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NOTÍCIAS DO DIA

13/04/2026

Consórcio Scania reage após fim do Move Brasil e avança mais de 50% em março

 

Com o esgotamento dos recursos do MovE Brasil ainda em março, o Consórcio Scania voltou a ganhar tração no mercado de caminhões e deve recuperar espaço ao longo de 2026, na avaliação de Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros Brasil.

 

Durante a vigência do programa, que oferecia crédito subsidiado, a modalidade perdeu protagonismo. “O cliente estava focado em aproveitar o momento do programa e deixou outras modalidades em segundo plano”, afirma.

 

Com o fim dos recursos, o movimento começou a se inverter. Dados da companhia mostram que as vendas de consórcio cresceram mais de 50% em março na comparação com fevereiro, após dois meses de retração no início do ano. “Tivemos um começo de ano mais fraco para consórcio, mas março já mostrou uma recuperação consistente”, diz o executivo.

 

Segundo ele, o ambiente de juros elevados tende a sustentar essa retomada. “Em um cenário de crédito mais caro, o consórcio volta a ser considerado pelo cliente como alternativa de planejamento. Não depende de taxa de juros e permite organizar a aquisição ao longo do tempo”, avalia.

 

Apesar desse avanço, o financiamento segue como principal modalidade de aquisição de caminhões no país, ainda que em ritmo mais moderado. Segundo o executivo, o mercado já dá sinais de arrefecimento, com transportadores mais cautelosos diante do custo do crédito e do cenário econômico. Segundo Jaern, o financiamento continua sendo a principal modalidade, mas o cliente está mais seletivo e avaliando melhor o momento de investir.

 

Nesse contexto, o avanço do consórcio reflete menos uma substituição direta e mais uma recomposição do mix de aquisição. Com maior restrição ao crédito e menor apetite para imobilização de capital, transportadores tendem a buscar alternativas que permitam planejamento financeiro e diluição de risco ao longo do tempo.

 

Ainda assim, o executivo pondera que a modalidade não substitui o financiamento em todas as situações. “O consórcio é uma ferramenta de planejamento. Se o cliente precisa do caminhão imediatamente, ele não substitui o financiamento”.

 

Locação como alternativa

 

A locação também aparece como alternativa, embora em um ambiente mais seletivo. No início do ano, a Scania fechou dois contratos relevantes: um com cerca de 50 veículos para uma transportadora do Sul e outro envolvendo até 100 caminhões voltados ao transporte de cana.

 

“O aluguel se mantém como solução importante, principalmente para operações estruturadas e clientes recorrentes. Esses contratos de maior escala seguem acontecendo”, afirmou o executivo da Scania Serviços Financeiros Brasil.

 

Por outro lado, ele reconhece que o modelo perdeu força recente e enfrenta um cenário mais desafiador. “Com o aumento do custo financeiro e um mercado mais desacelerado, o apetite por novos contratos diminuiu. A locação sente esse movimento de forma direta”.

 

Com emplacamentos abaixo do registrado no ano passado e sem a renovação do programa federal, o setor tende a operar em uma dinâmica mais dependente das condições de crédito e da capacidade de investimento das transportadoras, reforçando o caráter cíclico das decisões de renovação de frota.

 

Inadimplência

 

A inadimplência segue como ponto de atenção para as operações financeiras, especialmente em um ambiente de custos elevados no transporte. “É um tema que acompanhamos de perto. O cenário econômico mais restritivo exige disciplina maior na concessão de crédito e na gestão da carteira”, alerta Jaern.

 

De acordo com o executivo, o comportamento desse indicador será determinante para sustentar o ritmo de crescimento das modalidades alternativas. “A expansão precisa vir acompanhada de qualidade. Esse é o equilíbrio que o setor precisa buscar neste momento”.

 

Reacomodação do mercado

 

Sem o estímulo do crédito subsidiado, o mercado de caminhões entra em uma fase de reacomodação, em que a decisão de investimento volta a ser guiada principalmente por custo de capital, previsibilidade de demanda e gestão de caixa. Nesse cenário, a tendência é de maior diversificação nas formas de aquisição, com consórcio e locação ganhando espaço relativo, ainda que o financiamento permaneça dominante.

