NOTÍCIAS DO DIA

25/9/2020

Audi pode deixar de produzir carros no Brasil se governo não pagar dívida

 

O presidente da Audi do Brasil, Johannes Roscheck, disse ontem que a empresa vai deixar de produzir o hatch A3 no País em dezembro e suspenderá toda a produção local por cerca de um ano para avaliar investimentos em um novo modelo. A retomada de fabricação local, no entanto, depende de o governo federal acertar o pagamento de uma dívida pendente em créditos tributários desde o programa Inovar-Auto, criado em 2012 e encerrado em 2017.

 

Segundo o executivo, serão necessários novos investimentos e remodelação da linha produtiva para a produção de um novo veículo. “Assinamos um compromisso de pagar e receber de volta e é difícil convencer a matriz alemã a investir num mercado que não é responsável em cumprir compromissos”, afirmou. Hoje o A3 é o único modelo da marca com produção local e essa versão sairá de linha.

 

Desde o ano passado há boatos de que a empresa deixaria de produzir automóveis no País porque os investimentos para fabricar as novas versões de A3 e Q3 seriam elevados. O Q3 nacional saiu de linha no início de 2019 e passou a ser importado e o mesmo vai ocorrer com o A3.

 

Roscheck, porém, afirma que “estamos preparados para lutar por um novo projeto” – provavelmente o SUV Q3 –, mas vai depender das discussões sobre essa pendência.

 

Segundo a Audi, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, há cerca de um ano, que aceitaria pagar a dívida ao longo de dez anos, mas não voltou a falar sobre o tema. “Mesmo que o pagamento seja feito no longo prazo nós aceitamos, mas precisamos de uma decisão”, diz Roscheck. Procurado, o Ministério da Economia não comentou.

 

Segundo ele, ainda que ocorra um acerto, a empresa terá de manter a fábrica parada por pelo menos um ano para definição e adequações a um novo modelo.

 

Super IPI

 

O saldo remanescente é de R$ 290,7 milhões divididos entre as três fabricantes alemãs de carros de luxo Audi, BMW e Mercedes-Benz. Quando foi criado, o Inovar-Auto estabeleceu alta de 30 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados para estimular a produção local.

 

Um dos pontos do programa previa a devolução desse imposto extra pagos nos modelos importados de empresas que anunciassem projetos de produção local. O valor seria compensado a partir do momento em que a fábrica começasse a operar.

 

Quando o Rota 2030, programa que substituiu o Inovar-Auto foi sancionado, no fim de 2018, a questão da dívida não foi citada no texto. O então presidente Michel Temer enviou para o Congresso o Projeto de Lei 10.590 estabelecendo o pagamento num prazo de cinco anos. O PL está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

Gleide Souza, diretora de Assuntos Corporativos da BMW, afirmou que é preciso criar um mecanismo para liberar o crédito que está parado e a aprovação do PL é uma alternativa. Essa pendência, segundo ela, cria insegurança entre as empresas e pode inviabilizar novos projetos, embora não seja o caso da marca no momento. A Mercedes-Benz informou que “tem valor substancialmente a receber e está acompanhando o tema.”

 

As três fabricantes investiram R$ 1,7 bilhão para iniciar operações no País. A BMW construiu fábrica em Araquari (SC), a Mercedes em Iracemápolis (SP) e a Audi voltou a dividir instalações com a coligada Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) em 2015, onde já tinha produzido o A3 de 1999 a 2006.

 

Junto com a Jaguar Land Rover, as quatro empresas do segmento premium têm capacidade produtiva de mais de 100 mil veículos ao ano, mas nunca chegaram nem à metade desse volume em razão, segundo alegam, das sucessivas crises econômicas. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

 

 

 

Pela 1ª vez, Mercedes exporta projeto desenvolvido no Brasil para a Europa

 

A unidade brasileira da Mercedes-Benz vai exportar, pela primeira vez em sua história, um projeto desenvolvido localmente para a Europa. A montadora vai produzir e vender no continente europeu a nova cabine do Actros, caminhão extrapesado da marca, a partir de 2021.

 

Além de inédito, o feito é raro na indústria automotiva. Geralmente, os projetos de veículos e partes são desenvolvidos fora do Brasil e trazidos para cá, com as adaptações necessárias.

