6/12/2019

GM inicia em 2020 investimento de R$ 10 bilhões

 

A General Motors vai iniciar em 2020 o novo programa de investimentos de R$ 10 bilhões anunciado no início deste ano com sete lançamentos, entre produtos inéditos e versões de modelos atuais, mas com foco nos utilitários-esportivos, segmento que mais cresce em vendas no País e que tem sido alvo da maioria das fabricantes locais.

 

O primeiro deles, segundo fontes do mercado, será o utilitário-esportivo Tracker, que passa a ser produzido em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Ele será um pouco maior que o atual, importado do México, e vai disputar mercado num segmento em que a marca está ausente, e que tem modelos como Jeep Renegade e Honda HR-V.

 

O presidente da GM, Carlos Zarlenga, não dá detalhes de quanto será investido no próximo ano, mas avisa que o montante será significativo. O valor total do programa será gasto até 2023 e foi resultado de negociações que envolveram sindicatos, fornecedores, concessionárias e governos após a empresa ameaçar fechar fábricas se não reduzisse os custos de produção e recuperar a rentabilidade.

 

A alta inesperada do dólar vai impedir que a companhia alcance resultados positivos ainda este ano. “Não fosse isso, estaríamos bem próximos de atingir nosso objetivo, que é voltar à lucratividade”, disse o executivo na noite de ontem, durante evento em São Paulo, onde mostrou os dois últimos lançamentos deste ano, de um total de 11 novidades.

 

Segundo o executivo, a volta ao azul ficou para o próximo ano, mas isso não deve resultar em mudanças no plano de aportes, “pois a matriz entende as volatilidades cambiais do País”.

 

Novidades

 

Os dois novos produtos são os importados Equinox e Equinox Midnigh, duas versões do SUV de médio porte produzido no México e com vendas mensais de cerca de 350 unidades. No ano, porém, a principal novidade da marca foi o novo Onix, nas versões hatch e sedã, campeão de vendas no mercado brasileiro há 50 meses seguidos. O Tracker, que será feito no Brasil, será exportado para vários países da região, em especial para o México, mercado no qual a GM brasileira tem pouca presença. Neste ano, a empresa deve exportar 76 mil veículos e, em 2020, a previsão é chegar a 103 mil.

 

A GM é líder do mercado brasileiro e neste ano vendeu, até novembro, 430,4 mil automóveis e comerciais leves, com fatia de de 17,9% das vendas totais.

 

No azul

 

“Não fosse isso (a inesperada alta do dólar), estaríamos bem próximos de atingir nosso objetivo, que é voltar à lucratividade”, Carlos Zarlenga, presidente da General Motors. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

 

 

 

Produção de veículos cai 7,1% em novembro; foram fechadas 1.305 vagas no mês

 

A indústria automobilística brasileira registrou em novembro o pior desempenho em produção para o mês em quatro anos. Deixaram as fábricas 277,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, número 7,1% menor que o de novembro de 2018 e 21,2% inferior ao de outubro. Em novembro de 2016 foram produzidos 219,1 mil veículos.

 

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos de Moraes, credita o desempenho ruim ao fato de novembro ter três dias úteis a menos que outubro – mês que também apresentou o melhor resultado em produção neste ano, com 288,5 mil unidades.

 

Naquele período, Moraes afirmou que várias empresas estavam fazendo estoques porque em dezembro a maioria delas dá férias coletivas aos funcionários.

 

Para o presidente da consultoria Bright, Paulo Cardamone, as montadoras acumularam altos estoques em outubro (365 mil veículos, equivalentes a 45 dias de vendas) e desaceleram as máquinas no mês passado. O estoque atual é de 329 mil unidades, ou 41 dias de vendas. “Em dezembro a produção esperada é 150 mil unidades para finalizar ajuste de estoques”, afirma.

 

Também há o impacto das exportações para a Argentina, que caíram 52% até agora, para 196,5 mil unidades. Juntando os demais mercados, a queda no ano é de 33,2%, para 399,2 mil unidades, ante 597 mil nos 11 meses de 2018.