 

Para o setor, o movimento indica uma transição de um ciclo artificialmente aquecido para um ambiente mais próximo das condições estruturais da economia, com impactos diretos sobre o ritmo de renovação de frota, a estratégia das transportadoras e a própria dinâmica de vendas da indústria. (Transporte Moderno/Aline Feltrin)

 

 

 

Aumovio é lançada oficialmente no Brasil

 

A Aumovio, empresa criada a partir do spin-off da antiga divisão automotiva do grupo Continental, oficializou sua chegada ao mercado brasileiro. Criada em setembro de 2025 como companhia independente, carrega uma forte herança tecnológica e industrial. Com sede em Frankfurt (Alemanha), a empresa reúne cerca de 82 mil colaboradores em mais de 80 unidades globais e faturamento de

18,5 bilhões de euros, em seu primeiro ano fiscal. A operação teve início com base financeira robusta, sem endividamento, 1,5 bilhão de euros em em e acesso a uma linha de crédito de 2,5 bilhões de euros.

 

“A chegada da Aumovio ao Brasil marca o início de um novo ciclo, em que combinamos nosso legado industrial com uma visão clara de futuro, baseada em tecnologia, inovação e proximidade com o mercado local. Queremos ser um parceiro estratégico na evolução da indústria automotiva, apoiando montadoras e todo o ecossistema na transição para uma mobilidade cada vez mais digital, segura e conectada”, afirma Ricardo Rodrigues, country head da empresa no Brasil.

 

O foco está em tecnologias de alto crescimento e geração de valor para veículos definidos por software, impulsionando soluções que tornam a mobilidade mais autônoma e envolvente. O portfólio abrange aplicações completas para a mobilidade contemporânea, incluindo sensores, displays, sistemas de freios, tecnologias de conforto, além de software, plataformas eletrônicas e sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), pilares centrais da nova arquitetura automotiva.

 

“A Aumovio nasce com uma proposta clara: integrar hardware, software e conhecimento automotivo para entregar soluções mais inteligentes, eficientes e alinhadas à nova dinâmica da indústria. Essa combinação é o que sustenta nosso posicionamento em um setor cada vez mais orientado por tecnologia e inovação”, afirma Rodrigues.

 

Brasil

 

A chegada ao País representa um novo capítulo na estratégia global da companhia. O Brasil se consolida como um mercado-chave para o crescimento sustentável da Aumovio, tanto pela relevância da indústria local quanto pela maturidade e complexidade da cadeia automotiva.

 

“O Brasil é um mercado de escala, diversidade e alta relevância industrial. Nossa estratégia é construir uma atuação consistente e de longo prazo, fortalecendo parcerias com montadoras e ampliando nossa presença no aftermarket com marcas já consolidadas, como VDO e ATE”, afirma Rodrigues. (Diário do Grande ABC)

 

 

 

Aliança Biodiesel quer acelerar expansão dos biocombustíveis no Brasil

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou em Brasília do lançamento da Aliança Biodiesel, nova frente institucional criada para fortalecer a cadeia produtiva do biocombustível no país e ampliar a representatividade do setor nas discussões sobre transição energética e política industrial. A iniciativa reúne a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), formando uma das maiores articulações do segmento de biocombustíveis no mercado nacional.

 

Juntas, as entidades concentram 16 fabricantes de biodiesel com 33 usinas em atividade, representando 63,7% da capacidade instalada da indústria brasileira de biodiesel. A criação da aliança reforça o movimento do setor para ampliar sua participação na matriz energética nacional e defender políticas públicas voltadas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil.

 

Durante o evento, Alckmin destacou que o biodiesel tem papel estratégico para reduzir a dependência brasileira de combustíveis importados, especialmente em períodos de instabilidade internacional e alta volatilidade do petróleo.

 

“Ao invés de importar diesel, muito sujeito à geopolítica mundial, a gente produz o nosso produto aqui, para o nosso país”, afirmou.

 

Segundo o vice-presidente, o fortalecimento do biodiesel representa uma oportunidade de combinar segurança energética, geração de empregos e desenvolvimento econômico com benefícios ambientais.