 

O diferencial da cabine (ou cabina, como é chamado o produto no setor) é sua configuração, que diminui a resistência aerodinâmica e contribui para a redução do consumo de combustível.

 

“A utilização do projeto brasileiro pela Daimler Trucks para a produção de uma cabine global demonstra a competência e experiência da nossa equipe em gerar soluções para todas as demandas do transporte de cargas”, afirma Karl Deppen, presidente da Mercedes do Brasil e recém-empossado no cargo.

 

Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks, garante que os investimentos no Brasil serão mantidos mesmo em um cenário de incertezas da economia. “Temos enormes desafios no mercado brasileiro, mas estamos convencidos de sua importância.”

 

O Actros faz parte da categoria de caminhões que mais cresce no Brasil. Voltados para setores como agronegócio e papel e celulose, os caminhões extrapesados têm se saído melhor não só durante a pandemia, mas também em outros momentos de crise no Brasil.

 

“Esta é a primeira vez que a empresa exporta um projeto desse porte para nossa matriz, o que traz muito orgulho e satisfação para todos nós”, diz Deppen.

 

A nova cabine será produzida na Alemanha para uma versão de entrada do Actros, que será comercializado em 24 países da Europa e de outros continentes. (Portal Exame/Juliana Estigarribia)

 

 

 

Renault cede carros elétricos ao governo do Paraná

 

A Renault acaba de ceder 10 carros elétricos (modelo Zoe) desenvolvidos pela montadora, para o governo do Estado do Paraná, a título de comodato. Os veículos serão utilizados prioritariamente para as demandas da Secretaria de Estado da Saúde durante a pandemia. 

 

A empresa já possui projetos de Smart Island na Europa. Em Belle-Ile-En-Mer, na França, 18 Zoe e dois Kangoo Z.E. transitam pela ilha em um serviço de carsharing e aluguel, movidos a energia solar. A ilha de Porto Santo, em Portugal, é outro exemplo de Smart Island. Por lá, 14 Zoe e seis Kangoo Z.E. atuam como armazenadores da energia solar e eólica em parte do dia, impedindo que a energia gerada seja inutilizada ou descartada. No Brasil, a companhia tem ainda seis veículos 100% elétricos usados pela administração na ilha de Fernando de Noronha, no Pernambuco.

 

No Paraná, segunda unidade da Federação a participar desse projeto pioneiro de mobilidade urbana na administração pública, o processo foi possível graças a uma parceria realizada entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), que tem o objetivo de estimular a adoção de políticas sustentáveis e a difusão de modelos inovadores de gestão governamental. 

 

O Zoe é o veículo mais vendido na Europa, com altíssima tecnologia aplicada. “Mas mais do que o carro elétrico, estamos promovendo uma solução de compartilhamento. Estamos trazendo know-how de fora para o País”, acrescentou o diretor de Comunicação da Renault do Brasil e vice-presidente do Instituto Renault, Caique Ferreira. “Para nós é um grande orgulho participar do projeto. A Renault é paranaense, estamos há mais de vinte anos no Estado. Temos mais de mil engenheiros trabalhando no Paraná para desenvolver tecnologia para toda a América Latina.”

 

Os veículos estão equipados com o aplicativo MoVe, desenvolvido pelo PTI, que permite reservar os veículos disponíveis, acompanhar sua localização, monitorar a velocidade, a carga de bateria, as rotas percorridas, além de outras informações. Os carros serão desbloqueados com cartões cadastrados no sistema e têm autonomia de até 300 quilômetros e velocidade limite de 135 km/h.

 

“Temos cerca de 22 mil veículos (18 mil carros) na frota e estamos buscando alternativas para diminuir esse contingente dentro dos conceitos de inovação e sustentabilidade”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, acrescentando que foi identificada a necessidade de gerar economia aos cofres públicos, uma vez que a frota tradicional custa aproximadamente R$ 6,60 por quilômetro rodado.

 

“A ideia é otimizar a máquina pública cada vez mais, fazer mais com menos. No mundo todo o compartilhamento já é realidade”, afirmou Ratinho Junior. “Lançamos neste ano o TáxiGov, que já modernizou esse sistema no setor público, mas queremos avançar cada vez mais. A sinergia com a ABDI e o PTI é fundamental nessa estratégia.”

