NOTÍCIAS DO DIA
05/06/2026
Em três dias úteis, Move Brasil 2 movimenta mais de R$ 3 bilhões
Assim como o Move Brasil – Táxi & App, que já conta com 600 mil motoristas inscritos visando obter crédito para adquirir um carro 0 km, também o Move Brasil 2, que incentiva a compra de veículos pesados, está surpreendendo positivamente o setor automotivo brasileiro.
Ao divulgar o seminário Anfavea Visions 2026, que acontece em São Paulo na próxima semana, o presidente da entidade, Igor Calvet, informou que dos R$ 21,2 bilhões previstos no programa, mais de R$ 3 bilhões — ou cerca de 15% do total — já foram contratados.
Como o programa passou a vigorar efetivamente no último dia 29, uma sexta-feira, o número contempla apenas 3 dias úteis, incluindo a segunda-feira, 1, e a terça-feira, 2 de junho.
Diante desse quadro, Calvet acredita que o total de crédito previsto no Move Brasil 2 será contratado até agosto no máximo.
Por conta da expectativa de divulgação desse programa, que em sua segunda etapa passou a contemplar, além dos caminhões, também ônibus e implementos rodoviários, o mercado de pesados patinou em abril e maio, com volumes baixos em relação ao ano passado.
A expectativa agora, tanto por parte da Anfavea como da Fenabrave, é de uma retomada do mercado de caminhões, com entregas que vão se estender dois meses além de agosto.
“Se isso ocorrer, já estaremos próximos da realização da Fenatran, programada para novembro, que é um evento de grande importância para o setor e tradicionalmente gera negócios. Com isso, poderemos recuperar, a partir de agora, as vendas perdidas até maio”, comentou o presidente da Anfavea. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)
Scania Banco tem R$ 310 milhões aprovados em dois dias do programa Move Brasil 2
A Scania Banco alcançou R$ 310 milhões em créditos aprovados no BNDES em apenas dois dias do programa Move Brasil 2, que teve início oficialmente na última sexta-feira (29 de maio). São mais de 280 operações que se traduzem em 353 caminhões, além de ônibus, implementos rodoviários e carrocerias, num total de 364 bens. O novo montante disponível chegará a até R$ 21,2 bilhões. Para a Scania, o MoveBR é uma grande oportunidade para registrar um ano melhor nas vendas de caminhões em 2026. O cliente terá até seis meses de carência e até 60 meses para pagar, tendo juros mais baixos do que os praticados antes do programa.
O início aquecido do Move Brasil 2 mostra a celeridade, experiência e apoio do Scania Banco à rede de concessionárias Scania e aos clientes. Apenas nos dois primeiros dias foram aprovados 30% de tudo o que representou a participação do Scania Banco no Move Brasil 1.
O Move Brasil 1 (ou MoveBR), foi lançado entre dezembro (2025) e janeiro (de 2026), e teve R$ 10 bilhões disponíveis para a compra apenas de caminhões. Desse total, a Scania Serviços Financeiros viabilizou mais de R$ 1 bilhão em negócios e a comercialização de mais de 1.250 caminhões.
Da mesma forma que o primeiro MoveBR, o segundo segue o objetivo de estimular a renovação da frota brasileira de veículos de transporte, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade, fortalezas que a Scania defende como parte do seu propósito. As novidades, agora, são as inclusões de ônibus e implementos rodoviários.
“O Move Brasil é um catalisador importante para a modernização do transporte no País. A Scania e o Scania Banco assumem o compromisso de ir além do financiamento, entregando soluções completas que geram valor real para o cliente e impulsionam a transformação sustentável do setor”, afirma Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros Brasil. “Para esta nova etapa, a expectativa é ampliar ainda mais a nossa participação, fortalecendo o apoio aos clientes na renovação e expansão de suas operações, atuando de forma consultiva para transformar essa iniciativa em ganhos concretos de produtividade, previsibilidade e evolução dos negócios”, completa Jaern.
Diferentemente dos bancos comerciais, ao acessar o programa por meio do Scania Banco e da rede de concessionárias, o cliente conta com uma abordagem consultiva e personalizada de quem conhece a fundo do setor de transportes, conectando produtos, serviços e serviços financeiros.
“O Move Brasil 2 abre uma janela importante de oportunidades, com recursos relevantes e condições competitivas, mas com prazo limitado. Por isso, é fundamental avançar rapidamente na estruturação das propostas com nossos times. No Scania Banco, estamos preparados para apoiar clientes e rede com soluções completas que transformam essa oportunidade em resultado concreto”, diz Fabio D’Angelo, diretor comercial do Scania Banco.
Scania Banco
O Scania Banco atua como agente financeiro credenciado ao MoveBR 2 e oferece toda a orientação aos clientes sobre a documentação e o fluxo de contratação. “A nossa equipe está à disposição para proporcionar essa solução aos clientes, fazendo simulações personalizadas com suporte completo para agilizar os processos”, conclui Oscar Jaern. (Truck & Bus Builder América do Sul)
Emplacamentos de caminhões caem 15,3% no quadrimestre apesar da expectativa com o Move Brasil
Os mercados de comerciais leves e caminhões seguiram trajetórias distintas nos quatro primeiros meses de 2026. Enquanto os veículos destinados à distribuição urbana, serviços e entregas registraram crescimento nas vendas, os caminhões mantiveram o movimento de retração observado desde o início do ano, refletindo o impacto dos juros elevados e da maior cautela dos transportadores na renovação de frota.
Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave mostram que os emplacamentos de comerciais leves somaram 175.377 unidades entre janeiro e abril, alta de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram licenciados 163.071 veículos.
Em abril, o segmento registrou 49.943 unidades emplacadas, crescimento de 11,3% sobre as 44.872 registradas no mesmo mês do ano passado. Na comparação com março, porém, houve recuo de 3,67%, influenciado pelo menor número de dias úteis no mês.
