NTC e o Fórum de Mulheres no Transporte e Logística.
Realizada a cada dois anos, a Fenatran terá cinco dias de exposição e atividades voltadas a transportadores, embarcadores, frotistas, fornecedores e profissionais de logística. (Transporte Moderno)
Marcopolo fornece 55 novos ônibus para renovação das frotas da Urubupungá Turismo e da Viação Caieiras
A Marcopolo reforça sua presença no segmento de transporte de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo com o fornecimento de 55 novos ônibus Viaggio G8 900 para a Urubupungá Transportes e Turismo e a Viação Cidade de Caieiras, empresas pertencentes ao Grupo NSO. Os veículos foram entregues recentemente pela filial da Marcopolo em São Paulo e serão utilizados nas operações de transporte de passageiros por fretamento das empresas.
O fornecimento contempla 35 unidades para a Urubupungá Turismo e 20 unidades para a Viação Caieiras, fortalecendo uma parceria construída ao longo de mais de 20 anos e reafirmando a confiança do grupo nos produtos e soluções desenvolvidos pela Marcopolo para o segmento.
Atuamos continuamente para estreitar o relacionamento com nossos clientes e compreender as necessidades específicas de cada operação. O Grupo NSO é um parceiro importante e de longa data, essa nova aquisição reforça a parceria e nosso compromisso em oferecer veículos que proporcionem elevados padrões de conforto, segurança e eficiência para as operações rodoviárias e fretamento em toda São Paulo”, destaca Wagner Tillmann, gerente da Filial Marcopolo São Paulo.
Os novos ônibus foram desenvolvidos para atender às demandas de mobilidade da região, combinando tecnologia, acessibilidade e conforto para passageiros e operadores. Com soluções voltadas para a otimização do desempenho operacional, os veículos contribuem para ampliar a qualidade dos serviços prestados e a competitividade das empresas.
Viaggio G8 900 alia conforto, segurança e eficiência operacional
As 55 unidades fornecidas são do modelo Viaggio G8 900 e possuem capacidade para 47 passageiros e contam com configuração voltada para operações de fretamento e transporte de passageiros de curta e média distância.
Equipados com poltronas executiva, tomadas USB individuais, sistema de ar-condicionado e dispositivos de acessibilidade, os ônibus oferecem uma experiência de viagem mais confortável e segura. Com 12.700 mm de comprimento total, os veículos também garantem elevada eficiência operacional e maior disponibilidade para as atividades das empresas.
Parceria com um dos principais grupos de transporte da Grande São Paulo
O Grupo NSO reúne empresas com forte tradição no transporte de passageiros e atuação estratégica na Região Metropolitana de São Paulo. A Urubupungá Transportes e Turismo atua, desde 1986, no segmento de fretamento empresarial e eventual, atendendo eventos profissionais, de lazer e religiosos. Com uma frota de cerca de 310 veículos, a empresa concentra sua atuação principalmente no atendimento a mais de 60 clientes do segmento empresarial
Já a Viação Cidade de Caieiras atua nos segmentos de transporte urbano e fretamento, atendendo municípios como Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar, Santana de Parnaíba e São Paulo. A empresa se destaca pela qualidade dos serviços prestados tanto no transporte coletivo quanto nas operações corporativas e de turismo, contando com uma frota de 330 veículos.
Também fazem parte do Grupo NSO a Auto Viação Urubupungá, que opera linhas municipais, intermunicipais e seletivas nos municípios de Osasco, Cajamar e Santana de Parnaíba, e a Viação Santa Brígida, responsável pelo atendimento à região Noroeste e à região central do município de São Paulo.
Para a Marcopolo, a renovação das frotas da Urubupungá Transportes e Turismo e da Viação Cidade de Caieiras demonstra a importância crescente de veículos cada vez mais modernos, eficientes e adequados às exigências operacionais dos mercados urbano e de fretamento, contribuindo para uma mobilidade mais segura, confortável e sustentável para passageiros e operadores.
Sobre a Marcopolo
Fundada há 77 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é uma das principais fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo e referência em qualidade, tecnologia e inovação.
Comprometida com a evolução da mobilidade, investe continuamente em design, eficiência, novas soluções e expansão internacional. Com unidades fabris em cinco continentes, seus veículos circulam em mais de 140 países. (Truck & Bus Builder América do Sul)
Nova Renault Niagara chega em novembro, mas deixa versão híbrida para 2027
A Renault apresentou a picape Niagara, sucessora estilosa da Duster Oroch. O novo modelo faz parte da futuREady da marca, que prevê o lançamento de 14 veículos fora da Europa até 2030. Brasil, Argentina e Colômbia aparecem entre os principais mercados da Niagara. O preço não foi divulgado.
