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NOTÍCIAS DO DIA

22/07/2026

Driventic lança o novo VEDS 2.2, o próximo passo em um conceito de desenvolvimento comprovado

 

A Driventic expande sua linha de produtos e lança o novo sistema de acionamento elétrico VEDS 2.2 no mercado. O novo sistema se baseia na abordagem integrada e comprovada do sistema VEDS e foi projetado especificamente para uma variedade de aplicações – para veículos novos ou soluções de retrofit.

 

O VEDS 1.5 vem impressionando o mercado desde 2025 com seu novo sistema inversor de acionamento (DIS), que inclui unidade integrada de diagnóstico e gerenciamento (DMU), um sistema de conectores compatível com o padrão automotivo para instalação rápida e um design mais compacto e leve. Ele também possui uma potência máxima de até 390 kW e está em conformidade com todos os padrões relevantes de segurança cibernética automotiva com base na ISO 21434.

 

Três componentes principais diretamente conectados entre si

 

A Driventic se baseou nessa abordagem de sistema integrado para o VEDS 2.2 e a levou para o próximo nível lógico, inclusive otimizando a relação torque-potência para uso em veículos pesados. Mas não é só isso: com um baixo peso total de apenas 275 kg, a unidade de acionamento é ainda mais compacta e leve, sem sacrificar o desempenho necessário. Além disso, a Driventic planeja usar o VEDS 2.2 como parte de sua estratégia de portfólio global para explorar novos mercados e segmentos de veículos, como ônibus pesados, ônibus rodoviários e caminhões médios.

 

O VEDS 2.2 consiste em três componentes principais diretamente conectados entre si para criar uma unidade compacta: um potente motor de alta velocidade do tipo EVO 390, o novo inversor e uma unidade de engrenagem planetária de estágio único. Além disso, uma bomba de óleo elétrica com filtro de óleo integrado garante a lubrificação e o resfriamento necessários do motor e da unidade de engrenagens.

 

Menos interfaces simplificam a integração no veículo

 

As interfaces do lado do veículo foram reduzidas ao mínimo e claramente estruturadas para simplificar a integração. Isso inclui as conexões de água de refrigeração no motor e as conexões elétricas no inversor (cabo de alimentação e sinal), bem como as conexões de sinal na unidade de engrenagens (sensor KITAS).

 

A unidade de acionamento é montada no lado oposto ao da transmissão do motor e em ambos os lados da unidade de engrenagens usando superfícies de flange definidas com furos roscados. A conexão por fricção com o eixo do veículo é feita usando o flange de saída KV180 na unidade de engrenagens.

 

VEDS 2.2 como base ideal para projetos de retrofit

 

Outra característica especialmente prática que proporciona aos OEMs certeza no planejamento é que os eixos traseiros de veículos convencionais movidos a diesel podem ser usados sem modificação. Isso reduz substancialmente os custos do sistema e também torna o VEDS 2.2 a base ideal para projetos de retrofit, pois não há necessidade de novos investimentos em tecnologia de eixos.

 

Do lado do veículo, isso significa que tudo o que é necessário para a operação são baterias de alta tensão e 24 V adequadas e um circuito de refrigeração de baixa temperatura com trocador de calor ar-água. E graças à sua classificação IP6K9K, o VEDS 2.2 é ideal até mesmo para as condições operacionais severas de aplicações em veículos comerciais.

 

Estratégia de portfólio mais ampla para o mercado global de veículos comerciais

 

“Nosso novo VEDS 2.2 possibilita a eletrificação simplificada de vários segmentos de veículos, incluindo caminhões MD. Nosso objetivo é atender ao mercado global de veículos comerciais com um portfólio o mais amplo possível e impulsionar ainda mais a transição para a mobilidade elétrica em toda a frota de veículos”, afirma Manuel Calero, Vice-Presidente Sênior de Gerenciamento de Produtos da Driventic.

 

Sobre a Driventic

 

A Driventic é especializada em tecnologias de acionamento eficientes para veículos comerciais. Seja para uso em mobilidade elétrica ou em sistemas de transmissão convencionais, os sistemas completos e os serviços digitais da Driventic impulsionam a transição da mobilidade, permitindo que fabricantes e operadores operem seus caminhões, ônibus e veículos fora de estrada de forma sustentável.