 

Biodiesel amplia protagonismo na transição energética brasileira

 

Alckmin ressaltou ainda que o Brasil possui posição privilegiada para expandir sua produção de biocombustíveis graças à força de seu agronegócio e à competitividade da agricultura nacional. Para ele, o país deve aproveitar esse potencial para agregar valor à produção agrícola e ampliar sua liderança global em energia renovável.

 

“Se nós somos campeões do mundo na agricultura, temos a agricultura tropical mais competitiva e eficiente do mundo, vamos agregar valor: produzir biocombustível, ajudar o meio ambiente, a saúde da população, gerar emprego, renda e fortalecer a economia do nosso país”, declarou.

 

Além dos ganhos econômicos, o vice-presidente reforçou os impactos positivos do biodiesel na redução da poluição atmosférica e na melhoria da qualidade do ar, destacando também o efeito social da cadeia produtiva, que envolve pequenos agricultores e milhares de trabalhadores em diferentes etapas da produção.

 

O lançamento da Aliança Biodiesel ocorre em um momento de maior atenção do governo federal ao setor de combustíveis renováveis. Recentemente, a União anunciou medidas para zerar o PIS/Cofins sobre o biodiesel e reduzir tributos incidentes sobre outros combustíveis, numa tentativa de conter os impactos da alta do petróleo internacional em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.

 

Com a nova aliança, o setor espera ganhar mais força institucional para acelerar investimentos, ampliar a produção nacional e consolidar o biodiesel como peça central na estratégia brasileira de descarbonização do transporte e fortalecimento da segurança energética. (Frota & Cia/Victor Fagarassi)

 

 

 

Setor automotivo cresce no início de 2026, mas Anfavea prega cautela e mantém foco nos próximos meses

 

O setor automotivo brasileiro iniciou 2026 com desempenho robusto, impulsionado principalmente pelo resultado de março. No primeiro trimestre, os emplacamentos superaram 620 mil unidades, um crescimento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido registradas 552 mil unidades. Parte desse avanço é atribuída à intensificação da oferta e ao aumento da pressão competitiva no mercado, fatores que contribuíram para dinamizar as vendas no período.

 

Apesar do resultado positivo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, adotou um tom cauteloso ao avaliar o cenário. Segundo ele, “o desempenho surpreende, mas ainda não é tempo de nós comemorarmos”. A principal mensagem é que os próximos meses serão decisivos. “Março surpreende, mas o foco é abril. São os próximos meses que vão definir como vamos lidar com o restante do ano”, afirmou.

 

A cautela se explica por fatores macroeconômicos ainda adversos. Mesmo com uma leve redução, a taxa básica de juros permanece elevada, em torno de 14,75%, impactando diretamente o crédito ao consumidor. Além disso, o ambiente internacional segue marcado por incertezas geopolíticas, incluindo conflitos e tensões comerciais, que podem afetar custos — especialmente com a volatilidade do petróleo e do câmbio, influenciando a cadeia automotiva.

 

Diferentes segmentos

 

No campo tecnológico, o trimestre trouxe sinais importantes de transformação. Os veículos eletrificados já representam cerca de 15% dos emplacamentos e mantêm crescimento consistente. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 5,4 pontos percentuais nesse segmento. Além disso, a produção nacional desses modelos evoluiu significativamente: passou de cerca de 23% no primeiro trimestre de 2025 para mais de 40% em 2026, indicando a consolidação dos investimentos anunciados pelas montadoras. Em números absolutos, os emplacamentos desses veículos praticamente dobraram, passando de cerca de 54 mil para 100 mil unidades no comparativo anual.

 

Igor Calvet observou que outro movimento relevante foi a mudança na origem das importações. A China consolidou-se como principal fornecedora de veículos ao Brasil, respondendo por mais de 50% dos importados — um crescimento expressivo frente ao ano anterior. O país já lidera esse ranking há oito meses consecutivos, superando a Argentina, cuja participação recuou de mais de 50% para cerca de 40%. Apesar disso, o volume total de veículos importados permanece relativamente estável, em torno de 17% a 18% dos emplacamentos.

