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NOTÍCIAS DO DIA

16/06/2026

Stellantis abre 1,5 mil vagas distribuídas nas unidades mineiras e fluminense

 

A Stellantis abriu 1,5 mil vagas de trabalho em Minas Gerais e no Rio de Janeiro para apoiar a produção de dois novos veículos que chegarão ao mercado brasileiro ainda este ano. Serão cerca de 1.200 contratações no Polo Automotivo de Betim (MG), 200 na unidade de Itaúna (MG) e outras 100 no Polo Automotivo de Porto Real (RJ).

 

Em Betim e Itaúna, as admissões estão ligadas à preparação da cadeia produtiva para um novo modelo da Fiat, que deverá ser o novo Argo. Já em Porto Real, o reforço do quadro de funcionários atenderá à produção do Jeep Avenger, ampliando a capacidade operacional da fábrica fluminense para o lançamento do SUV no País.

 

Além das vagas operacionais, a montadora também disponibilizará um banco de talentos exclusivo para pessoas com deficiência (PcD). “A chegada de novos produtos traz oportunidades de expansão da nossa produção no país e abre 1.500 novas vagas de trabalho em Minas Gerais e no Rio de Janeiro”, destacou Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.

 

Vagas de emprego podem ser verificadas pelos links: Minas Gerais, Rio de janeiro, Banco de Talentos. (AutoIndústria)

 

 

 

Governo Lula publica MP e decreto que criam nova linha de financiamento para motociclistas

 

O governo Lula publicou na última exta-feira, 12,a Medida Provisória (MP) e o decreto que criam e regulamentam uma nova linha de financiamento voltada a motociclistas profissionais que atuam no transporte individual de passageiros e entregas por aplicativos, além de empregados celetistas.

 

Lançada na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Planalto, a iniciativa faz parte do programa Move Brasil, que também trouxe linhas de crédito para motoristas de aplicativos, taxistas, caminhões e máquinas agrícolas. Medida integra pacote para aumentar popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição em outubro.

 

A cerimônia de lançamento contou com a presença de Lula e de representantes da categoria de entregadores de aplicativo que usam motocicletas como instrumento de trabalho.

 

No caso dos entregadores, será permitido o financiamento de um veículo por beneficiário, com dois meses de carência e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado.

 

Quais as condições de financiamento?

 

Os entregadores e motociclistas precisam estar cadastrados em plataformas digitais há pelo menos seis meses e ter realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas no período.

 

Também poderão acessar o crédito motociclistas profissionais com vínculo celetista e, no mínimo, seis meses de exercício da atividade. Para participar, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A.

 

Poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores flex produzidos no País, de até 160 cilindradas, além de motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou vinculadas a projetos de investimento produtivo nacional.

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) será responsável por habilitar fabricantes e divulgar a lista de marcas e modelos elegíveis ao financiamento. A política também prevê contrapartidas das montadoras, incluindo descontos na aquisição dos veículos participantes do programa.

 

As condições financeiras incluem juros de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens e 11,5% ao ano (0,91% ao mês) para mulheres, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de dois meses. Em simulação apresentada pelo governo, um financiamento de R$ 21 mil teria prestação estimada em aproximadamente R$ 552 mensais.

 

A operacionalização do programa contará com a participação do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de outros agentes financeiros e fintechs eventualmente habilitados, desde que assumam os riscos das operações.

 

Para aderir ao programa, os interessados deverão compartilhar as informações necessárias para verificar sua elegibilidade. No caso dos profissionais vinculados a aplicativos, as próprias plataformas irão compartilhar dados para confirmação dos requisitos mínimos de participação. O início das contratações da linha de crédito está previsto para 13 de julho.

 

Os dois atos normativos publicados viabilizam a aplicação de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para renovação de frota, aquisição de veículos e investimentos associados à mobilidade urbana individual, incluindo infraestrutura ligada ao aumento da produtividade e à descarbonização do setor.

 

Segundo o governo, a medida provisória permite a utilização de recursos do FIIS em linhas de financiamento reembolsável destinadas à renovação de frota, aquisição de equipamentos e expansão da infraestrutura relacionada ao transporte urbano individual de passageiros e cargas, inclusive serviços intermediados por plataformas digitais.