A Niagara, da mesma plataforma RGMP do Boreal e do Kardian, tem motor 1.3 turbo flex de 160 cv de potência, frente alta, grade ampla e elementos que reforçam sua aparência parruda.
Por dentro, há central multimídia de 10,1 polegadas, painel digital de 10,2, carregador de celular por indução e sistema OpenR Link com Google integrado com Gemini.
4x2 ou 4x4
Na versão 4x2, mais leve e econômica, a força do motor é enviada apenas para o eixo dianteiro. É uma configuração mais indicada para a cidade, rodovias e estradas de terra em boas condições.
Já a 4x4, sem bloqueio de diferencial, distribui a força entre os dois eixos. Na Niagara, o sistema pode transferir torque para as rodas traseiras quando identifica perda de aderência ou quando a situação exige mais tração. Em ambas, as rodas são de 17 polegadas.
Motor do Boreal
Com 4,94 metros de comprimento e 2,96 metros de entre-eixos, a Niagara será equipada com motor 1.3 turbo de injeção direta, que poderá ser movido apenas a gasolina ou ter tecnologia flex, dependendo do mercado. As configurações 4x2 e 4x4 entregam 156 cv com gasolina e 160 cv com etanol. O torque máximo é de 270 Nm.
O conjunto mecânico pode ser combinado ao câmbio manual de seis marchas ou à transmissão automática de seis velocidades e dupla embreagem úmida.
A caçamba tem 938 litros de capacidade e suporta até 654 kg de carga. Segundo a fabricante, o modelo também pode rebocar até 710 kg. Outro destaque é o compartimento de 36 litros localizado atrás dos bancos traseiros.
Na versão 4x4 Outsider automática, a picape tem 233 mm de distância do solo. Na 4x2, são 223 mm. Os ângulos de ataque e saída também mudam ligeiramente entre as configurações. Os acessórios de série são responsáveis por essa diferença de poucos milímetros. O visual Outsider também poderá ser adquirido para a versão 4x2.
Tecnologia
A cabine, belíssima por sinal, pode receber iluminação ambiente de LED com até 48 cores e conta com um amplo pacote de assistência ao motorista. Entre os recursos do sistema ADAS estão controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas, detector de fadiga, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, assistente de estacionamento e câmera panorâmica de 360 graus.
A bordo, o fabricante encontrou espaço de seis litros atrás do assento traseiro para guardar pequenas bolsas. Fica do lado direito porque, do lado contrário, estão as ferramentas.
O encosto do banco de trás tem inclinação de 25 graus, enquanto a distância para os joelhos chega a 200 mm. Dependendo da versão, há bancos dianteiros com ajustes elétricos e acabamento em tecido ou couro sintético. A capota elétrica é um dos acessórios que dão mais elegância ao conjunto.
Feita na América Latina
O design nasceu no Brasil, abandonou o losango na grade frontal e ganhou uma nova assinatura que poderá ser luminosa (acessório).
O trabalho conjunto das equipes de engenharia brasileiras e argentinas transformou a sucessora da Duster Oroch em uma bela picape, que estampa seu nome na tampa da caçamba. A produção ficará concentrada na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina.
Faltou a híbrida HEV
Nesse ponto, a Renault deu uma bola fora ao não apresentar uma configuração eletrificada da Niagara. Por enquanto, com o motor 1.3 turbo, a missão é disputar mercado com as versões a diesel da Fiat Toro, da Ram Rampage e da híbrida Maverick.
Durante a apresentação, a montadora limitou-se a prometer: “futuramente teremos a Niagara híbrida”. Leia-se: levará um ano.
A futura Niagara híbrida não será híbrida leve. O fabricante já disse que o sistema tracionará as rodas. Ela entrará, a partir de novembro, em um segmento que emplacou mais de 80 mil unidades em 2025 e promete crescer em 2026.
