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NOTÍCIAS DO DIA

13/02/2026

Volvo Financial Services mantém resultados positivos no Brasil com R$ 24 bilhões de ativos

 

Com uma carteira total de ativos que chegou a R$ 24 bilhões em 2025 e cerca de 40% de todos os veículos Volvo comercializados no mercado brasileiro financiados, a Volvo Financial Services (VFS) reafirma sua posição de destaque nos segmentos de caminhões, ônibus e equipamentos de construção, reforçando o papel estratégico da instituição na expansão dos negócios e na oferta de soluções acessíveis aos clientes da marca.

 

“Mantivemos um excelente resultado em 2025, asseguramos nossa estabilidade em um ano desafiador, dentro de um mercado que registrou queda”, afirma Silvia Gerber, que, em abril de 2025, assumiu a presidência da Volvo Financial Services na América Latina. A instituição engloba o Banco Volvo, o Consórcio Volvo, a Volvo Corretora de Seguros e a Locadora Volvo.

 

Banco Volvo

 

O Banco Volvo contabilizou R$ 5,5 bilhões em novos financiamentos, um ótimo desempenho, considerando que o mercado diminuiu e cresceram as compras à vista ou de outras fontes sem juros. As linhas mais utilizadas continuaram sendo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que representou cerca de 55% dos financiamentos, e o Finame, que teve 45% de participação. A VFS é o maior operador dessa linha do BNDES entre as empresas financeiras ligadas às montadoras de veículos comerciais.

 

Por outro lado, como ocorre em qualquer momento de desaquecimento, houve crescimento da inadimplência. Segmentos como transporte de combustível, construção e florestal foram os mais impactados, pela alta de juros e pelo aumento nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. “Mas nossa longa trajetória, de mais de três décadas, e expertise no mercado nos permitem atravessar ciclos de inadimplência sem perder de vista o nosso propósito: somos um banco do setor, disposto a estar ao lado dos clientes em qualquer cenário, nos momentos de expansão e nos períodos menos favoráveis. Essa postura nos define. Isso é o que nos diferencia dos bancos comerciais: damos suporte 100% do tempo”, assegura Silvia.

 

Consórcio, Locadora e Seguros

 

No Consórcio Volvo, as vendas se mantiveram em um bom patamar, com R$ 2,6 bilhões em novas cartas de crédito. A carteira atual é de R$ 7,8 bilhões, um crescimento de 6% em relação ao exercício anterior. Importante para ampliação, renovação e aquisição de veículos, o Consórcio Volvo tem prazos de até 100 meses. É um dos poucos com sorteio mensal transmitido ao vivo, o que mostra a transparência da administradora e reforça a grande confiança do mercado na marca.

 

Já a Locadora Volvo cresceu 15% em 2025, fechando o ano com 1.150 ativos contratados. A locadora opera no conceito “Caminhão e Ônibus como Serviço”, uma alternativa para transportadores que não querem adquirir veículos para sua operação. A locação pode ser feita de acordo com o tipo de operação de cada empresa (quilometragem, hora trabalhada ou por assinatura).

 

Os Seguros Volvo também tiveram bom desempenho em 2025, registrando R$ 179 milhões em vendas de prêmios. Houve crescimento de 37% em itens segurados, em comparação a 2024.

 

Apoio à descarbonização

 

Um dos destaques de 2025 foi a participação do Banco Volvo no negócio de ônibus elétricos da marca para a descarbonização do BRT de Goiânia (GO). Foram 16 articulados e 5 biarticulados do modelo Volvo BZRT, 100% elétricos, com zero emissão de CO₂, entregues à cidade no fim do mês de janeiro. Os ônibus foram financiados pela VFS, com captação de recursos internos e um prazo especial de 10 anos. “Desenvolvemos um projeto especial para essa demanda. É o papel de um banco capaz de personalizar condições de pagamento para atender negócios como esse, importantes para a marca e transformadores para a sociedade”, finaliza Silvia. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

BYD negocia venda de 10 mil veículos para a Localiza

 

A Localiza&Co fechou acordo para comprar 10 mil veículos híbridos e elétricos da BYD nos próximos dois anos. Eles serão ofertados no portfólio de aluguel diário e mensal, frotas corporativas e carros por assinatura.