 

Também autoriza a utilização de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para reduzir o risco das operações e prevê a atuação do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), ampliando a segurança para a concessão do crédito.

 

Já o decreto adapta as regras do FIIS para dar suporte à nova política pública e institui o Comitê Gestor Específico para as Linhas de Financiamento para Renovação da Frota e para Infraestrutura do Transporte Urbano Individual (CGEFrota).

 

Coordenado pela Casa Civil, o colegiado será responsável por acompanhar a implementação da política, definir diretrizes e supervisionar a aplicação dos recursos voltados ao setor. (O Estado de S. Paulo Online/Flávia Said)

 

 

 

Argentina zera imposto de exportação de veículos a partir de julho

 

Pleito antigo das montadoras argentinas representadas pela Adefa a isenção do imposto de exportação de veículos de 4,5% começará a valer a partir de julho, temporariamente, até junho de 2027. A medida, adotada para melhorar a atratividade dos veículos feitos na Argentina, é também plano para ganhar terreno frente aos chineses que aportam em outros mercados com preços menores, tecnologias mais avançadas e formas de propulsão mais limpas.

 

Presidente da Adefa, Rodrigo Pérez Graziano reforçou que a redução das tarifas de exportação é fundamental como incentivo para a competitividade: “Foi estabelecido um caminho claro e previsível que se estenderá até meados de 2027. A certeza nas regras do jogo é uma condição essencial para que os fabricantes locais planejem seus planos de produção, exportação e investimento”.

 

Argentina reforça aposta em picapes contra chineses

 

Vitor Pina, diretor da CLA Brasil e especialista em reforma tributária, disse que a Argentina é um dos poucos países que ainda cobram imposto sobre itens que não são supérfluos ou prejudiciais à saúde.

 

“É comum impor tarifas sobre cigarro, armas e bebidas. Mas do ramo automobilístico são pouquíssimos os países que cobram, o que se tornava uma desvantagem para a Argentina”, afirmou, ao lembrar que o país vizinho, no passado, já aplicou medidas semelhantes. “Então, na verdade, não significa dar uma vantagem à indústria automotiva. É, na prática, tirar uma desvantagem.”

 

Ao citar que a Argentina é uma das maiores exportadoras de picapes da América do Sul – e, segundo a Adefa, o país é o quarto maior produtor mundial de picapes leves –, Pina elencou que a Renault prepara a venda do Niagara a outros países latinos a partir de setembro, a Fiat exporta a Titano, a Toyota a Hilux e a SW4, a Volkswagen aposta na Amarok e a Ford, na Ranger. E, até pouco tempo atrás, a Nissan produzia a Frontier antes de migrar a produção para o México.

 

“A ideia é que o Brasil amplie as importações de picapes argentinas porque, hoje, com a pressão chinesa o mercado está sofrendo bastante, e esta medida, de forma mascarada, tenta entrar um pouco nessa guerra com a China.”

 

Redução de preços será pequena

 

Para Ricardo Balistiero, professor do núcleo de negócios do Instituto Mauá de Tecnologia, porém, a isenção não deverá gerar impacto significativo nos carros que são exportados da Argentina para o Brasil, pois o custo deverá ser reduzido em 2%. Também são importados Fiat Cronos e Peugeot 208 e 2008.

 

“A diminuição dos preços ainda é muito pequena perto da competitividade dos carros chineses que entram no Brasil. Não consigo enxergar grande reflexo sobre nossa economia”, assinalou Balistiero. “A decisão, inserida no pacote de medidas liberais do governo de Javier Milei, visa a dar estímulo à indústria local. Por isto a Adefa está comemorando. Me parece que este cenário conversa mais com a realidade argentina do que com a brasileira.”

 

Adefa e governo confiam em novas reduções tributárias

 

A ideia é que não somente a alíquota de 4,5% seja zerada mas que outras taxas também sejam revistas. Em consonância com o alívio tributário na esfera federal o presidente da Adefa enfatizou a “importância vital” de que este esforço seja acompanhado pelos estados e municípios por meio da eliminação do IIBB, imposto sobre a renda bruta, e de impostos municipais “distorcivos”, que reduzem a competitividade das exportações e comprometem a sustentabilidade do setor a longo prazo.