 

Com sede em Heidenheim, Alemanha, a Driventic emprega 1.400 pessoas em 26 locais em 18 países. Na América Latina, opera no Brasil, Colômbia, Chile e México. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

 

O CEO global da Stellantis, Antônio Filosa, destacou nesta última terça-feira, 21, que a companhia segue otimista com o Brasil e pretende continuar investindo na produção de veículos no País. Segundo ele, a ideia é também apostar na estratégia já consolidada de produção localizada, e não importar componentes de diferentes países apenas para finalizar a montagem em território nacional.

 

“A gente enxerga o Brasil como um país para se investir no longo prazo”, disse o executivo, citando que a fabricação da Stellantis no Brasil usa cerca de 95% dos componentes nacionais. As declarações foram feitas em coletiva de imprensa após os eventos de comemoração dos 50 anos da Fiat no Brasil, que acontecem em Betim (MG), o maior polo produtor da Stellantis na América do Sul.

 

“Nós usamos o aço brasileiro, o plástico brasileiro, as baterias brasileiras. Faz parte da nossa logística para o Brasil. Nossa estratégia de longo prazo vai ser investir no Brasil”, acrescentou o CEO, que reconheceu, no entanto, que tem havido crescimento da opção de importar as peças dos veículos e apenas finalizar a montagem no Brasil, sobretudo por parte das montadoras chinesas.

 

Ao comentar justamente sobre o país asiático, o CEO da Stellantis afirmou que a abordagem chinesa se dá a partir de um planejamento sob prazos muito mais longos e para a economia como um todo, não visando individualmente o setor automotivo. “A China é um país acostumado a planejamentos de longo prazo. Eles são muito rigorosos, disciplinados e eficazes”, sublinhou Filosa, exaltando que o país asiático se tornou referência para muitas cadeias.

 

Em relação à produção de carros, o executivo pontuou que cada país tem adotado a sua abordagem de regulamentação e proteção à entrada de veículos chineses e que, por isso, as estratégias de investimento da Stellantis são definidas de maneira distinta para cada região.

 

A Stellantis mantém, desde 2023, parceria com a chinesa Leapmotor e deve começar a produzir veículos elétricos no polo de Goiana, instalado em Pernambuco. Apesar do crescimento das modalidades de produção CKD e SKD no País (ou seja, com importação de veículos já semimontados ou das peças para finalização da produção em território nacional), Filosa destacou que a intenção, mesmo para o polo de Goiana, é garantir algum grau de localização. Segundo ele, a parceria com a Leapmotors foi construída a partir de uma governança bastante equilibrada entre as duas partes.

 

Estratégia é manter liderança no Brasil e Argentina

 

Ainda segundo o CEO, a estratégia da Stellantis para a América Latina nos próximos anos é manter a liderança no Brasil e na Argentina e ganhar mercado em países em que o market share da companhia ainda não é tão relevante. (O Estado de S. Paulo Online/Daniel Tozzi)

 

 

 

Fiat confirma Argo X e Argo juntos e cinco lançamentos até 2030

 

A Stellantis encerrou meses de especulação e oficializou, nesta segunda-feira, 20, o nome do principal lançamento da Fiat para o mercado brasileiro em 2026. O novo hatch compacto produzido no Polo Automotivo de Betim, MG, é o Argo X, modelo que dará início a uma nova fase da marca no segmento de entrada sem substituir imediatamente o Argo atual.

 

Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, confirmou o nome e a continuidade em linha do Argo atual durante as comemorações dos 50 anos da fábrica mineira, que iniciou operação em julho de 1976 com o Fiat 147. Além de revelar o novo modelo, o executivo traçou um panorama da transformação da operação brasileira e indicou os próximos passos da estratégia da companhia para o País.

 

Segundo Zola, o hatch terá papel estratégico na renovação do portfólio da marca líder do mercado brasileiro. “A chegada do Argo X dará continuidade ao nosso automóvel de passeio mais vendido e representa um passo na estratégia de renovação do portfólio da marca.”