 

A frota da Localiza atualmente supera os 630 mil veículos. O acordo permite que os seus clientes possam escolher mais modelos eletrificados.

 

Do lado da BYD existe um esforço de aumentar a presença nas vendas diretas e a locação é vetor importante neste segmento. Em comunicado foram destacados os modelos Dolphin, Dolphin Mini, Song Pro e Song Plus, todos montados em Camaçari, BA. (Agência AutoData)

 

 

 

PACCAR Parts lança aditivo premium para caminhões DAF e multimarcas

 

A TRP, linha multimarcas da PACCAR Parts, lança o Actioil A550, aditivo premium desenvolvido para atender modelos de caminhões DAF e multimarcas. O objetivo da novidade é restaurar a eficiência dos sistemas de injeção e proteger o motor contra os efeitos nocivos do diesel de baixa qualidade, contribuindo diretamente para a performance e a conservação dos veículos.

 

A mistura obrigatória de biodiesel representa um avanço ambiental, mas também traz desafios operacionais, como o acúmulo de água e a formação de borra no sistema de combustível, fatores que podem causar entupimento de bicos injetores, perda de desempenho e danos ao motor. O Actioil A550 ajuda a otimizar o consumo de combustível e sua formulação avançada cria uma película com ação anticorrosiva, antioxidante e biocida, fundamental para preservar componentes internos enquanto melhora a lubricidade e promove a dispersão da água presente no sistema. Essas ações aumentam o índice de cetano, que contribui para partidas mais rápidas e eficientes, reduzindo emissões e removendo depósitos acumulados, mantendo o motor limpo e com desempenho estável ao longo do tempo.

 

“Iniciamos o ano ampliando o portfólio com uma solução que agrega valor à operação dos nossos clientes e que contribui para a performance e durabilidade das frotas. Nosso objetivo é fornecer os melhores produtos ao mercado e garantir que os caminhões estejam sempre em operação”, comenta Gustavo Novicki, Diretor de Vendas da PACCAR Parts Brasil.

 

O Actioil A550 está disponível nas versões 0,5 litro (PN 0917322), 1 litro (PN 0917323) e 5 litros (PN 0917324), atendendo desde aplicações pontuais até rotinas de manutenção de frotas. O lançamento já pode ser encontrado na rede de concessionárias DAF e lojas TRP em todo o Brasil, além do DAF Webshop. Para mais informações, acesse www.pecasempromocao.com.br.

 

Sobre a PACCAR Parts

 

Desde 1973 a PACCAR Parts é uma divisão da organização global PACCAR e tornou-se líder no segmento de peças e serviços de pós-venda para caminhões, carretas e ônibus. Com sede em Ponta Grossa-PR, a PACCAR Parts comercializa mais de trinta mil itens por meio das concessionárias DAF e lojas TRP. Seu portfólio é composto das peças Genuínas DAF, peças Genuínas PACCAR e peças Multimarcas TRP e carregadores elétricos veiculares. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

CKD/SKD: trabalhadores se únem à Anfavea contra imposto zero

 

As marcas automotivas chinesas, em especial a BYD, seguem pleiteando incentivos para importação de unidades CKD/SKD, medida que não conta com o apoio da Anfavea e tem levado a entidade a buscar apoio de outros segmentos da sociedade para impedir a volta da alíquota zero para esses kits.

 

Nesta última quinta-feira, 12, a associação das montadoras aqui instaladas emitiu comunicado revelando ter recebido apoio de 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de CKD e SKD.

 

A alíquota zero de importação em regime de cotas, que teve vigência por seis meses e foi encerrada no último dia 31, será tema de uma reunião da Cacex, Câmara de Comércio Exterior, razão dos fabricantes locais estarem preocupados.

 

Ainda hoje a Cacex terá uma reunião, mas não é certeza se o tema já estrará em pauta.

 

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.