 

“Estes encargos representam atualmente impacto de até 10% sobre o valor das exportações de veículos produzidos no país, limitando severamente as possibilidades de competir internacionalmente e acessar certos mercados, pois a maioria dos países produtores não cobra impostos sobre exportações”.

 

Durante a inauguração de fábrica da Mercedes-Benz na Argentina, em maio, o chefe de gabinete, Manuel Adorni, comparou em seu discurso os impostos sobre as exportações brasileiras e argentinas ao reforçar a ideia de que a estrutura tributária local precisa de reformas urgentes para que fábricas como a de Zárate possam competir em pé de igualdade no mercado global.

 

“Retomo as palavras do ministro da Economia, Luís Caputo, quando disse que os impostos para a exportação são de 15%, dos quais 10% referem-se a tributos sobre a receita bruta e taxas municipais. Em comparação o Brasil, nosso principal competidor, tem alíquota sobre exportação de apenas 3%.”

 

Quase dois terços vão para o mercado externo

 

De acordo com o presidente da Adefa a situação agrava-se à medida que a indústria automotiva argentina reforça seu foco nas vendas externas, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios estruturais em termos de competitividade.

 

No primeiro quadrimestre das 129,8 mil unidades produzidas, 18,6% a menos do que no mesmo período em 2025, de acordo com dados da entidade, 79,2 mil unidades foram exportadas, 1,6% aquém no mesmo comparativo. Ou seja: 61% do que foi fabricado.

 

O setor automotivo contribui com 8,4% do PIB total da Argentina, consolidando-se como a terceira maior contribuição na geração de riquezas da indústria local. Anualment, gera US$ 9 bilhões em exportações, representa 48% do total do comércio exterior argentino de produtos de origem industrial e responde por 70% das vendas da indústria destinadas ao Brasil.

 

“A redução da carga tributária sobre as exportações representa um incentivo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais em um contexto global extremamente desafiador”. (Agência AutoData/Soraia Abreu Pedrozo)

 

 

 

De olho na inflação, mercado eleva projeção para selic no fim do ano

 

A projeção majoritária no mercado é de mais um corte de 0,25 ponto porcentual para a Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da próxima semana. Pesquisa do Projeções Broadcast mostra que, de 49 instituições consultadas, 40 mantêm a expectativa de que a taxa básica de juros possa sair dos atuais 14,5% para 14,25% ao ano. As nove restantes falam em manutenção do patamar em vigor.

 

Apesar disso, os analistas indicaram que a deterioração das expectativas de inflação impõe incertezas quanto à continuidade do ciclo de “calibração” dos juros, que é como o BC tem se referido aos últimos cortes da Selic. Esse cenário mais desafiador para a inflação se traduziu em projeção de Selic mais alta para o fim deste ano e de 2027.

 

De acordo com a pesquisa, a mediana para a Selic ao fim de 2026 saiu de 13,25% para 14%, enquanto a de dezembro de 2027 passou de 11,25% para 12%. Casas como Barclays, JPMorgan e BNP Paribas já apostam em um juro básico no patamar de 14% ao fim de 2026.

 

“A decisão (de corte de 0,25 ponto em junho) já havia sido amplamente sinalizada pela comunicação do Banco Central em reuniões anteriores, e não houve qualquer indicação recente por parte dos membros do Copom de que tenham mudado de direção em favor de uma pausa – embora acreditemos que essa seria a estratégia mais prudente no momento”, resume o BNP Paribas, em relatório assinado pela economista-chefe para América Latina do banco, Fernanda Guardado, e a economista para Brasil, Laiz Carvalho.

 

O banco francês prevê que o BC inicie uma pausa no ciclo de ajuste da Selic após o encontro de junho. Para a casa, os dados econômicos divulgados desde a reunião anterior – incluindo o crescimento forte de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, os indicadores robustos do início do segundo trimestre e o aumento das expectativas de inflação – “desenham um cenário incompatível com a continuidade dos cortes de juros”.