 

A decisão de manter os dois modelos em linha confirma estratégia que vinha sendo antecipada por várias fontes. O Argo atual permanecerá em produção enquanto houver demanda do mercado, assegura o presidente da Stellantis, preservando seu ciclo de vida e o valor residual dos veículos, política adotada pela Fiat desde o processo de reposicionamento da marca iniciado há alguns anos.

 

Zola lembrou que, antes da atual sequência de liderança, a fabricante passou por um amplo trabalho de rebranding, renovação do portfólio e fortalecimento da rede de concessionárias.

 

“Naquela época, a maior crítica era que a Fiat era a maior matadora de produtos do mercado”, recordou. Segundo ele, a empresa passou a ouvir mais o consumidor e a desenvolver produtos pensando na experiência do cliente, estabelecendo ciclos de vida mais longos para seus veículos. “A transição é o mercado que define”, resumiu.

 

Ao comentar a convivência entre Argo e Argo X, conhecido como projeto F1H, o executivo afirmou que ela deverá durar enquanto houver espaço comercial para ambos, embora não espere um período muito prolongado. De janeiro a junho, o Argo teve mais de 46 mil unidades licenciadas no mercado brasileiro. Foi o carro de passeio mais vendido da marca, assim como em 2025, quando superou 102 mil unidades entregues aos clientes finais.

 

Largada da renovação

 

Com lançamento confirmado para este ano, mais provável neste terceiro trimestre, o Argo X será o primeiro veículo totalmente novo produzido em Betim dentro do plano de investimentos de R$ 32 bilhões da Stellantis para a América do Sul até 2030, dos quais R$ 14 bilhões serão destinados ao complexo mineiro.

 

O hatch integra o programa Fastlane 2030, estratégia que prevê a manutenção da liderança da Fiat por meio da renovação constante do portfólio, incorporação de novas tecnologias e fortalecimento da produção nacional. A marca confirmou que lançará cinco novos modelos até 2030, embora nem todos necessariamente sejam fabricados em Betim.

 

O compacto deverá contar com versões equipadas com motores Firefly aspirado e T200 turbo com sistema híbrido leve de 12 volts, além de oferecer um pacote mais avançado de segurança e conectividade. Esses dados, entretanto, não foram confirmados pela montadora.

 

Durante a apresentação, Zola recorreu a uma frase atribuída a Charles Darwin para ilustrar a estratégia da Fiat diante das rápidas transformações da indústria automotiva:

 

“Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta.”

 

Segundo ele, a capacidade de adaptação explica a trajetória da Fiat no Brasil, onde estão mais de cinco dezenas de marcas, cenário muito diferente daquele encontrado há 50 anos, então um mercado ocupado por apenas quatro montadoras.

 

Essa adaptação também deverá orientar as decisões futuras da Stellantis. Embora a prioridade continue sendo desenvolver e produzir veículos localmente, o executivo afirmou que a empresa não descarta outros modelos de negócio, como parcerias industriais ou operações baseadas em CKD e SKD, caso o ambiente competitivo se altere.

 

O lançamento do Argo ocorre em momento de forte desempenho comercial da Fiat. A marca caminha para o sexto ano consecutivo de liderança do mercado brasileiro e, nos últimos 25 anos,esteve à frente das vendas na maior parte do período.

 

No primeiro semestre de 2026, a Fiat licenciou 271 mil veículos e responde atualmente por cerca de 40% das vendas globais da marca, tornando a operação nacional a maior da Fiat no mundo.

 

O Argo permanece como o automóvel de passeio mais vendido da marca e figura entre os veículos mais comercializados do País, justificando a decisão de mantê-lo em produção paralelamente ao novo modelo.

 

Betim cada vez mais relevante

 

As comemorações dos 50 anos também estão servindo para destacar a evolução do Polo Automotivo de Betim, que deixou de ser apenas uma fábrica de automóveis para se tornar centro global de desenvolvimento da Stellantis.

 

A partir dos anos 2000, a unidade passou a assumir o desenvolvimento integral de produtos concebidos no Brasil, como Strada e Toro, além de receber investimentos para eletrificação de veículos e novas competências de engenharia.