 

Moraes afirma ainda haver no momento “preocupação” com os distúrbios que ocorrem em vários países da América do Sul, em especial Chile, Colômbia e Peru, importantes parceiros do setor.

 

No acumulado do ano, a produção está 2,7% maior que a de 2018 e, nas projeções na Anfavea, deve chegar ao fim de dezembro com crescimento de 2%, num total de 2,94 milhões de unidades.

 

Menos vagas

 

O setor deve encerrar o ano com quase 5 mil dispensas. Só no mês passado foram fechadas 1,3 mil vagas, a maioria de funcionários da Ford de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que fechou as portas. Também houve abertura de Programas de Demissão Voluntária (PDVs) por algumas empresas, informa Moraes.

 

“Há uma questão estrutural do emprego, que veio para ficar e não só no Brasil, mas em outras regiões, como a Europa”, diz Moraes. “O sistema de produção e o modelo de negócios do setor automotivo mudou, e o perfil dos trabalhadores também terá de mudar.”

 

Moraes afirma ainda estar preocupado com o aumento de 10% do preço do aço em janeiro pedido pelas usinas. “Se confirmado, será na veia, para nós e para as autopeças”, diz ele, para quem um reajuste desse porte vai impactar nos custos do setor e há muita dificuldade em repassar para os preços dos veículos.

 

Mais carros

 

Por outro lado, a Anfavea está otimista em relação às vendas em 2020 que, para alguns executivos do setor deverão crescer entre 5% e 10%. Junto com o Webmotors, maior portal de vendas de carros no País, a entidade realizou no mês passado pesquisa de intenção de compras com 6.727 visitantes do site

 

Do total de entrevistados, 80% têm carros e 88% disseram ter intenção de trocar ou comprar o primeiro automóvel no próximo ano, por um modelo usado ou novo. “A leitura da pesquisa é um sinal positivo e confirma que há um número significativo de consumidores que tem intenção de comprar um carro”, afirma Moraes.

 

Segundo o presidente da Webmotors, Eduardo Jurcevic, o portal recebe em média 30 milhões de visitas ao mês. Em novembro foi registrado recorde histórico de pessoas enviando propostas de compra

 

“Foram 71 mil propostas por dia útil, enquanto nossa média no ano foi de 54 mil propostas”, informa Jurcevic. Para ele, a maior oferta de crédito e as vendas na semana da Black Friday, com várias ofertas, ajudaram nesse desempenho. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva e André Ítalo)

 

 

 

Autopeças projetam faturamento de R$ 144 bilhões no ano

 

O Sindipeças divulgou na última quinta-feira, 4, um novo levantamento histórico de faturamento do setor, com projeções para o fechamento deste ano e também para 2020. A estimativa agora é a de atingir receita de R$ 144,1 bilhões em 2019, o que representará expansão de 5,1% sobre a obtida no ano passado, que foi de R$ 137,1 bilhões.

 

Já para o ano que vem a projeção é a de um crescimento menor, na faixa de 3%, o que representará, se concretizado, uma receita da indústria de autopeças da ordem de R$ 148,5 bilhões. O Sindipeças decidiu utilizar nova metodologia para definir os números anuais do setor e, com isso, revisou toda a sua série histórica de estimativas de faturamento do setor, segundo explica George Rugitsky, conselheiro do Sindipeças responsável pela área de economia.

 

“Até 2018 o cálculo do faturamento anual levava em conta o resultado de pesquisa feita com empresas associadas”, comenta. “A partir de agora, serão incorporadas estatísticas oficiais e, por isso, os dados de anos anteriores foram recalculados em razão da alteração dos números”, explicou.

 

O levantamento do Sindipeças passa a adicionar às informações de autopeças extraídas da PIA, Pesquisa Industrial Anual, do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados da CNAE, Classificação Nacional de Atividades Econômicas, que não são originalmente do setor, embora diretamente relacionados a ele. São utilizados também indicadores da Rais, Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério da Economia.

