NOTÍCIAS DO DIA

24/9/2021

 

Great Wall deve começar a produzir no Brasil em 2023

 

Depois de adquirir, no mês passado, a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a Great Wall finaliza os processos legais de transferência das instalações para começar a preparar as linhas aos utilitários esportivos e picapes que a montadora chinesa pretende fabricar no local.

 

Embora a montadora tenha comprado uma fábrica já erguida, incluindo os equipamentos que eram usados até dezembro de 2020 na montagem de automóveis premium da Mercedes, a adaptação da unidade ao padrão industrial da Great Wall na China não será um processo tão rápido quanto possa parecer. Pelo cronograma, os carros da montadora só devem começar a ser produzidos no Brasil nos primeiros meses de 2023.

 

Esse é o prazo que a empresa deve levar para desenvolver fornecedores locais e uma rede de revendas – cuja cobertura deve ser nacional – e ampliar a capacidade, de 20 mil para 100 mil automóveis por ano, entre outros trabalhos de adaptação. No total, essas mudanças vão consumir investimentos estimados em aproximadamente R$ 4 bilhões nos próximos cinco anos.

 

“O arranque da fábrica seria no início de 2023”, contou o diretor de planejamento de produto e estratégia da Great Wall, Anderson Suzuki, durante participação, ontem, no Broadcast Live, programa transmitido pelos canais da Agência Estado no YouTube e no LinkedIn.

 

Nos próximos dois meses, estimou Suzuki, a fábrica deve ser completamente transferida ao grupo chinês, que poderá começar a transformar as instalações. A intenção é iniciar as importações antes do início da produção. No segundo semestre de 2022, os primeiros carros da Great Wall devem chegar ao País.

 

Ao justificar a decisão de investir no Brasil depois de tanto a Mercedes quanto a Ford terem desistido de produzir automóveis no País, Suzuki afirmou que o mercado brasileiro tem potencial de voltar nos próximos anos a algo na faixa entre 3 milhões e 3,5 milhões de carros, ante 2,1 milhões de 2021. “É também um mercado competitivo. Praticamente, todas as marcas já estão presentes aqui com produção ou importação”. (O Estado de S. Paulo/Francisco Carlos de Assis e Eduardo Laguna)

 

 

 

Prometeon anuncia aumento da produção em Gravataí

 

O governador Eduardo Leite recebeu no Palácio Piratini representantes do grupo Prometeon, fabricante mundial de pneus. No encontro, o CEO da Prometeon para Américas, Eduardo Fonseca, anunciou que a empresa vai aumentar em cerca de 30% a produção de pneus agrícolas e contratar 40 funcionários na unidade industrial em Gravataí, na Grande Porto Alegre. O valor do investimento não foi informado.

 

O grupo Prometeon (ex-Pirelli Industrial) tem duas unidades industriais no Brasil – em Gravataí e Santo André (SP) –, onde são produzidos pneus para caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. A unidade de Gravataí tem 2,2 mil funcionários na operação.

 

Esta foi a segunda expansão da empresa neste ano no Rio Grande do Sul. Em junho, houve aumento da produção de pneus de caminhões e a contratação de 210 trabalhadores – aumento de 20% de mão de obra desde o começo do ano.

 

Somando os dois anúncios, a Prometeon deverá ter uma produção adicional de 310 mil pneus em 2022 e 2023 e Gravataí ultrapassará a marca de 1 milhão de pneus produzidos ao ano a partir de 2022.

 

"O mercado de pneus agro e de caminhões e ônibus no Brasil vem em franco crescimento desde o maior impacto causado pela pandemia no começo do ano passado. Com o aquecimento da economia, o avanço da vacinação e a vida voltando ao que consideramos normal, a demanda por estes produtos está extremamente aquecida", afirmou Fonseca. (Revista Amanhã)

 

 

 

Setor automotivo mundial pode perder US$ 210 bilhões em 2021

 

A AlixPartners definiu um retrato bem menos agradável da indústria automobilística mundial para o encerramento 2021. A consultoria global projeta agora que as perdas geradas pela escassez de semicondutores serão quase o dobro do que calculou em maio.