O desempenho dos comerciais leves acompanha a expansão das operações de distribuição urbana, comércio eletrônico, prestação de serviços e transporte de mercadorias em centros urbanos. O segmento também vem sendo beneficiado por campanhas promocionais das montadoras e por uma demanda ainda aquecida por renovação de frota.
Para Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, os números mostram que o mercado continua apresentando sinais de aquecimento na maior parte dos segmentos. “O resultado do quadrimestre mostrou que o mercado, para a maior parte dos segmentos, continua aquecido. A queda geral sobre março é explicada pelo menor número de dias úteis em abril, mas a comparação sobre abril de 2025, assim como sobre o acumulado do quadrimestre seguem bastante favoráveis. Isso demonstra que há demanda, diversidade de oferta e um ambiente comercial ativo, mesmo com juros ainda elevados”, afirma.
Juros e custos freiam renovação de frota
Já o mercado de caminhões segue enfrentando um cenário mais desafiador. Em abril, foram emplacadas 8.661 unidades, resultado praticamente estável em relação a março (-1,2%), mas 3,24% inferior ao registrado em abril de 2025.
No acumulado do primeiro quadrimestre, os licenciamentos de caminhões totalizaram 30.411 unidades, frente às 35.897 registradas no mesmo período do ano passado, uma retração de 15,28%. Segundo os dados da Fenabrave, o comportamento do segmento confirma que o mercado de caminhões permanece mais sensível ao custo do crédito, ao nível de atividade econômica e às decisões de investimento dos transportadores.
A entidade avalia que fatores como juros elevados, preço do diesel, demanda por fretes e perspectivas para a economia continuam influenciando diretamente as decisões de compra. O cenário tem levado empresas e autônomos a adiar investimentos ou prolongar o ciclo de renovação dos veículos.
Para Arcelio Junior, a diferença de desempenho entre leves e pesados está diretamente relacionada à sensibilidade de cada segmento às condições de financiamento. O executivo acrescenta que a principal expectativa para os veículos pesados está na segunda fase do Programa Move Brasil.
“Para os pesados, como caminhões, ônibus e implementos, a boa notícia está na recente divulgação, pelo Governo Federal, da 2ª Fase do Programa Move Brasil, que aportará mais de R$ 21 bilhões para a renovação da frota desses veículos, o que esperamos possa reverter a curva de queda dos emplacamentos”, avalia
Move Brasil: expectativa de recuperação
A segunda fase do Programa Move Brasil elevou os recursos disponíveis para financiamento de R$ 10 bilhões para R$ 21,2 bilhões e passou a contemplar também ônibus e implementos rodoviários.
Segundo a Fenabrave, a comercialização de caminhões pesados financiados pelo programa cresceu mais de 49% entre fevereiro e março. A expectativa é que parte dessas operações se reflita nos emplacamentos dos próximos meses, conforme os veículos forem faturados e entregues aos clientes.
Mesmo com a retração acumulada até abril, a entidade decidiu manter suas projeções para o fechamento de 2026. A estimativa é de que o mercado de caminhões alcance 114.752 unidades emplacadas até dezembro, crescimento de 3,5% sobre as 110.873 registradas em 2025.
Os números do primeiro quadrimestre mostram que a demanda por veículos comerciais continua presente, mas concentrada em segmentos com menor dependência de financiamento de longo prazo. Enquanto os comerciais leves seguem impulsionados pelas atividades urbanas e pela expansão logística, os caminhões ainda aguardam condições mais favoráveis de crédito e a efetiva implementação dos programas de renovação de frota para retomar uma trajetória consistente de crescimento. (Transporte Moderno/Valeria Bursztein)
Mercado de pneus em disputa aberta
O mercado brasileiro de pneus vive um momento de intensa transformação em 2026, marcado pela disputa entre fabricantes instalados no país e importadores, pelo avanço de novas tecnologias associadas à eletrificação dos veículos e pela crescente valorização da reforma de pneus como alternativa econômica e sustentável. Esse cenário é retratado de um dos blocos do Anuário do Ônibus e da Mobilidade Urbana, recentemente publicado pela OTM Editora, num trabalho da jornalista Sonia Moraes.
No centro do debate está o aumento da participação dos produtos importados, especialmente provenientes de países asiáticos. A indústria nacional, representada pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), avalia que a concorrência tem provocado perda de mercado para os fabricantes locais, redução nas vendas e pressão sobre toda a cadeia produtiva ligada à fabricação de pneus, incluindo fornecedores de borracha, aço, produtos químicos e materiais têxteis.
Segundo a entidade, o crescimento das importações tem contribuído para a diminuição da participação dos pneus produzidos no Brasil, principalmente no mercado de reposição e no segmento de carga. A Anip alerta para riscos de desindustrialização e defende a adoção de medidas que garantam condições mais equilibradas de concorrência, incluindo mecanismos de controle das importações, maior fiscalização ambiental e ações de defesa comercial.
Do outro lado, os importadores argumentam que a presença dos produtos estrangeiros amplia a oferta disponível ao mercado, contribui para a competitividade e atende às necessidades de diferentes segmentos. A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip) sustenta que as importações desempenham papel complementar ao da produção nacional e que a concorrência beneficia consumidores e operadores de transporte.
Mudanças tecnológicas
Além da disputa comercial, o setor acompanha importantes mudanças tecnológicas. A expansão dos ônibus elétricos e de outras soluções de mobilidade de baixa emissão tem criado novas exigências para os fabricantes de pneus. O maior peso dos veículos eletrificados, combinado ao elevado torque dos motores elétricos, exige produtos mais resistentes, duráveis e eficientes do ponto de vista energético.
