NOTÍCIAS DO DIA

18/6/2021

 

Honda muda linha de carros no Brasil antes da chegada do novo City

 

Um dos principais lançamentos para esse ano é a chegada da nova geração do City, que incluirá a estreia do inédito City hatch. Assim, a Honda fará alguns ajustes no seu catálogo para receber a dupla. Isso significa que o Fit, realmente, está com os dias contados. Além disso, a montadora vai importar a nova geração do Civic, que também deixará de ser nacional.

 

A notícia da renovação da gama surgiu através de Atsushi Fujimoto, novo presidente da Honda América do Sul. Durante entrevista a jornalistas da área econômica, como os do site Automotive Business, o executivo anunciou que renovará e reduzirá a linha da marca japonesa. Assim, o foco será em conectividade, meio ambiente e segurança.

 

Atsushi confirmou que serão feitos novos investimentos no Brasil. No entanto, seguindo o estilo da Honda em não comentar projetos futuros, ele não revelou a quantia nem quais os carros que darão adeus ao mercado brasileiro e os que chegarão em breve.

 

As baixas

 

Como havíamos antecipado, o Fit logo deve se despedir de nosso mercado. Mais especificamente, assim que o City hatch chegar ao consumidor, o que deve acontecer no final deste ano. Ele terá uma proposta mais tecnológica, novo motor e preço parecido com o do monovolume.

 

Já o Civic não dará adeus. Mas a nova geração, já apresentada nos EUA, virá ao Brasil como um carro importado. Conforme noticiamos, a Honda fechou a fábrica do Civic na Inglaterra e concentrará a produção no Japão e nos EUA, além de outros mercados emergentes.

 

Atualmente, o sedã vende metade do que o líder do segmento Toyota Corolla vende. Embora esteja na segunda colocação, a categoria dos sedãs médios enfrenta uma baixa procura. Todavia, se a Honda optar por importar o Civic somente na versão de topo (como ocorre com o CR-V atualmente), seu preço irá subir e o sedã poderá se tornar um carro de nicho.

 

A aposta de empresa no segmento dos três volumes, portanto, será na nova geração do City.

 

As novidades: foco na eletrificação

 

O executivo confirmou que a Honda do Brasil seguirá os parâmetros de eletrificação da matriz. Dessa forma, a marca pretende produzir somente veículos elétricos a partir de 2040 e zerar a morte em acidentes com carros da Honda até 2050. Para tanto, haverá um foco maciço em tecnologias de direção autônoma.

 

Até 2023, a montadora prometeu a vinda de três modelos eletrificados, sem especificar quais. O primeiro modelo dessa nova leva a chegar ao país será o híbrido Accord e:HEV, que chegará no 2º semestre. Posteriormente, é provável que montadora importe o CR-V híbrido e a versão híbrida do novo HR-V.

 

Fábricas seguirão em operação

 

O executivo confirmou também que a empresa seguirá a operação nas fábricas de Sumaré e Itirapina. Juntas, elas têm a capacidade de produzir até 240 mil unidades por ano.

 

Esse número, no entanto, é bem maior do que a quantidade de modelos vendidos em 2020. Por causa da pandemia, no ano passado a Honda vendeu apenas 84 mil unidades. Esse total é 35% menor do que o acumulado em 2019. Cabe enfatizar que a retração média do mercado ficou em 27%. (Jornal do Carro)

 

 

 

Nissan paralisa produção por dois dias devido à falta de semicondutores

 

A Nissan teve de paralisar a produção por dois dias – na quarta-feira, 16, e nesta quinta-feira, 17 – por causa da falta de semicondutores. O problema, que vem afetando a linha de montagem da maioria das montadoras instaladas no País, deve provocar redução ainda maior nos estoques das redes de concessionárias, que estão sem vários modelos para pronta entrega desde os primeiros meses do ano.

 

De acordo com dados divulgados pela Anfavea no início de junho, o estoque nas revendas autorizadas limitava-se a 66,1 mil unidades no final de maio, o equivalente a apenas 10 dias de vendas. Considerando também os 29,9 mil veículos estocados nos pátios das montadoras, o total chegava a 98,5 mil unidades ou 15 dias de vendas. É pelo menos a metade do nível considerado ideal, em torno de 30 a 35 dias.