Vale lembrar que, em novembro, mesmo mês da chegada da nova Renault, também desembarca a BYD Mako 4x2 híbrida plug-in, derivada do Song Pro e produzida na Bahia. (CNN Brasil)
Chevrolet Captiva PHEV começa a ser produzido no Brasil em novembro
A General Motors já tem data para ampliar sua ofensiva de carros eletrificados produzidos no Brasil. O Chevrolet Captiva PHEV começará a ser montado em novembro na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. A informação foi confirmada por Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, durante a premiação dos melhores fornecedores da companhia no ano.
A produção nacional do SUV híbrido plug-in já havia sido anunciada pela Chevrolet no fim de agosto, mas, até então, a fabricante dizia apenas que a operação começaria ainda em 2026. Agora, Owsianski confirmou o mês e deixou claro o peso do Captiva PHEV na estratégia da empresa para acompanhar o avanço dos carros eletrificados no mercado brasileiro.
“Vamos começar a produção do Captiva PHEV em novembro no Ceará. Será super importante pelo crescimento expressivo do segmento de veículos PHEV e de modelos eletrificados no Brasil”, declarou Thomas Owsianski.
Terceiro Chevrolet eletrificado produzido no Ceará
O Captiva PHEV será o terceiro modelo eletrificado da Chevrolet montado na PACE em menos de um ano. A fábrica cearense, instalada nas antigas instalações da Troller, já é responsável pela produção do Spark EUV e do Captiva EV, ambos derivados de projetos desenvolvidos na China e montados em regime SKD (Semi Knocked-Down), com conjuntos importados. O Captiva elétrico entrou em produção no Ceará em junho.
A chegada da versão PHEV também marca uma estreia importante para a Chevrolet: será o primeiro híbrido plug-in da marca produzido no Brasil. Assim como o Captiva EV, o modelo é derivado do Wuling Starlight S, desenvolvido pela SAIC-GM-Wuling (SGMW), joint venture formada pela General Motors e pelas chinesas SAIC Motor e Wuling Motors.
É justamente dessa parceria que a GM vem aproveitando projetos para acelerar sua resposta ao rápido avanço das fabricantes chinesas no mercado brasileiro. O Spark EUV, por exemplo, nasceu como Baojun Yep Plus, enquanto as duas configurações do Captiva têm como origem o Wuling Starlight S. A estratégia permite trazer produtos eletrificados já desenvolvidos e colocá-los em produção local com maior rapidez.
Captiva PHEV terá cerca de 1.000 km de autonomia
O Captiva PHEV já é comercializado na Argentina e as especificações divulgadas naquele mercado dão uma boa indicação da configuração esperada para o Brasil. O conjunto combina motor 1.5 aspirado a gasolina, propulsor elétrico e bateria de 20,5 kWh, entregando potência máxima de 204 cv e torque de 31,6 kgfm. A tração é dianteira.
Segundo os números divulgados para o modelo argentino, o SUV consegue percorrer cerca de 80 km utilizando somente eletricidade. Com a bateria carregada e o tanque abastecido, a autonomia combinada chega a aproximadamente 1.000 km. A Chevrolet ainda não confirmou se o Captiva PHEV brasileiro repetirá integralmente a configuração mecânica e o pacote de equipamentos oferecidos no país vizinho.
Com 4,74 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,68 m de altura e 2,80 m de distância entre eixos, o Captiva PHEV entra diretamente na concorrida faixa dos SUVs médios eletrificados. Na Argentina, traz itens como rodas de 18 polegadas, teto solar panorâmico, câmera de 360 graus, controle de cruzeiro adaptativo, pacote ADAS, painel digital de 8,8” e central multimídia de 15,6”.
Chevrolet mira mercado dominado pelas chinesas
O momento escolhido pela General Motors não é por acaso. O mercado de híbridos plug-in ganhou rapidamente novos concorrentes no Brasil e hoje reúne nomes como BYD Song Pro e Song Plus, GWM Haval H6 PHEV, Jaecoo 7, Geely EX5 EM-i, CAOA Chery Tiggo 7 PHEV e Omoda 7. É justamente neste terreno, atualmente dominado principalmente por fabricantes chinesas, que a Chevrolet pretende colocar o Captiva PHEV.
Preço e data de lançamento comercial ainda não foram anunciados. O posicionamento será decisivo: o próprio avanço da concorrência ampliou bastante a faixa de preços dos SUVs híbridos plug-in, e o Captiva terá de combinar a força da rede Chevrolet com uma tabela competitiva para ganhar volume.