 

Assinam a carta às autoridades federais a CUT, Força Sindical, CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CNTM, Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), FitMetal, Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil e outros 14 sindicatos

das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

 

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, já tinham manifestado apoio à Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos Estados com fábricas de veículos e/ou motores. (AutoIndústria)

 

 

 

Carros eletrificados são 15% das vendas de janeiro

 

O ano de 2026 começou em ritmo forte nos emplacamentos de veículos eletrificados, com 23.706 unidades em janeiro. Os modelos alcançaram 15% das vendas totais de níveis comerciais no mês (162.484 unidades), segundo o balanço mensal da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

 

Em comparação com janeiro de 2025, o mês teve um crescimento de 88% nas vendas, reflexo da crescente demanda por novas tecnologias.

 

Em relação a dezembro, a queda foi de 30%, resultado considerado normal pela ABVE por motivos sazonais e por causa do desempenho excepcional do último mês do ano passado, que atingiu o maior patamar da história, com 33.905 emplacamentos.

 

Entre os eletrificados, os modelos plug-in (BEV e PHEV) seguem liderando as vendas, com 70% dos emplacamentos de eletrificados em janeiro.

 

São Paulo é o estado que mais se destaca nas vendas do mês, com quase 30% dos emplacamentos. Em seguida aparecem, respectivamente, o Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

 

Carros elétricos têm vendas expressivas

 

Os veículos plug-in (BEV e PHEV) emplacaram 16.649 unidades em janeiro, atingindo, pela primeira vez, 10% do market share.

 

Os modelos PHEV tiveram 8.399 unidades vendidas. Enquanto os modelos elétricos somaram 8.250, crescimento de 123% em relação a janeiro do ano anterior.

 

Híbridos

 

Os veículos híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) emplacaram 7.057 unidades, o que representa cerca de 30% do total de eletrificados do mês.

 

Só os HEV representam uma fatia de 15,2% do mercado de eletrificados, com 3.600 carros, crescimento de 133% em relação a janeiro de 2025.

 

Os HEV Flex somam 3.457 unidades no mês, com 14,6% de participação, aumento excepcional de 467% em relação a janeiro de 2025.

 

“Os veículos eletrificados deixaram de ser um nicho para ocupar um espaço cada vez mais relevante no mercado automotivo brasileiro, sinalizando um ano que deve consolidar novos patamares de participação e volume para o setor”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.

 

Pela classificação da ABVE, os veículos eletrificados incluem os modelos BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. (Automotive Business)

 

 

 

Produção de motos dispara em janeiro e atinge maior nível desde 2008

 

As fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) começaram 2026 em ritmo acelerado. Segundo a Abraciclo, foram produzidas 184.443 motocicletas em janeiro, o maior volume para o mês desde 2008. O resultado representa crescimento de 11% na comparação com janeiro do ano passado, quando 166,1 mil unidades deixaram as linhas de produção.

 

Já sobre dezembro, período tradicionalmente impactado por férias coletivas nas fábricas, o crescimento é de 42,2%. O último mês de 2025 somou 129,7 mil motocicletas produzidas. Vale destacar que o levantamento contabiliza apenas o volume das associadas da Abraciclo, ou seja, marcas como Shineray e Mottu não possuem seus números contabilizados a este estudo.

 

De acordo com o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o desempenho confirma as expectativas positivas para o setor neste início de ano, com produção plena nas linhas de montagem após a desaceleração típica do fim do ano. A entidade projeta que 2,07 milhões de motocicletas sejam produzidas ao longo de 2026, avanço de 4,5% em relação a 2025.

 

Street lidera produção e baixa cilindrada domina volume do mercado brasileiro de motos

 

Entre as categorias, as motocicletas Street lideraram com folga, somando 95.732 unidades e 51,9% do total fabricado em janeiro. Na sequência aparecem os modelos Trail, com 19,1%, e as Motonetas, responsáveis por 13,9% da produção.

 

O levantamento da Abraciclo reporta que também houve crescimento relevante em segmentos como Big Trail e Scooter, refletindo a diversificação da demanda no mercado brasileiro.

 

Considerando a cilindrada, os modelos de baixa cilindrada concentraram a maior parte do volume, com 144.808 unidades (78,5%). As motos de média cilindrada responderam por 18,8%, enquanto as de alta cilindrada ficaram com 2,7%.

 

Emplacamentos batem recorde para janeiro

 

O mercado também registrou forte desempenho no varejo. Em janeiro, foram 178.562 motocicletas emplacadas, recorde histórico para o mês.