 

No caso da Nissan, assim como de outras fabricantes do setor, o monitoramento do abastecimento de peças para análise da necessidade de eventuais paralisações tem sido realizado diariamente, não estando, assim, descartada novas suspensões das atividades da fábrica de Porto Real, RJ, nas próximas semanas.

 

Também por causa da falta de semicondutores a Hyundai já anunciou que suspenderá o segundo turno do complexo industrial de Piracicaba, no interior paulista, a partir da próxima segunda-feira, 21. A empresa já havia suspendido o terceiro turno em 31 de maio devido a esse mesmo problema e, a princípio, prevê retomar operações normais a partir do início de julho.

 

A Volkswagen, que desde o último dia 7 suspendeu a produção nas fábricas de Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR, comunicou semana passada que também vai paralisar as linhas das fábricas das Anchieta, no ABC paulista, e de São Carlos, SP. A medida valerá por dez dias com retorno também programado para o início de julho.

 

A General Motors é a mais afetada no Brasil pela falta de semicondutores. Desde o início de abril está sem produzir o Onix em Gravataí, RS, e até o momento não divulgou data de retorno, que a princípio deveria ter ocorrido no começo deste mês.

 

Por causa desse quadro de desabastecimento de componentes eletrônicos, executivos das montadoras e também das redes de concessionárias têm tido dificuldades em avaliar a efetiva demanda do mercado brasileiro.

 

A queda de 14% na média diária de vendas na primeira quinzena de junho certamente reflete esse problema de falta de produtos, mas não dá para quantificar o volume que efetivamente poderia estar sendo comercializado internamente caso a produção do setor estivesse normal. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

 

Mercado de pneus tem queda de 0,2% em maio

 

De acordo com o balanço mensal da Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), houve uma nova queda nas vendas de pneus em maio, desta vez de apenas 0,2%. Os dados da associação fazem referência ao comercializado em abril, e foram divulgados nesta segunda, 14.

 

Assim, segundo os dados foram comercializados 4,588 milhões de unidades em maio, ante 4,597 milhões em abril. No entanto, se levarmos em consideração o acumulado do ano, o setor mostra uma recuperação mais considerável.

 

De janeiro a maio deste ano, a indústria de pneumáticos registrou 23,258 milhões de exemplares vendidos. Portanto, 36,1% a mais que o resultado do mesmo período de 2020 (que foi de 17,083 milhões de pneus). No entanto, recuo de 3,8% frente aos 24,177 milhões registrados nos cinco primeiros meses de 2019.

 

Desse montante, as vendas para montadoras registraram alta de 3,4% no mês. Entretanto, houve retração de 1,2% nas vendas para o mercado de reposição, que somou 3,487 milhões de pneus.

 

“O destaque importante, e bem negativo, é que a nossa balança comercial se tornou negativa também em dólar, acompanhando a já negativa em quantidade”, declarou Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip. (Frota & Cia/André Garcia)

 

 

 

Preço do diesel estabiliza, mas gasolina ainda sobe em junho

 

O preço médio do diesel nos postos de combustíveis do Brasil registrou uma virtual estabilidade na primeira quinzena de junho em relação ao final de maio, de acordo com levantamento da Ticket Log divulgado nesta terça-feira. No entanto, um estudo à parte produzido pela ValeCard apontou para um leve aumento no valor da gasolina no período.

 

De acordo com o índice de preços da Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, o diesel comum atingiu média de 4,729 reais por litro no início deste mês, alta de 0,64% ante o fechamento de maio.

 

“Em todas as regiões brasileiras, os aumentos foram pouco significativos. No Nordeste, onde foram registradas as maiores taxas, o diesel avançou 1,07%”, afirmou em nota o head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina.