 

A estimativa atualizada é de que, globalmente, o setor deixará de faturar US$ 210 bilhões, contra US$ 110 bilhões previstos há quatro meses. Segundo AlixPartners, a paralisação das linhas de montagem evitou que perto de 7,7 milhões de veículos sejam fabricados ao longo do ano, ante 3,9 milhões da previsão anterior.

 

“Claro, todos esperavam que a crise dos chips tivesse diminuído mais agora, mas eventos infelizes como o surto da Covid-19 na Malásia e problemas contínuos em outros lugares agravaram as coisas”, justificou Mark Wakefield, colíder global do setor automotivo e prática industrial na consultoria.

 

A falta de componentes eletrônicos, afirma Wakefield, é apenas parte das muitas dificuldades enfrentadas na cadeia produtivo e que resultam em seguidas interrupções da produção em vários polos produtores. Ele cita ainda a alta dos preços das commodities – o contrário do que muitos executivos esperavam para este segundo semestre -, mão de obra escassa e a pouca e irregular oferta insumos como resina e aço.

 

A falta de semicondutores tem até piorado à medida que as montadoras utilizam seus estoques e os fornecedores não conseguem acompanhar a demanda do setor, assim como a de outros setores.  “Daqui para frente, as vendas vão sofrer. Não sofreram mais porque havia estoque suficiente para sacar”, acrescentou, em entrevista, Dan Hearsch, diretor-gerente da consultoria em entrevista.

 

Na semana passada, a IHS Markit já havia revisto para baixo sua projeção para a produção mundial de veículos leves em 2021.  O novo cálculo da consultoria indica que não mais do que 75,8 milhões de unidades serão produzidas, queda de 6,2% ou 5 milhões de veículos a menos.

 

Para 2022, a projeção é 82,6 milhões de unidades, 9,3% ou 8,45 milhões de unidades abaixo do esperado inicialmente. O quadro para 2023 também será de queda, diz a IHS: no máximo 92 milhões de veículos deixarão as linhas de montagem, 1 milhão a menos dos cálculos anteriores.

 

“Esperamos que os níveis de produção possam acelerar à medida que as cadeias de abastecimento voltem ao normal. Se este for o caso, a forte demanda reprimida e a pressão para reconstruir os estoques devem incentivar níveis elevados de produção em 2024 e 2025”. (AutoIndústria)

 

 

 

Senado aprova nova tolerância na pesagem de caminhões de carga

 

O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (22), o projeto de lei de conversão 20/21, referente à Medida Provisória 1050/21. A proposta aumenta de 10% para 12,5% a tolerância máxima permitida sobre os limites de peso por eixo de veículos de transporte de carga e de passageiros. O texto segue agora para sanção presidencial.

 

De acordo com o relator da proposta, senador Carlos Viana (PSD-MG), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto busca evitar que os transportadores sejam penalizados por pequenos excessos de carga nos eixos que derivam da dificuldade de manter carga distribuída no veículo de forma a não sobrecarregar qualquer de seus eixos. 

 

“Como bem pontuado pelo Deputado Vicentinho Júnior, relator da Medida Provisória na Câmara dos Deputados, os produtores, em sua maioria, não possuem mecanismos para aferir a carga transmitida para cada eixo do veículo”, disse o senador.

 

A respeito de possíveis infrações e acidentes de trânsito com as modificações aprovadas, o relator esclarece que “não trará qualquer risco”. No entendimento de Viana, as legislações precisam acompanhar a modernização das máquinas. “Na questão ambiental, os remédios mais modernos auxiliam como remédio para as plantas. No trânsito, a modernização dos caminhões já tolera pesos maiores”, comparou.

 

Para Vicentinho Júnior, relator da MP na Câmara dos Deputados, a medida vai facilitar o transporte de mercadorias entre as regiões e evitar o desabastecimento interno, bem como ampliar a oferta para o mercado externo, a fim de compensar as perdas em outros setores econômicos. “Nesse cenário, em que medidas urgentes precisam ser tomadas para garantir o abastecimento de mercadorias, entendemos que a proposta se apresentava como única solução plausível para a questão”, explicou.