 

Com a nova metodologia, houve aumento no faturamento estimado pelo setor. Antes a projeção para 2019 era atingir receita de R$ 102,5 bilhões, agora revista para R$ 144,1 bilhões de reais.

 

O setor está investindo este ano total de R$ 2,02 bilhões, número bem próximo ao do ano passado, que foi de R$ 2,04. Para 2020 a previsão é a de ampliar um pouco este montante, para R$ 2,1 bilhões. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

 

Compra de até US$ 1 mil fora do País será isenta

 

O Mercosul ampliou o limite de isenção para produtos comprados no exterior e levados na bagagem, de US$ 500 para US$ 1 mil. A medida vale para todas as compras feitas em viagens ao exterior por meio aéreo ou marítimo.

 

Os presidentes dos países membros do Mercosul assinaram ontem o aumento do limite de isenção para produtos comprados no exterior e levados na bagagem, de US$ 500 para US$ 1 mil. O Itamaraty explicou, contudo, que cada país tem de aprovar uma regulamentação interna – no caso do Brasil, a Receita Federal.

 

“A norma do Mercosul não é automática, não aprovamos a norma anteontem e o limite aumenta. Terá de haver uma norma interna brasileira que aplicará os limites. Os Estados-membros não são obrigados a aumentar os limites atuais. A norma estabelece o valor máximo que pode ser concedido de isenção”, apontou o chefe da divisão de coordenação econômica e assuntos sociais do Mercosul, Daniel Leitão.

 

O limite valerá para todas as compras feitas em viagens ao exterior por meio aéreo ou marítimo. O pedido para aumento foi feito pelo próprio governo brasileiro – e comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso de abertura da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada ontem na cidade gaúcha de Bento Gonçalves.

 

Em outubro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia assinado portaria aumentando de US$ 500 para US$ 1 mil o limite de compras feitas em free shops por brasileiros que voltam de viagem ao exterior. O novo valor começa a valer em 1.º de janeiro de 2020 e era um pedido específico de Bolsonaro à equipe de Guedes.

 

Agora, com o acordo assinado ontem, o brasileiro poderá comprar até US$ 2 mil no exterior no próximo ano sem a cobrança de imposto – US$ 1 mil em compras na bagagem e US$ 1 mil em compras feitas nos free shops.

 

No caso da cota de compra nos free shops, cada país tem autonomia para reajustar limites. Mas para fazer o mesmo em viagens para o exterior, é necessário que todo o bloco, como união aduaneira, aprove a proposta.

 

Em transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro comemorou os resultados da reunião. “Demos mais um passo para a efetivação do nosso acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, afirmou. “É a pressa, que nós temos, de cada país aprovar esse acordo e, nós, o mais rápido possível. Vai demorar ainda, talvez até o final do ano que vem ou final do outro ano, mas vamos implementar esse acordo”. (O Estado de S. Paulo/Bento Gonçalves, Barbara Nascimento e Matheus Lara)

 

 

 

Mercosul fecha sete acordos em dois dias de cúpula no RS

 

Os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) assinaram uma série de acordos nos dois dias da cúpula de chefes de Estado encerrada ontem em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

 

Entre os acordos, estão o de livre-comércio no setor automotivo com o Paraguai e duas ações para facilitar a vida de quem vive na fronteira. A primeira prevê cooperação policial nessas áreas. A segunda cria facilidades para moradores de cidades gêmeas em fronteiras para acesso a serviços públicos, transporte de mercadorias de subsistência e circulação de pessoas e veículos.

 

O bloco também anunciou acordo sobre Reconhecimento Recíproco de Assinaturas Digitais. Assim, a assinatura digital de uma pessoa será reconhecida automaticamente em todos os países do bloco para conferir validade jurídica em contratos, transações financeiras e notas fiscais eletrônicas.