 

A estabilidade no valor do combustível mais consumido do Brasil ocorre depois de um salto verificado especialmente no início de maio. Na ocasião, chegou ao fim o período de dois meses de isenção do PIS/Cofins incidente sobre o produto, medida do governo federal que visava conter uma escalada dos preços. (Frota & Cia/André Garcia)

 

 

 

Primeira quinzena de junho de queda nas vendas de veículos

 

O mercado de automóveis está patinando em junho. A curva das vendas no período aponta forte para baixo. No período, foram negociados somente 80.645 automóveis e comerciais leves, média diária de 7.331 unidades. No acumulado do ano, as vendas chegaram a 917.963 unidades.

 

O número de negócios diários na quinzena recuou 14% sobre maio, que registrou pouco mais de 8,3 licenciamentos a cada dia. Cerca de 40% dos veículos vendidos em junho, 32,8 mil, se deveram às negociações diretas.

 

O setor já nutre expectativa de encerrar junho com queda expressiva frente a maio, mês em que foram emplacados 175,4 mil automóveis e comerciais leves. Faltando apenas mais dez dias úteis de vendas, a projeção linear é algo em torno de 154 mil unidades negociadas.

 

No ranking por marcas, mudanças importantes. A Toyota fechou os primeiros quinze dias de vendas na terceira colocação, com 10,2% de participação, seguida de perto pela Hyundai, com 10,1%, e pela Jeep, que respondeu por 7,7% dos licenciamentos.

 

A GM, que liderou o mercado brasileiro nos últimos anos e que vem sofrendo com seguidas e longas paralisações de suas fábricas, caiu para o sexto lugar, com apenas 7,6% de participação. Em seguida aparecem Renault, 6,5%, e Honda, com 4,4%.

 

As duas primeiras colocadas são as mesmas desde o começo de 2021: a Fiat, líder com larga margem, deteve fatia de 24,2%, enquanto os veículos da Volkswagen responderam por 15,7% dos licenciamentos.

 

Ranking por marcas 1a quinzena de junho

 

1) Fiat 24,2%

2) Volkswagen 15,7%

3) Toyota 10,2%

4) Hyundai 10,1%

5) Jeep 7,7%

6) GM 7,6%

7) Renault 6,5%

8) Honda 4,4%

(AutoIndústria/Joel Leite)

 

 

 

O que está por trás da saída de três montadoras de carros do País

 

Entre o fim de 2020 e o início de 2021, três montadoras fizeram anúncios que impactaram negativamente a indústria automobilística no Brasil: o fechamento da fábrica Mercedes-Benz, a suspensão por tempo indeterminado da produção da Audi e o fim da produção de carros da Ford, que estava no país havia 103 anos.

 

Incertezas em relação à economia local, dificuldades impostas pelo chamado custo Brasil e problemas de rentabilidade estão entre as explicações para a saída das multinacionais. Questões específicas também pesaram: a Audi, por exemplo, reclamava a devolução de créditos tributários acumulados no âmbito do Inovar-Auto, o programa de incentivos à indústria automobilística adotado no governo Dilma Rousseff (PT).

 

O impacto não se restringe só às unidades da Ford (em Camaçari, na Bahia, Horizonte, no Ceará, e Taubaté, em São Paulo), da Mercedes-Benz (em Iracemapólis, São Paulo), e da Audi (em São José dos Pinhais, Paraná). Deve ter impacto sobre a cadeia de fornecedores e concessionárias.

 

Só na Ford, a estimativa é de que sejam necessários US$ 4,1 bilhões para o pagamento de cerca de 5 mil funcionários demitidos, e indenizações a centenas de fabricantes de autopeças e revendedoras. Steve Armstrong, que comandou a Ford Brasil entre 2012 e 2016, foi chamado para fazer a reestruturação das operações da montadora norte-americana na América do Sul.

 

A unidade da Mercedes em Iracemápolis tinha 370 trabalhadores. A empresa, que tinha inaugurado a fábrica em 2016 após investir mais de R$ 600 milhões, creditou o encerramento da produção do SUV compacto GLA e o sedã médio Classe C à situação econômica difícil no Brasil por muitos anos e que se agravou com a pandemia.