 

Programas de incentivo também tiveram impacto relevante. O chamado carro sustentável já acumula cerca de 370 mil unidades vendidas desde sua implementação e elevou as vendas desse segmento em aproximadamente 30% em comparação ao período anterior sem incentivos. O destaque foi o varejo, que cresceu 67%, evidenciando maior aproximação com o consumidor final e reativação da demanda

 

No segmento de caminhões, os dados mostram recuperação na margem, especialmente de fevereiro para março, com crescimento expressivo em algumas categorias, como os pesados. Ainda assim, o setor permanece abaixo dos níveis registrados em 2025, indicando um cenário de melhora gradual, porém ainda preocupante. Parte da reação recente pode estar associada aos efeitos do programa Mover Brasil, cujos impactos começaram a aparecer nos emplacamentos com alguma defasagem.

 

No comércio exterior, março também apresentou reação positiva nas exportações, com crescimento relevante frente a fevereiro. No entanto, o acumulado do ano ainda registra queda de 18,5% em relação ao mesmo período anterior. Entre os destinos, a Argentina segue como mercado relevante, embora com perda de participação — o Brasil passou de cerca de 45% para 43% do mercado local. A Colômbia, por sua vez, se destaca com crescimento superior a 20%, mas ainda cercada por incertezas políticas e comerciais, como eleições e negociações de acordos. Já o México apresenta dinâmica mais complexa, influenciada por mudanças na produção e pelo ambiente econômico da América do Norte.

 

A produção industrial acompanhou o aquecimento do mercado interno e a melhora pontual das exportações. Em março, foram produzidas 264 mil unidades, alta de 27% sobre fevereiro e o melhor resultado para o mês desde 2018, além de representar o melhor nível desde o período pré-pandemia. No acumulado do ano, a produção já soma cerca de 634 mil unidades, acima do registrado no mesmo período de 2025.

 

Projeções mantidas

 

Mesmo diante dos sinais positivos, a Anfavea decidiu manter suas projeções para 2026. A expectativa é de crescimento de 2,7% no mercado interno, com produção total estimada em aproximadamente 2,74 milhões de veículos. A decisão reflete a avaliação de que o desempenho de março pode ser pontual, em meio a um cenário global ainda volátil, marcado por incertezas geopolíticas, pressões inflacionárias e dúvidas sobre a trajetória dos juros.

 

“Não posso, pelo mês de março, fazer uma relação sobre o que vem dentro desse ano”, afirmou Calvet. Segundo ele, uma eventual revisão das projeções deve ocorrer apenas em julho, quando haverá maior clareza sobre o comportamento do mercado.

 

Em síntese, o setor automotivo brasileiro vive um momento de recuperação, sustentado por maior oferta, novos produtos, programas de incentivo e avanço tecnológico. Ainda assim, o cenário exige cautela: março surpreendeu — mas é o desempenho dos próximos meses que confirmará se o ritmo veio para ficar. (Portal Technibus/Alexandre Asquini)

 

 

 

Anfavea é favorável à inclusão do ônibus numa eventual continuidade do Move Brasil

 

O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Arcelio Junior, informou nesta semana que sua entidade solicitou ao governo a inclusão dos ônibus e dos implementos agrícolas em uma eventual – e esperada – continuidade do programa Move Brasil.

 

Indagada sobre essa ideia, a direção da Anfavea respondeu a Technibus por meio de uma curta nota, com o seguinte teor: “A Anfavea defende programas de renovação de frota para todos os tipos de veículo”.

 

As duas entidades constatam que o Move Brasil teve efeito positivo sobre o mercado de caminhões neste primeiro trimestre do ano, mas ainda insuficiente para recuperar integralmente o nível de vendas do segmento.

 

O diretor-executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, comenta que o caminhão é um bem de produção e, como tal, é considerado um investimento. Diante do atual cenário macroeconômico do país, com turbulências e perspectivas de aumento no preço dos combustíveis, quem investe em transporte rodoviário naturalmente “pisa no freio”.

 

Características

 

Lançado em janeiro de 2026, o programa federal Move Brasil colocou à disposição de caminhoneiros autônomos, cooperativas e frotistas recursos da ordem de R$ 10 bilhões em crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

O programa oferece juros reduzidos, além da possibilidade de financiar até 100% do valor do veículo para a renovação da frota de caminhões, bem como carência de seis meses e prazos de até cinco anos para pagamento.

