NOTÍCIAS DO DIA

10/8/2022

 

Marcopolo vai começar a produzir ônibus elétricos

 

A Marcopolo anunciou nesta terça-feira, 9, que vai iniciar ainda em agosto a produção em série de ônibus elétricos. O modelo será o primeiro 100% elétrico com chassi próprio da fabricante de carrocerias. O anúncio foi feito durante a Lat.Bus 2022, feira na zona sul de São Paulo que reúne montadoras de ônibus.

 

Até o fim do ano, a Marcopolo espera produzir 30 ônibus elétricos em diferentes configurações. A empresa já tem mais de 350 ônibus elétricos e híbridos em circulação em países como Argentina, Colômbia, Austrália e Índia, além do Brasil, porém os chassis desses veículos são produzidos por montadoras.

 

Os primeiros ônibus elétricos totalmente produzidos pela Marcopolo serão fabricados no parque industrial da empresa em Caxias do Sul (RS), com baterias importadas da China. Desde outubro, o modelo está sendo testado, tendo desempenho avaliado em trajeto curto, e sem passageiros, no centro de Santo André, no ABC paulista.

 

Mais elétricos

 

Na Lat.Bus, a encarroçadora Caio mostra o E-Millenniun, ônibus elétrico feito sobre um chassi (plataforma) da BYD (com fábrica em Campinas/SP) e que já está à venda. Segundo Roberto Carlos Barduco, gerente da empresa, além de ser mais largo e mais alto que um veículo tradicional, para garantir mais espaço e conforto aos passageiros, a maior parte dos itens de acabamento são 100% recicláveis.

 

A Mercedes-Benz informa que inicia neste mês, na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a produção em série do e0500U, desenvolvido no Brasil e com autonomia de 250 km a 300 km. A carga completa pode ser feita em até 3 horas. A empresa já está recebendo encomendas.

 

Outra empresa de São Bernardo, a Eletra, vai fornecer 94 trólebus para o BRT ABC, que entrará em operação no fim de 2023. Para dar conta da encomenda, há três meses a empresa inaugurou novas instalações com capacidade seis vezes maior que a anterior.

 

A diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira, informa que os E-Trol, como serão chamados, vão introduzir uma tecnologia inédita no País em que os veículos serão carregados, em movimento, pela própria rede aérea que acompanha grande parte do trajeto dos trólebus. “Não será necessária criar uma infraestrutura de carregamento nas garagens”, explica.

 

A Volvo também está testando no Brasil o ônibus elétrico BZL, lançado na Europa em setembro. Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses América Latina, informa que o veículo está em fase de homologação e inicialmente será importado.

 

“Paralelamente estamos desenvolvendo a produção local pois, a partir de 2025 não vamos mais produzir veículos a diesel’, afirma o executivo. O modelo tem autonomia de 300 km e possibilidade de recargas rápidas em 6 minutos.

 

A Iveco também apresenta na Lat.Bus um ônibus elétrico produzido na Argentina. O E-Way ainda está em fase de homologação e será vendido primeiro em mercados como Peru e Bolívia e ainda não há prazo para chegar ao Brasil. (O Estado de S. Paulo/Eduardo Laguna)

 

 

 

Volkswagen Caminhões e Ônibus marca forte presença em feiras do segmento automotivo com veículos vocacionais

 

Os caminhões Volkswagen vocacionais participam este mês de três das principais feiras do segmento: Agenda Confenar, Concrete Show e Expo Juína, nos estados de São Paulo e Mato Grosso. Veículos desenvolvidos com configurações específicas para as aplicações dos clientes, os vocacionais saem de fábrica preparados para o encarroçamento. Em 2020, estes caminhões foram os veículos especiais mais solicitados na VWCO.