Empresas como Michelin e Bridgestone têm direcionado investimentos para o desenvolvimento de pneus capazes de atender essas novas demandas, ao mesmo tempo em que reforçam estratégias voltadas à sustentabilidade, à inovação e à melhoria da eficiência operacional das frotas. A eletrificação é vista pelas fabricantes como uma oportunidade de crescimento e de geração de novos negócios nos próximos anos.
Reforma de pneus
Outro destaque do setor é a reforma de pneus. A atividade continua desempenhando papel relevante na cadeia de transporte e logística, contribuindo para a redução de custos operacionais, o prolongamento da vida útil das carcaças e a diminuição do consumo de matérias-primas.
Representantes do segmento apontam que a recapagem e outras modalidades de reforma estão alinhadas aos princípios da economia circular e apresentam benefícios ambientais expressivos. Ao mesmo tempo, observam que o aumento da participação de determinados pneus importados pode criar desafios relacionados à qualidade das carcaças disponíveis para reaproveitamento.
Nesse contexto, empresas especializadas em reforma e fornecimento de insumos seguem investindo em tecnologia, capacitação profissional e ampliação de suas redes de atendimento. O objetivo é aumentar a produtividade, elevar os padrões de qualidade e fortalecer um segmento que permanece estratégico para o transporte de cargas e passageiros.
Entre disputas comerciais, transição tecnológica e avanços em sustentabilidade, o mercado brasileiro de pneus entra em uma nova fase, na qual competitividade, inovação e eficiência ambiental tendem a definir os rumos do setor nos próximos anos. (Portal Technibus)
Phinia nacionaliza produção de injetor direto de combustível da Delphi
A PHINIA, fornecedora industrial diversificada e líder global no desenvolvimento de sistemas de combustível, sistemas elétricos e soluções para o aftermarket, inaugura oficialmente uma nova linha de produção em sua planta de Piracicaba (SP), dedicada à fabricação de injetores Delphi de injeção direta de combustível (GDi) de 350 bar. Essa tecnologia é considerada uma das mais avançadas atualmente utilizadas pela indústria automotiva global em motores a combustão interna de alta eficiência. Com esse investimento, a unidade brasileira passa a ser a única produtora de um injetor GDi de 350 bar no País, colocando Piracicaba entre um seleto grupo de fábricas da PHINIA no mundo capazes de fabricar componentes de ultra precisão para sistemas de injeção direta de combustível de próxima geração.
Com a nova linha, a unidade fabril de Piracicaba passa a integrar a estrutura global de produção de GDi da PHINIA, ao lado das operações no México, na China e na Romênia. Além da liderança tecnológica, esse marco amplia significativamente o potencial de negócios da companhia na América do Sul, especialmente à medida que motores de alta eficiência, eletrificação parcial e aplicações híbridas ganham espaço no mercado automotivo global.
Atualmente, os injetores Delphi GDi de 350 bar equipam veículos movidos exclusivamente por motores a combustão, bem como aplicações HEV e PHEV em mercados internacionais. “Estamos trazendo para o Brasil uma tecnologia extremamente sofisticada, que representa o estado da arte dos sistemas de injeção de combustível na atualidade. A escolha da PHINIA pelo Brasil demonstra confiança na capacidade técnica, industrial e de engenharia da nossa operação local”, afirma Giovani Benato, diretor-geral da planta da PHINIA em Piracicaba.
Tecnologia de alta precisão para motores mais eficientes
Os sistemas GDi representam uma evolução importante em relação à injeção multiponto convencional. Enquanto os sistemas tradicionais normalmente operam entre 3 e 5 bar, os injetores Delphi GDi produzidos no interior de São Paulo atingem pressões de até 350 bar — quase 100 vezes superiores às dos sistemas convencionais. Esse avanço permite uma atomização extremamente precisa do combustível diretamente na câmara de combustão.
Injeção de combustível GDi
Os injetores foram desenvolvidos com base na tecnologia Multec® 14, que representa a mais recente geração de injetores GDi da PHINIA. Essa tecnologia proprietária foi projetada para aplicações de altíssima pressão. Dados técnicos mostram que um sistema convencional de injeção no coletor de admissão gera gotículas com diâmetro médio de Sauter — medida do tamanho médio das gotas — entre 70 e 90 mícrons, enquanto o injetor Delphi GDi de 350 bar atinge aproximadamente 4,2 mícrons. Os microfuros responsáveis pela pulverização do combustível medem cerca de 60 a 70 mícrons — espessura inferior à de um fio de cabelo humano.
Para alcançar esse nível de precisão, a unidade desenvolveu uma sala limpa climatizada de 1,5 mil m2, certificada na ISO Classe 8. A instalação emprega perfuração a laser avançada, engenharia de spray, análise de dinâmica dos fluidos computacional, controle geométrico, monitoramento dimensional, inspeção automatizada e rastreabilidade total da produção.
A nova linha também atende a rigorosos padrões globais de qualidade e meio ambiente. A produção opera sob a IATF 16949:2016, referência internacional para sistemas de gestão da qualidade automotiva, e cumpre as normas ABNT NBR ISO 14644‑1:2019 e ABNT NBR ISO 14644‑3:2009 para validação e monitoramento de salas limpas.
Um dos principais diferenciais dos injetores Delphi GDi é o uso de um revestimento proprietário do tipo carbono semelhante ao diamante, destinado a aplicações de alta pressão e longa vida útil. Segundo a empresa, os injetores passam por rigorosos processos de validação e podem superar 500 milhões de ciclos, com algumas aplicações se aproximando de 1 bilhão de ciclos.