 

Hoje, o complexo ocupa 2,2 milhões de metros quadrados, reúne mais de 19 mil colaboradores, possui uma cadeia formada por 400 fornecedores localizados em um raio de aproximadamente 400 quilômetros e movimenta cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos.

 

Desde sua inauguração, em 1976, Betim produziu mais de 18 milhões de veículos, exportou mais de 4 milhões para cerca de 40 países e contribuiu para uma expansão de aproximadamente 260% do PIB do município.

 

A fábrica opera atualmente em processo de ampliação de capacidade com a implantação do terceiro turno, permitindo atingir a capacidade instalada de 650 mil veículos por ano. Além da apresentação do Argo X, a Fiat lançou duas séries especiais comemorativas dos 50 anos para Toro e Fastback.

 

Com o Argo X e o programa Fastlane 2030, a Stellantis deixa claro que pretende utilizar Betim como principal plataforma para sustentar a liderança da Fiat na próxima década, combinando desenvolvimento local, novas tecnologias e uma estratégia de adaptação constante às mudanças do mercado automotivo brasileiro. (AutoIndústria/Décio Costa)

 

 

 

“Mini-Duster” tem patente registrada no Brasil e pode estar próximo do lançamento

 

A Renault pode estar próxima de lançar o SUV Bridger no Brasil. Também chamado de Mini Duster, o modelo ainda em forma de conceito foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), reforçando os indícios de um possível lançamento no mercado brasileiro.

 

O Bridger é um dos 36 modelos que a Renault pretende lançar globalmente até 2030 como parte do programa “FutuREady”, estratégia da montadora para renovar sua linha de veículos em diferentes mercados. Desses, 22 serão destinados à Europa, sendo 16 elétricos. Os outros 14 estarão disponíveis em mercados como Brasil, Índia e Coreia do Sul. Além da Renault, o programa também abrange outras marcas do grupo, como Alpine e Dacia.

 

Outro fator que aproxima ainda mais o Bridger do mercado brasileiro é o fato de ele ser desenvolvido sobre a plataforma RGMP, a mesma do Kardian e do Boreal, o que facilitaria uma produção nacional na fábrica de São José dos Pinhais (PR).

 

O que já se sabe sobre o Renault Bridger

 

Apesar de ainda ser um conceito, tudo indica que o Bridger já está próximo da versão de produção. Sua carroceria mais quadrada e as linhas retas são as características que lhe renderam o apelido de Mini Duster.

 

Entretanto, o desenho da grade, dos faróis e das lanternas segue a identidade visual mais recente da Renault, aproximando-o de modelos como Boreal, Kardian e até Koleos.

 

Quanto ao tamanho, o Bridger não é um SUV de grandes proporções, sendo menor que o Kardian. Ele terá menos de 4 metros de comprimento e, caso seja lançado no Brasil, disputará mercado principalmente com Fiat Pulse e Volkswagen Tera.

 

Outro detalhe revelado pela Renault é a altura livre de 20 cm em relação ao solo, que facilita a passagem do Bridger por obstáculos comuns do dia a dia, como buracos, valetas e saídas de garagem. As rodas são de 18 polegadas.

 

A motorização ainda não foi confirmada. A Renault informou apenas que haverá opções a combustão, híbridas e elétricas. Para o Brasil, o conjunto mais provável é o motor 1.0 turbo de 125 cv com câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas, o mesmo utilizado pelo Kardian.

 

Por enquanto, o Bridger tem lançamento confirmado apenas na Índia, previsto para 2027. Antes disso, é pouco provável que ele chegue ao Brasil. Enquanto isso, a Renault se prepara para lançar a picape Niagara no mercado brasileiro, em 10 de setembro de 2026. (Jornal do Carro)

 

 

 

Jacareí inicia processo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery

 

A Prefeitura de Jacareí, SP, iniciou os trâmites para desapropriar a fábrica da Caoa Chery. Há um ano, o município vinha cobrando da montadora plano de reativação da unidade fechada em 2022.

 

A administração municipal encaminhou ofício ao Grupo Caoa, proprietário da fábrica, para informar que dará prosseguimento aos procedimentos internos para a edição e publicação do decreto de desapropriação.