 

De acordo com o texto, a Lei entra em vigor na data de sua publicação e vigerá até o dia 30 de setembro de 2022. A partir do encerramento do prazo de vigência desta Lei, o excesso de peso dos veículos será regulado por norma do Contran, sem prejuízo da aplicação imediata da norma.

 

Diante disso, foi alterado na proposta original da Medida Provisória 1050/2021, a previsão de que os limites de tolerância por excesso de peso seriam definidos pelo Contran a partir de abril de 2022, prorrogando esse prazo para setembro de 2022. Portanto, até essa data, os limites mínimos de tolerância continuam a ser definidos pela Lei nº 7.408, de 1985, cabendo ao Contran regulamentar a aplicação, bem como estabelecer limites ainda maiores, com base nos estudos que estão em desenvolvimento.

 

Segundo o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), esta aprovação é muito importante para o setor agropecuário e para o transporte de cargas. “Acompanhei esse assunto desde o início e agora teremos maior tolerância de peso e um transporte de carga mais equilibrado.”

 

Emenda do deputado Pedro Lupion (DEM-PR) acatada na Câmara dos Deputados acrescenta que no transporte de produtos classificados como “Biodiesel”, a fiscalização do peso com balança rodoviária ou de nota fiscal fica permitida e autorizada a tolerância de 7,5% do peso bruto total combinado.

 

Tal medida é importante tendo em vista que, dada a massa específica do biocombustível, em média, ser maior que do combustível fóssil, (880 kg/m³ contra 850 kg/m³), houve recorrência no transporte por caminhões-tanque (CT) com excesso de peso nas rodovias nacionais. Apesar da instituição, pelo Conselho Nacional dos Transportes, de uma tolerância de 7,5% até 30 de novembro de 2021, a aprovação da MP traz uma solução permanente para o caso das frotas mais antigas. (Notícias Agrícolas/FPA)

 

 

 

Venda de "carro voador" puxa alta da Embraer

 

A fabricante aeronáutica brasileira Embraer, por meio de sua empresa Eve Urban Air Mobility, recebeu encomenda de até 100 “carros voadores” da operadora global de helicópteros Bristow, companhia com a qual assinou acordo para atuarem no desenvolvimento de um certificado de operador aéreo para sua aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL).

 

De acordo com comunicado, o memorando de entendimento visa a desenvolver um modelo de operação de Mobilidade Aérea Urbana (UAM), com a entrega das aeronaves prevista para começar em 2026.

 

As ações da Embraer disparam ontem na B3, a Bolsa paulista, depois do anúncio do acordo. Ao fim do dia, o papel subiu mais de 12%, liderando as altas do Ibovespa. Além do contrato, contou a favor da fabricante o bom humor geral com o setor de aviação e turismo, que também se refletiu em fortes valorizações das companhias aéreas Gol e Azul no dia.

 

“A Embraer vem se recuperando de maneira célere desde o seu período mais negativo, atingido durante 2020. Diversas parcerias têm sido anunciadas, com destaque para a Eve, que tem se posicionado como um dos principais players globais no desenvolvimento de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical para mobilidade urbana”, diz Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

 

Na visão de Ilan Arbertman, analista da Ativa Investimentos, a parceria com a Bristow é “estratégica pela capacidade do parceiro, mundialmente conhecido pelo fornecimento de serviços periféricos à aviação bem como no oferecimento de voos avulsos, motivando assim a recepção positiva da notícia por parte do mercado”.

