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NOTÍCIAS DO DIA

21/07/2026

Foton cresce 138% em emplacamentos no Brasil

 

A Foton avança de forma acelerada no segmento de veículos comerciais no Brasil. No primeiro semestre de 2026, a fabricante contabilizou 1.745 unidades emplacadas no país, um salto expressivo de 138% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

 

Esse resultado reflete a estratégia de expansão da Foton no território nacional, sustentada por três pilares: ampliação do portfólio de produtos, fortalecimento da rede de concessionárias e oferta de veículos com alta competitividade nos mais variados segmentos do transporte.

 

Um dos grandes responsáveis por essa performance é o caminhão semileve Aumark S 315, que disparou 144% em emplacamentos na comparação com o primeiro semestre de 2025, atingindo a marca de aproximadamente 500 unidades comercializadas entre janeiro e junho de 2026.

 

Um dos principais diferenciais competitivos do modelo é a permissão para ser dirigido por condutores com CNH categoria B, fator que expande de forma significativa seu público-alvo e o posiciona como uma solução altamente atrativa para operações de distribuição urbana e entregas de última milha.

 

Aumark S 1217 avança no transporte regional

 

O caminhão médio Aumark S 1217 também registrou forte expansão, com crescimento de 77% nos licenciamentos no comparativo semestral, superando 300 unidades emplacadas no primeiro semestre de 2026. O avanço demonstra a presença cada vez mais consolidada da Foton nas operações de transporte regional e distribuição de cargas.

 

“Os números do primeiro semestre comprovam que a estratégia adotada pela Foton está gerando resultados consistentes. Contamos com um portfólio completo, formado por veículos reconhecidos pela qualidade, versatilidade e excelente relação custo-benefício — atributos que vêm conquistando cada vez mais clientes. Paralelamente, investimos de forma contínua na expansão da nossa rede de concessionárias, que fechou o primeiro semestre com mais de 70 casas distribuídas por todo o Brasil. Essa combinação entre produtos competitivos e uma estrutura sólida de vendas e pós-vendas tem sido determinante para sustentar o crescimento da marca e ampliar nossa presença no mercado brasileiro.” Mauricio Santana, Diretor Nacional de Vendas e Pós-Vendas da Foton. (Frota & Cia/Victor Fagarassi)

 

 

 

Toyota e BMW apostam em gasolina feita com óleo de cozinha como alternativa à eletrificação

 

Toyota e BMW estão trabalhando em um projeto para prolongar a vida útil dos veículos a combustão sem a necessidade de alterar a engenharia dos motores atuais. Ao lado da Repsol e da Bosch, as montadoras participam de um projeto-piloto de seis meses que busca ampliar o uso da gasolina renovável como uma alternativa para reduzir as emissões dos carros a combustão.

 

Cada uma das quatro empresas tem um papel específico na iniciativa. A Bosch fornecerá a tecnologia “Digital Fuel Twin”, que monitora o consumo ao longo da cadeia de suprimentos e verifica se cada veículo está operando com combustível renovável certificado.

 

A Repsol será responsável pelo fornecimento da Nexa 95, gasolina renovável utilizada nos testes. Já Toyota e BMW disponibilizarão cerca de 20 veículos, que rodarão com o combustível em diferentes regiões da Espanha, onde a Nexa 95 já é comercializada.

 

Quimicamente, o combustível renovável é muito semelhante à gasolina tradicional. A principal diferença é que sua matéria-prima não vem do petróleo bruto. A Nexa 95 é produzida a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado e resíduos agrícolas.

 

Assim como a gasolina convencional, o combustível também libera CO₂ durante a combustão. A diferença é que sua pegada é significativamente menor, já que o carbono emitido faz parte do ciclo biogênico das matérias-primas utilizadas em sua produção, e não da extração de combustíveis fósseis.