 

A medida ocorre após o vencimento do prazo de doze meses concedido à empresa para apresentar medidas que resultassem na retomada das atividades da planta, cujo terreno foi cedido inicialmente à Chery com o compromisso de desenvolvimento econômico, geração de empregos e manutenção da atividade industrial.

 

Em junho de 2025 a Prefeitura já havia enviado ofícios solicitando esclarecimentos sobre o futuro da fábrica, inaugurada em 2014. Em seguida notificou o Grupo Caoa, que estabeleceu parceria com a Chery em 2017, sobre a possibilidade de reversão da doação e da desapropriação, inicialmente com prazo de 45 dias para apresentar um plano de reativação.

 

A pedido da própria Caoa Chery, informa o munícipio, o período foi ampliado para um ano e, mesmo assim, nenhuma proposta objetiva foi apresentada.

 

Apesar da decisão, a Prefeitura de Jacareí afirma que continua aberta e que eventual proposta concreta poderá ser analisada, desde que contemple a retomada efetiva da atividade industrial na área.

 

Jacareí foi a primeira unidade produtiva da Chery fora da China. Com a criação da Caoa Chery, a produção dos modelos da marca chinesa foi concentrada na unidade de Anápolis, GO, e a empresa prometia adequar a planta paulista para fabricar carros eletrificados após três anos.

 

Caso a desapropriação seja concluída, o município poderá buscar novos projetos industriais para ocupar a área próxima à rodovia Dutra. (AutoIndústria)

 

 

 

GAC obtém habilitação ao programa Mover

 

A GAC está habilitada ao programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, do governo federal. A portaria do MDIC foi publicada na segunda-feira, 20, reconhecendo a montadora como participante da política industrial estruturada em 2024 e que gerou investimentos superiores a R$ 130 bilhões pela indústria automotiva.

 

O projeto enviado pela fabricante chinesa envolve investimento de US$ 1,3 bilhão e inclui a produção local de veículos a partir do ano que vem, na fábrica da HPE em Catalão, GO. Também contempla a instalação de um centro de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, para criar e adaptar tecnologias para os produtos vendidos no Brasil.

 

Segundo a GAC uma das prioridades do Centro de P&D é o desenvolvimento de tecnologia REEV compatível com motores flex, que também fazem parte do escopo da engenharia local.

 

Para o CEO Alex Zhou a habilitação é mais um passo no plano de longo prazo para o Brasil e amplia as bases para desenvolvimento de tecnologias locais, expansão do portfólio e crescimento sustentável da operação:

 

“Recebemos esta habilitação como um reconhecimento do compromisso que assumimos com o Brasil desde o início da nossa operação. Estamos investindo para desenvolver tecnologia, produzir localmente e contribuir para a transformação da mobilidade no País. O Mover fortalece esse caminho e amplia nossa capacidade de gerar inovação para o mercado brasileiro”. (Agência AutoData)

 

 

 

Addiante prevê salto da locação de caminhões no Brasil a partir de 2027

 

A Addiante, empresa especializada em locação de caminhões, implementos e máquinas, avalia que a reforma tributária e as mudanças recentes no transporte rodoviário de cargas devem acelerar a demanda por aluguel de frotas a partir de 2027. A expectativa da companhia é que a adoção do modelo ganhe força à medida que embarcadores e transportadoras revisem suas estruturas de custos e busquem reduzir a necessidade de capital imobilizado.

 

Em entrevista à Agência Transporte Moderno, o diretor comercial da companhia, Silvio Campos, disse que a combinação entre juros ainda elevados, a fiscalização mais intensa do piso mínimo do frete e as discussões sobre a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal — os dois novos tributos criados pela reforma tributária para substituir impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS — está levando clientes a reavaliar a forma como administram suas operações.

 

“A reforma tributária fará empresas revisitarem toda a cadeia logística para entender onde podem capturar créditos e reduzir custos. Nesse contexto, a locação tende a ganhar ainda mais espaço”, afirmou o executivo da Addiante.