A produção no Ceará passa a ser uma das peças centrais dessa estratégia. Além de Spark EUV, Captiva EV e, a partir de novembro, Captiva PHEV, a fábrica poderá receber outros projetos derivados da parceria chinesa da General Motors caso a operação ganhe escala.
Hatch elétrico também está nos planos
Owsianski aproveitou a entrevista para reforçar que a GM estuda entrar em outro segmento no qual as fabricantes chinesas vêm crescendo rapidamente: o de hatches elétricos de entrada. A companhia já havia sinalizado publicamente que avalia um modelo para disputar esse mercado e o executivo confirmou que o projeto segue em análise.
“Estamos avaliando participar também do segmento de hatch elétrico, que vem imprimindo rápido crescimento. Queremos participar”, afirmou o presidente da GM América do Sul.
Embora a Chevrolet ainda não revele oficialmente qual será o carro, o modelo mais cotado é derivado do Wuling Bingo Pro, seguindo a mesma receita aplicada aos atuais eletrificados da marca. O objetivo seria entrar diretamente na faixa ocupada por modelos como BYD Dolphin Mini e Geely EX2, justamente dois dos elétricos de maior apelo de volume entre as marcas chinesas.
A possibilidade de montagem brasileira também está sobre a mesa. Fábio Rua, vice-presidente da GM do Brasil, indicou que, caso a decisão seja pela produção local, o Ceará surge naturalmente como destino.
O que você pensa sobre isso?
“A GM costuma produzir localmente nos mercados onde tem grande participação. Se tiver produção local, a tendência é que seja feito no Ceará com a nossa parceira (PACE)”, disse Rua.
A confirmação do Captiva PHEV para novembro, portanto, representa mais do que a chegada de uma nova versão do SUV. É mais um passo da General Motors para transformar a operação cearense em sua principal porta de entrada para carros eletrificados de origem chinesa no Brasil — e uma resposta mais direta ao avanço das novas concorrentes em segmentos nos quais a Chevrolet ainda tem pouca presença. (Motor1 Brasil/Diogo De Oliveira)
IVECO e Toyota vão desenvolver caminhões pesados de nova geração movidos a célula a combustível de Hidrogênio por meio do projeto EMPOWER
A IVECO e a Toyota anunciam uma nova colaboração no âmbito do EMPOWER – projeto financiado pelo programa Horizonte Europa, da União Europeia, dedicado ao avanço do transporte pesado com zero emissão –, marcando um importante avanço no desenvolvimento de veículos elétricos de nova geração movidos a célula a combustível (FCEVs) para o setor de transporte pesado.
No âmbito do projeto EMPOWER, a Toyota fornecerá o sistema de célula a combustível para os FCEVs de nova geração da IVECO. Aproveitando as competências complementares das duas empresas, a Toyota contribuirá com sua mais avançada tecnologia de célula a combustível, desenvolvida a partir de mais de três décadas de inovação, desenvolvimento e comercialização em aplicações de mobilidade e industriais. A IVECO liderará as atividades gerais de desenvolvimento, integração e validação do veículo, com base em seu papel pioneiro no transporte sustentável e na experiência adquirida em projetos emblemáticos de hidrogênio e demonstrações em condições reais de operação.
Os novos FCEVs representam um grande salto tecnológico, com avanços significativos nos principais indicadores de desempenho em comparação com os caminhões de primeira geração da IVECO movidos a célula a combustível e implementados como parte do projeto H2Haul. Com base nos valiosos aprendizados operacionais obtidos por meio desse programa, o novo veículo amplia a maturidade, a eficiência e a escalabilidade das soluções movidas a hidrogênio.
Equipado com sistemas de célula a combustível da Toyota, com potência total de 300 kW, o IVECO S-eWay Fuel Cell combina maior desempenho com eficiência aprimorada, ampliando a autonomia para mais de 900 km e aumentando significativamente a durabilidade para mais de 25 mil horas de operação. Paralelamente, o peso do veículo foi reduzido e a arquitetura geral foi simplificada por meio de uma estratégia de gerenciamento de energia mais eficiente, que requer apenas metade da capacidade de bateria da geração anterior.
Em conjunto, essas melhorias aproximam a tecnologia de célula a combustível dos requisitos operacionais, econômicos e de durabilidade do transporte comercial em larga escala. Esses avanços estão alinhados às mais recentes evoluções da tecnologia de célula a combustível da Toyota, cada vez mais voltada ao atendimento das exigências das aplicações em veículos comerciais, com maior confiabilidade, eficiência aprimorada e vida útil prolongada.