 

Outra vantagem é que a gasolina renovável pode ser utilizada na infraestrutura de abastecimento já existente e nos motores atuais, sem exigir adaptações mecânicas.

 

Uma alternativa aos veículos elétricos

 

Historicamente, a Toyota é uma das principais defensoras de alternativas para a descarbonização que vão além da eletrificação. Já a BMW sustenta que a transição para veículos de baixas emissões deve preservar diferentes tecnologias, sem depender exclusivamente dos carros elétricos.

 

Em 2023, a União Europeia aprovou a legislação que prevê o fim da venda de carros novos movidos exclusivamente a combustíveis fósseis a partir de 2035. Desde então, porém, o bloco vem discutindo ajustes e flexibilizações na política, mantendo o objetivo de reduzir as emissões do transporte, mas abrindo espaço para soluções complementares, como combustíveis de baixo carbono.

 

As empresas compartilharão os resultados do projeto-piloto com legisladores europeus. A expectativa é demonstrar que os combustíveis renováveis podem contribuir para reduzir as emissões da frota que já está em circulação, enquanto a eletrificação avança gradualmente com a renovação do mercado de veículos. (Jornal do Carro)

 

 

 

VW Caminhões e Ônibus estreia no biometano com 56 Constellation vendidos para a Loga

 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus deu o primeiro passo na comercialização de caminhões movidos a biometano. A montadora informou com exclusividade ao Autodata Mobility que fechou a venda de 56 unidades do Constellation 26.280 para a Loga, empresa responsável pela coleta de resíduos na cidade de São Paulo.

 

O negócio representa a estreia comercial do modelo e confirma a estratégia da fabricante de iniciar a tecnologia pelo segmento de limpeza urbana, considerado o mais preparado para receber esse tipo de solução. Os caminhões passaram por testes operacionais desde o segundo semestre de 2025. Após validar o desempenho nas operações de coleta, a Loga decidiu ampliar a frota com as novas unidades.

 

Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, a aceitação do mercado com relação à tecnologia a gás vem superando as expectativas. Tanto que a produção do modelo já está praticamente comprometida.

 

“Nós já realizamos as primeiras vendas e toda a produção está comprometida pelo menos até setembro. As primeiras unidades vão operar na Grande São Paulo. Mas já negociamos novos negócios em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba e Campo Grande. A tendência é de crescimento”.

 

Agronegócio e bebidas estão no radar da Volkswagen

 

Embora a limpeza urbana tenha servido como porta de entrada para a tecnologia, a Volkswagen já trabalha para ampliar a atuação do Constellation a biometano em outros segmentos.

 

Nesse sentido, de acordo com Alouche, o agronegócio e o transporte de bebidas despontam como outras oportunidades de expansão.

 

“O segmento de bebidas realmente apresenta potencial. No entanto, o agronegócio desperta uma expectativa ainda maior. Primeiro escutamos a demanda do cliente, depois desenvolvemos a solução, realizamos os testes e, somente então, ampliamos a oferta. Não queremos dar um passo maior do que a perna”.

 

O executivo adiantou que novos anúncios devem ocorrer ainda este ano. Embora cada aplicação siga um cronograma próprio de desenvolvimento.

 

Desempenho equivalente ao diesel e redução de até 90% das emissões

 

Desenvolvido especificamente para operações de coleta de resíduos, o Constellation 26.280 a biometano integra a linha vocacional Compactor da Volkswagen.

 

Dessa forma, o modelo utiliza motor ciclo Otto da Cummins e transmissão automática. Segundo a fabricante, o conjunto entrega desempenho semelhante ao de um caminhão a diesel, com bom torque para arrancadas frequentes, aceleração rápida e elevada capacidade de tração, características importantes nas operações urbanas.

 

Outro diferencial está na autonomia. O caminhão transporta 240 m³ de gás, equivalentes a 960 litros, distribuídos em tanques de aço-carbono. Assim, garante até 300 quilômetros entre abastecimentos. Além disso, a motorização reduz significativamente o nível de ruído durante a operação. Trata-se de uma vantagem importante para a coleta em áreas densamente povoadas.