 

Franciulli acrescenta que o Move Brasil foi muito importante, inclusive por contemplar condições não só para veículos novos, mas também para usados a partir de 2012 — modelos com tecnologias menos poluentes e alinhados ao programa de renovação de frota.

 

Números divulgados nesta semana pela Fenabrave mostram que, entre janeiro e março de 2026, o Move Brasil possibilitou o emplacamento de 21.740 caminhões, sendo 570 semileves, 1.401 leves, 2.853 médios, 7.295 semipesados e 9.618 pesados. (Portal Technibus/Alexandre Asquini)

 

 

 

“Move Brasil não deu o respiro esperado ao mercado”, diz gerente geral da BorgWarner

 

A BorgWarner avalia que o programa Move Brasil teve impacto abaixo do esperado sobre o mercado de caminhões em 2026 e não foi suficiente para destravar uma retomada mais consistente da produção. A leitura é de Melissa Mattede, gerente-geral da companhia no Brasil.

 

“Eu esperava que o Move Brasil puxasse mais a retomada, que desse um respiro maior”, afirma a executiva. Segundo ela, apesar de algum efeito pontual — especialmente em março — o programa não conseguiu alterar de forma estrutural o ritmo do mercado, que segue pressionado por juros elevados e pelo nível de estoques das montadoras.

 

Após uma queda de cerca de 15% na produção no último trimestre de 2025, a BorgWarner iniciou o ano sem novas retrações, mas também sem crescimento relevante. “No primeiro trimestre, não vimos queda em relação ao último trimestre, mas também não houve crescimento expressivo”, diz Melissa.

 

Em março, houve uma leve reação, estimada em cerca de 3%, mas concentrada em algumas montadoras que aproveitaram oportunidades de exportação. “Foi um crescimento muito localizado, não generalizado”, avalia.

 

Juros seguem como principal entrave

 

Na avaliação da executiva, o principal limitador da demanda continua sendo o custo do crédito, que reduz a efetividade de programas de incentivo. Segundo a executiva: “Quem vai ao banco não paga 14,75%. Vai pagar 25%, 26%, 27%. Isso inviabiliza muitas decisões de compra”, afirma.

 

Nesse cenário, transportadores tendem a adiar a renovação de frota. “Acaba sendo mais vantajoso reformar o caminhão que já tem do que assumir um financiamento de longo prazo com juros altos.”

 

Sem uma queda mais consistente das taxas de juros ou novos estímulos, a expectativa da companhia é de estabilidade no segmento de pesados ao longo de 2026. “Vai andar de lado. Não enxergo crescimento na linha de pesados”, diz. Ainda assim, Melissa pondera que manter o nível de 2025 já seria um resultado positivo, considerando que apenas o último trimestre do ano passado teve desempenho mais fraco.

 

Aftermarket ganha protagonismo

 

Diante da fraqueza no mercado de veículos novos, a BorgWarner reforça a aposta no aftermarket, que vem sustentando o desempenho da operação no país. De acordo com a avaliação de Melissa, o aftermarket de pesados cresceu muito nos últimos anos, com altas de 12% a 15% ao ano.

 

A dinâmica é favorecida justamente pelo adiamento da renovação de frota, que aumenta a demanda por manutenção e reposição de componentes. “Quando há queda nos volumes de produtos mais novos, conseguimos direcionar a produção para linhas anteriores, que têm forte demanda na reposição.”

 

Potencial segue, mas depende de condições

 

Apesar do cenário atual, a executiva avalia que o mercado brasileiro mantém potencial de crescimento no longo prazo. “O Brasil já produziu perto de 200 mil caminhões por ano. Existe capacidade para voltar a esse nível”, afirma.

 

No curto prazo, no entanto, a retomada segue condicionada a uma melhora nas condições de crédito e a medidas mais consistentes de estímulo à demanda. (Transporte Moderno/Aline Feltrin)

 

 

 

Na compra de motos brasileiras, EUA desbancam Colômbia

 

Além do excelente desempenho no mercado interno, a indústria de motos instalada no Polo Industrial de Manaus, AM, também acelera ações no mercado externo, com a conquista de novos mercados e alta de 18,6% nas exportações.