 

Em um formato diferente, este ano a Agenda Confenar 2022 trabalhará com base em três pilares: sustentabilidade, diversidade e conectividade. E após 20 anos de participações e mais de dois mil veículos vendidos, a Volkswagen Caminhões e Ônibus estará em mais uma edição do evento organizado pela Confederação Nacional das Revendas Ambev e Empresas de Logística e Distribuição. A Agenda Confenar começa nos dias 8 e 9/8 presencialmente com a Pré-Agenda no Hotel Sheraton São Paulo WTC, e continua nos dias 16, 23 e 25/8 em formato online.

 

Outra feira que volta para seu formato presencial é a Concrete Show, evento da cadeia construtiva que está na sua 13ª edição e que será realizada do dia 9 a 11/8, no São Paulo Expo (SP). E o VW Constellation 26.280 6×4 Constructor estará exposto demonstrando toda a tecnologia presente no vasto portfólio elaborado para atuar no segmento de construção civil e de mineração. Os veículos deste segmento são equipados com motor MAN D08 de 260 e 280cv de potência com tecnologia de emissões EGR e motor Cummins ISL de 330cv com tecnologia de emissões SCR. Além da inovação nas suspensões com as novas molas parabólicas.

 

E para fechar a programação dos caminhões vocacionais VW, o Delivery 11.180, o Constellation 24.280, 25.460 e o Meteor 28.460, estiveram em Juína, no Mato Grosso, para o Expo Juína, importante mercado para setor do agronegócio.

 

O VW Constellation 25.460 e o VW Meteor 28.460 são os mais novos integrantes da família de extrapesados da VWCO. O modelo de entrada, VW Constellation 25.460, se diferencia como o caminhão estradeiro mais potente da família mais vendida do país. Totalmente nova, a família Meteor traz um novo conceito para a VWCO, de veículos mais potentes e com alto nível de conforto para as viagens de longas distâncias, com economia e desempenho superior. São duas as opções: o Meteor 28.460 e 29.520. (Coisas de Agora)

 

 

 

Toyota comemora 10 anos em Sorocaba no Top 4

 

A Toyota comemora dez anos da fábrica de Sorocaba este mês na quarta colocação do ranking de vendas por marca no País, atrás apenas da Fiat, GM e Volkswagen. É uma das posições mais disputadas hoje no mercado brasileiro, envolvendo marcas como Hyundai, Jeep e Renault.

 

Assim como General Motors e Volkswagen, a Toyota também está no Brasil desde meados do século passado, quando iniciou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a produção do utilitário Bandeirantes. Mas só no final dos anos 90 – quando chegaram ao Brasil as então chamadas nex commers – a marca japonesa decidiu investir mais forte por aqui, inaugurando fábrica de automóveis em Indaiatuba, interior paulista.

 

A marca japonesa comercializou em julho 16.745 unidades, totalizando 107.359 emplacamentos no ano, com participação de 10,5% nas vendas totais de automóveis e comerciais leves. Na sequência vêm Hyundai, Jeep e Renault, com fatias de, respectivamente, 10,2%, 7,4% e 6,3%.

 

No mesmo mês em que comemora uma década, a unidade de Sorocaba – de onde saem s as versões hatch e sedã do Yaris, além do SUV Corolla Cross e do Etios (para exportação) – também atinge o importante marco de 1 milhão de veículos produzidos.

 

Segundo a Toyota, o complexo industrial de Sorocaba foi o primeiro construído com o conceito de Ecofactory, visando ser sustentável e amiga do meio ambiente. Fruto de um aporte inicial de R$ 1 bilhão, a unidade recebeu pouco mais da metade do dinheiro investido pela montadora no País na última década.

 

Projetada para produzir a princípio 74 mil veículos por ano, tem capacidade atualmente para 158 mil veículos/ano. No momento, só o Corolla não é fabricado em Sorocaba. A vocação exportadora dessa planta garantiu que das mais de 95 mil unidades produzidas este ano até julho, praticamente 50% fosse destinado para os mercados latino-americanos, ou pouco mais de 47 mil unidades.