 

Estão previstos dez eletropostos de carregamento em Curitiba e Região Metropolitana. Cinco já têm locais definidos, sendo duas unidades na Secretaria da Saúde, uma no Hospital do Trabalhador, uma no Laboratório Central do Estado e uma no Jardim Botânico, e os demais serão indicados pelo Governo do Estado nos próximos dias.

 

Estes eletropostos poderão ser usados por carros de quaisquer montadoras. Além disso, o projeto pretende transformar Curitiba num grande ambiente de demonstração de tecnologias e modelos de negócios para mobilidade urbana. A partir dessa infraestrutura, empresas do Brasil inteiro poderão utilizar a cidade para demonstrar e testar suas tecnologias com foco nesta área. (Portal Solar)

 

 

 

Preço da gasolina sobe 4%; diesel não terá alteração

 

A Petrobras elevou os preços da gasolina em suas refinarias em 4%. No entanto, o diesel não terá reajuste, de acordo com informado pela companhia nesta terça-feira, por meio da assessoria de imprensa.

 

O aumento na cotação média interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas neste mês. Nos movimentos anteriores, a estatal havia cortado também os valores do diesel, o que não se repetiu agora.

 

O repasse não acontece diretamente nos preços já que depende de uma série de fatores logísticos até que chegue ao consumidor final. (Portal Sindipesa/Frota & Cia)

 

 

 

Montadora lança programa de carro por assinatura por R$ 9,6 mil

 

A queda no mercado brasileiro de veículos em razão da crise provocada pela pandemia do coronavírus atingiu de forma diferente os segmentos de mercado. Enquanto as vendas de modelos de massa, ou de alto volume, registram queda acima de 30%, as de modelos premium, ou de luxo, apresentam recuo abaixo de 20%, informa Johannes Roscheck, presidente da Audi do Brasil.

 

Os modelos premium representam cerca de 2% das vendas totais do mercado e, no ano passado, somaram 50 mil unidades.

 

A empresa anunciou nesta quinta-feira, 24, um projeto piloto de carro por assinatura, inédito no segmento de veículos premium e visto como uma das soluções para o futuro da mobilidade.

 

Chamado Audi Luxury Signature, ele permite que o cliente, ao invés de comprar um modelo da marca, faça assinatura de um serviço pelo qual terá direito a rodar até 2 mil km por mês. A mensalidade varia de R$ 9,6 mil a R$ 13,3 mil, dependendo do carro escolhido, e inclui seguro, IPVA, licenciamento, assistência 24 horas, manutenção preventiva e tem a blindagem como opção.

 

Para esse programa piloto que será feito apenas em São Paulo, a Audi vai disponibilizar 20 modelos A6, A7 Sportback, Q8 e Audi e-tron, primeiro carro 100% elétrico da marca e grande aposta para o mercado brasileiro. Todos custam acima de R$ 400 mil. O plano tem duração de dois anos e, após o prazo, o consumidor pode comprar o veículo ou substituir a assinatura por outro modelo.

 

“Já temos 35 interessados”, informa Roscheck, a maioria de grandes empresas. Segundo ele, nesta fase de teste a empresa não pretende ampliar o número de modelos disponíveis para o programa. “Precisamos acompanhar os clientes e entender suas necessidades e, se der certo, ampliar no futuro.”

 

Ele ressaltou que a indústria da mobilidade passa por uma revolução intensa e o avanço da tecnologia permite explorar novos modelos de negócios. “Mais do que ser a primeira montadora a oferecer esta modalidade, nosso objetivo é deixar que o cliente decida se quer adquirir ou usufruir os modelos Audi, de acordo com sua realidade”.