 

O economista-chefe da Porto Asset, Felipe Sichel, concorda que o BC deve reduzir a Selic em 0,25 ponto nesta reunião, apesar de um ambiente mais desafiador para a inflação. “Mas o ponto terminal desse ciclo é, definitivamente, mais elevado do que o imaginado até semanas atrás”, avalia ele.

 

Já na visão do economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, a situação atual já seria “muito desconfortável” para a continuidade do ciclo de juros, tanto pelo cenário externo quanto pelo cenário doméstico. “O BC corre o risco de credibilidade e não pode se dar ao luxo de errar agora. Se ele decidir pausar agora e ajustar o tom, tem mais margem para usar a pausa e manter a taxa constante sem precisar subir o juro, o que pode custar mais caro”, observa ele, que prevê manutenção do juro nos atuais 14,50% na reunião de junho até pelo menos novembro. (O Estado de S. Paulo/Gabriela Jucá, Daniel Tozzi e Letícia Correia)

 

 

 

IA já ajuda brasileiros a escolher carro; 13% delegam decisões de compra à tecnologia

 

A inteligência artificial não está encurtando a jornada de compra de veículos no Brasil — está alongando. Ao resumir informações e comparar alternativas, as ferramentas de IA estimulam o consumidor a ampliar a pesquisa antes de decidir. É o que mostram dados apresentados por Lara Guedes, Head of Industry, Mobility & Entertainment do Google, durante o Anfavea Visions 2026.

 

Segundo a executiva, 57% dos consumidores já utilizam ferramentas de IA ao longo da jornada de compra e 13% afirmam delegar à tecnologia parte de suas escolhas. A presença da IA no processo deve continuar crescendo à medida que os consumidores recorrem cada vez mais à tecnologia para pesquisar informações, comparar marcas e encontrar soluções personalizadas. “O paradoxo de 2026 é que a IA processa e o humano decide”, afirmou Lara.

 

Consumidores buscam soluções, não produtos

 

Uma das transformações mais relevantes apontadas durante o evento está na forma como as pessoas pesquisam.

 

Em vez de procurar produtos específicos, os consumidores passam a buscar soluções para problemas concretos. No caso do setor automotivo, a pesquisa deixa de ser focada apenas em marcas ou modelos e passa a considerar questões mais amplas, como o veículo mais adequado para determinada rotina, faixa de orçamento ou perfil de uso.

 

A inteligência artificial ganha espaço justamente por conseguir reunir informações de diferentes fontes, comparar características e apresentar recomendações personalizadas. Os dados apresentados mostram ainda que 31% dos consumidores já utilizam ferramentas de IA para comparar marcas durante o processo de compra.

 

A tendência é especialmente relevante para categorias de maior complexidade, como a compra de um automóvel, que exige análise de informações técnicas, comparação de modelos e avaliação de custos antes da decisão final.

 

Brasil está entre os países mais receptivos à IA

 

O avanço da inteligência artificial na jornada de compra encontra um ambiente favorável no Brasil.

 

Pesquisa realizada pelo Google e pela Ipsos com 21 mil pessoas em 21 países mostrou que 54% dos brasileiros utilizaram ferramentas de IA generativa em 2024, acima da média global de 48%. O levantamento também apontou que 65% dos brasileiros enxergam a tecnologia de forma otimista, ante 57% da média mundial. Além disso, 60% acreditam que a inteligência artificial pode gerar ganhos econômicos e ampliar oportunidades de trabalho.

 

Lara destacou que países emergentes costumam demonstrar maior receptividade à tecnologia, cenário que ajuda a explicar a rápida adoção das ferramentas de IA no Brasil.

 

Próxima etapa será a era dos agentes de IA

 

A perspectiva de uma participação ainda maior da inteligência artificial nas decisões de consumo também foi tema do evento. Marcondes Farias, diretor do Innovation Hub da Microsoft, projetou que agentes de IA capazes de executar tarefas em nome dos usuários devem ganhar força nos próximos 12 a 18 meses. Isso inclui o pós-venda automotivo, com veículos conectados transmitindo dados de manutenção diretamente a concessionárias e fabricantes.