 

O Mercosul assinou ainda um acordo de Facilitação de Comércio, para simplificar, harmonizar e automatizar procedimentos de comércio internacional. “Potencializará os benefícios da ausência de barreiras tarifárias no comércio intrazona. Eliminará taxas praticadas pelos sócios do Mercosul que são percebidas pelo setor privado brasileiro como importantes obstáculos ao comércio no bloco”, apontou documento divulgado pelo bloco. Também foi acordada uma atualização das regras para facilitação do Transporte de Produtos Perigosos (tóxicos ou inflamáveis).

 

Identidade nacional

 

Os países-membros ainda chegaram a entendimento para Proteção Mútua de Indicações Geográficas (IG), para que elas sejam mais rapidamente reconhecidas pelos demais Estados membros.

 

Ficou decidido na cúpula que “nomes importantes para a economia, a história e as tradições do Brasil, como o queijo Canastra, o café da região do Cerrado Mineiro, o vinho do Vale dos Vinhedos e o cacau de Linhares, Espírito Santo, e do sul da Bahia serão protegidos contra fraudes e uso indevido em todos os países do bloco, além de ganhar diferencial de competitividade com os consumidores”.

 

O documento também aponta que o Mercosul quer um diálogo com a Índia para ampliar acordo de preferências tarifárias e, ainda, aprofundar o acordo de livre-comércio com Israel. Segundo o texto, o bloco já fixa “conversas exploratórias” com Vietnã e Indonésia para eventual acordo de comércio. Além disso, tenta iniciar diálogo com o Japão para o mesmo fim. (O Estado de S. Paulo/Bento Gonçalves, Barbara Nascimento e Matheus Lara)

 

 

 

Abeifa negocia redução do Imposto de Importação

 

Com as vendas no mercado de importados em queda por causa do câmbio, a Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, está negociando junto ao governo uma redução do Imposto de Importação, atualmente na casa dos 35%.

 

“A permanência do dólar acima de R$ 4 tem agitado o mercado interno, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação, pois além do dólar na faixa atual, ainda pagamos os 35% do Imposto de Importação, maior porcentual permitido pela OMC, Organização Mundial do Comércio”, comenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. “Sem contar que concorremos com empresas aqui instaladas que recebem grandes subsídios federais e estaduais”.

 

Em função desse quadro e diante dos números de novembro, a Abeifa tem conversado com setores do governo federal “no sentido de viabilizar a tão esperada redução do Imposto de Importação, já que o câmbio, por si só, é um fator de limitação de volumes”. O setor, segundo Gandini, vive um momento dramático, de inviabilidade do negócio de importação.

 

“Precisamos desse equilíbrio (uma alíquota menor) para que os carros importados possam ser competitivos em preços finais ao consumidor. Os importadores precisam viabilizar seu negócio até mesmo para manter o atendimento de pós-vendas à frota circulante de importados no País. Dificilmente nossos associados conseguirão atingir a meta de venda de 35 mil unidades este ano”.

 

No acumulado de janeiro a novembro, as vendas de importados pelos associados da Abeifa atingiram apenas 31.218 unidades, o que representa a insignificante participação de 1,3% no mercado brasileiro de veículos.

 

Novembro foi um péssimo mês para os importadores representados pela entidade. As 15 marcas filiadas à Abeifa venderam apenas 2.767 unidades, o que representou queda de 18,8% em relação a outubro, quando foram comercializadas 3.407, e de 6,1% no comparativo com o mesmo mês do ano passado (2.947 unidades).

 

No segmento de importados, as cinco marcas que mais venderam em novembro foram a Volvo (754 unidades/+4,6% sobre outubro), Kia Motors (661 unidades/-33,2%), BMW (330/-46,7%), Land Rover (242/-1,6%), e Porsche (219/ 12,9%).

 

De outra parte, as quatro montadoras associadas à entidade que produzem veículos localmente mantêm taxa de crescimento de 38,8% no acumulado, passando de 21.263 unidades licenciadas nos primeiros dez meses de 2018 para 29.506 unidades em igual período deste ano.

 

Entre as associadas com produção nacional, BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki emplacaram 3.148 unidades em novembro, o que representou queda de 9,3% em relação a outubro, mas uma alta significativa de 41,5% ante novembro de 2018.