 

A Audi projeta para este ano vendas similares às de 2019. De janeiro a agosto a marca vendeu 3.917 veículos, 5,4% a mais que no ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

 

Roscheck disse que este ano tem sido muito importante para a marca, com vários lançamentos, em especial o do elétrico e-tron. Desde abril, foram vendidas 111 unidades do SUV que custa R$ 512 mil e tem autonomia de quase 450 quilômetros com carga total na bateria. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

 

 

 

Mercedes-Benz vê cenário de incerteza, mas mantém programa de investimento de R$ 2,4 bilhões no Brasil

 

Ao lançar uma nova geração de caminhões extrapesados, cujas cabines foram desenvolvidas pela engenharia brasileira para produção na Alemanha em 2021 - algo inédito -, a direção da Mercedes-Benz apontou um cenário de alta incerteza no mercado de veículos comerciais, mas reforçou seu compromisso com os investimentos previstos no País.

 

O programa de investimentos da montadora no Brasil prevê R$ 2,4 bilhões entre 2018 e 2022, com recursos destinados, principalmente, à atualização de plataformas e produtos.

 

Durante entrevista virtual à imprensa, Karl Deppen, que assumiu neste ano a presidência da Mercedes-Benz do Brasil, reconheceu os ajustes feitos pela companhia para reduzir custos num momento de quebra na geração de caixa. Ele ressaltou, porém, que o grupo não deixou de investir em inovação. “Temos a obrigação de fortalecer os produtos e serviços que oferecemos a nossos consumidores”, disse, na quarta-feira, 23.

 

Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks, afirmou que estimar o que será o mercado brasileiro até o ano que vem é hoje um exercício de grande incerteza.

 

Ele avaliou que o País tem um cenário misto, com recorde na safra de grãos - com, consequentemente, efeito positivo na demanda por transporte -, mas alguns outros setores ainda sofrem com os impactos da pandemia.

 

“O Brasil tem suas particularidades e ambiente de negócio próprio. A agricultura, por exemplo, é muito competitiva no Brasil. Temos grandes desafios, assim como no resto do mundo, mas diferentes dos desafios na Europa”, comentou Buchner, que está de saída da multinacional alemã porque vai se aposentar.

 

“Investimos porque estamos convencidos de que esse é um mercado importante”, acrescentou o executivo. Ele disse ser a favor de a operação no Brasil aumentar seus índices de nacionalização e se transformar numa plataforma exportadora. Informou, contudo, que não faz sentido logístico exportar do Brasil para a Alemanha as cabines que foram desenvolvidas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, ao mercado europeu.

 

O grupo apresentou dois novos modelos de sua linha de caminhões extrapesados Actros, que serão montados na Europa. A cabine de um dos modelos, o Actros F, tem a arquitetura projetada pela engenharia no Brasil com altura mais baixa, de apenas três degraus.

 

O modelo será lançado em janeiro de 2021 em 24 países da União Europeia, marcando a estreia da marca no segmento de cavalos-mecânicos acima de 18 toneladas na Europa. (O Estado de S. Paulo/Eduardo Laguna)

 

 

 

A nova geração do motor MAN D26 nacional estreia no maior caminhão da história da VW Caminhões e Ônibus

 

Os novos extrapesados Volkswagen celebram um verdadeiro marco: são equipados com a nova geração do motor MAN D26 de 13 litros, que passa a ser produzido no Brasil, na primeira linha fora da Europa, com a maior potência de sua história. O propulsor utiliza a melhor tecnologia europeia, adaptada às necessidades do mercado brasileiro, e equipa os caminhões mais potentes do portfólio que ostenta a logomarca VW de todos os tempos, adentrando na faixa de 460 e 520 cavalos, com 2.300 e 2.500 Nm de torque, respectivamente.

 

Graças à nacionalização conduzida pelo time de Engenharia da VW Caminhões e Ônibus, o coração dos novos extrapesados VW é brasileiro. A expertise na produção local dos motores MAN D08 de quatro e seis cilindros desde 2012 credenciou o time a assumir o desafio de nacionalizar o motor do maior caminhão VW de todos os tempos.

 

Embora seja um motor consagrado, com mais de 600 mil unidades produzidas nos últimos 15 anos e em plena operação no mundo todo, a nova geração do MAN D26, agora nacional, dá um salto em eficiência. Durante seu processo de nacionalização, mais de 130 componentes foram modificados ou localizados, incluindo as partes mais importantes do motor, tais como bloco, cabeçote, entre outros. Essas mudanças foram realizadas para que ele alcançasse a combinação perfeita de potência, torque, redução de consumo de combustível e durabilidade. Os componentes foram localizados e os processos foram adaptados para otimização de custos e performance esperada pelos clientes.