As atividades de validação e testes estão programadas para começar no quarto trimestre deste ano. O projeto tem como objetivo demonstrar a tecnologia em condições reais e exigentes de operação, com testes em estrada previstos para começar no primeiro semestre de 2027. Os aprendizados obtidos nessas atividades contribuirão para o desenvolvimento de soluções comercialmente viáveis movidas a hidrogênio para aplicações de longa distância e transporte pesado, servindo como plataforma-piloto para uma futura expansão em escala industrial.
“O hidrogênio é um elemento-chave para o futuro ecossistema de energia e mobilidade. Ao unirmos forças com a Toyota por meio do EMPOWER, estamos investindo em uma visão de longo prazo para o transporte pesado, que combina sustentabilidade, resiliência energética e desempenho operacional. Por meio do EMPOWER, reunimos conhecimento de ponta em células a combustível e engenharia veicular avançada para ajudar a explorar todo o potencial do hidrogênio e impulsionar a evolução do transporte pesado com zero emissão. Juntos, buscamos acelerar a adoção de soluções com zero emissão e contribuir para redefinir a forma como as mercadorias serão transportadas nas próximas décadas”, comentou Marco Liccardo, Chief Technology & Digital Officer do Iveco Group.
“A transição para o transporte de cargas com zero emissão exige tecnologias capazes de atender às condições reais do transporte comercial. Para operações pesadas e de alta quilometragem, a tecnologia de célula a combustível de hidrogênio apresenta grande potencial ao combinar autonomia, disponibilidade e eficiência. Ao trabalharmos em conjunto com a IVECO, buscamos demonstrar como o sistema de célula a combustível de terceira geração da Toyota pode ajudar os clientes a avançar rumo a uma logística com zero emissão pelo escapamento, sem comprometer suas necessidades operacionais”, afirmou Shinichi Yasui, vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Toyota Motor Europe.
A IVECO também contribui para o projeto EMPOWER por meio da implementação de um caminhão demonstrador elétrico a bateria. Ambas as iniciativas reafirmam a abordagem multienergética da IVECO para a descarbonização, na qual a tecnologia de célula a combustível de hidrogênio complementa as soluções elétricas a bateria e aquelas baseadas em combustíveis renováveis para atender a todo o espectro de necessidades de transporte dos clientes. Ao associar a tecnologia mais adequada aos requisitos operacionais específicos de cada missão, a IVECO avança por um caminho pragmático e eficaz rumo ao transporte com zero emissão.
Sobre o EMPOWER: Ao reunir importantes parceiros industriais e de pesquisa, o projeto EMPOWER (Eco-operated, Modular, highly efficient, and flexible multi-powertrain for long-haul heavy-duty vehicles) tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras de veículos elétricos a bateria e movidos a célula a combustível de hidrogênio, acelerando a transição para um ecossistema de mobilidade de cargas sustentável e climaticamente neutro.
Toyota Motor Europe NV/SA (TME) é responsável pelas vendas no atacado e pelo marketing de veículos, peças e acessórios das marcas Toyota, GR (Gazoo Racing) e Lexus, além das operações europeias de manufatura e engenharia da Toyota. A Toyota acredita que, quando as pessoas têm liberdade para se movimentar, tudo é possível. Em busca da “Mobilidade para Todos”, a Toyota pretende criar uma mobilidade mais segura, conectada, inclusiva e sustentável, cumprindo sua missão de produzir “Felicidade para Todos”. Contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Toyota trabalha para alcançar a neutralidade de carbono em todas as suas operações na Europa até 2040.
A Toyota considera o hidrogênio um dos elementos fundamentais para alcançar a neutralidade de carbono, utilizando a tecnologia de célula a combustível na mobilidade e na economia de forma mais ampla, para além do transporte. A avançada tecnologia de célula a combustível da Toyota já está integrada a automóveis de passeio, ônibus, caminhões, trens e aplicações marítimas e estacionárias para diversos clientes empresariais e outros fabricantes de equipamentos originais. Para atender à crescente demanda na região, a TME iniciou, em janeiro de 2022, a produção de seus módulos compactos de célula a combustível de segunda geração na Europa. Em relação à infraestrutura, a visão de longo prazo da Toyota é estabelecer 700bar como padrão para veículos elétricos movidos a célula a combustível e outros produtos. (Truck & Bus Builder América do Sul)