 

Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil., diz que celebrar o aniversário de uma das principais fábricas da companhia na região é motivo de imenso orgulho:

 

“Quero agradecer a todos os colaboradores que ajudaram a construir essa bonita história repleta de comprometimento, dedicação e trabalho que garantiram que essa unidade seja referência não só na produção de veículos cada vez melhores, mas também na atuação responsável com o meio ambiente, por meio do uso racional de recursos, na promoção da equidade e na proximidade com as comunidades, ao desenvolver iniciativas cidadãs que suportem o crescimento social”. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

Julho tem deflação e nova queda do IPCA é prevista para agosto

 

Aqueda no preço de combustíveis e energia elétrica, após a redução do ICMS, fez com que o IPCA registrasse deflação de 0,68% em julho, a maior da série histórica iniciada em 1980. Alguns economistas preveem nova baixa no índice em agosto – embora menos intensa –, ainda decorrente da redução nos preços administrados pelo governo. Apesar disso, 63% dos itens investigados em julho mostraram alta, com destaque para o leite longa-vida, que subiu 25,46% no mês. Os serviços ficaram 0,8% mais caros.

 

A redução do ICMS sobre combustíveis e energia elétrica levou a uma deflação de 0,68% em julho. O recuo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o maior registrado em um mês na série histórica iniciada em janeiro de 1980 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alguns economistas preveem nova deflação em agosto, embora menos intensa, ainda decorrente da queda dos preços administrados pelo governo.

 

“Pela nossa projeção, a inflação acumulada em 12 meses volta para o patamar de um dígito em agosto, quando o IPCA deve ter mais uma deflação, de 0,32%. No entanto, esta redução é pontual”, avaliou Claudia Moreno, economista do C6 Bank, em nota. “Ou seja, se excluirmos os fatores pontuais, a inflação segue alta”, completou.

 

O IPCA acumulado em 12 meses recuou para 10,07% em julho, mas permanece no patamar de dois dígitos há 11 meses consecutivos e muito acima da meta de inflação que deveria ser alcançada pelo Banco Central no ano, de 3,5% (com teto de tolerância de 5%).

 

O economista Luis Menon, da gestora de recursos Garde Asset Management, prevê queda de 0,20% do IPCA de agosto e alta de 0,40% em setembro. “Uma inflação mais próxima de 0,50%, e não acima de 1%, como foi no primeiro semestre”, comparou, “teremos alguns efeitos defasados do corte de ICMS, porque alguns estados aderiram ao longo de julho, e efeitos dos cortes da Petrobras (nos preços dos combustíveis), que devem impactar majoritariamente em agosto.”

 

Em julho, a gasolina ficou 15,48% mais barata; o etanol, 11,38%; e a energia, 5,78%. Juntos, os três itens ajudaram a conter a inflação em 1,38 ponto porcentual. “Se não fosse essa queda, o IPCA de julho teria uma alta de 0,70%”, calculou Moreno.

 

“A redução do ICMS contribuiu bastante para a deflação observada no IPCA de julho”, confirmou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. “Esse efeito deve ficar mais concentrado no IPCA de julho”, disse. O único combustível com alta no mês foi o óleo diesel (4,59%) – sobre o qual o teto de ICMS teve pouco efeito, porque a alíquota já era inferior a 18% na maioria dos Estados. O item influencia os preços de outros produtos, por conta do encarecimento do frete.

 

O que ainda pesa

 

Em julho, 63% dos itens pesquisados mostraram altas de preços. O “vilão” foi o leite longa-vida, que subiu 25,46%, depois dos 10,72% em junho. Também ficaram mais caros derivados do leite como queijo (5,28%), manteiga (5,75%) e leite condensado (6,66%).

 

A inflação de serviços – termômetro de pressões de demanda sobre os preços – subiu 0,80%. Já os preços de itens monitorados pelo governo tiveram um tombo de 4,35%. Houve pressão em julho de passagens aéreas (8,02%) e alimentação fora de casa (0,82%), além de outros segmentos ligados ao turismo.