Novos negócios e nacionalização da produção
Atualmente, alguns modelos de veículos disponíveis no mercado brasileiro já utilizam injetores Delphi GDi de 350 bar. Até agora, esses componentes eram fornecidos pela planta da PHINIA no México. Com a inauguração da nova linha de produção, esses programas passarão a ser abastecidos pela operação de Piracicaba. Veículos adicionais previstos para o Brasil deverão adotar o sistema da companhia, com aumento gradual da produção para atender ao crescimento esperado da demanda.
“A chegada do GDi posiciona o Brasil em um novo patamar tecnológico dentro da estrutura global da PHINIA. Estamos ampliando nossa competitividade em uma tecnologia altamente estratégica para o presente e o futuro da indústria automotiva”, conclui Giovani Benato.
Sobre a Phinia
A PHINIA é uma fornecedora independente e líder de mercado em soluções e componentes premium, com mais de 100 anos de experiência em manufatura e relacionamento com a indústria, além de um sólido portfólio de marcas que inclui DELPHI®, DELCO REMY® e HARTRIDGE™. Com aproximadamente 12.500 colaboradores e mais de 40 unidades em 20 países, a PHINIA está sediada em Auburn Hills, Michigan, EUA. Atuando nos segmentos de veículos comerciais e aplicações industriais (caminhões médios e pesados, ônibus, veículos e equipamentos fora de estrada para construção, setor marítimo, agrícola, aeroespacial e de defesa), veículos comerciais leves (vans e picapes) e veículos leves de passeio (automóveis, minivans, crossovers e utilitários esportivos).Desenvolvemos sistemas de combustível, sistemas elétricos e soluções para o mercado de reposição projetados para manter os motores a combustão operando com desempenho máximo, ao mesmo tempo em que investimos em tecnologias avançadas para explorar o potencial de combustíveis alternativos. Ao fornecer ao mercado as soluções necessárias hoje para torná-lo mais eficiente e sustentável, e ao mesmo tempo desenvolver produtos e soluções inovadores que contribuam para uma mobilidade de baixo carbono, somos o parceiro ideal para uma ampla variedade de clientes — impulsionando juntos a jornada rumo a um futuro mais limpo. (Portal da Autopeças Sincopeças)
600 mil motoristas inscritos no Move Brasil Táxi & App
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, revelou nesta quarta-feira, 3, que já chega a 600 mil o número de inscritos no Move Brasil – Taxi & App, programa que vai destinar R$ 30 bilhões para que motoristas de aplicativos e taxistas possam comprar um carro 0 km de até R$ 150 mil com taxa de juro reduzida e seis meses de carência para pagar
A informação, segundo o executivo, foi fornecida pelo MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável pelo programa divulgado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os créditos aprovados serão liberados a partir do próximo dia 19.
“São inscrições que ainda terão de passar pelo crivo dos bancos para serem aprovadas ou não. Mas é um número significativo. Se um terço conseguir o crédito, serão comercializados 200 mil veículos novos no contexto do programa”, comentou Calvet.
Ele diz ser difícil saber se tal volume representará antecipação de compra ou acréscimo de negócios na área, mas da mesma forma que a Fenabrave se manifestou na véspera, admitiu que a projeção de vendas de veículos leves será revista para cima. O novo índice será divulgado em julho.
A Anfavea projetou no início do ano alta de 2,8% nas vendas de carros e comerciais leves, porcentual próximo ao divulgado na mesma ocasião pela Fenabrave (mais 3%).
No acumulado de janeiro a maio, contudo, o segmento já emplacou quase 1,1 milhão de unidades, expansão de 18,2% sobre o mesmo período de 2025.
Calvet participou nesta quarta-feira da divulgação do Anfavea Visions 2026, que acontecerá nos próximos dias 9 e 10, terça-feira e quarta-feira da semana que vem, no Hotel Unique, na capital paulista.
O evento terá mais de 30 palestrantes distribuídos em 15 atividades e quatro trilhas de conteúdo, abordando desde inteligência artificial até conectividade e transição energética. Já confirmaram participação os CEOs da Stellantis, Toyota, Volkswagen e Honda, entre outras montadoras. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)
Marcopolo amplia presença no Paraguai com fornecimento de 30 ônibus ao Grupo La Santaniana
A Marcopolo avança sua atuação no mercado paraguaio com o fornecimento de 30 novos ônibus ao Grupo La Santaniana, tradicional operadora de transporte do país. O pedido inclui 20 unidades do modelo urbano Torino e dez rodoviários Paradiso G8 1800 Double Decker, negociados por meio de sua representante local, a Compañía Imperial del Paraguay S.R.L. (CIPAR).
Com forte presença internacional e operações em diversos países, a Marcopolo tem ampliado sua participação na América Latina, região estratégica para a companhia. A renovação de frota por clientes tradicionais, como o Grupo La Santaniana, parceiro há cerca de 40 anos, reforça a confiança do mercado na marca e a competitividade de seus produtos.
O mercado latino-americano segue aquecido, com operadores investindo na modernização de suas frotas para oferecer mais conforto, segurança e eficiência. O Paraguai é um mercado relevante para a Marcopolo, e o Grupo La Santaniana é um cliente histórico, que continua apostando em nossos modelos urbanos e rodoviários”, destaca Ângelo Oselame, gerente Comercial Mercado Externo da Marcopolo.
Os dez ônibus Paradiso G8 1800 Double Decker, com entrega prevista para este mês de maio, possuem 15.000 mm de comprimento total e diferentes configurações. Os veículos contam com capacidades para 46 passageiros em poltronas leito e para 64 e 68 passageiros em poltronas semileito, todas equipadas com entradas USB. Também são dotados de sistema de ar-condicionado com calefação, equipamentos de áudio e vídeo com DVD, monitores rebatíveis e preparação para conectividade via satélite (Starlink). Os modelos serão utilizados na operação da linha internacional entre Assunção, no Paraguai, e Buenos Aires, na Argentina, reforçando o padrão de conforto e tecnologia das viagens de longa distância na região.