 

Foram embarcadas 11.441 unidades no primeiro trimestre deste ano, volume que no mesmo período do ano passado limitou-se a 9,6 mil motos.

 

A Argentina segue como principal mercado, com participação de 46,5% no total exportado pela indústria brasileira. As vendas para o país vizinho cresceram 3,3%, atingindo 9,5 mil unidades no acumulado do trimestre, segundo balanço divulgado esta semana pela Abraciclo.

 

No ranking das exportações, uma das novidades em 2026 é a Colômbia perdendo a vice-liderança para os Estados Unidos, que ampliaram compras em 20,8%, atingindo 2,9 mil unidades nos primeiros três meses do ano.

 

O mercado estadunidense compra principalmente modelos off-road, que respondem por 40,2% das exportações de motos produzidas em Manaus. A principal categoria é a Trail, com fatia de 58,9%, sobrando para os Scooter apenas 0,9%.

 

As exportações para a Colômbia recuaram 9,5%, de 2,1 mil para 1,9 mil unidades. Outra novidade é a conquista do mercado uruguaio, que no ano passado não aparecia no ranking e este ano está em quarto lugar, com a aquisição de 1,4 mil motos brasileiras.

 

Na quinta posição aparece o Paraguai, que reduziu compras em 37,5%, para apenas 1 mil unidades. O presidente da Abraciclo, Marcos Bento, comenta que o Brasil poderia exportar mais motos para países da América do Sul se houvesse uma harmonização da legislação referente à emissão de poluentes na região.

 

“Nossa legislação é bastante rígida e, por isso, nossos produtos são compatíveis com a demanda de mercados como o dos Estados Unidos e o europeu. No caso dos países vizinhos, não há a mesma exigência tecnológica, ou seja, opta-se pela compra de produtos menos evoluídos em outras localidades”, explicou Bento.

 

Os embarques de motocicletas produzidas no PIM para o mercado externo no primeiro trimestre cresceram 18,6%, totalizando 11.441 unidades.

 

Desse total, 4.606 unidades foram exportadas em março, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)

 

 

 

MAHLE lança carregador chargeBIG para veículos elétricos no Brasil

 

A fabricante MAHLE acaba de lançar no mercado brasileiro o inovador chargeBIG. A tecnologia traz uma infraestrutura de carregamento modular focada em múltiplos pontos para veículos eletrificados com aplicação em larga escala. A solução já é um sucesso absoluto na Europa com cerca de 3 mil pontos instalados.

 

O primeiro posto de recarga com essa tecnologia acaba de ser inaugurado na cidade paulista de Jaguariúna. Para o setor automotivo, a novidade representa um avanço gigantesco para a eletromobilidade e dita o ritmo das novas tecnologias que as oficinas precisarão compreender.

 

Infraestrutura inteligente com foco na máxima segurança

 

O modelo permite a instalação de até seis pontos de recarga a partir de uma única central de gestão. O sistema distribui automaticamente a energia de forma perfeitamente equilibrada e pode operar com potência entre sete e vinte e dois quilowatts, o que reduz custos de infraestrutura e simplifica toda a operação.

 

Confira os grandes diferenciais técnicos dessa nova solução de carregamento que chega ao nosso país:

 

  • Gestão de até seis veículos simultaneamente integrando fontes de energia renovável.

  • Porta programável com conexão direta ao sistema de alarme de incêndio do edifício.

  • Monitoramento inteligente de temperatura e proteção avançada contra sobretensões.

  • Aplicativo exclusivo da marca para a cobrança individualizada do serviço de recarga.

 

Tecnologia premium alemã e expansão no mercado nacional

 

O diretor da marca na América do Sul, Evandro Tozatti, afirma que a novidade reforça o protagonismo global da empresa na transição energética. Toda a pesquisa foi conduzida pela equipe exclusiva na cidade de Stuttgart, agregando total confiança a um mercado brasileiro que se encontra em forte expansão.

 

A marca já avalia trazer a versão europeia gigantesca que atende 36 pontos simultâneos. Compreender a dimensão dessa nova infraestrutura ajuda a nossa Reparação Automotiva a enxergar as inúmeras oportunidades de negócios presente no universo dos carros movidos a bateria.