 

A gestora de recursos Kínitro Capital espera deflação de 0,25% em agosto, com nova queda de preços administrados e arrefecimento de bens industriais, mas vê pressões “relevantes e disseminadas” nos serviços. Em nota, João Savignon, economista da gestora, lembrou que as expectativas para a inflação futura seguem acima da meta num ambiente de “riscos fiscais domésticos amplificados e o Banco Central dando claros sinais de encerramento do ciclo de elevação dos juros”. (O Estado de S. Paulo/Daniela Amorim e Marianna Gualter)

 

 

 

Preço do litro da gasolina reduz 14,01% em julho e etanol também registra baixa, de 8,34%

 

O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao fechamento de julho, apontou que o preço médio do litro da gasolina recuou 14,01% em relação a junho e foi comercializado a R$ 6,50 nos postos de abastecimento do País. Já o etanol fechou o período a R$ 5,50 e ficou 8,34% mais barato, se comparado ao mês anterior.

 

“Com a redução da alíquota do ICMS, anunciada no início de julho, o preço da gasolina já registrava baixas de 5,46%, em relação a junho, nos primeiros dias do mês, segundo o levantamento da Ticket Log. No fechamento da primeira quinzena, o recuo no valor do combustível chegou a 10,22%. A queda de 4,93% para o preço da gasolina no repasse às refinarias, anunciada no último dia 19, também contribuiu para a redução de 14,01% acumulada no mês. Vamos aguardar os reflexos da nova redução de 3,88% anunciada é válida a partir de hoje para a gasolina, vendida nas refinarias, que deve impactar no preço bomba nos primeiros dias de agosto. Vale ressaltar que, analisando a paridade com o mercado internacional, com essa atual redução ainda temos uma situação de preço nacional acima da paridade internacional, com uma janela de 7 centavos para gasolina, de acordo com entidades do setor”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

 

Todas as cinco regiões do País apresentaram queda no preço da gasolina, com destaque novamente para o Sudeste, onde o valor recuou 18,01% e fechou a R$ 6,18. Mesmo assim, a média mais baixa para o litro foi registrada nos postos de abastecimento da Região Sul, a R$ 6,09, com baixa de 15,30%. Com o valor 11,94% mais barato, a média mais alta para esse combustível foi encontrada no Nordeste, a R$ 6,79.

 

O etanol vem registrando baixa no preço médio desde o mês anterior e, no fechamento de julho, também ficou mais barato em todas as regiões brasileiras. Além de registrar a média mais baixa entre as demais regiões (R$ 4,72), o Centro-Oeste se destacou com o recuo mais expressivo para o litro (-13,02%). A média mais alta para o etanol foi encontrada no Norte, a R$ 5,89, com um recuo de 6,00%.

 

Nos destaques por Estado, não houve aumento no preço dos combustíveis e, mesmo com redução de 10,40%, o litro mais caro para a gasolina continua sendo comercializado nos postos do Piauí, a R$ 7,23. Já o Distrito Federal registrou, não só a gasolina mais barata, vendida a R$ 5,95, como também a redução mais expressiva para o combustível, de 23%, se comparado a julho.

 

São Paulo lidera o ranking do etanol mais barato do País, comercializado a R$ 4,21, com um recuo de 9,91%. Porém, a redução mais significativa para esse combustível foi registrada nos postos de abastecimento do Rio de Janeiro (15,60%), que passou de R$ 6,16 para R$ 5,20. O etanol mais caro foi encontrado no Pará, a R$ 6,35.

 

“Como reflexo da redução no preço da gasolina, registrada pelo IPTL em todo o território nacional, o combustível se apresentou como economicamente viável para mais Estados brasileiros, no comparativo com o mês passado. O etanol é mais vantajoso apenas para quem abastece em São Paulo, Goiás e Mato Grosso”, conclui Pina.