 

O novo sistema de injeção, em conjunto com novos pistões e o novo turbocompressor com controle eletrônico, melhoram de forma considerável a eficiência de combustão, permitindo o aumento da densidade de potência, com elevada performance, durabilidade e consumo reduzido de combustível.

 

Trem de força configurado para a economia

 

Todo o trem de força da nova família de extrapesados da VW foi pensado para oferecer ganhos operacionais ao cliente. Além do motor MAN D26 nacional, uma série de fatores sustentam essa vantagem, como a nova transmissão automatizada Traxon, que se soma a componentes mais eficientes e sistemas inteligentes para a máxima eficiência na operação.

 

Os novos extrapesados estreiam no portfólio VW a transmissão automatizada Traxon, calibrada para as demandas do mercado, disponível nas versões de 12 e 16 velocidades para todas as configurações dos modelos de veículos, fabricada pela ZF.

 

O resultado é um melhor consumo de combustível e desempenho superior para as condições de rodagem no país. Esse câmbio processa informações em alta velocidade.

 

Em combinação com o sistema de tecnologia embarcada, propicia trocas de marchas mais inteligentes para as mais diversas condições topográficas e de carga, otimizando o consumo, a segurança e o conforto.

 

Os novos eixos trativos de alta eficiência dispõem de ampla gama de relações de transmissão, que se adequam às mais variadas condições de operação, assegurando elevada performance e durabilidade, com baixo consumo de combustível.

 

O veículo contempla ainda uma inteligência embarcada que usa o georreferenciamento para agregar eficiência, disponibilidade, segurança e robustez à aplicação. O sistema com sensores e funções eletrônicas possibilita o gerenciamento adequado e automático da potência do motor, trocas de marcha, uso do freio e aproveitamento da inércia do veículo em função da topografia e da carga transportada.

 

Graças a este trabalho, foi possível aliar uma performance superior com uma notável melhoria no consumo de combustível. A nova geração de motor MAN D26, a nova transmissão automatizada Traxon, o sistema de gerenciamento eletrônico e as melhorias aerodinâmicas promovem uma redução significativa no consumo de combustível.

 

Evolução em todos os componentes

 

O segredo do trem de força dos novos cavalos da VW não se restringe, no entanto, ao motor MAN D26 e à transmissão Traxon e suas programações avançadas. Há evoluções em todos os componentes, que foram desenvolvidos com foco em durabilidade, custo de operação, facilidade de manutenção e na modularidade, para permitir um maior número de variantes para atender às necessidades dos clientes. Este trabalho garante a melhor adaptabilidade do produto ao mercado e a alta disponibilidade requerida para a aplicação.

 

Todos os modelos da nova família contam com dois tanques, com capacidades que variam de 630 litros (dois de 315l, em plástico) a 940 litros (dois de 470l, em alumínio), de acordo com o entre-eixo escolhido. Com exceção do off-road, todos são de alumínio. Os extrapesados VW também dispõem de tanque para 100 litros de Arla 32, promovendo a autonomia equilibrada para as aplicações. Todo o sistema de combustível e de injeção foi desenvolvido para trabalhar com biodiesel. (Revista Torque)

 

 

 

RodoJunior renova frota com 150 caminhões Volvo

 

A Volvo acaba de concretizar mais uma importante negociação vendendo 150 novos FH para a RodoJunior Logística. O conjunto contempla as versões 540 6×4 e 460 6×2. São 150 unidades dos dois modelos, com entregas previstas para abril a dezembro de 2021. Os modelos 6×4 farão transporte de grãos em rodotrens graneleiros e rodo caçambas. Por sua vez, os modelos 6×2 serão acoplados a implementos sider, para transporte de bebidas.

 

A frota da RodoJunior é composta de modelos de várias marcas. No entanto, os caminhões Volvo tem se destacado. Um dos caminhões que será substituído por um dos Volvos novos é um Volvo FH fabricado em 2011, que já passou da marca de um milhão de KM. Dessa forma, se destacando por não apresentar problemas que necessitassem de manutenção corretiva.