As 20 unidades do modelo urbano Torino foram destinadas à empresa Transporte Ximex, integrante do Grupo La Santaniana, e serão aplicadas no transporte coletivo urbano. Os veículos têm 12.000 mm de comprimento e capacidade para 48 passageiros sentados em poltronas do tipo City, além de entradas USB distribuídas no salão de passageiros. Os ônibus também estão equipados com sistema de ar-condicionado, elevador para passageiros com mobilidade reduzida e espaço para cadeira de rodas, evidenciando o compromisso com acessibilidade. Completam o conjunto duas portas de acesso e vidros colados, que proporcionam maior conforto térmico e acústico.
O fornecimento reafirma a estratégia da Marcopolo de oferecer soluções completas de mobilidade, com foco em inovação, sustentabilidade e excelência operacional, consolidando sua posição como referência no setor de transporte de passageiros na América Latina.
Sobre a Marcopolo
Fundada há 76 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é uma das principais fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo e referência em qualidade, tecnologia e inovação. Comprometida com a evolução da mobilidade, investe continuamente em design, eficiência, novas soluções e expansão internacional, contribuindo para o desenvolvimento do transporte coletivo de passageiros. Com unidades fabris em cinco continentes, seus veículos circulam em mais de 140 países. (Truck & Bus Builder América do Sul)
João Veloso assume Comunicação Corporativa da Stellantis América do Sul
A Stellantis anunciou mudanças em sua estrutura organizacional na América do Sul e confirmou que João Veloso assumirá a vice-presidência de Comunicação Corporativa na região a partir de 11 de junho. O executivo retorna à companhia para suceder Fabricio Biondo, que passa a ocupar a área de Business Development and Corporate Strategy.
“Estou muito satisfeito em anunciar essas mudanças na liderança da Stellantis na América do Sul, que refletem o dinamismo da organização, em linha com o plano estratégico global FaSTLAne 2030, e o compromisso contínuo com a evolução do negócio”, afirmou Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul.
Veloso possui mais de 25 anos de experiência no setor automotivo da América Latina, com passagens por diferentes empresas da indústria. Entre 2007 e 2013, atuou na FCA, acumulando vivência em áreas estratégicas de comunicação e relacionamento institucional. Sua trajetória inclui liderança em projetos relevantes, consolidando sua reputação como profissional reconhecido no mercado.
A nomeação de João Veloso ocorre em um contexto de ajustes na estrutura da Stellantis na América do Sul. A companhia anunciou também a criação de novas áreas, como AI Transformation e Customer Journey Excellence, além de mudanças em posições estratégicas. No caso da Comunicação Corporativa, a chegada de Veloso reforça o compromisso da empresa em manter uma gestão integrada e alinhada às prioridades globais.
O executivo terá como responsabilidade conduzir a comunicação institucional da Stellantis na região, apoiando o plano estratégico FaSTLAne 2030 e fortalecendo a imagem da companhia junto a clientes, parceiros e sociedade. A área de Comunicação Corporativa desempenha papel central na consolidação da marca e na integração das diversas operações da Stellantis na América do Sul.
Com a nova liderança, a Stellantis busca ampliar sua capacidade de diálogo com diferentes públicos e reforçar sua presença em mercados estratégicos. A experiência acumulada por João Veloso em comunicação corporativa e no setor automotivo será aplicada para sustentar os objetivos da companhia e apoiar sua trajetória de crescimento na região. (Alpha Autos/Sergio Dias)
Chevrolet apresenta linha 2027 do Onix com versão a etanol, cargo e aventureira
Outrora carro mais vendido do mercado brasileiro, superado em 2021 pela Fiat Strada, o Chevrolet Onix traz em sua linha 2027 opções inéditas que ampliam seu portfólio para um leque maior de consumidores. O objetivo da General Motors é, com criatividade, retomar o mercado perdido nos últimos anos.
Duas versões novas chamam a atenção: a Eco, já abordada pela Agência AutoData, com motor 100% a etanol, e a Log, na qual a GM simplesmente arrancou os bancos traseiros da carroceria hatch para transformar o Onix em utilitário.
A outra inédita, antecipada pela própria GM, é a Activ, que dá ao Onix um quê de SUV, sendo, de acordo com a Chevrolet, a porta de entrada para o segmento.
Onix Eco
Um carro 100% a etanol volta ao mercado brasileiro com o Onix nas categorias hatch e sedã. Mas por que um veículo que roda apenas com biocombustível se as versões flex também permitem abastecer com etanol? A Chevrolet respondeu: a solução tornou viável a entrada de versões automáticas no programa Carro Sustentável. O software do motor 1.0 turbo foi recalibrado, sem alterações de hardware, mantendo a potência de 115 cv dentro do limite da faixa do benefício.
“A versão Eco permite ao consumidor se beneficiar dos incentivos fiscais previstos no decreto federal publicado em julho de 2025 e, ao mesmo tempo, trafegar em um carro com emissão zero de CO2 fóssil, segundo a etiquetagem veicular do Inmetro. Com o repasse integral desses incentivos o modelo passa também a ser o automático mais interessante do ponto de vista financeiro no País”, afirmou a empresa em comunicado.
Com isso o Onix Eco passa a ser a opção mais barata dentro do portfólio do hatch e do Plus com uma promoção de lançamento: R$ 99 mil 990 e R$ 103 mil 990.
A GM visa a empresas que buscam alternativas para descarbonização em escala para atender metas ESG, bem como consumidores que vivem em regiões em que o etanol é financeiramente mais vantajoso. Segundo a montadora o Onix Eco reduz em cerca de 70% as emissões de CO2 no critério do poço à roda, comparado com um modelo a gasolina.