 

Na avaliação da Volkswagen, quando abastecido com biometano, o veículo pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel. A montadora também destaca que cada unidade evita, anualmente, emissões equivalentes ao consumo de aproximadamente 35 mil litros de óleo diesel.

 

Loga acelera renovação sustentável da frota

 

Para a Loga, a aquisição faz parte de uma estratégia mais ampla de descarbonização da operação. Segundo André Meira, diretor operacional da empresa, a meta é ampliar gradualmente a participação de veículos movidos por energias limpas.

 

“A aquisição representa mais um avanço na renovação sustentável da nossa frota. A meta é que as próximas compras priorizem veículos movidos por biometano e eletricidade. Trata-se de um investimento que reúne eficiência operacional, inovação e redução dos impactos ambientais”.

 

Caminhões devem liderar avanço do biometano

 

Apesar de também desenvolver soluções para ônibus, a Volkswagen avalia que o potencial de crescimento do biometano será maior no transporte de cargas. Segundo Alouche, o principal motivo está na viabilidade econômica da tecnologia.

 

“O caminhão apresenta um TCO mais favorável. A economia operacional faz o cliente optar espontaneamente pela tecnologia. Já no ônibus, normalmente é necessário algum tipo de incentivo ou subsídio do poder público, porque esse custo dificilmente consegue ser repassado para a tarifa”. (Agência AutoData/Andrea Ramos)

 

 

 

Marcopolo Austrália celebra a entrega do ônibus elétrico nº 500 e apresenta soluções para os principais segmentos do transporte na Australasia Bus & Coach Expo 2026

 

A Volgren, maior fabricante de ônibus da Austrália e integrante da Marcopolo desde 2011, apresentou soluções para os principais segmentos do transporte de passageiros durante a Australasia Bus and Coach Expo 2026. Entre os destaques estiveram o Paradiso G8 1300, o Audace 1050 e o Volgren Optimus Elétrico. O evento também marcou a entrega da unidade de número 500 produzida pela empresa para operações de emissão zero na Austrália.

 

Realizada nos dias 15 e 16 de julho, no Sydney Showground, em Sydney Olympic Park, a Australasia Bus and Coach Expo reuniu operadores, autoridades governamentais, fabricantes e especialistas do setor para apresentar as mais recentes inovações em mobilidade, eletrificação e transporte de passageiros.

 

“A Australasia Bus & Coach Expo 2026 representou uma importante oportunidade para demonstrarmos a força da Volgren como uma empresa australiana comprometida com o desenvolvimento da indústria local e, ao mesmo tempo, destacar como a experiência global da Marcopolo amplia nossa capacidade de inovar e desenvolver soluções para os operadores. Essa combinação nos permite oferecer produtos alinhados às necessidades do mercado australiano e aos mais elevados padrões internacionais”, afirma Thiago Deiro, CEO da Volgren.

 

A Volgren exibiu um total de cinco ônibus durante a feira, incluindo o novo Marcopolo G8, o Marcopolo Audace 1050 e três ônibus elétricos equipados com a carroceria Optimus, principal plataforma da fabricante para veículos de emissão zero.

 

Marco da eletrificação do transporte público

 

Um dos principais destaques da participação da Volgren na feira foi a celebração da entrega do ônibus elétrico de número 500 produzido pela empresa para operações de emissão zero na Austrália.

 

O veículo recebeu uma adesivação especial para marcar a conquista, reforçando o compromisso da Volgren com o desenvolvimento de soluções de transporte público de baixa emissão e sua contribuição para a evolução da mobilidade sustentável no país.