 

Para mais informações, acesse: www.br.mahle.com (Revista Reparação Automotiva)

 

 

 

João Petry é o novo diretor de Serviços Financeiros da IVECO Capital para a América Latina

 

A IVECO Capital anuncia a chegada de João Petry como novo diretor de Serviços Financeiros para a América Latina. A nomeação integra a estratégia do Iveco Group de fortalecer seu braço de soluções financeiras na região, ampliando o suporte aos clientes ao longo de toda a cadeia de valor.

 

Com sólida trajetória em multinacionais do setor automotivo, Petry liderou o desenvolvimento e a implementação de uma instituição financeira no Brasil para uma montadora global de caminhões, estruturando operações regulatórias, estratégicas e comerciais.

 

“Chego à IVECO Capital motivado pela oportunidade de potencializar a força do portfólio do Iveco Group, que abrange caminhões, ônibus, motores e serviços. Neste primeiro momento, meu foco será estar próximo dos clientes, entender suas necessidades e contribuir com soluções que apoiem seus negócios. Entendemos que a instituição financeira de uma montadora não atua apenas como um banco, mas como uma parceira estratégica”, afirma o executivo.

 

Petry também acumula experiência relevante em programas de financiamento, como o Move Brasil, com cerca de R$ 10 bilhões em crédito para a renovação da frota de caminhões no país.

 

“A chegada de João Petry neste momento representa um avanço importante em nossa estratégia de crescimento na América Latina. Sua experiência e visão de negócios serão fundamentais para ampliarmos o acesso ao crédito e elevar ainda mais o nível de atendimento aos nossos clientes”, afirma Marcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

IVECO celebra 10 anos da linha NEXPRO no Brasil e amplia portfólio para pesados

 

A IVECO celebra em abril 10 anos da linha NEXPRO no mercado brasileiro com crescimento de 30% em vendas e 20% na ampliação do portfólio, consolidando sua evolução e relevância no segmento de reposição de caminhões pesados, na comparação entre 2024 e 2025.

 

“Esses 10 anos da NEXPRO no Brasil reforça o nosso compromisso de longo prazo com o cliente e com o desenvolvimento do mercado de reposição. Mais do que ampliar portfólio, estamos evoluindo a nossa capacidade de oferecer soluções completas, com disponibilidade, competitividade e qualidade alinhadas às necessidades reais da operação”, afirma Carlos Tavares, diretor de Customer Services da IVECO para a América Latina.

 

O movimento marca uma década de consolidação da NEXPRO no país, período em que a linha se tornou referência no segmento, acompanhando a evolução das necessidades do transportador e ampliando continuamente sua cobertura de aplicação.  Como parte dessa estratégia, lança novos itens, reforçando o compromisso com soluções que aliam qualidade, confiabilidade e excelente relação custo-benefício para o cliente.

 

Com os novos lançamentos, a linha passa a contar com opções de radiador de água do motor, reservatório de água do motor com furo para sensor, reservatório de água do motor, rolamento colar de embreagem e quatro novos modelos de amortecedores, desenvolvidos especialmente para os modelos da marca.

 

A proposta da linha NEXPRO é oferecer peças de alta performance com excelente relação custo-benefício, sempre alinhadas às exigências de segurança, eficiência e disponibilidade do setor de transporte.

 

Os novos amortecedores seguem os rigorosos padrões técnicos e de qualidade da IVECO. Desenvolvidos para diferentes modelos da marca, os componentes garantem maior estabilidade e controle do veículo em diversas condições de carga, além de proporcionar mais conforto ao motorista e contribuir para a redução do desgaste prematuro de outros itens da suspensão. O resultado é mais confiabilidade e desempenho, em linha com as especificações originais do veículo.

 

Os lançamentos reforçam o compromisso da marca com qualidade, segurança e economia na manutenção, pilares que sustentam a trajetória de sucesso da NEXPRO ao longo desses 10 anos no Brasil.

 

“A ampliação da linha NEXPRO reflete nossa escuta constante do cliente e a evolução das necessidades da operação. Ao longo desses 10 anos, consolidamos uma relação de confiança baseada em qualidade, competitividade e disponibilidade. Para os próximos anos, vamos seguir expandindo o portfólio e ampliando a cobertura, com foco total no cliente e em soluções que gerem mais eficiência e rentabilidade no dia a dia do transporte”, afirma Simone Santana, gerente de Marketing de Produto de Peças da IVECO para a América Latina.