 

O que muda para montadoras e concessionárias

 

Para montadoras e concessionárias, a mudança implica disputar espaço não só na mente do consumidor, mas dentro dos sistemas de IA que organizam e recomendam informações durante a pesquisa. Segundo Lara Guedes, conteúdos com foco em autoridade e confiança tendem a ter mais peso nesse ambiente, o que pressiona as empresas a responder dúvidas reais dos consumidores de forma mais transparente do que a publicidade tradicional permite. (Jornal do Carro/Pietra Alcantara)

 

 

 

Inteligência artificial flagra 168 infratores por dia no Rodoanel

 

A concessionária SPMAR, responsável pela administração dos Trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, divulgou o primeiro balanço do sistema de monitoramento por câmeras equipadas com inteligência artificial, em operação desde maio. Nos 28 dias de testes compreendidos entre 12 de maio e 9 de junho, os equipamentos registraram 4.879 infrações de trânsito, o que equivale a uma média diária de 168,2 casos. O foco da tecnologia é flagrar motoristas que utilizam o celular ao volante ou dirigem sem o cinto de segurança. A partir de julho, as imagens capturadas passarão a ser utilizadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRV) para autuação dos infratores.

 

Dos 4.879 veículos flagrados, 2.420 casos corresponderam a condutores sem cinto de segurança, representando 49,6% do total. Outros 1.440 flagrantes (29,5%) foram de passageiros também sem cinto, enquanto 1.019 infrações (20,9%) envolveram motoristas usando o celular durante a condução.

 

Segundo Andrew Aquino, gerente de operações da SPMAR, o objetivo da concessionária é atuar na prevenção de acidentes e na educação dos motoristas. “O objetivo da concessionária é prevenir acidentes, apoiando na educação do motorista para que ele pense na vida, antes de abrir um celular durante a condução do veículo”, afirmou.

 

O sistema implantado no Rodoanel utiliza câmeras de última geração com inteligência artificial e infravermelho, operando 24 horas por dia. Os equipamentos detectam e classificam automaticamente a imagem do infrator, enviando o arquivo para uma plataforma compartilhada com a Polícia Militar Rodoviária (PMRV).

 

Thiago Cavalcante, gerente de Inovação e Tecnologia da SPMAR, destacou que a nova tecnologia deve impactar positivamente o comportamento dos usuários da via em curto prazo. “Os dados da rodovia nos mostram o comportamento habitual dos motoristas. Com a tecnologia, ganhamos agilidade para detectar e influenciar esse comportamento, aumentando a segurança do próprio condutor”, explicou.

 

A concessionária SPMAR administra os Trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas, sendo responsável por 76% do trecho metropolitano em operação na Grande São Paulo. O Trecho Sul estende-se do km 30 ao km 86, conectando os Trechos Leste e Oeste, com acessos pelas rodovias Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta e pela Avenida Papa João XXIII em Mauá. Já o Trecho Leste vai do km 86 ao km 130, ligando o Trecho Sul à Rodovia Presidente Dutra, com acessos também pelas rodovias Henrique Eróles (SP-066), Ayrton Senna (SP-070) e pela própria Dutra, nos municípios de Mauá, Suzano, Itaquaquecetuba e Arujá. (Frota & Cia/Gustavo Queiroz)

 

 

 

Indústria de artefatos de borracha alcançou consumo aparente de US$ 4,1 bilhões em 2025

 

A indústria brasileira de artefatos de borracha desempenha um papel estratégico para a economia nacional ao abastecer cadeias produtivas essenciais, como automotiva, mineração, agronegócio, construção civil, saneamento, energia, transporte e bens de consumo. Com mais de 4,2 mil empresas ativas, responsáveis pela geração de 48,7 mil empregos diretos, o setor movimentou um consumo aparente de US$ 4,1 bilhões em 2025, consolidando-se como um dos mais importantes segmentos da transformação industrial brasileira.

 

Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (ABIARB) e do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha e da Reforma de Pneus no Estado de São Paulo (SINDIBOR) mostram ainda que os principais segmentos são correias transportadoras e de transmissão (17,6%), mangueiras, tubos e canos (16,4%), compostos e semiacabados não vulcanizados (14,4%), peças e acessórios automotivos, capachos e tapetes (11,2%) e juntas, gaxetas, coxins e sistemas de vedação (10%).