 

Desenvolvido para diferentes plataformas híbridas, elétricas e movidas a hidrogênio, o Volgren Optimus Elétrico combina elevada flexibilidade operacional com uma estrutura leve em alumínio, que proporciona menor peso, maior eficiência energética e maior durabilidade. Aproximadamente 73% da estrutura da carroceria é totalmente reciclável, reforçando seus atributos ambientais. O modelo também conta com garantia estrutural de 15 anos.

 

“A entrega do nosso ônibus elétrico de número 500 representa um marco importante para a Volgren e para o avanço do transporte de emissão zero na Austrália. Mais do que um número, essa conquista reflete a confiança que os operadores depositam em nossas soluções e reforça nosso compromisso de continuar impulsionando a transformação do transporte público”, destaca Deiro.

 

Soluções para diferentes perfis de operação

 

A Australasia Bus and Coach Expo também foi uma oportunidade para apresentar soluções desenvolvidas para diferentes aplicações no transporte de passageiros.

 

Principal plataforma global de ônibus rodoviários da Marcopolo, o Paradiso G8 1300 reforça a estratégia de expansão da companhia no segmento rodoviário australiano. Desenvolvido para operações de longa distância e fretamento premium, o modelo combina design, conforto, segurança, eficiência e tecnologia, integrando uma família de produtos presente em diversos mercados internacionais.

 

Reconhecido por seu conceito inovador e pela experiência oferecida a passageiros e operadores, o G8 é um elemento estratégico da atuação internacional da Marcopolo e vem ampliando sua presença em mercados de diferentes regiões do mundo. Na Austrália, o modelo ainda está em fase inicial de expansão comercial, tornando a feira uma oportunidade estratégica para ampliar sua visibilidade junto aos operadores locais.

 

O Audace 1050 complementa o portfólio exposto. O modelo foi desenvolvido para combinar conforto, eficiência operacional, elevado nível de personalização e excelente relação custo-benefício para aplicações de transporte escolar e fretamento.

 

Durante a feira, a Volgren também realizou apresentações em seu estande, destacando a trajetória da empresa e a evolução de seu portfólio de produtos.

 

Liderança local e experiência global

 

Com quase 50 anos de atuação na Austrália, três unidades fabris, cinco centros de serviços, 550 colaboradores e mais de 10.500 ônibus entregues, a Volgren consolidou-se como líder do mercado australiano de carrocerias de ônibus, com aproximadamente 70% de participação no segmento urbano.

 

A empresa destaca-se por sua forte presença local, tecnologia própria de estruturas em alumínio, capacidade de customização e relacionamento próximo com operadores e autoridades de transporte. Essa abordagem permite o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades específicas do mercado australiano, contribuindo para a geração de empregos, o fortalecimento da indústria local e a evolução da mobilidade.

 

A combinação entre a expertise local da Volgren e a experiência global da Marcopolo amplia a capacidade da empresa de desenvolver soluções capazes de atender às necessidades em constante evolução dos operadores e aos desafios da mobilidade contemporânea.

 

Sobre a Volgren

 

Integrante da Marcopolo desde 2011, a Volgren é a maior fabricante de carrocerias de ônibus da Austrália, com operações de fabricação e pós-venda em todo o país. A empresa construiu seu primeiro ônibus em 1979 e atualmente projeta e fabrica veículos para uma ampla variedade de aplicações e tecnologias, incluindo modelos de emissão zero.

 

Sobre a Marcopolo

 

Fundada há 76 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é uma das principais fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo e referência em qualidade, tecnologia e inovação. Com unidades fabris distribuídas em cinco continentes, os veículos da Marcopolo circulam em mais de 140 países. Comprometida com a evolução da mobilidade, a companhia investe continuamente no desenvolvimento de novas soluções para o transporte coletivo de passageiros. (Truck & Bus Builder América do Sul)

 

 

 

Projeto obriga envio da imagem da infração junto da notificação de multa

 

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a inclusão da imagem da infração de trânsito nas notificações emitidas quando a autuação for registrada por equipamentos audiovisuais, como câmeras de videomonitoramento.