 

Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas localmente, o ranking das cinco marcas, por volumes, aponta a Caoa Chery com 1.902 unidades (só nacionais), a BMW com 1.177 unidades (330 nacionais + 847 importados), a Volvo com 754 unidades (só importados), a Kia Motors com 661 veículos (só importados), e Land Rover com 418 veículos (242 importados e 176 nacionais). (AutoIndústria)

 

 

 

Caminhões pesados sustentam a produção

 

Os caminhões pesados se mantêm como os principais motores nas linhas de produção. Do volume produzido até novembro, a categoria respondeu por 58,6 mil unidades, o que representou 54,6% do total.

 

Também é o único subsegmento que cresceu no acumulado: 30,5%. A montagem de semileves recuou 46,7%, para 967 unidades, a de leves caiu 11,8% (16,9 mil), a de médios, 11,3% (5,4 mil) e a de semipesados, 2,2%, com 25,4 mil modelos montados.

 

No geral, as fabricantes de caminhões em novembro produziram pouco mais de 8,7 mil unidades, volume 22,3% inferior ao anotado no mês anterior e 12,7% menor se comprado com o mesmo mês do ano passado, quando registrou 10 mil unidades.

 

Segundo avaliação de Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, durante apresentação do balanço do setor automotivo na quinta-feira, 5, “as quedas se devem principalmente aos três dias úteis a menos em novembro, além de termos registrado uma produção muito aquecida em outubro.”

 

Para o dirigente, no entanto, a produção de caminhões se sustenta na demanda do mercado interno. No acumulado até novembro, o volume produzido alcançou 107,5 mil unidades, em alta de 9,5% sobre os 98,1 mil caminhões montados há doze meses, enquanto as vendas domésticas cresceram 35,7% no período, para 92,7 mil unidades entregues.

 

O ritmo no chão de fábrica só não é melhor devido a crise na Argentina, que impede avanço nas exportações. Até novembro, os 12,5 mil caminhões embarcados para fora do País, representaram declínio de 46,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. “Vemos crescimento das remessas para outros países, mas não compensa os volumes demandados pela Argentina”, resume o presidente da Anfavea. (AutoIndústria/Décio Costa)

 

 

 

Parceria para operar o primeiro ônibus elétrico

 

Iniciou-se recentemente uma parceria para a operação de um ônibus elétrico no estado do Espírito Santo. O Grupo Águia Branca, por meio da VIX Logística, assinou na última quarta-feira (27) um contrato com a EDP, empresa que atua em toda a cadeia de valor do setor elétrico, para viabilizar projeto-piloto que contará com a circulação do primeiro ônibus elétrico do Estado.

 

Tal projeto será composto por um ônibus elétrico e por quatro estações de recarga, operando de forma integrada por meio de uma plataforma de gestão, que permitirá a realização de testes de funcionalidade e do modelo de negócio. Com um investimento total de R$ 6,6 milhões, a iniciativa foi contemplada na Chamada Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente, via fundo de Pesquisa e Desenvolvimento. "Estamos felizes com a oportunidade de parceria com a EDP. Trata-se de um projeto pioneiro no Estado do Espírito Santo que nos possibilitará conhecer e avaliar a viabilidade técnico-econômica da eletrificação do sistema de transporte. Este projeto, que contará com teste em ambiente real no transporte de passageiros, em linhas selecionadas, nos possibilitará evoluir para obtenção de custos competitivos em tecnologias alternativas ao diesel para ofertar aos nossos clientes", comentou Kaumer Chieppe, vice-presidente do Grupo Águia Branca – Divisão Logística.