 

O acordo prevê, além da entrega dos “carros voadores”, design de vertiportos. Não foi informado o valor do negócio. “Esse memorando de entendimento estratégico prevê o desenvolvimento contínuo de um modelo abrangente de UAM entre Bristow e Eve para um eVTOL que pode, potencialmente, remodelar o mercado para todos os voos verticais elétricos com emissões zero de carbono e custos operacionais mais baixos”, disse o presidente da Bristow, Chris Bradshaw, em nota. (O Estado de S. Paulo/Luana Pavani e Niviane Magalhães)

 

 

 

Kinto lança serviço inédito de assinatura de veículos

 

A Kinto, empresa de mobilidade da Toyota, lança no Brasil o Kinto One Personal, uma opção diferenciada e inédita para pessoas físicas interessadas em carros por assinatura. No novo serviço da Kinto, o cliente tem direito a um veículo fixo principal, da marca Toyota, por um período de 12 ou 24 meses, além de diárias extras flexíveis de outros modelos, também da Toyota, durante o período de contrato. A empresa já oferece o Kinto Share, de compartilhamento, e o Kinto One Fleet, de gestão de frotas corporativas.

 

O objetivo do Kinto One Personal é atender às diferentes necessidades de mobilidade dos clientes com toda a comodidade possível, já que a assinatura contempla manutenção preventiva, assistência 24 horas, IPVA, carro reserva (quando necessário), além de seguro com cobertura para terceiros, um diferencial no segmento. As diárias extras flexíveis poderão ser reservadas por meio do serviço de compartilhamento Kinto Share, conforme a disponibilidade do carro para o período pretendido.

 

O novo serviço oferece a pessoas físicas a oportunidade de assinatura de um veículo zero-quilômetro da Toyota em pacotes personalizados. Além da duração de um ou dois anos, o cliente pode selecionar a franquia mensal de quilometragem, que pode ser de 800 ou 1.500 km por mês. Além de escolher quantas diárias extras flexíveis deseja ter durante o contrato, duas ou 30 por ano. Esse é o principal diferencial do Kinto One Personal, uma vez que o cliente não precisa devolver o carro assinado para utilizar as diárias extras de outros modelos.

 

“Todo o portfólio Toyota comercializado no Brasil atualmente está disponível para assinatura no One Personal, entre eles Yaris, Corolla sedã, Hilux, SW4, RAV4 e Corolla Cross, este último oferecido exclusivamente nos serviços Kinto. No final do contrato, o cliente terá a possibilidade de compra do veículo. Nesses casos, a negociação da venda será feita diretamente com a concessionária que o cliente escolheu para a retirada do veículo”, explica Roger Armellini, diretor comercial da KINTO e diretor de mobilidade da Toyota para América Latina e Caribe.

 

O novo serviço poderá er contratado de forma 100% digital pelo site https://kintomobility.com.br (O Popular/Wanderley de Faria)

 

 

 

Grupo Traton enfrenta escassez de semicondutores

 

O Grupo Traton publicou uma nota aos investidores, informando sobre o estado da crise de fornecimento, que atualmente atinge montadores de veículos no mundo todo, e que deverão impactar as entregas de veículos novos no fechamento do terceiro trimestre desse ano.

 

O Grupo Traton, que detém as marcas Scania, MAN, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Navistar, disse que o principal insumo em falta são os semicondutores, que não estão sendo entregues, apesar de comprados, devido aumento dos casos de COVID-19 na Malásia e ao lockdown que foi adotado. A Malásia é um centro importante, pois muitas empresas de chips relevantes para a indústria automotiva têm sua produção lá.

 

Cada marca do grupo intensificou ainda mais suas medidas de monitoramento da rede de fornecedores para poder responder a atrasos e cancelamentos o mais rápido possível.

 

“Aumentamos as medidas existentes para reduzir ao máximo os gargalos de fornecimento. Há muita demanda por caminhões de nossos clientes no momento, após a redução dos efeitos da crise econômica do COVID-19, e acreditamos que eles devem receber seus veículos o mais rápido possível. Dito isso, não são apenas os problemas de escassez de semicondutores que afetam as cadeias de suprimentos globais no momento – é também a escassez de vários outros produtos. Isso está causando um impacto negativo nas vendas de nossas marcas, especialmente nos números de setembro. Esperamos que essa situação continue ao longo dos meses restantes deste ano e no ano seguinte. Estamos continuamente otimizando nossos processos para neutralizar esse problema”, disse Matthias Gründler, CEO do Grupo Traton.