 

O número representa alta de 17,5% frente a janeiro de 2025, embora tenha havido queda de 7,6% em relação a dezembro — movimento considerado sazonal pela Abraciclo. A média diária de vendas foi de 8.503 unidades, considerando 21 dias úteis.

 

Para 2026, a projeção é de 2,3 milhões de motocicletas vendidas, crescimento de 4,6% sobre o ano anterior.

 

Exportações também avançam no início do ano

 

As exportações somaram 3.267 unidades em janeiro, volume 16,4% superior ao do mesmo mês de 2025, apesar de queda de 6,5% na comparação com dezembro.

 

A expectativa da Abraciclo é que os embarques alcancem 45 mil motocicletas em 2026, avanço de 4,4% frente ao total exportado no ano passado.

 

O papel da Abraciclo no setor de duas rodas

 

Fundada em 1976, a Abraciclo reúne atualmente 15 associadas e representa os fabricantes de veículos de duas rodas no Brasil. A entidade atua para promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do setor, apoiando a indústria instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) com base nos pilares de Política Industrial, Segurança Viária e atuação Técnica.

 

Quem são as associadas da Abraciclo no segmento de motos?

 

No segmento de motocicletas, fazem parte da Abraciclo as marcas Bajaj, BMW Motorrad, Dafra, Ducati, Harley-Davidson, Honda, JTZ Motos (Haojue, Kymco, Zontes e Hisun), Kawasaki, Suzuki, Triumph e Yamaha, reunindo fabricantes nacionais e internacionais que concentram suas operações produtivas no Polo Industrial de Manaus e sustentam a cadeia industrial brasileira de duas rodas. (Motociclismo Online/Willian Teixeira)

 

 

 

Um novo plano energético para as frotas brasileiras

 

Em um mercado de transporte rodoviário de cargas historicamente dependente do diesel e sob crescente pressão por descarbonização, a Green Cargo surge com uma proposta que vai além da simples venda de veículos alternativos. A empresa estruturou um modelo de negócio integrado, focado exclusivamente em soluções de mobilidade pesada a gás (GNV e GNL) e biometano, combinando a distribuição exclusiva de caminhões da chinesa JAC Motors com um portfólio completo de serviços, desde a análise de viabilidade operacional e financiamento até a garantia de infraestrutura de abastecimento e pós-venda especializado.

 

A estratégia, detalhada por Leandro Gedanken, diretor de Operações da Green Cargo, é baseada no conceito de Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership/TCO) e visa desconstruir o ceticismo do setor por meio de demonstrações de custo operacional inferior ao diesel em aplicações específicas.

 

A gênese do projeto remonta a dois anos, com a busca por um parceiro tecnológico que oferecesse um produto capaz de atender às demandas brutais do transporte brasileiro. “Precisávamos de um caminhão a gás com potência acima de 500 cavalos para ter uma operação similar ao que o diesel faz hoje com 560 cv“, explica Gedanken. A exigência por alta potência e robustez levou à assinatura de um contrato de distribuição exclusiva com a JAC Motors, posicionando a Green Cargo como o único canal autorizado para a importação e comercialização dos caminhões pesados a gás da marca no Brasil, distinta dos importadores de veículos elétricos e diesel.

 

O cerne da proposta de valor da Green Cargo é a venda de uma solução logística de descarbonização, e não de um veículo isolado. “Nós entendemos que essa transição energética precisa ter todos os elementos para suportar o cliente. Não é simplesmente vender um caminhão”, afirma Gedanken.

 

O processo inicia-se com um diagnóstico operacional minucioso, realizado em conjunto com o cliente, para mapear rotas, quilometragem mensal e a logística de combustível. A partir dessa análise, a empresa oferece um pacote que pode incluir a venda ou locação do ativo (decisão que fica a cargo do cliente, baseada em sua estratégia fiscal), a estruturação do abastecimento – seja via parceria com fornecedores de gás como a Logas, seja aproveitando infraestrutura existente do próprio embarcador – e um contrato de manutenção e peças.