 

Além da EDP e Vix Logística, que irá operar o ônibus para os testes de funcionalidade e as análises de viabilidade, a Siemens, como fornecedora das soluções de carregamento, e a Certi, com estudos específicos de mercado, questões regulatórias e análises de viabilidade econômica, farão parte do referido projeto. (AutoBus/Antonio Ferro)

 

 

 

Produção e vendas de veículos na Argentina são as menores desde 2005

 

A indústria automobilística argentina terá em 2019 sua menor produção nos últimos 14 anos. Com os 300,2 mil automóveis e comerciais leves fabricados de janeiro a novembro, o setor pode superar, no ano, apenas as 319,8 mil unidades registradas em 2005. É o terceiro ano consecutivo de queda.

 

O resultado passa muitíssimo longe de 2011, quando a produção argentina chegou a 831 mil unidades, recorde do setor que acaba de completar 60 anos. A queda sobre o ano passado também é expressiva: 32,7% a menos em relação às 446,2 mil unidades produzidas nos primeiros onze meses de 2018.

 

Nos 20 dias úteis de novembro, saíram das montadoras somente 27,1 mil veículos, 14,9% a menos em relação ao volume registrado em outubro e 26,4% abaixo da produção do mesmo mês do ano passado.

 

A maior parte, como vem ocorrendo nos últimos anos, seguiu para outros mercados. Só em novembro foram exportados 17,9 mil veículos. Ainda assim, até mesmo os embarques vêm perdendo força. Em onze meses, a Argentina exportou 205,3 mil unidades, queda de 16,7% sobre o ano anterior.

 

Isso porque o mercado interno argentino repetirá o fiasco da produção. Com as 22,9 mil unidades negociadas no mês passado, 30,8% abaixo do volume registrado em novembro de 2018, as vendas acumuladas de janeiro a novembro limitaram-se a 341,3 mil veículos, queda de 46,1% sobre o ano anterior.

 

Será também um resultado digno de retrocesso de mais de uma década. Pior desempenho foi registrado pela última vez no longínquo 2005, quando foram entregues nas concessionárias 325 mil veículos.

 

Sobre o difícil quadro da indústria e do mercado argentinos, Gabriel López, presidente da Adefa, a associação dos fabricantes de veículos, afirmou:

 

“É essencial estabilizar as variáveis da economia e, assim, eliminar a incerteza no mercado local, para que, além de uma potencial melhoria na demanda externa, permita-nos começar a registrar resultados positivos durante o próximo ano”, afirmou López. (AutoIndústria)

 

 

 

Hyundai mira veículos voadores com plano de investimento de US$ 52 bihões

 

A Hyundai planeja investir cerca de 61,1 trilhões de wons (51,81 bilhões de dólares) entre 2020 e 2025, anunciou a montadora sul-coreana nesta quarta-feira. O plano inclui pesquisa sobre carros voadores, afirmou a empresa.

 

A companhia apresentou o plano da “Estratégia 2025” que prevê um investimento médio anual de 10 trilhões de wons, superior ao dos anos anteriores, e acima dos 6,1 trilhões de won de 2018.

 

“O anúncio do plano e das metas de investimento está cheio de boas intenções, mas ainda não há resultados reais”, disse Lee Han-joon, analista da KTB Investment & Securities. “O plano em si também não foi surpreendente.”

 

A principal montadora de veículos da Coreia do Sul está acelerando os esforços para entrar na corrida para trazer carros autônomos ao mercado.

 

A Hyundai também está estudando o desenvolvimento de carros voadores, que podem ser comercializados antes dos carros autônomos mais avançados, afirmou o vice-presidente do conselho, Euisun Chung.

 

A Hyundai pretende dedicar cerca de 20 trilhões de wons do investimento total, dividido em seis anos, a tecnologias futuras.

 

A empresa também estabeleceu o ambicioso prazo de 2025 para estar entre as três principais fabricantes mundiais de veículos a bateria e células de combustível, com vendas anuais de 670 mil veículos elétricos, incluindo 560 mil carros movidos a bateria.

 

“O objetivo está definido, agora os resultados precisam ser bons, com bons produtos sendo entregues”, disse Kim Jin-woo, analista da Korea Investment & Securities.

 

“É quando os investidores tomarão uma decisão sobre suas apostas na Hyundai”. (Reuters/Ju-min Park e Heekyong Yang)

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