 

Além de manter o foco nos fornecedores diretos, as marcas estão se comunicando cada vez mais com os fornecedores dos fornecedores, chamados de Nível 2, para evitar atrasos nas entregas.

 

Para reduzir o tempo de espera para entrega dos caminhões novos, as montadoras estão retirando as unidades de controle, como o controlador do motor e do câmbio, de caminhões prontos que estão parados, para instalar em veículos que estão encomendados e precisam ser entregues o mais rápido possível.

 

Esse problema deverá afetar significativamente as vendas do Grupo Traton no terceiro trimestre.

 

“Olhando para o terceiro trimestre, período que já tende a ser afetado por fatores sazonais, isso significa que essas dificuldades na cadeia de suprimentos terão um impacto maior do que o esperado. A situação no quarto trimestre de 2021 provavelmente se desenvolverá de forma semelhante, dados os problemas contínuos nas cadeias de abastecimento. A alta volatilidade na cadeia de suprimentos está dificultando quaisquer declarações sobre os meses restantes do ano e mais adiante”, diz o comunicado publicado pelo Grupo Traton.

 

Um relatório detalhado sobre o desempenho do Grupo deverá ser publicado em 28 de outubro. (Blog do Caminhoneiro/Rafael Brusque)

 

 

 

JSL inaugura unidade itinerante e busca aproximação com caminhoneiros

 

A JSL, uma das maiores operadoras logísticas do País, lança sua primeira unidade itinerante. A ideia do projeto é rodar todo o país visitando locais de grande concentração de caminhoneiros. Assim, levando informações e dicas sobre serviços e atendimentos oferecidos, inclusive os disponíveis na estrada.

 

A ação atenderá tanto os caminhoneiros contratados quanto autônomos que atuem, ou não, em parceria com a companhia.

 

“Todo esse trabalho começou na pandemia, com as ações voltadas aos caminhoneiros. A partir disso, percebemos que há uma demanda por um apoio mais contínuo e, dessa vez, incluímos informações sobre finanças, uso de tecnologia e até mesmo os serviços de saúde que oferecemos, como o apoio psicológico”, revela Ramon Alcaraz, CEO da JSL.

 

Com 37 filiais, a empresa acredita que a nova unidade itinerante vai ampliar as possibilidades de conexões na estrada, como detalha José Mario Freitas (foto), gerente de operações da JSL e responsável pelo projeto:

 

“Queremos estreitar o relacionamento com nosso cliente motorista, levar o que temos de novidade e nos aproximar, ainda mais, para o que ele precisar de apoio. Dessa forma, podemos resolver a maior parte dos pequenos problemas do dia a dia”.

 

A ideia da JSL é ter três unidades itinerantes em operação até o fim do ano. A iniciativa conta com a parceria da BBC serviços digitais e do Sem Parar. (Frota & Cia/André Garcia)

 

 

 

Esportivo MINI Cooper celebra 60 anos de glórias

 

Quando Alec Issigonis desenvolveu um novo carro para a British Motor Corporation, suas prioridades eram espaço e economia de combustível. Lançado em 1959, o Austin MINI clássico conseguiu unir tudo isso. Mas ganharia um lado inesperado em setembro de 1961, quando foi lançado o primeiro MINI Cooper.

 

O Austin MINI clássico seguia uma proposta racional: a de oferecer o máximo de espaço possível em um compacto com pouco mais de três metros de comprimento. O motor e câmbio transversais interferiam pouco na cabine, enquanto as rodas nas extremidades abriam espaço interno para famílias. Cada cantinho era aproveitado, com enormes porta-objetos nas portas e bancos com vão inferior para se levar pequenos volumes embaixo deles. A racionalidade ganhou uma inesperada dose extra de emoção na hora que o reconhecido engenheiro/preparador/construtor de carros de corrida John Cooper decidiu modificar o carro para transformá-lo em um monstro das pistas.

 

Cooper tinha o toque de Midas quando o assunto era preparação. A escuderia Cooper dominava a Fórmula 1 naquele período, seguindo a vitória dos campeonatos de 1959 e 1960. Não era apenas o mérito de pilotos como Jack Brabham, Stirling Moss e Bruce McLaren. O próprio projeto dos seus monopostos era revolucionário, uma vez que usavam motor central traseiro, algo exótico em uma categoria dominada por carros de propulsor dianteiro.