 

Ao todo, a linha NEXPRO conta com mais de 1.000 itens disponíveis, o que representa uma expansão superior a 10 vezes nos últimos quatro anos, reforçando o posicionamento da IVECO no mercado e ampliando sua capacidade de atender às demandas dos clientes. O portfólio inclui peças de reposição, acessórios, baterias, lubrificantes, linha de limpeza, reservatórios, itens de manutenção e carregador de bateria para veículos elétricos.

 

Todas as Peças Genuínas e da linha NEXPRO passam por rigorosos testes e processos de homologação, assegurando qualidade e confiabilidade. Além disso, contam com 12 meses de garantia quando adquiridas e instaladas na rede de concessionários IVECO. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

Chevrolet lidera o mercado brasileiro – na intenção de compra

 

A Chevrolet lidera a intenção de compra de veículos no Brasil para 2026 segundo pesquisa da Webmotors com mais de 1,8 mil consumidores, ouvidos de novembro de 2025 e fevereiro. A marca somou 14% das menções, avanço de 2 pontos porcentuais com relação à edição anterior. Na sequência aparecem Volkswagen e Fiat, ambas com 11%, sendo a primeira estável e a segunda em alta de 2 pontos.

 

Honda, com 10%, e Toyota, com 6%, completam as cinco marcas mais citadas.

 

O levantamento também indica maior abertura do consumidor brasileiro a novas marcas. BYD e GWM ampliaram presença nas respostas, com crescimento de 24% e 58%, respectivamente, enquanto marcas com origem na China como Omoda Jaecoo, Geely, GAC e Jetour passaram a aparecer pela primeira vez na pesquisa.

 

Nos perfis de consumidores a Chevrolet concentra maior interesse na faixa de 18 a 25 anos. O mesmo público também lidera as menções à Volkswagen. Já a Fiat tem maior apelo junto a consumidores de 36 a 45 anos, enquanto a Honda divide preferência nas faixas de 26 a 35 anos e acima de 56. No caso da Toyota o interesse se concentra nos públicos mais velhos, a partir de 46 anos.

 

Na escolha da marca conforto com 24%, confiança com 22% e custo de manutenção com 19% são os principais fatores apontados por quem pretende comprar um modelo da Chevrolet. Nos demais concorrentes a confiança aparece como atributo dominante, especialmente para Honda e Toyota, que concentram os maiores índices neste critério. (Agência AutoData)

 

 

 

Produção de veículos na Argentina cresce 41% em março

 

Balanço do desempenho do setor automotivo consolidado pela Adefa mostra crescimento de 40,8% na produção de veículos em março, para 41.716 unidades ante as 29.632 produzidas em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2025 (41.565), o resultado se apresentou estável, com leve alta de 0,4%.

 

O ritmo mais acelerado no chão das fábricas, contudo, não foi suficiente para recuperar o desempenho que registrava ao fim do primeiro trimestre do ano passado, fechando o período em queda de 19%, de 114.042 modelos para 92.346.

 

“Encerramos o primeiro trimestre com resultados positivos em comparação ao início do ano. No entanto, os números finais do trimestre indicam que para consolidar a tendência de alta e transformar a recuperação em crescimento sustentável, a chave é continuar trabalhando em nossa agenda de competitividade”, observou em nota Rodrigo Pérez Graziano, presidente da associação dos fabricantes argentinos.

 

As exportações seguiram o ritmo da produção com aumentos de 66,6% em março sobre fevereiro, para 26.646 unidades, e de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano passado (24.292). No acumulado, os embarques apontaram recuou de 9,5% com 52.396 veículos ante os 57.920 exportados um ano antes.

 

Por fim, as vendas faturadas para as concessionárias aumentaram 14,2% o mês passado, para 41.453 veículos frente aos 36.272 entregues em fevereiro. Em relação a março de 2025 (47.915), indicou baixa de 13,5%. No primeiro trimestre, as lojas receberam 112.078 unidades, baixa de 12,2% em relação ao volume registrado há um ano (127.621). (AutoIndústria)

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