 

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários. (Motor Mais)

 

 

 

Bolsa-caminhoneiro e Auxílio de R$ 600 começam a ser pagos

 

De olho na disputa eleitoral, o governo dá início nesta terça-feira, 9, ao pagamento de três programas sociais viabilizados pela chamada PEC Kamikaze: o Auxílio Brasil “turbinado” de R$ 600, o vale-gás de R$ 110 e a bolsa-caminhoneiro de R$ 1 mil. Todos são válidos apenas até o fim de 2022, ano eleitoral.

 

A PEC, promulgada em julho pelo Congresso, é uma das apostas da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para crescer nas pesquisas de intenção de voto.

 

Ao beneficiar 20,19 milhões de famílias, o Auxílio Brasil de no mínimo R$ 600 custará R$ 12,1 bilhões aos cofres públicos somente em agosto. A ordem de pagamento seguirá o Número de Identificação Social (NIS). Além do valor principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural.

 

No caso do vale-gás, a PEC dobrou o valor do benefício, que passou a equivaler a 100% do preço médio do botijão de 13 quilos. Serão três parcelas: agora em agosto, em outubro e em dezembro. Em 2023, no entanto, o benefício voltará a valer metade do preço médio do botijão.

 

Já a bolsa-caminhoneiro fará, de uma só vez, o depósito de duas parcelas, referentes aos meses de julho e agosto. O benefício a taxistas seguirá o mesmo modelo, mas o pagamento terá início apenas em 16 de agosto, data do início oficial da campanha eleitoral.

 

Outra carta na manga da campanha é o início do crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), autorizado com o limite de até 40% do valor estabelecido em lei. Como o Auxílio Brasil, oficialmente, é de R$ 400 (o piso de R$ 600 é extraordinário), o limite de contratação de empréstimo no consignado será de R$ 160 para inscritos no programa. O BPC, por sua vez, transfere um salário-mínimo (R$ 1.212) a pessoas com deficiência e a idosos em vulnerabilidade social. O crédito consignado, portanto, poderá chegar a R$ 484,80. (Isto É Dinheiro/O Estado de S. Paulo)

 

 

 

Julho registra o maior volume do ano nas transações de usados

 

Todos os segmentos registraram resultado positivo na comparação com o mês anterior. Trocas de titularidade de autos e leves superaram 870 mil unidades no mês.

 

Em julho, as transações de veículos usados apresentaram alta de 3,3%, em relação ao mês anterior. Todos os segmentos automotivos mostraram evolução, fazendo com que o total de unidades transacionadas atingisse 1.186.341 veículos. Os dados são da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

 

“É o maior volume do ano nas transações de usados. As trocas de titularidade, de autos e leves, por exemplo, superaram as 870 mil unidades um julho, algo que não acontecia desde 2021. Apenas como referência, no início do ano, as transações desses segmentos estavam em torno de 610 mil unidades por mês”, afirma Andreta Jr., destacando que a recuperação gradual de emplacamentos de veículos novos colabora para o desempenho das transações de usados. “Muitos veículos usados são ofertados como parte de pagamento nessas transações”, argumenta o Presidente da FENABRAVE.

 

Desempenhos por segmento

 

As transações de automóveis e comerciais leves tiveram alta de 3,3% sobre junho. Os modelos com até 3 anos de fabricação corresponderam a 11,7% do total transacionado no mês. No acumulado do semestre, a participação desses veículos foi de 10,8%.

 

A comercialização de caminhões registrou aumento de 2,1%, somando 29.952 unidades, número acima do volume médio mensal no ano, que é de 25,9 mil unidades. As trocas de titularidade de implementos rodoviários seguiram a mesma tendência, com alta de 0,7%.

 

Os ônibus tiveram a maior alta de todo o setor, em julho (+6,6%), atingindo 4.127 unidades transacionadas, permanecendo com resultado positivo no ano.