 

O Projeto de Lei 544/26 altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que já permite o uso de aparelhos eletrônicos e audiovisuais para comprovar infrações, mas não obriga o envio da imagem ao motorista junto da notificação.

 

O relator da proposta, deputado AJ Albuquerque (PP-CE), apresentou uma emenda para ampliar a exigência também às notificações de penalidade, e não apenas às de autuação.

 

Na prática, a proposta amplia uma garantia ao motorista. Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro já permite que infrações sejam comprovadas por equipamentos eletrônicos e audiovisuais, mas não obriga que a imagem utilizada na autuação acompanhe a notificação. Em muitos casos, especialmente nas infrações registradas por videomonitoramento, o condutor precisa solicitar a gravação ou acessar sistemas do órgão de trânsito para visualizar a prova. Com o projeto, a imagem deverá ser enviada desde a notificação de autuação e também na de penalidade, conforme emenda aprovada pela comissão.

 

Autor do projeto, o deputado Danilo Forte (PP-CE) afirma que a medida busca aumentar a transparência e dar mais segurança jurídica aos condutores. Segundo ele, a ausência de comprovação visual imediata dificulta o exercício do direito de defesa e gera desconfiança em relação às autuações.

 

Ao receber a imagem da infração desde o início do processo, o condutor poderá verificar com mais facilidade se a autuação corresponde ao seu veículo e às circunstâncias descritas na notificação.

 

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, seguirá para votação no Senado. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso e sancionado pelo presidente da República. (Jornal do Carro)

 

 

 

SPTrans libera solicitações do Bilhete Único de Estudante para o segundo semestre de 2026

 

A secretaria municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans informam que o sistema para a solicitação do Bilhete Único de Estudante para o segundo semestre de 2026 já está aberto. Os alunos que necessitam solicitar a emissão do documento ou revalidar o seu cadastro têm até o dia 14 de novembro de 2026 para realizar o procedimento e garantir o direito ao benefício tarifário na capital.

 

Reativação automática e sem custos

 

Para os alunos que já utilizavam o benefício no primeiro semestre deste ano e continuam matriculados nas mesmas condições, o Bilhete Único será reativado de forma automática e totalmente gratuita, sem a necessidade de pagar novas taxas de revalidação. Para que a liberação ocorra, basta que a instituição de ensino realize a renovação semestral obrigatória e ative a matrícula do aluno no sistema da SPTrans.

 

Como solicitar a primeira via ou revalidação

 

Para os estudantes que ainda não possuem o cartão ou precisam revalidar um bilhete antigo, primeiramente, o aluno deve informar à sua Unidade de Ensino que deseja utilizar o Bilhete Único de Estudante neste semestre. Assim que a instituição enviar os dados de matrícula atualizados para o banco de dados da SPTrans, o estudante estará liberado para acessar o site oficial sptrans.dne.com.br e fazer a solicitação.

 

Caso o estudante não possua um Bilhete Único de Estudante ativo utilizado em anos anteriores, ele poderá solicitar a emissão da primeira via. Após a conclusão do pedido no site e o pagamento da taxa de confecção correspondente a sete tarifas de ônibus vigentes (R$ 37,10), o cartão físico será enviado ao endereço escolhido em até 15 dias, com entrega totalmente gratuita.

 

Se o aluno já tiver um cartão ativo emitido a partir de 2022, ele poderá optar por revalidá-lo no mesmo plástico, desde que o bilhete esteja em perfeito estado de conservação, sem trincas, e com foto e numeração legíveis. O custo para essa revalidação também é de sete tarifas vigentes (R$ 37,10). Cartões emitidos em 2021 ou anos anteriores não são passíveis de revalidação, exigindo a solicitação de uma nova via.