 

Ao mesmo tempo, a Addiante observa um aumento das consultas de grandes embarcadores interessados em estudar alternativas para internalizar suas operações de transporte. Em muitos casos, a locação surge como uma solução intermediária entre manter frota própria e contratar transporte de terceiros. “Esse movimento ganhou força após o endurecimento da fiscalização do piso mínimo do frete, segundo Campos

 

Reforma tributária puxará a demanda

 

Apesar da expectativa de retomada do mercado, a Addiante avalia que 2026 deverá terminar praticamente estável. Segundo a empresa, o desempenho do primeiro semestre ficou em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e a projeção é encerrar o exercício repetindo esse resultado.

 

Embora o programa Move Brasil tenha ampliado o acesso ao financiamento subsidiado para parte dos transportadores, o diretor comercial afirma que o impacto negativo sobre o mercado de locação foi limitado. Na avaliação dele, a iniciativa beneficiou principalmente pequenas e médias empresas e concentrou seus efeitos em um curto período, sem alterar a dinâmica estrutural do setor.

 

A expectativa da companhia é que esse cenário comece a mudar em 2027. Com o avanço das discussões sobre a reforma tributária, a empresa acredita que mais transportadoras passarão a considerar a locação como alternativa para preservar caixa e reduzir investimentos em ativos próprios.

 

Para atender esse movimento, a Addiante vem ampliando sua oferta de serviços. Segundo Campos, todos os ativos são monitorados por telemetria e integrados a uma central própria de gestão, que acompanha indicadores como consumo de combustível, disponibilidade da frota e manutenção preventiva, permitindo oferecer consultoria operacional aos clientes.

 

A empresa também desenvolveu uma plataforma capaz de integrar dados de 15 fornecedores diferentes em uma única central de monitoramento, possibilitando comparar indicadores de desempenho de toda a frota administrada.

 

Criada em 2022 como uma joint venture entre Gerdau e Randoncorp, a Addiante administra atualmente mais de 4,2 mil ativos, entre caminhões, implementos rodoviários e máquinas — cerca de metade da frota é composta por caminhões. Desde o início das operações, a companhia estima ter investido mais de R$ 1,3 bilhão em sua operação.

 

Na avaliação de Campos, o mercado brasileiro de locação de caminhões ainda está em estágio inicial. Atualmente, cerca de 10% dos caminhões vendidos no país são destinados às locadoras, enquanto em mercados mais maduros, como Estados Unidos e Europa, essa participação varia entre 25% e 30%. A expectativa da empresa, no entanto, é que o Brasil alcance um índice entre 20% e 25% nos próximos cinco anos, impulsionado pela profissionalização das transportadoras, pela adoção de investimento em ativos próprios e pelos efeitos das mudanças regulatórias e tributárias. (Transporte Moderno/Aline Feltrin)

 

 

 

Déficit na balança comercial de autopeças cresce 4%

 

A queda na produção argentina de veículos e as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos foram os principais fatores para o déficit de US$ 7,8 bilhões na balança comercial de autopeças nos primeiros seis meses do ano, segundo o Sindipeças. O resultado negativo foi 4% superior ao do primeiro semestre do ano passado.

 

As exportações recuaram 5,5% no período, para pouco menos de US$ 3,8 bilhões. As importações somaram US$ 11,6 bilhões, em estabilidade com relação a 2025, leve avanço de 0,7%.

 

Exportações em queda

 

A Argentina, que teve produção de veículos 18% menor no primeiro semestre, reduziu suas compras de peças brasileiras em 22,7% na mesma base comparativa. O país vizinho ainda é o principal cliente dos produtos nacionais, com US$ 1,2 bilhão em compras, cerca de 32% das exportações de autopeças produzidas no País.

 

Outro cliente importante são os Estados Unidos: comprou US$ 566,4 milhões de janeiro a junho. O valor, porém, foi 10,4% abaixo do mesmo período do ano passado, ainda antes das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo de Donald Trump na semana passada.

 

Segundo o Sindipeças a América do Sul concentra metade das exportações brasileiras de autopeças. As vendas para a região recuaram 9,1% no primeiro semestre, puxada pela Argentina. Contudo outros mercados apresentaram bom resultado: as vendas para o Peru subiram 87,5%, para a Colômbia 36,6% e para o Paraguai 23,9%.