 

A relevância econômica e tecnológica desse mercado estará em evidência durante a Expobor 2026, principal feira latino-americana da cadeia de artefatos de borracha, que será realizada entre os dias 23 e 25 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá fabricantes, fornecedores, transformadores, centros de pesquisa e especialistas para debater tendências, inovação, sustentabilidade, comércio exterior e os desafios da competitividade industrial.

 

Apesar da importância do setor, a indústria brasileira enfrenta uma crescente pressão competitiva internacional. No ano passado, a produção nacional somou US$ 2,7 bilhões, registrando queda de 10% em relação ao período anterior, enquanto as importações cresceram 12%, alcançando US$ 1,7 bilhão. As exportações totalizaram US$ 372 milhões.

 

Para Reynaldo Lopes Megna, presidente executivo da ABIARB e do SINDIBOR, e diretor executivo da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp), o momento exige uma agenda estratégica que fortaleça a cadeia nacional. “O caminho passa pela engenharia, customização, rapidez na entrega, assistência técnica e relacionamento próximo com os clientes. São atributos nos quais a indústria brasileira possui diferenciais importantes e que precisam ser cada vez mais valorizados”, afirma.

 

Em 2006, os fabricantes brasileiros respondiam por 91% do consumo aparente do país. Atualmente, essa participação caiu para 58%, enquanto os produtos importados passaram de 9% para 42% do mercado no mesmo período. A China consolidou-se como principal fornecedora do mercado brasileiro, respondendo por cerca de 25% das importações, seguida pelos Estados Unidos, com 14%. Além disso, países como Índia, Tailândia, Vietnã e Indonésia ampliaram sua presença, refletindo a reorganização da cadeia global de fornecimento.

 

Por outro lado, a América Latina continua sendo o principal destino das exportações brasileiras. A Argentina lidera as compras, concentrando cerca de 35% das exportações do setor, seguida pelos Estados Unidos, com 14%. Mercados como Peru, Chile, Colômbia, Paraguai e México também apresentam oportunidades relevantes para a expansão da indústria nacional.

 

Segundo Megna, a feira será um ambiente estratégico para fortalecer esse posicionamento. “A Expobor será realizada em um momento extremamente relevante para o setor. Além de promover negócios e apresentar novas tecnologias, o evento será uma oportunidade para discutir caminhos que fortaleçam a produção nacional, ampliem a presença brasileira nos mercados latino-americanos e aumentem a competitividade das empresas diante da crescente concorrência internacional”, destaca.

 

Com organização da Francal, o evento apresentará as soluções mais modernas e fundamentais para atender as demandas dos segmentos como o automotivo, calçadista, construção civil, agrícola, saúde, energia, eletroeletrônico e bens de consumo. Em três dias, os visitantes também poderão acompanhar, na Arena de Conhecimento, um intenso debate sobre os temas estratégicos, como reforma tributária, inteligência artificial aplicada à indústria, economia circular, impactos geopolíticos nas cadeias de suprimentos, escassez de mão de obra, inovação, entre outros.

 

Haverá ainda um espaço voltado para as startups, selecionadas sob a chancela e curadoria da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), com parceria da ABIARB, que levará para o mercado as soluções inovadores que respondem, de forma imediata, aos principais desafios da indústria de artefatos de borracha e pneumáticos.

 

A Expobor conta com a ABIARB e o SINDIBOR como entidades idealizadora e executora da feira, respectivamente, e é realizada paralelamente à Pneushow, principal evento do país voltado à reforma de pneus.

 

Saiba mais sobre a Expobor 2026: https://expobor.com.br/

 

Sobre a Expobor

 

Data: 23 a 25 de junho de 2026

Horário: 13h às 20h

Local: Expo Center Norte/SP

Credenciamento gratuito: https://expobor.com.br/credenciamento/

(Motor Mais)

 

 

 

Hyundai i20 chega a partir de R$ 99.990 e quer espaço de Onix, Tera e Pulse

 

A Hyundai lançou o novo i20, um hatch que chega ao mercado brasileiro posicionado acima do HB20 e abaixo do Creta. O novo carro da montadora será uma geração exclusiva para o Brasil e, por enquanto, não há previsão de exportação para outros mercados.