 

Foi com o objetivo de dominar outras categorias que o mestre da engenharia se aliou ao amigo Issigonis para transformar o MINI em um gigante. Ele iniciou os trabalhos com a preparação do motor original de 848 cm³ e 34 cv de potência, que foi ampliado a 997 cm³ e passou a gerar 55 cv. Pode parecer pouco, mas temos que lembrar que o MINI Cooper pesava um pouco mais de 600 kg.

 

As rodas na extremidade e o pequeno entre-eixos eram aliados na hora de fazer as curvas, comportamento dinâmico que passou a ser associado ao de um kart no limite. Foi aí que nasceu o Go-Kart Feeling. A direção do MINI original já era ágil, mas se tornou ainda mais direta. O uso de homocinéticas ajudou a não perder tração ou ter movimentações indesejadas do volante. A revolucionária suspensão hidro-elástica reduzia a rolagem lateral e entregava precisão e estabilidade acima da média. Na medida para encarar circuitos de rali e competir com modelos bem maiores e mais potentes.

 

O MINI Cooper fez história não apenas pelas conquistas, mas também pelas vitórias de duas mulheres muito especiais: as britânicas Pat Moss, irmã do lendário Stirling Moss, e Ann Wisdom. As conquistas de 1962 na Copa das Damas, a categoria feminina do Rali de Monte Carlo, e no Rali da Tulipa, na Holanda, foram as primeiras vitórias obtidas por mulheres na categoria. A dupla ainda venceria os Ralis da Alemanha e de Sderström, na Suécia. Curiosamente, Wisdom participou das provas enquanto estava grávida.

 

John Cooper logo criaria uma versão MINI Cooper S. O motor passou a ter 1.071 cm³ e rendia 70 cv. Foi nessa época em que o predomínio do esportivo começou na série de ralis de Monte Carlo. A dupla Paddy Hopkirk e Henry Liddon ganhou o prêmio do rali em 1964. Foram eles que iniciaram a época dos Três Mosqueteiros, trio de pilotos formado pelo próprio escocês Hopkirk e pelos finlandeses Rauno Aaltonen e Timo Mäkinen.

 

A vitória clássica de Hopkirk foi comemorada como poucas na Inglaterra. Além de ter recebido um telegrama de parabéns do governo britânico, Hopkirk também foi agraciado com uma mensagem dos Beatles e, posteriormente, uma foto autografada dos quatro membros da banda, que dizia: “Agora você é um de nós, Paddy”.

 

Foi em 1965 que Timo Mäkinen e Paul Easter (co-piloto) levaram o novo MINI Cooper S 1.3 de 90 cv ao título após um longo e emocionante rali. Habituado a neve, o finlandês Mäkinen foi o único piloto que não recebeu nenhuma penalidade.

 

Em 1966, Mäkinen, Aaltonen e Hopkirk dominaram o Rali de Monte Carlo de ponta a ponta e ganharam o pódio, porém foram desclassificados por uma suposta irregularidade nos faróis, uma das maiores polêmicas da história dos ralis. A compensação viria no ano seguinte. Aaltonen e Henry Liddon (co-piloto) faturaram o primeiro lugar. Era apenas o início de uma história que vive até hoje no MINI John Cooper Works.

 

John Cooper Works (JCW)

 

As versões John Cooper Works (JCW) estão disponíveis em três modelos no Brasil. O tradicional MINI John Cooper Works (hatch de 3 portas) tem preço sugerido de R$ 269.990 conta com motor 2,0L TwinPower turbo de 231 cv, que bastam para levá-lo de zero a 100 km/h em 6,1 segundos. O MINI John Cooper Works Clubman All4 tem preço sugerido de R$ 309.990,00, motor 2,0L TwinPower de 306 cv e faz de zero a 100 km/h em 4,9 segundos. E o MINI John Cooper Works Countryman All4, que é equipado com o mesmo motor 2,0L TwinPower Turbo de 306 cv, tem preço sugerido de R$ 329.990 e consegue fazer a mesma prova em 5,1 segundos. Três esportivos que dariam orgulho ao John Cooper. (Coisas de Agora)