 

De acordo com a entidade “tais resultados evidenciam que a fraqueza regional está concentrada no mercado argentino, e não refletem perda generalizada de competitividade das autopeças brasileiras na região como um todo”.

 

Importações da China disparam

 

Em seis meses a compra de peças chinesas avançou 25%, somando US$ 2,6 bilhões. O principal fornecedor de componentes automotivos para o Brasil respondeu por 22,9% das importações.

 

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, mesmo com o recuo de 10% nas importações, para U$ 1,1 bilhão. Curiosamente o país, que aplica tarifas para peças brasileiras, é superavitário em quase US$ 600 milhões no setor.

 

Outro país que cresceu bastante foi a Indonésia, com avanço de 47%, para US$ 168 milhões e representa apenas 1,5% do total das importações brasileiras. (Agência AutoData/André Barros)

 

 

 

HC Hornburg cresce 45% no primeiro semestre de 2026

 

A HC Hornburg ampliou, no primeiro semestre deste ano, as vendas de implementos rodoviários em 45%, em comparação com igual período do ano passado. De janeiro a junho desse ano a empresa comercializou 624 unidades, ante 431 produtos no primeiro semestre de 2025, entre carrocerias frigorificadas e máquinas de refrigeração Alaska.

 

A HC Hornburg cresceu com base na sua estratégia de ampliação de oferta de produtos, a partir do início de operação da filial de Guaramirim (SC), e na eficiência de sua equipe comercial. “A logística na Cadeia do Frio é uma operação que segue em franca expansão no Brasil, porém é preciso conhecer profundamente esse mercado e o nosso resultado mostra que o time da HC Hornburg tem essa expertise”, afirma Betina Borchardt, diretora-geral da HC Hornburg.

 

“O ambiente de negócios onde atuamos é bastante complexo e de caráter nacional o que exige um nível de qualidade industrial elevado somado a uma capacidade de entendimento das necessidades locais dos clientes”, explica Everton P. Bertol, gerente comercial da HC Hornburg.

 

Sobre a HC Hornburg

 

Fundada em 1973 por Heinz Hornburg, em Jaraguá do Sul (SC), a HC Hornburg iniciou sua trajetória como fabricante de carrocerias de madeira, cabines e complementos para camionetes. Alguns anos depois evoluiu para a produção de furgões de chapa de aço rebitados à mão.

 

Atualmente, a empresa é referência na fabricação de carrocerias e semirreboques para transporte frigorificado, com uma linha de produtos que inclui Paleteira, Sorveteira, Versatile, Gancheira, Prateleira e Semirreboque.

 

Com uma estrutura de 18 mil metros quadrados localizado em Jaraguá do Sul e Guaramirim, ambas as plantas em Santa Catarina, onde a empresa emprega aproximadamente 130 funcionários. Os produtos da HC Hornburg são exportados para os mais diversos mercados da América Latina como Equador, Guatemala. Paraguai e Uruguai. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

Marcopolo realiza entrega de 61 ônibus à Tursan, dos modelos Torino e Senior Fretamento

 

A Marcopolo, referência global na fabricação de carrocerias de ônibus, realiza a entrega de 15 unidades urbanas do modelo Torino e 46 unidades do modelo Senior Fretamento à Tursan, destinados às operações de transporte urbano e fretamento no Estado do Rio de Janeiro. O fornecimento marca a retomada do relacionamento comercial entre as empresas, reforçando a confiança da operadora nas soluções desenvolvidas para diferentes aplicações de transporte de passageiros.

 

“Essa venda para a Tursan é muito importante, pois trata-se de um operador bastante relevante no segmento de fretamento no Estado, que passará a transportar com nossos ônibus. Além disso, reforça a confiabilidade da marca e a diversificação do nosso portfólio de produtos para diferentes aplicações, com foco em robustez, conforto, eficiência operacional e design”, destaca Rafael Carillo, Gerente da Marcopolo Rio de Janeiro.