 

Nos casos em que o estudante precisar solicitar a segunda via do documento, a taxa base para a emissão do cartão permanece a mesma de sete tarifas vigentes (R$ 37,10). Para receber o novo cartão, o usuário tem duas opções: optar pela comodidade da entrega em casa mediante o pagamento de uma taxa de envio adicional equivalente a três tarifas vigentes (R$ 15,90) ou realizar a retirada de forma gratuita diretamente em um dos postos de atendimento da SPTrans. Consulte os endereços e horários de funcionamento dos postos de atendimento no site https://bilheteunico.sptrans.com.br/postos/ .

 

Obrigações e prazos para as instituições de ensino

 

As instituições de ensino que oferecem cursos semestrais devem ficar atentas aos prazos e regulamentos. A renovação cadastral semestral é obrigatória e gratuita para as escolas e deve ser feita diretamente no portal de matrículas (https://matricula.documentodoestudante.com.br/login). O envio eletrônico de arquivos, contendo os dados cadastrais apenas de estudantes regularmente matriculados com frequência ativa e de professores em atividade, é indispensável para viabilizar a liberação de cotas e cargas de gratuidade.

 

Canais de Atendimento e Dúvidas:

 

Para esclarecer dúvidas sobre o Bilhete Único de Estudante ou obter mais informações, os estudantes e as escolas podem acessar o Portal SP156 pelo endereço eletrônico: https://sp156.prefeitura.sp.gov.br/portal/servicos (Portal Technibus)

 

 

 

SINDMAPI e COOPERTAPP firmam parceria com a Caixa para ampliar acesso de trabalhadores por aplicativos ao MOVE Brasil

 

Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte por Aplicativos do Piauí e a COOPERTAPP – Cooperativa de Transportes por Aplicativos do Piauí deram um importante passo na defesa dos interesses da categoria ao se tornarem as primeiras instituições representativas oficiais dos trabalhadores por aplicativos no estado a firmarem um acordo de cooperação com a Caixa Econômica Federal, voltado ao fortalecimento do acesso ao Programa MOVE Brasil, iniciativa do Governo Federal destinada ao financiamento de veículos.

 

A parceria foi celebrada na tarde da última sexta-feira, 17 de julho, às 16h, durante reunião realizada na Superintendência da Caixa Econômica Federal no Piauí.

 

Participaram do encontro o presidente do SINDMAPI e da COOPERTAPP, Érico da Luta, o superintendente da Caixa no Piauí, Elisiomar Guimarães, a superintendente do Setor de Varejo da instituição, Michele Vidal, além da secretária de Comunicação do Sindicato e da Cooperativa, Raquel Jales.

 

O acordo estabelece a participação da Caixa em eventos promovidos pelo Sindicato e pela Cooperativa, levando atendimento especializado aos trabalhadores por aplicativos interessados em obter financiamento por meio do Programa MOVE Brasil.

 

A iniciativa busca aproximar a instituição financeira da categoria, reduzindo dificuldades no acesso ao crédito e agilizando a análise das propostas.

 

Durante a reunião, a Caixa apresentou importantes novidades que prometem facilitar a aprovação de financiamentos.

 

Entre elas, está o reconhecimento dos últimos quatro comprovantes mensais de recebimentos, extraídos da conta bancária onde as plataformas digitais realizam os pagamentos aos motoristas e entregadores, como documento válido para comprovação formal de renda.

 

Outra medida anunciada permitirá que, durante a análise de crédito, a Caixa possa atualizar informações bancárias do trabalhador, incluindo registros de dívidas já quitadas junto ao Banco Central. Para isso, bastará que o interessado apresente os comprovantes dos acordos e dos pagamentos realizados, possibilitando também a atualização do histórico bancário e aumentando as chances de aprovação do financiamento.

 

Também foi confirmada uma das notícias mais aguardadas pela categoria: o Programa MOVE Brasil passará a contemplar o financiamento de veículos seminovos, mantendo as mesmas condições anunciadas anteriormente para veículos zero quilômetro. A ampliação é considerada estratégica para trabalhadores por aplicativos, que frequentemente buscam alternativas com menor custo de aquisição.