 

 

 

VW Caminhões e Ônibus comemora 40 anos de sua primeira exportação

 

No início deste ano a Volkswagen Caminhões e Ônibus iniciou as celebrações pelos seus 40 anos de existência e, neste mês de setembro, comemora também a sua primeira exportação realizada em 1981. Já no ano de estreia da empresa, foram exportados 37 caminhões Volkswagen que partiram para seus primeiros destinos internacionais, países que até hoje contam com veículos da marca, como Chile, Paraguai e México.

 

“Somos especialistas na oferta de soluções de transporte a países emergentes, sem abrir mão das mais avançadas tecnologias e da melhor relação custo-benefício para frotistas e transportadores autônomos. Nossa rede de lojas fora do Brasil soma mais de 160 pontos de vendas. Parabenizo nosso time de Vendas Internacionais por mais essa importante marca em nossa história”, diz Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

 

Foi o começo de uma trajetória de sucesso. Hoje a montadora chega à marca de 160 mil caminhões e ônibus exportados, que podem ser encontrados em mais de 30 países da América Latina, África e Oriente Médio, sempre sob medida. Em 2021, a VW Caminhões e Ônibus duplicou os embarques no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado, saltando de 2.535 para 5.170 unidades. Uma tendência de recuperação e retomada após um período tão difícil como o início de 2020 com a chegada da pandemia em todo o mundo.

 

“Todos os nossos caminhões e ônibus são projetados para atender aos mais rigorosos padrões internacionais, e também com robustez de sobra para se adaptar às mais variadas condições de rodagem mundo afora. Assim, temos muito orgulho de estarmos sempre ampliando nossa lista de destinos”, comenta Leonardo Soloaga, diretor de Vendas de Mercados Internacionais da VW Caminhões e Ônibus.

 

Presença internacional

 

Com o sucesso das exportações, a montadora constatou que era o momento de expandir suas operações. Assim, em 2004, foi inaugurada a primeira fábrica da VWCO no exterior, localizada na cidade de Puebla, no México – e que em 2010 foi transferida para Querétaro. Lá são produzidos desde caminhões VW Delivery e Constellation aos Volksbus e também modelos MAN. Além disso, a fábrica conta também com 14 concessionárias para dar suporte total a seus clientes pelas ruas e estradas mexicanas.

 

O conceito sob medida é internacional, até mesmo na produção de seus veículos: a VWCO também conta com uma parceria com a MAN Truck & Bus em Pinetown, África do Sul, para a montagem de modelos VW com direção do lado direito para atender aos clientes do país e também da região da África Sub Equatorial.

 

Sob medida

 

São quilômetros de customizações mundo afora. Os caminhões e ônibus Volkswagen se aventuraram em diversas aplicações e adaptações a pedido de clientes, como a venda de ônibus para fretamento na Arábia Saudita: por exigência dos peregrinos que não aceitam nada entre suas cabeças e céu nas viagens a Meca e Medina, os tetos eram removíveis, sem comprometer a estrutura dos veículos.

 

Além do Brasil, a VWCO também já conquistou a liderança de alguns mercados e segmentos em outros países, como o Uruguai, onde a montadora se consagrou líder de mercado pelo quarto ano consecutivo, e Chile, no qual ocupa pela primeira vez a vice-liderança. 

 

A VW Caminhões e Ônibus no último ano também atingiu o marco de 5 mil veículos exportados para a Colômbia, entre caminhões e ônibus.  A empresa iniciou suas exportações para aquele país há pouco mais de vinte anos, em 1997, com o envio de dois chassis Volksbus 8.140. De lá para cá, foram muitos embarques de sucesso, com destaque para o caminhão VW Delivery 9.150, o campeão em exportações da VWCO para o mercado colombiano. O grupo Porsche é o representante e importador da marca para a Colômbia. (Reparação Automotiva)