 

Os ônibus do modelo Torino possuem capacidade para 46 passageiros e foram projetados para oferecer robustez, conforto e eficiência operacional. As unidades são equipadas com poltronas City estofadas, assegurando melhores condições de viagem aos usuários, além de sistema de ar-condicionado, proporcionando conforto térmico e atendendo às especificações técnicas definidas para a operação urbana.

 

Complementando a entrega, os veículos do modelo Senior Fretamento têm capacidade para 30 passageiros e contam com configuração de poltronas executivas, voltadas ao conforto em operações de fretamento. As unidades são equipadas com sistema de ar-condicionado, elevador ou dispositivo de acessibilidade que amplia a inclusão, além de entradas USB para carregamento de dispositivos eletrônicos.

 

“A renovação da nossa frota representa mais do que a incorporação de novos veículos: simboliza o fortalecimento de uma parceria estratégica construída com base em confiança, qualidade e visão de longo prazo. Retomar esse relacionamento com a Marcopolo reforça o compromisso da Tursan em oferecer soluções cada vez mais modernas, seguras e eficientes aos nossos clientes e passageiros. Estamos investindo no crescimento sustentável da empresa, na excelência operacional e na construção de parcerias sólidas que contribuam para a evolução da mobilidade e transporte de fretamento no Brasil”, destaca Paulo Bonafé, CEO da Tursan.

 

Com esse fornecimento, a Marcopolo reforça sua atuação nos segmentos urbano e de fretamento, consolidando sua posição como parceira estratégica de empresas de transporte na modernização e qualificação das operações, especialmente em mercados de alta demanda como o Rio de Janeiro.

 

Sobre a Marcopolo

 

Fundada há 76 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é líder na fabricação de carrocerias de ônibus no Brasil e está entre as maiores fabricantes do mundo. Comprometida com o futuro da mobilidade, a empresa investe continuamente em tecnologia, design e inovação, desenvolvendo soluções que contribuem para o avanço do transporte coletivo de passageiros. Com fábricas nos cinco continentes, seus veículos circulam em mais de 140 países. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

Volkswagen faz recall de 150 mil unidades de T-Cross, Polo, Virtus, Tera e Nivus

 

A Volkswagen anunciou um recall que envolve 150,29 mil unidades de T-Cross, Polo, Polo Track, Virtus, Tera e Nivus dos anos/modelos 2025 e 2026. Os proprietários deverão levar os veículos a uma concessionária da marca para verificar a alavanca do freio de estacionamento.

 

Segundo a fabricante, uma falha ocorrida durante a produção do componente pode comprometer o seu funcionamento. Com isso, o automóvel corre o risco de se movimentar involuntariamente mesmo depois de estacionado.

 

O problema aumenta o risco de acidentes, especialmente quando o veículo é deixado em ruas, garagens ou rampas inclinadas. A Volkswagen admite a possibilidade de danos materiais, ferimentos e até consequências fatais para ocupantes ou terceiros.

 

Reparo é gratuito

 

A campanha prevê inicialmente uma inspeção da alavanca do freio de estacionamento. Caso seja constatado o defeito, o componente será substituído sem custos para o proprietário.

 

De acordo com a Volkswagen, todo o procedimento leva aproximadamente duas horas. É necessário, porém, agendar previamente o atendimento em uma concessionária da marca.

 

A empresa também enviará cartas aos proprietários dos veículos envolvidos. Ainda assim, como os intervalos de chassi não são sequenciais, a recomendação é consultar individualmente a situação de cada automóvel.

 

Veja os veículos chamados:

 

Modelo - Ano/Modelo - Chassis não sequenciais

 

T-Cross - 2026 - T4016198 a T4060559

 

Polo - TT612107 a TT643157

 

Polo Track - 2025 e 2026 - TP002478 a TP028076 - ST089057 a TT022003

 

Tera - 2026 - TT300291 a TT358902

 

Virtus - P003385 a TP008761

 

T4003262 a T4018379

 

Nivus - TTP011605 a TP040040

 

O proprietário pode verificar se o veículo está incluído no recall por meio do número completo do chassi na página de recalls da Volkswagen. Outra opção é procurar a Central de Relacionamento com Clientes pelo telefone 0800 019 8866. (Jornal do Carro)

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