 

“A escolha dos modelos Volvo é pelo baixo custo de manutenção do caminhão. Esses caminhões realmente não quebram, não dão manutenção”, disse Eliseu Marques Júnior, proprietário da empresa, em entrevista ao Blog do Caminhoneiro.

 

Ainda de acordo com o executivo da RodoJunior, o bom relacionamento entre cliente e concessionária também foi fundamental na decisão pela montadora. A empresa é atendida pela Concessionária Volvo Suécia, responsável pelos clientes Volvo em Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal.

 

“A gente tem um ótimo relacionamento com a Concessionária Suécia. O pós-venda deles, pode até ter igual, mas melhor não tem. Esse atendimento é um diferencial na hora da escolha para compra”, completou Eliseu. (Frota & Cia/André Garcia)

 

 

 

Venda de caminhões Scania cresce no México, onde os caminhões americanos dominam

 

A vendas de caminhões Scania no México seguem crescendo. O país tem uma cultura rodoviária voltada aos caminhões norte-americanos, com seus longos capôs, mas os modelos Scania têm ganhado espaço graças à tecnologia e conforto.

 

Recentemente a empresa mexicana Vensco Transportes comprou cinco caminhões Scania, sendo quatro R 450 e um 450 S, que será usado para treinamento de novos motoristas.

 

“Atribuímos o modelo S especificamente para o nosso programa de treinamento. Como este caminhão vem com mais tecnologia e ferramentas que facilitam as operações, vimos uma área de oportunidade para treinar novos motoristas do zero”, diz o vice-diretor Daniel Velasco Romero, Vensco Transportes.

 

Com uma frota de 40 veículos, a Vensco realiza serviços de transporte para clientes como a empresa farmacêutica mexicana Pisa e a distribuidora Fabricas Selectas.

 

A Scania México fornecerá instrutores para a empresa iniciar seu programa de treinamento, e a empresa espera realizar a contratação e treinamento de jovens sem experiência.

 

Graças ao sistema de suspensão da cabine dos caminhões Scania, os motoristas tem elogiado os modelos, que dão menos dor nas costas que os modelos bicudos. (Blog do Caminhoneiro/Rafael Brusque)

 

 

 

Volvo vê crescer o interesse pelo gás no transporte

 

A redução de emissões no transporte é uma meta de milhares de empresas em todo o mundo, e isso tem feito o interesse pelo uso do gás no lugar do diesel crescer significativamente. Por isso, a Volvo vai passar a oferecer os novos FH e FM a gás na Europa.

 

“Hoje, os caminhões movidos a gás natural liquefeito são a alternativa comercialmente mais viável ao diesel comum para operações pesadas de longa distância. Este combustível está disponível em quantidades suficientemente grandes e a um preço competitivo. O uso de mais caminhões a gás cria condições favoráveis ??para fazer uma transição para uma porção maior de biogás liquefeito ao longo do tempo”, disse Lars Mårtensson, Diretor de Meio Ambiente e Inovação da Volvo Trucks.

 

Apesar do crescimento no interesse do uso do gás, a Volvo diz que no futuro será necessário que as transportadoras possam usar vários tipos de combustíveis, conforme cada operação, para que seja possível obter os melhores custos com a menor emissão de poluentes.

 

Isso quer dizer que o diesel, gás natural, eletricidade e células de hidrogênio existirão em harmonia futuramente, cada um para um tipo de operação de transporte, e com empresas tendo caminhões abastecidos com combustíveis distintos.

 

O uso do biogás, obtido a partir de fontes renováveis, pode reduzir as emissões em mais de 90%, porém o crescimento na rede de produção e distribuição deve ser pequena se comparado ao diesel, até 2030. Até lá, apenas 20% do diesel será substituído por esse gás, desde que haja um investimento pesado para construção de fábricas de gás por toda a Europa.

 

E o diesel continuará sendo usado, graças à novas tecnologias em motores, que já conseguiram neutralizar mais de 90% das emissões na comparação com caminhões mais antigos. Com a evolução constante, mesmo o diesel será cada vez menos poluente. (Blog do Caminhoneiro/Rafael Brusque)

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