 

“Isso causou uma queda significativa nas vendas de automóveis premium”, pontuou Jörg Burzer, membro do conselho da Mercedes-Benz em comunicado oficial emitido pela empresa em dezembro.

 

Fatores decisivos para as montadoras

 

Um dos fatores que pode ter contribuído para a decisão das três empresas está relacionado ao custo Brasil e às incertezas em relação à economia local.

 

“Se os resultados não são bons e as perspectivas não são favoráveis, é hora de repensar a estratégia”, diz Flávio Padovan, sócio da MRD Consulting e ex-CEO da Jaguar Land Rover.

 

No ano passado, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a participação da Ford no total de veículos licenciados foi de 7,4%. A da Audi era de 0,4% e a da Mercedes Benz, 0,3%.

 

“A decisão também tem a ver com a estratégia internacional das empresas”, destaca o líder de industrial markets e setor automotivo da KPMG no Brasil, Ricardo Bacellar.

 

Padovan destaca que sem condições que garantam a competitividade das empresas e diante de resultados negativos, fica complicado investir na modernização das fábricas. “O Brasil tem uma grande capacidade instalada e uma grande ociosidade”, explica.

 

A Ford, segundo ele, optou por focar em produtos e mercados onde está ganhando dinheiro. A Audi e a Mercedes, que atuam no mercado de veículos premium, também foram afetadas pela instabilidade cambial, devido à grande importação de componentes. “Isto dificultou que elas fossem competitivas”, afirma Padovan.

 

A intenção de muitas montadoras era de usar o país como uma plataforma de exportação, o que não se confirmou. “O Brasil não fez investimentos na abertura dos portos, faltam condições de competitividade e há exportação de resíduos tributários”, diz Bacellar.

 

Segundo ele, o caminho para o Brasil passa pela massificação de políticas consistentes de exportação, ter uma boa estrutura cambial e tributária. Também é necessário rever o custo de mão de obra no país, que é elevado.

 

Padovan destaca que falta uma política industrial consistente para o país. As últimas medidas para o setor automotivo, como o Inovar-Auto e o Rota 2030, este ainda em vigor, tinham metas ousadas e praticamente inatingíveis, ressalta o consultor. “E, no caso do Inovar-Auto, forçava as empresas a investir no Brasil.”

 

Exportações em recuperação

 

No ano passado, foram exportados US$ 2,71 bilhões em veículos de passageiros, 29% menos do que em 2019, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foi a terceira queda anual seguida.

 

Os números estão experimentando uma recuperação. No primeiro quadrimestre do ano, houve um crescimento de 29,5% nas exportações, atingindo US$ 1,04 bilhão. Sete em cada dez dólares em vendas para o exterior vem de três países: Argentina, Colômbia e México. Os carros são fabricados principalmente em São Paulo, Paraná e Pernambuco.

 

Outra trava à expansão da indústria automobilística é o baixo crescimento da economia brasileira. Nos últimos dez anos, o PIB brasileiro se expandiu a um ritmo de 0,3% ao ano, enquanto a economia mundial se expandiu em 2,7%, em média. Os números são do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que em 2011 foram produzidas 2,77 milhões de unidades, chegando a 3,1 milhões em 2013. No ano passado a indústria nacional produziu apenas 1,84 milhão de veículos.

 

Problemas de produtividade nas fábricas brasileiras são coisas do passado, aponta Bacellar. Segundo ele, há unidades de montadoras no país que, inclusive, são referência internacional. “O Brasil é atrativo e desperta interesse dos fornecedores da cadeia produtiva.”

 

Mudança de rumos

 

O líder da KPMG afirma que a indústria automotiva está em um momento de transição. Aos poucos, o modelo tradicional, caracterizado pela produção e venda de veículos, está dando lugar a um sistema por assinaturas. Pelo menos seis montadoras brasileiras já utilizam essa modalidade. “É um modelo que tende a ganhar força no Brasil, pois rompe com duas características do sistema tradicional: o ticket de entrada alto e o custo de manutenção”, diz.