 

O Hyundai i20 será vendido em seis versões, sendo uma configuração em série especial limitada (X-Line). Apesar disso, um ponto questionável é que nenhuma das variantes conta com algum tipo de eletrificação, o que pode dificultar a competitividade com modelos chineses.

 

Três carros para comprar com valor do novo BYD Sealion 7

 

São duas versões de entrada com motor aspirado 1.0 de 80 cv e 10,2 kgfm de torque. Nessa configuração, o câmbio é manual de cinco marchas.

 

Já as variantes turbinadas contam com o mesmo conjunto do HB20, mas com uma nova calibragem. São 115 cv de potência e 17,5 kgfm de torque. O câmbio é automático de seis marchas.

 

Comprimento: 4,13 m;

Largura: 1,78 m;

Altura: 1,50 m;

Entre-eixos: 2,58 m;

Porta-malas: 346 L;

Tanque: 50 L.

 

Na aceleração de 0-100 km/h, o Hyundai i20 atinge a velocidade em 11,7 segundos, conforme os dados oficias. Em nossa medição, fizemos a aceleração na casa dos 10 segundos.

 

A variante Ultimate (topo de linha) é equipada com ar-condicionado digital de uma zona, carregador de celular por indução, aletas no volante para trocas de marcha, chave presencial, ACC com Stop&Go, além de outros itens.

 

Série especial X Line

 

A configuração X Line é um pouco mais simples, tem uma tela menor, freio de estacionamento comum, bancos em tecido.

 

Na parte externa, os itens exclusivos desta versão são os logos em preto, tanto da Hyundai quanto do modelo; as rodas de 17" em preto brilhante; capas dos retrovisores em preto brilhante; logo X Line na coluna C; e grade frontal e protetores do para choque traseiro em preto brilhante.

 

Internamente, a versão conta com plaqueta numerada, estão presentes as soleiras com a inscrição X Line nas portas dianteiras e tapetes emborrachados com bordas elevadas.

 

O Novo Hyundai i20 X Line é oferecido em duas cores: a sólida Cinza Shadow e a nova cor de lançamento perolizada, Cinza Lumina.

 

Preços e versões:

 

Comfort MPI MT: R$ 99.990

Limited MPI MT: R$ 104.990

Limited AT: R$ 125.990

X Line AT: R$ 128.990

Platinum AT: R$ 134.990

Ultimate AT: R$ 139.990

(CNN Brasil/Rodrigo Barros)

 

 

 

Nova cabine desenvolvida em conjunto por Ford e Iveco chega em 2028

 

A Ford Otosan e o Grupo Iveco anunciaram há cerca de um ano que estão trabalhando em conjunto para criar uma nova cabine para caminhões pesados. O resultado dessa parceria deve chegar às estradas em 2028.

 

A nova cabine desenvolvida de forma conjunta tem objetivos bem claros. O primeiro deles é a redução de custos para o desenvolvimento e produção. Com o trabalho em conjunto, as duas empresas reduzem o custo total pela metade, e o tempo de desenvolvimento acaba sendo acelerado, com equipes maiores envolvidas no projeto.

 

Outro objetivo é atender plenamente às novas diretrizes para o sistema Direct Vision, que vai entrar em vigor na Europa em 2029, e trata especificamente da área que o motorista consegue ver diretamente pelos vidros do veículo, sem uso de espelhos ou câmeras por exemplo.

 

As duas empresas destacam que as novas cabines serão extremamente avançadas em termos tecnológicos, de desempenho, com menor arrasto aerodinâmico, que vai aumentar a economia de combustível, e também serão mais ergonômicas, espaçosas e confortáveis.

 

Além disso, estarão prontas para novas tecnologias de propulsão, como motores elétricos e a hidrogênio.

 

Outro destaque é que receberão como opcional um painel de instrumentos totalmente digital e personalizável.

 

Apesar de todos os elementos desenvolvidos em conjunto, o visual da nova cabine será exclusivo para cada marca, com a Iveco mantendo seu design próprio e a Ford também, destacando a diferença entre os produtos.

 

A produção deve ocorrer na Itália ou Espanha, em instalações da rópria Iveco. (Blog do Caminhoneiro/Rafael Brusque)

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