 

O mercado de motos usadas ao contrário de novas, que sofreu com a falta de produção, também registrou melhora (+3,3%), o que mostra que o segmento continua aquecido, se mantendo como o que registra a menor queda percentual em relação a 2021 (-12,1%). (Motor Mais)

 

 

 

Uma luz sobre o Rota 2030

 

O Rota 2030 é um programa criado pelo governo brasileiro para organizar toda a cadeia automotiva, e visa buscar conexões entre os vários setores do segmento, assim como fomentar a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias. O Rota substitui o Inovar Auto, que vigorou de 2012 a 2017 e criou metas ambiciosas de produção e melhoria da eficiência energética dos veículos vendidos, atualmente, no País, trata-se de um tema complexo, repleto de regras, condições e contrapartidas. Mas que, na prática, é uma ferramenta poderosa para que montadoras, sistemistas e centros de desenvolvimento se unam para estimular o crescimento do setor.

 

As principais premissas do Rota 2030 estão na Lei no 13.755, publicada no fim de 2018. Assim, define normas para a fabricação e comercialização de veículos, nos próximos 15 anos – período que deve ser dividido em três ciclos quinquenais para que possa haver revisão das metas e aferição de resultados.

 

Além disso, três pilares organizam as demandas e os critérios de cooperação: requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos, isenção fiscal para aquisição de peças que não são produzidas localmente e benefício tributário às empresas que realizarem investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

 

Segundo Andressa Melo, gerente de inovação do FI Group (consultoria especializada no setor de financiamento de PD&I), existem projetos incríveis, mas, devido à complexidade de compreensão e adequação ao Rota 2030, muitas empresas acabam desistindo de buscar o incentivo. “Elas nem sabem por onde começar. Nosso papel é ajudar a organizar as ideias, verificar em quais linhas ou verticais elas melhor se encaixam, formalizar suas propostas e submeter ao coordenador”, diz.

 

Projetos relacionados à eletromobilidade

 

No Rota 2030, a transição energética está contemplada na chamada Linha V, que engloba temas nas áreas de biocombustíveis, segurança veicular e propulsão alternativa a combustão, e ficou sob a coordenação geral da Fundação do Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). A Linha V prevê a concessão de incentivos às empresas que realizarem investimentos em P&D, entre 0,25% e 1,20% da receita bruta total.

 

Para a curadoria desses projetos, a Fundep conta com um conselho técnico, formado por representantes de três universidades: a Estadual de Campinas (Unicamp), a FEI e a Estadual do Ceará (Uece). Do conselho de governança fazem parte a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e a SAE Brasil.

 

“Desde a assinatura do acordo de contribuição com o Ministério da Economia, em outubro de 2019, a Linha V já captou R$ 205 milhões, com aprovação e execução de 55 projetos na área de PD&I. Entre eles, estão 14 estudos que envolvem eletrificação, desde o desenvolvimento de componentes até as estações de recarga”, informa a coordenadora Ana Eliza Braga.

 

Confira, abaixo, alguns desses projetos:

 

• Powertrain elétrico de alto desempenho

 

Desenvolvido pelas Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Federal de Santa Maria (UFSM), além da empresa Fueltech, o projeto busca desenvolver máquina elétrica, inversor e BMS (sistema de controle de bateria) para compor um powertrain elétrico veicular que seja de alto desempenho, principalmente no que diz respeito à densidade de potência e conjugado, ao rendimento, à tolerância a falhas e à segurança.

 

• Pack de baterias de íons de lítio

 

Renault, Clarios Energy Solutions, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Senai-pr se uniram para criar um pack, com tecnologia 100% nacional, de baterias de íons de lítio, com um dispositivo acoplado ao sistema BMS para veículos urbanos de pequeno porte.

 

• Eletrificação de veículo pesado

 

A parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e a CNH Industrial visa a conversão de retroescavadeira em veículo híbrido para utilização em atividades agrícolas e de construção. Será desenvolvido um sistema de acionamento elétrico capaz de operar, solidariamente, ao motor a diesel, além de um banco de armazenadores de energia.