 

O fenômeno também está atrelado a outra mudança por parte do consumidor. “Diante de uma melhora no transporte público mundial, as pessoas começam a fazer mais contas: se vale a pena comprar um carro ou alugá-lo”, diz Padovan.

 

Outra tendência setorial é a da eletrificação da frota. Estudos da KPMG projetam que, em 2040, três quartos da frota mundial serão movidas a energia elétrica. “É uma tendência disruptiva e irreversível, na qual o Brasil entra atrasado”, afirma o consultor.

 

O principal impacto será na mudança de fornecedores por parte das montadoras. “E o Brasil pode se beneficiar nesse cenário como player relevante no mercado de autopeças. Só tem de fazer a lição de casa”, diz o líder da KPMG.

 

Estudos de eletrificação da frota já vêm sendo desenvolvidos pela indústria nacional. A Renault, em parceria com a Weg, ABR Energias, Brafer e Sistema Fiep, desenvolveu uma iniciativa para permitir a recarga de baterias de veículos elétricos de forma 100% sustentável e limpa.

 

A catarinense Weg lançou, no início de maio, uma nova estação de recarga para veículos elétricos que reúne mais tecnologia, sustentabilidade, conectividade e que promete mais segurança. (Gazeta do Povo/Vandré Kramer)

 

 

 

Armazém Paraíba adquire 72 caminhões Mercedes-Benz

 

A Armazém Paraíba, uma das maiores redes varejistas do Nordeste, com sede em João Pessoa (PBB), renovou frota com 72 caminhões Mercedes-Benz. No lote constam 40 Accelo 815, 20 Sprinter e 12 Atego 2426 6×2. Os veículos atuarão na entrega de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos na casa do cliente, como também nas transferências de produtos dos centros de distribuição aos pontos de venda. O negócio teve participação da concessionária Unidas, da capital paraibana. (AutoIndústria)

 

 

 

Mercado de automóveis na Europa supera 1 milhão de unidades em maio

 

Balanço das vendas de automóveis na Europa apresentado pela associação dos fabricantes da região, Acea, na quinta-feira, 17, aponta alta de 73,7% em maio, para 1,03 milhão de unidades ante 623,8 mil registradas no mesmo período do ano passado. Os números dizem respeito aos mercados da União Europeia, Reino Unido e do bloco da EFTA: Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia.

 

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as entregas somaram mais de 5,20 milhões de automóveis, volume 31,1% superior ao anotado um ano antes, de 3,96 milhões de unidades. De acordo com relatório, as acentuadas quedas observadas nos dois primeiros meses de 2021 foram compensadas pelas altas em março, abril e maio.

 

Os quatro maiores mercados da Europa chegam ao final do período com significativos crescimentos porcentuais de dois dígitos no acumulado até maio. A Itália lidera com 62,8%, seguida pela França (50,1%), Espanha (40,0%) e Alemanha (12,8%).

 

Segue no lugar mais alto do pódio o Grupo Volkswagen com registro de 1,35 milhão de automóveis vendidos, o que representou participação de 26% nas entregas totais de janeiro a maio. Logo atrás, aparece a Stellantis, com 1,2 milhão de unidades negociadas ou 21,5% das vendas na região. O Grupo Renault preserva o terceiro lugar ao apurar 434,2 mil automóveis vendidos, 17,8% dos emplacamentos. (AutoIndústria)

 

 

 

GM prepara lançamento do novo Chevrolet Bolt e seu SUV elétrico no Brasil

 

A General Motors está engajada na eletrificação da marca Chevrolet, e o Brasil não está de fora. Apesar de o país ainda não ter políticas reais de incentivo aos carros elétricos, a montadora vai ampliar a rede de concessionárias habilitadas a trabalhar com estes modelos. Mas o plano da GM não é em vão: a empresa tem dois lançamentos no horizonte.

 

Tal como antecipamos aqui no Jornal do Carro, a marca da gravata dourada planeja vender no Brasil a nova geração do Chevrolet Bolt, bem como o inédito Bolt EUV, versão mais alta e com jeito de utilitário esportivo. Os modelos foram revelados em fevereiro e, assim, já estão à venda nos Estados Unidos. Dessa forma, a chegada de ambos no Brasil é uma questão de tempo — e deve acontecer até o início de 2022.