 

Para competir

 

A ficha técnica do produto âncora, o modelo JAC Q7-560 6×4, foi especificamente selecionada para enfrentar a concorrência direta com os veículos a diesel dominantes no segmento. O caminhão é equipado com um motor a gás de 560 cavalos de potência e 2.600 Nm de torque, configurado para operar com Peso Bruto Total (PBT) de até 74 toneladas. Sua autonomia varia entre 700 e 900 km na versão com tanques de GNV (Gás Natural Veicular comprimido), podendo superar 2.000 km na configuração com GNL (Gás Natural Liquefeito). A cabine leito, ampla e com multimídia integrada, e a transmissão automatizada complementam o pacote tecnológico voltado para o motorista de longa distância.

 

O argumento comercial decisivo, segundo Gedanken, é econômico. “Tem que ser verde no ambiente e verde na planilha de custos, senão a conta não fecha”, sintetiza. A empresa desenvolveu uma matriz de TCO que contrapõe o caminhão a gás ao diesel, inserindo variáveis como preço do ativo (ou valor da locação), custo do combustível – onde reside a maior vantagem, dado o preço historicamente menor do metro cúbico de gás frente ao litro de diesel –, manutenção – estimada entre 5% e 10% mais barata devido à simplicidade do motor ciclo Otto – e incentivos fiscais, como a isenção de IPVA no estado de São Paulo até 2029. Em operações de alto volume, com rotas fixas e quilometragem mensal elevada (acima de 10.000 a 15.000 km), a equação tende a fechar de forma positiva.

 

O perfil de cliente ideal, portanto, é aquele com operações previsíveis e de grande escala. “Principalmente rota fixa ponto a ponto“, detalha o executivo, citando aplicações como fábrica-porto ou operações de inbound e outbound em indústrias de base. Um segundo segmento estratégico são as empresas que já possuem o gás em suas instalações, seja por uso industrial, seja por produção própria de biometano a partir de resíduos (como em usinas de cana-de-açúcar, celulose ou suinocultura). “Se ele já produz o gás, vamos transformá-lo para ser utilizado no transporte dentro da sua empresa”, complementa Gedanken.

 

Para validar a proposta em condições reais, a Green Cargo conduz testes operacionais com grandes empresas. Caminhões estão em avaliação em empresas como JBS, Suzano, Veracel e Eldorado, realizando tanto viagens rodoviárias quanto operações mistas, incluindo trechos fora de estrada para coleta de madeira. Os resultados preliminares indicam um consumo de combustível em volume (m³/km) cerca de 15% superior ao do diesel em litros/km, diferença que é amplamente compensada pelo menor preço do gás. A confiabilidade da tecnologia é outro pilar, já que os motores Weichai Power (WH), utilizados nos caminhões JAC, têm aplicação massiva na China, onde centenas de milhares de unidades já circulam.

 

O pós-venda é tratado como um elemento crítico para a consolidação do negócio. A Green Cargo assume a responsabilidade integral por peças e serviço, evitando o modelo tradicional de concessionárias. “Como nossa operação é desenhada cliente a cliente, nós provemos, junto com o ponto de abastecimento, um ponto de manutenção dedicada para essa frota”, explica Gedanken. Isso pode significar uma oficina satélite da Green Cargo atendendo a múltiplos clientes em uma região logística, ou mesmo uma oficina in loco dentro da operação de um grande embarcador, com técnicos e estoque de peças específicos.

 

A visão de longo prazo da empresa está alinhada com a transição energética nacional. Gedanken aponta que o Brasil, ainda importador de diesel, tem abundância de gás natural – parte hoje reinjetada nos poços de petróleo por falta de infraestrutura de escoamento – e um potencial enorme de biometano. “A tendência é o preço do gás baratear, porque haverá maior oferta. Estamos apostando no que o Brasil está trabalhando na parte energética”, projeta. A meta operacional é colocar entre 150 e 200 caminhões em operação nos próximos 12 meses, com a ambição de atingir a marca de mais de dois mil veículos em um horizonte de três a cinco anos, consolidando-se não como uma simples revendedora, mas como uma integradora de ferramentas de mobilidade sustentável para o transporte pesado. (Frota & Cia/Gustavo Queiroz)

 

 

 

Confirmado: novo Chevrolet Sonic já tem data para chegar ao Brasil

 

A General Motors acaba de confirmar que o novo Chevrolet Sonic chegará ao mercado brasileiro no segundo trimestre de 2026. O modelo, que será produzido no complexo da GM em Gravataí (RS), chega para brigar com os modelos Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera no segmento de SUVs urbanos. Recentemente, a GM divulgou os primeiros teasers do novo Sonic.