Onix Log
Pensada para o uso profissional e de logística leve o Onix Log teve os bancos traseiros removidos e uma estrutura adaptada para cargas instalada. A capacidade é de até 375 kg, segundo a empresa, com o motor 1.0 aspirado.
A Chevrolet destaca a discrição: um Onix circulando por aí não chama a atenção por estar cheio de carga. É alternativa, também, para grandes centros com restrições à circulação de veículos maiores. Para aumentar a segurança é possível aplicar películas blecaute nos vidros traseiros, das portas e da tampa do porta-malas.
Por R$ 105 mil 990 passa a ser opção interessante para a logística em cidades.
Onix Activ
O retorno da versão Activ, aventureira, será tratado pelo marketing da Chevrolet como a porta de entrada para os SUVs. A versão tem 4m169 de comprimento e 1m532 de altura, 60mm a mais do que as demais versões do hatch.
A engenharia da GM América do Sul elevou a suspensão, colocou pneus específicos e redesenhou componentes externos, o que trouxe 201 mm de distância com relação o solo nos entre-eixos, ângulo de ataque de 19,7º e de saída de 28,1º.
“Não se trata apenas de uma proposta visual inspirada no universo SUV, mas de um carro com conteúdo técnico real em altura, capacidade para transpor obstáculos e experiência ao volante”, afirmou Paula Saiani, diretora de marketing de produto da GM. “Isto permite à Chevrolet ofertar o modelo aventureiro de forma competitiva ante utilitários de entrada.”
O Onix Activ tem como equipamentos painel digital de 8’’, MyLink de 11’’, acabamentos internos exclusivos e elementos externos escurecidos na grade, nos retrovisores e nas rodas, lanterna com lente cristal e rack de teto. Ele substitui as versões LT e LTZ do hatch e tem preço promocional de R$ 114 mil 990, com motor turbo e transmissão automática.
Onix Pro
Série especial inspirada na edição 100 anos e baseada no 1.0 manual aspirado o Onix Pro está limitado a 3 mil 750 unidades. Ele agrega à versão flex de entrada rodas de liga leve aro 16, câmara de ré e bancos que combinam tecido e revestimento premium. Ainda tem chave com sensor de aproximação, partida com botão, seis airbags, OnStar wifi embarcado. Por R$ 104 mil 390.
Outras mudanças
Todas as versões do Onix passam a ter lanternas com lente tipo cristal, e em led na RS, Premier e Activ. Câmara de ré de série passa a vir na 1.0 MT, Turbo MT e Turbo AT, do hatch e sedã.
A linha passa a oferecer OnStar básico gratuito por oito anos, com acesso a funções como o app myChevrolet, que localiza o veículo, trava e destrava as portas remotamente e, nas versões mais sofisticadas, aciona o motor para pré-climatizar a cabine.
Preços e versões
Chevrolet Onix 2027
1.0 MT – R$ 102 mil 890
1.0 MT Log – R$ 105 mil 990
1.0 MT Pro – R$ 104 mil 390
Turbo AT Eco – R$ 103 mil 190 (R$ 99 mil 990 promocional)
Turbo MT – R$ 104 mil 690
Turbo AT – R$ 111 mil 990
Activ – R$ 116 mil 190 (R$ 114 mil 990 promocional)
RS – R$ 121 mil 190
Premier – R$ 121 mil 190
Onix Plus 2027
Turbo AT Eco – R$ 106 mil 990 (R$ 103 mil 990 promocional)
1.0 MT – R$ 110 mil 090
Turbo MT – R$ 108 mil 990
Turbo AT – R$ 114 mil 190
LTZ – R$ 120 mil 190
Premier – R$ 125 mil 290
(Agência AutoData/André Barros)
Fiat Pulse alcança 250 mil unidades produzidas e consolida legado entre os SUVs compactos
Lançado em 2021 para inaugurar uma nova fase da Fiat no mercado brasileiro, o Pulse acaba de atingir dois marcos expressivos. O SUV compacto chegou a 250 mil unidades produzidas no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG) e ultrapassou a marca de 200 mil veículos vendidos no Brasil. Os números reforçam a relevância do modelo para a fabricante italiana e evidenciam o sucesso da aposta da marca em um dos segmentos mais disputados do mercado nacional.
Mais do que o primeiro SUV desenvolvido pela Fiat para o Brasil, o Pulse representou uma mudança estratégica para a marca. O modelo foi pioneiro ao introduzir sistemas avançados de assistência à condução (ADAS) em seu segmento e abriu caminho para a entrada da fabricante em nichos até então inexplorados, como os SUVs esportivos e os híbridos leves.
Fiat Pulse abriu caminho para a Abarth
Uma das principais evoluções da linha aconteceu com a chegada do Pulse Abarth. O modelo tornou-se o primeiro SUV da história da divisão esportiva da marca do escorpião e rapidamente se consolidou como uma das opções mais acessíveis para quem busca desempenho no segmento dos utilitários esportivos compactos.
Equipado com o motor 1.3 Turbo 270, o Pulse Abarth entrega 185 cv de potência e 270 Nm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos. Além da performance, o modelo se destaca pelo visual exclusivo, calibração esportiva e pacote tecnológico diferenciado.
Versão híbrida ampliou alcance do SUV
Seguindo a tendência de eletrificação do mercado brasileiro, a Fiat incorporou recentemente a tecnologia híbrida leve ao Pulse. A solução combina o motor Turbo 200 com sistema MHEV de 12V e transmissão CVT com simulação de sete velocidades.
Segundo a fabricante, a tecnologia proporciona redução de consumo de até 10,7% tanto com gasolina quanto com etanol, tornando o SUV uma das alternativas mais eficientes da categoria sem abrir mão do desempenho característico dos motores turbo da marca.