 

Rede triplicada

 

Portanto, a GM planeja triplicar o número de concessionárias para vender e dar assistência técnica aos veículos elétricos da Chevrolet. Até agora, eram 26 revendedoras, contudo, a partir de junho, a empresa vai expandir o investimento para alcançar 79 pontos no país.

 

Federal. Com a ampliação da rede, cerca de 50 municípios serão, então, contemplados no interior de São Paulo e nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país. Na rede de concessionárias habilitadas, os elétricos ficam, assim, no mesmo salão com os demais modelos.

 

“A GM tem o compromisso de liderar a eletrificação na região, e o aumento do número de concessionárias habilitadas é um elemento importante dentro desta estratégia. Com isso, a Chevrolet se consolida como a maior e mais capilarizada rede especializada em veículos elétricos do Brasil”, afirma Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul.

 

Se os planos da marca estão avançando, é tudo obra da primeira geração do Bolt EV, que segue à venda no Brasil. O hatch foi o primeiro carro puramente elétrico da marca. Aqui, chegou às lojas em 2019 e, já em 2020, foi o veículo elétrico mais vendido do país no segmento.

 

Eletrificação total

 

A GM embarcou em um ambicioso plano para zerar a emissão de carbono na empresa. Para tanto, a partir de 2035, vai comercializar somente veículos que não emitam gases causadores do efeito estufa. Na fábrica localizada em Detroit, a produção do elétrico Bolt acontece na mesma linha de carros à combustão, com exceção da instalação das baterias.

 

Ao todo, a GM vai investir US$ 27 bilhões (R$ 136 bilhões) no desenvolvimento de carros elétricos. Cerca de 30 novos modelos vão ser lançados até 2025. Por enquanto, não está prevista a produção de carros elétricos no Brasil, apenas a importação, apesar de o Brasil ser o segundo maior mercado global da empresa.

 

O Bolt já tem mais de cem mil unidades comercializadas no mundo. O hatch é equipado com um motor de 203 cv de potência e baterias de 66 kWh. Este conjunto lhe permitem acelerar de 0 a 100 km em cerca de 7 segundos e percorrer aproximadamente 416 km com a carga completa.

 

Poucos incentivos no Brasil

 

O Brasil apresenta poucos incentivos em relação à Europa, onde a venda de elétricos dobrou no ano passado, segundo a Associação de Montadoras Europeias de Automóveis (ACEA). De 28 países da União Europeia, oito oferecem, assim, algum bônus a quem compra um carro elétrico ou híbrido.

 

A Alemanha paga até 9.000 euros do preço do veículo. Ainda na Europa, os elétricos não pagam pedágio urbanos em capitais como Londres. Incentivos fizeram as vendas de carros elétricos em geral cresceram 297% no mundo, entre 2015 e 2020, segundo a consultoria de estatísticas Statista.

 

No País, apenas a taxa de importação é isenta. Antes alíquota era de 35%. Em doze estados, há desconto ou abatimento total de IPVA para os carros elétricos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Entretanto, em São Paulo, o governador João Dória vetou um projeto de lei que isentava carros elétricos de pagarem IPVA.

 

Esse texto também previa, então, tornar elétrica 10% da frota veicular das Polícias Militar e Civil, e do Detran até 2025, bem como 5% do sistema de transporte coletivo. Dória alegou que o veto se deu por falta de estimativas sobre o impacto da renúncia do IPVA para carros elétricos no orçamento.

 

Já o projeto de Lei 3174/20, de autoria do deputado Marreca Filho (Patriota-MA), prevê o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), assim como uma criação de linhas de crédito para a produção de elétricos no País. No entanto, o projeto está na comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços desde março. (Jornal do Carro/Mattheus Reis)

 

 

 

BYD recebe pedido de 195 ônibus elétricos para a operadora RATP Dev London, do Reino Unido

 

A BYD UK e a ADL (Alexander Dennis Limited) receberam um pedido de 195 ônibus elétricos, feito pela operadora RATP Dev London. A empresa é uma das principais operadoras de ônibus da TfL (Transport for London).