 

Lançamento confirmado para o segundo trimestre de 2026

 

Em um comunicado oficial divulgado no perfil da GM no LinkedIn, a marca destaca que o SUV marca mais um capítulo da transformação industrial da montadora no Brasil. Para produzir o Sonic, a fábrica de Gravataí terá quase 1.000 robôs de última geração integrados a sistemas inteligentes, câmeras de alta precisão dedicadas ao controle de qualidade e soluções baseadas em IA.

 

Design e motorização: o que o novo Sonic traz do Onix

 

Derivado do Onix, o novo SUV compacto da marca americana resgata o nome do modelo vendido entre 2012 e 2014 no Brasil nas carrocerias hatchback e sedã. Chamado internamente de Projeto Carbon, o novo Sonic utilizará a mesma plataforma GEM que sustenta Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. A GM considera o modelo um SUV cupê.

 

O design será exclusivo, com dianteira e traseira inspiradas nos SUVs maiores da marca, enquanto as laterais devem manter o mesmo desenho do Onix hatch, inclusive nas portas. Assim, as dimensões devem ser próximas às do compacto, com entre-eixos de 2,55 m. A carroceria, no entanto, trará suspensão elevada, molduras nos para-lamas, rack de teto e rodas próprias para reforçar o visual aventureiro. 

 

No interior, são esperadas mudanças no acabamento, mas com componentes em comum com os demais modelos nacionais da marca. O novo Chevrolet Sonic deve contar ainda com recursos extras de conectividade e segurança em relação ao Onix. O motor será o 1.0 turbo flex de até 115,5 cv e 165 Nm, combinado ao câmbio automático de seis marchas. Ele também será exportado para outros mercados da América Latina. (Portal Terra/Guia do Carro/João Buffon)

 

 

 

Hyundai Creta ganha configuração flex no motor 1.6 Turbo

 

De olho no cumprimento das metas do Mover, a Hyundai lança a configuração flex do seu motor 1.6 Turbo. Com o novo propulsor, a versão N Line, de visual esportivo, passa a ser topo da gama e custa agora R$ 206.990.

 

Com a opção 1.6 flex, a montadora de origem coreana informa ter reposicionado, na linha 2027, as versões do seu SUV, modelo que vem liderando as vendas no varejo desde 2023.

 

“O Creta vem superando, no varejo, todos os modelos de todas as marcas nos últimos três anos, e sabemos o quanto ele é querido pelo consumidor brasileiro. Agora, estamos trazendo a configuração llex para a motorização 1.6 Turbo, o que fortalece ainda mais a elevada atratividade desse modelo em sua categoria”, avalia Oscar Castro, diretor executivo de Vendas da Hyundai para o Brasil.

 

Abaixo da N Line, a versão Ultimate segue com os mesmos equipamentos, mas também teve seu motor, que já era 1.6 Turbo, atualizado para flex, com preço a partir de R$ 201.590

 

No caso da opção topo de linha, o SUV recebeu novas rodas diamantadas exclusivas de 18” e o modo de direção “Smart”, que se adapta ao estilo de condução do motorista “para oferecer a melhor combinação de potência e consumo durante todo o trajeto”, conforme comunicado da empresa.

 

Já a versão Platinum, com motor 1.0 Turbo Flex, ganha faróis e setas indicadoras de direção na dianteira em LED, completando as mudanças na família Creta. Seu preço foi fixado em R$ 188.990. A opção de entrada, a Confort 1.0, sai por R$ 156.590.

 

“O sistema bicombustível da motorização 1.6 Turbo chega para melhor atender às regulamentações do Mover, programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação, que incentiva maior eficiência energética e menores emissões”, destaca a montadora em comunicado sobre o motor flex.

 

O programa estabelece alíquotas de imposto (IPI) conforme a potência dos veículos, o que, no caso do SUV Creta, justifica a recalibração do motor para a potência máxima de 176 cv com 100% de gasolina (ante os 193 cv da versão anterior) e para 173 cv com 100% de etanol. O torque máximo permanece inalterado, em 27 kgfm. (AutoIndústria)

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