 

• Sistema Propulsor Regenerativo

 

A Universidade de São Paulo (USP) e as empresas Modelworks e DS Indústria vão desenvolver, fazer um protótipo e testar um sistema elétrico propulsor e regenerador integral confiável e inteligente, capaz de proporcionar alta eficiência energética a veículos leves subcompactos.

 

Para conhecer mais sobre os pilares e projetos coordenados pela Fundep, acesse rota2030.fundep.ufmg.br e rota2030. fundep.ufmg.br/ebook. (O Estado de São Paulo/Mobilidade/Ju Cabrini)

 

 

 

Mercedes-Benz promove test-drive com Accelo e Atego para motoristas

 

A Mercedes-Benz vai realizar, entre os dias 10 a 12 de agosto, em Juazeiro (BA), a décima etapa do “Circuito Ceasa”. A ação de demonstração de caminhões é para motoristas, operadores e transportadores das Centrais de Abastecimento. Ao todo, serão envolvidas, até o mês de agosto, mais 2 cidades de várias regiões do País.

 

Este ano, as principais atrações da marca no evento são os modelos Accelo 1016, do segmento de leves, e o semipesado Atego 3030 8×2. Ambos serão disponibilizados para test-drive. Assim, os motoristas poderão avaliar o desempenho e as tecnologias dos caminhões.

 

O Atego é o sucessor de caminhões tradicionais da marca que fizeram história no Brasil nas unidades da Ceasa, como o L 1620 e depois o Atron.

 

“Nosso maior objetivo é atender os clientes em seus próprios locais de operação, oferecendo soluções rentáveis para empresas e autônomos em várias regiões do País”, afirma Ebru Semizer, gerente sênior de Marketing Comunicação & Inteligência de Mercado Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

 

A disponibilização de caminhões para test-drive é uma iniciativa da marca que permite aos motoristas que eles se sintam familiarizados com as tecnologias e as soluções de transporte que a Mercedes-Benz oferece ao mercado. (Frota & Cia/Victor Fagarassi)

 

 

 

Em parceria com a SEM PARAR, novos Iveco vem com tag com mensalidade grátis

 

A IVECO, montadora que mais cresce no Brasil, e o Sem Parar Empresas, pioneiro em pagamento automático de pedágio e referência em gestão de frotas, firmaram uma parceria com vantagens especiais para transportadores e motoristas que adquirirem veículos zero quilômetro da marca do Iveco Group.

 

A partir de 2 de agosto, todos os veículos de carga e de transporte de passageiros da IVECO sairão de fábrica com a tag Sem Parar Empresas já instalada. O cliente que ativar a etiqueta terá 1 ano de mensalidade gratuita.

 

"A gente não para e, por isso, somos a primeira montadora de veículos comerciais a oferecer o serviço com o Sem Parar, um parceiro que otimiza a operação dos clientes com agilidade e tecnologia. Essa é mais uma ação que segue nossa estratégia de ter o foco total no cliente, um dos pilares que nos mantêm em crescimento sustentável no mercado desde 2020", diz Maurício Correa, gerente de Marketing da IVECO.

 

"Estamos estendendo esse formato inovador de parceria, que começou em 2019 com fabricantes de veículos leves. Ao nos aliarmos com a IVECO neste projeto, além de ampliarmos a nossa participação no mercado, passaremos a atender um novo público que busca por veículos pesados e semipesados", afirma Max Guimer, diretor de Marketing e Produtos do Sem Parar Empresas, que está presente em 100% da malha pedagiada.

 

Os clientes que saem da concessionária com a tag instalada têm acesso à maior rede de uso do Brasil em pedágios, estacionamentos e postos de combustíveis, sem precisar enfrentar filas para pagamento. Tudo muito rápido e eficiente. (Mídia Truck Brasil/Érico Pimenta)