 

O anúncio foi feito pela BYD nesta quarta-feira, 16 de junho de 2021. Segundo a fabricante, este é o maior pedido de ônibus elétrico já feito no país.

 

As entregas da frota da BYD ADL da RATP Dev London começarão no verão europeu, sendo 68 ônibus de um andar (incluindo 21 modelos compactos de 10,2 metros) e 127 ônibus de dois andares.

 

Os ônibus ficarão à disposição nas garagens de Fulwell, Harrow e Shepherd’s Bush da RATP Dev London para atender às rotas no oeste da capital.

 

Segundo a BYD, os veículos irão se juntar a 36 BYD ADL de um andar já em serviço desde 2018 e 29 BYD ADL de dois andares entregues no ano passado.

 

“Com este pedido, a RATP Dev London confirma seu compromisso em apoiar o plano de eletrificação da TfL para a rede de ônibus de Londres, um objetivo fundamental da Estratégia de Transporte da cidade para 2018, segundo a qual todos os ônibus da TfL terão emissões zero até 2037, com os transportes públicos de Londres se tornando zero emissões até este ano”, informou a BYD, em nota.

 

“O pedido recorde vem enquanto a parceria BYD ADL continua a crescer cada vez mais, apenas cinco anos depois de ter sido lançada, graças à combinação comprovada da tecnologia de transmissão elétrica de bateria da BYD e as carrocerias britânicas da ADL, que podem ser totalmente personalizado para refletir os requisitos operacionais”, detalhou também.

 

Apenas em Londres, mais de 400 ônibus elétricos BYD ADL cobriram cumulativamente mais de 32 milhões de quilômetros com emissão zero, com outros cerca de 300 veículos encomendados, incluindo esta última entrada para RATP Dev London. A RATP Dev London será a maior operadora de ônibus elétricos em Londres no início de 2022, com cerca de 25% de sua frota totalmente elétrica.

 

Parceria

 

“A eletrificação é uma parte importante de nosso negócio e da parceria com a Transport for London (TfL). Lançamos nossas duas primeiras rotas 100% elétricas há menos de dois anos, bem como a primeira rota de ônibus totalmente elétricos de dois andares operando 24 horas de Londres no ano passado. No início de 2022, operaremos 15 rotas de emissão zero e teremos cinco de nossas garagens convertidas para eletricidade. Este acordo ajudará a RATP Dev London a se posicionar como a provedora líder de serviços de ônibus elétricos na cidade. Estamos orgulhosos de trabalhar lado a lado com a TfL para ajudar Londres a atingir seus objetivos de sustentabilidade”, afirmou Catherine Chardon, diretora da RATP Dev London.

 

Segundo o Diretor Executivo da BYD no Reino Unido, Frank Thorp, “naturalmente, este é um momento extremamente significativo no desenvolvimento da marca BYD no Reino Unido. O transporte público na capital geralmente fornece o modelo para outras cidades e o fato de uma grande operadora como a RATP Dev estar assumindo um compromisso tão substancial com a mobilidade elétrica, repercutirá nas autoridades locais em todo o Reino Unido. A crescente eletrificação das rotas pelos operadores da TfL está proporcionando produtividade a longo prazo para suas frotas e benefícios ambientais reais para os londrinos.”

 

Para Paul Davies, presidente e diretor executivo da ADL, “o pedido recorde da RATP Dev London é um voto retumbante de confiança em nossos ônibus elétricos produzidos na Grã-Bretanha e na capacidade comprovada da ADL de adaptá-los às exigências das autoridades e dos operadores. Esses ônibus serão desenvolvidos com base em nosso trabalho pioneiro de apoio ao Padrão de Segurança para Ônibus do Transport for London, com foco na segurança para motoristas, passageiros e outros usuários da estrada”. (Diário do Transporte/Jessica Marques)