Linha 2026 trouxe visual renovado e mais equipamentos
Recentemente atualizado, o Fiat Pulse 2026 ganhou uma série de melhorias visuais e tecnológicas. O SUV recebeu uma dianteira completamente redesenhada, com novas grades de desenho vertical, skidplate ampliado e para-choque reestilizado.
As mudanças também incluem novas entradas de ar funcionais e detalhes exclusivos de acabamento de acordo com cada versão. Outra novidade importante foi a inclusão do teto solar panorâmico como item opcional, recurso que eleva o posicionamento do modelo dentro do segmento.
Atualmente, a gama do Pulse é composta por seis versões, oferecendo diferentes níveis de equipamentos e motorizações. A linha conta com opções equipadas com o motor 1.3 Firefly aspirado, versões com o Turbo 200 — incluindo as configurações híbridas leves — e o esportivo Turbo 270 presente no Abarth.
Modelo acumula prêmios e reconhecimento
Desde sua estreia, o Fiat Pulse vem acumulando premiações relevantes na indústria automotiva. Somente em 2025, o SUV foi vencedor do prêmio “Menor Custo de Uso”, promovido pela Revista Quatro Rodas, na categoria SUV Compacto.
O modelo também se destacou no Prêmio Mobilidade Limpa, organizado pela Agência AutoInforme, conquistando reconhecimento na categoria SUV de Entrada tanto com a versão equipada exclusivamente com motor a combustão quanto com a variante híbrida leve.
Para Frederico Battaglia, Head das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul, os resultados demonstram a importância do modelo para a fabricante.
“Alcançar 250 mil unidades produzidas e 200 mil unidades vendidas do Fiat Pulse é um marco que reforça a força da Fiat do Brasil. É um modelo desenvolvido para os brasileiros e que simboliza nossa capacidade de inovar, entender o consumidor e liderar novos caminhos no mercado automotivo.”
Com números expressivos e constante evolução tecnológica, o Pulse segue como uma das peças centrais da estratégia da Fiat no Brasil, ajudando a consolidar a presença da marca no segmento de SUVs compactos e ampliando seu alcance junto aos consumidores. (Portal Autos Segredos)
Caoa Chery renova Tiggo 7 e 8 PHEV e reduz preços em até R$ 40 mil
A Caoa Chery apresentou oficialmente os novos Tiggo 7 Pro Plug-In Hybrid e Tiggo 8 Pro Plug-In Hybrid 2027. Os SUVs chegam ao mercado brasileiro com uma profunda atualização mecânica, visual e tecnológica, além de uma redução significativa nos preços. A estratégia marca uma nova fase da fabricante no segmento de eletrificados, colocando seus modelos em disputa direta com rivais como BYD Song Plus, GWM Haval H6 PHEV e os recém-chegados modelos da Omoda Jaecoo e Jetour.
Novo sistema híbrido
A principal novidade é a adoção do novo sistema CCSH (Caoa Chery Super Hybrid), tecnologia desenvolvida pelo Grupo Chery e já utilizada em veículos como Jaecoo 7 e Jetour T1. O conjunto substitui a antiga arquitetura híbrida plug-in e traz um novo motor 1.5 turbo com injeção direta de combustível, associado a dois motores elétricos e uma transmissão híbrida DHT de nova geração.
Apesar de o motor a combustão ter reduzido sua potência de 147 cv para 135 cv, o sistema ficou mais eficiente. A potência combinada chega a 279 cv, com torque de 37,2 kgfm. Segundo a Caoa Chery, a calibração do conjunto foi realizada pela engenharia brasileira em Anápolis (GO), incluindo ajustes de suspensão, gerenciamento eletrônico, isolamento acústico e comportamento dinâmico para as condições de rodagem nacionais.
Qual é a autonomia do Tiggo 7 e Tiggo 8?
A nova bateria de 18,4 kWh também recebeu melhorias estruturais e de gerenciamento térmico. Como resultado, a autonomia elétrica aumentou em ambos os modelos. No Tiggo 7 Pro PHEV, o alcance em modo elétrico passou de 60 km para 68 km, enquanto o Tiggo 8 Pro PHEV evoluiu de 56 km para 70 km, segundo medições do Inmetro.
Os ganhos aparecem também no consumo. O Tiggo 7 registra até 38,6 km/l em ciclo combinado com a bateria carregada, enquanto o Tiggo 8 alcança 36,1 km/l. Com tanque cheio e bateria carregada, a autonomia total supera os 1.200 quilômetros.
Outra estreia importante é a compatibilidade com carregamento rápido em corrente contínua. Pela primeira vez, os híbridos plug-in da Caoa Chery aceitam recarga DC de até 50 kW no padrão CCS2, permitindo elevar a carga da bateria de 30% para 80% em cerca de 20 minutos.
Os dois modelos também passam a oferecer a função V2L (Vehicle-to-Load), que permite utilizar a bateria do veículo para alimentar equipamentos externos, transformando os SUVs em verdadeiras fontes móveis de energia.
Visual renovado
Além das mudanças mecânicas, a dupla recebeu atualizações visuais. O Tiggo 7 ganhou uma dianteira inspirada no Tiggo 8, com nova grade, faróis redesenhados e para-choques inéditos. Na traseira, as lanternas receberam novo desenho e a placa foi reposicionada para a tampa do porta-malas. O SUV cresceu 4 cm e agora mede 4,55 metros de comprimento.
Já o Tiggo 8 adotou alterações mais discretas, incluindo nova grade frontal, faróis atualizados, para-choques redesenhados e maçanetas retráteis. A traseira também foi reformulada e passou a seguir o padrão visual adotado pelos modelos mais recentes da marca.
Interior mais sofisticado
Por dentro, as mudanças são ainda mais perceptíveis. O Tiggo 7 herdou boa parte da cabine do antigo Tiggo 8, trazendo duas telas integradas de 12,3 polegadas, head-up display, câmera 540 graus, carregador sem fio de 50 W e vidros acústicos. O modelo passa a oferecer sete airbags, incluindo um airbag central entre motorista e passageiro.
No Tiggo 8, a cabine foi completamente renovada e passa a utilizar o mesmo conceito do Tiggo 9. O SUV de sete lugares agora conta com painel digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 15,6 polegadas.
Entre os destaques estão os bancos dianteiros com aquecimento, ventilação, memória, massagem e função Gravidade Zero para o passageiro dianteiro. O pacote de segurança inclui nove airbags e sistemas ADAS atualizados, com recursos aprimorados de frenagem autônoma e assistência de permanência em faixa.
Preços até R$ 40 mil menores
Mas a grande surpresa ficou para os preços. Em uma clara estratégia para ampliar a competitividade diante da crescente ofensiva das marcas chinesas no Brasil, a Caoa Chery reduziu os valores dos dois modelos em até R$ 40 mil.
O Tiggo 7 Pro Plug-In Hybrid passa a custar R$ 189.990, ante os R$ 219.990 cobrados anteriormente. Já o Tiggo 8 Pro Plug-In Hybrid teve o preço reduzido de R$ 269.990 para R$ 229.990.
Preços dos novos Caoa Chery PHEV 2027:
Tiggo 7 Pro Plug-In Hybrid: R$ 189.990
Tiggo 8 Pro Plug-In Hybrid: R$ 229.990
Chegada às lojas
Os novos SUVs chegam às concessionárias na segunda quinzena de junho. Para evitar os efeitos do aumento gradual do imposto de importação sobre eletrificados, a Caoa Chery antecipou a chegada de um lote maior dos veículos ao Brasil.
Com mais autonomia, melhor eficiência energética, recarga rápida, equipamentos inéditos e preços mais agressivos, os novos Tiggo 7 e Tiggo 8 PHEV reforçam a ofensiva da marca em um segmento cada vez mais disputado e dominado pelas fabricantes chinesas. (Portal Vrum/Enrico Paladino)
Audi apresenta Nuvolari, hipercarro híbrido de 1.001 cv inspirado na Fórmula 1
A Audi revelou o Nuvolari, seu primeiro hipercarro híbrido de alta performance e também o modelo mais potente já produzido pela marca. Com potência combinada de 1.001 cv, velocidade máxima superior a 350 km/h e produção limitada a 499 unidades, o superesportivo tem entregas previstas para o primeiro semestre de 2027.
O conjunto mecânico combina um motor V8 biturbo de 4,0 litros com três motores elétricos, formando um sistema híbrido capaz de levar o modelo de 0 a 100 km/h em apenas 2,6 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos. O propulsor a combustão entrega sozinho 800 cv e gira até 10.000 rpm, enquanto os motores elétricos complementam o desempenho com respostas instantâneas e gerenciamento inteligente da tração.
Grande parte da tecnologia empregada no Nuvolari tem origem no programa da Audi na Fórmula 1. Entre os destaques estão a aerodinâmica ativa, o gerenciamento eletrônico de energia, o sistema de frenagem brake-by-wire e o novo quattro predictive ride, capaz de antecipar situações de perda de aderência e ajustar automaticamente a atuação dos motores, freios e dispositivos aerodinâmicos.
A marca destaca que o sistema de tração integral representa uma nova evolução do tradicional quattro. Sensores monitoram continuamente parâmetros como esterço, aceleração lateral e aderência dos pneus para distribuir torque de forma preditiva entre os eixos. O objetivo é maximizar a estabilidade e a capacidade de contornar curvas em velocidades elevadas, tanto em pista quanto em condições adversas de rodagem.
Outro diferencial está na construção. O Nuvolari utiliza uma nova geração da estrutura Audi Space Frame combinada a uma carroceria composta quase integralmente por fibra de carbono. Segundo a fabricante, a solução garante elevada rigidez estrutural com redução significativa de peso, fator essencial para alcançar os números de desempenho anunciados.
A aerodinâmica também desempenha papel fundamental no projeto. O modelo conta com asa traseira ativa, difusor traseiro, splitter dianteiro e sistema de gerenciamento do fluxo de ar inspirado nos monopostos da Fórmula 1. Dependendo da situação de condução, o conjunto pode gerar mais de 400 kg de downforce, aumentando a aderência e a estabilidade em altas velocidades.
O sistema de frenagem foi desenvolvido para suportar uso extremo em pista. Os discos de carbono-cerâmica trabalham em conjunto com a recuperação de energia dos motores elétricos, permitindo desaceleração elétrica significativa antes da atuação dos freios hidráulicos. A Audi afirma que a capacidade de dissipação térmica e resistência ao fading está em um nível comparável ao de carros de competição.
Visualmente, o Nuvolari inaugura uma nova linguagem de design da Audi. O supercarro adota proporções típicas de modelos com motor central, superfícies esculpidas para otimização aerodinâmica e elementos em fibra de carbono expostos. A nova tonalidade Titanium, desenvolvida para o modelo, reforça a conexão com os projetos de competição da fabricante.
O interior segue uma proposta totalmente voltada ao motorista. A cabine reúne instrumentação digital, comandos físicos para funções essenciais e bancos com estrutura em fibra de carbono. O ambiente foi concebido para privilegiar a experiência de condução, reduzindo distrações e mantendo as principais informações sempre no campo de visão do condutor.
O nome do modelo homenageia Tazio Nuvolari, um dos pilotos mais lendários da história do automobilismo. Para a Audi, o hipercarro representa não apenas um novo topo de linha, mas também uma plataforma tecnológica destinada a antecipar soluções que poderão chegar aos futuros veículos de produção da marca. (Motor Mais)