 

Para o presidente do SINDMAPI e da COOPERTAPP, Érico da Luta, a parceria representa um marco para a categoria.

 

“Estamos muito felizes com a abertura da Caixa Econômica Federal para dialogar diretamente com os trabalhadores por aplicativos. Esse apoio demonstra que os bancos públicos começam a compreender a importância econômica e social da nossa categoria. Vamos buscar esse mesmo modelo de parceria junto ao Banco do Brasil para ampliar ainda mais as oportunidades de acesso ao crédito para nossos trabalhadores.”

 

No dia seguinte à assinatura da cooperação, sábado, Érico da Luta participou de um evento promovido pela montadora chinesa de veículos elétricos Geely, onde centenas de motoristas e entregadores por aplicativos conheceram as opções de veículos que poderão ser financiados dentro das novas condições anunciadas pelo Governo Federal.

 

A expectativa do SINDMAPI e da COOPERTAPP é realizar novos eventos em parceria com a Caixa Econômica Federal nos próximos meses, aproximando os trabalhadores das oportunidades oferecidas pelo Programa MOVE Brasil e contribuindo para a renovação da frota utilizada pelos profissionais do transporte e das entregas por aplicativos no Piauí. (Motor Mais)

 

 

 

Concessionários já contavam com movimento da Kia por fábrica no Brasil

 

A rede de concessionários da marca Kia já esperava pelo movimento da empresa de buscar meios de produzir veículos em solo brasileiro.

 

A reportagem conversou com dois representantes desse grupo, que pediram anonimato. Eles disseram que o desempenho comercial no país já dava indícios de que a montadora tentaria instalar por aqui uma fábrica.

 

“Era algo esperado, sim. A gente via que a marca não ia pra frente por causa do imposto de importação. Inclusive, esse movimento motivou muito concessionário de fora a buscar representação da Kia, já projetando essa operação própria deles”, contou um dos interlocutores.

 

“A gente precisa ver como eles chegam para produzir aqui, se é algo mais robusto ou se no esquema que a General Motors está fazendo no Ceará [SKD]. Produto para o mercado nacional tem, como é o caso do SUV compacto Seltos”, disse outra a fonte, em off.

 

A Kia tem atualmente uma rede de distribuição formada por 60 lojas no país. A rede já chegou a ter 100 lojas, mas passou por redução com o passar dos anos na esteira das encrencas fiscais e, também, pela perda de espaço no mercado frente outras marcas.

 

No ano passado, a empresa foi um dos expositores do Salão do Automóvel, e lá mostrou um interessante portfólio renovado para o mercado local.

 

No evento, a Kia prometeu nove lançamentos, sendo cinco de produtos inéditos. Entre eles, a picape Tasman, a linha de médios K4 e a gama de comerciais leves PV5 que Automotive Business já tinha noticiado no começo do ano. (Automotive Business/Bruno de Oliveira)

 

 

 

Renault registra Bridger no Brasil, um mini Duster menor que o Kardian

 

O programa “futuREady” da Renault vai renovar o portfólio global da marca com 36 novos carros até 2030. E o Bridger, um desses lançamentos, acaba de ser registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Baseado na plataforma RGMP, a mesma de Kardian e Boreal, o modelo é conhecido como um “mini Duster”, graças ao visual parrudo e robusto.

 

O SUV de entrada, que ainda é um conceito, será lançado em 2027 com menos de 4 metros de comprimento, ou seja, menor do que o Kardian, que tem 4,12 m de comprimento e 2,60 m de entre-eixos. O modelo também terá cerca de 400 litros de capacidade no porta-malas — próximo aos 410 litros do Kardian. No site da Renault do Brasil já tem uma página destinada ao modelo.

 

Inicialmente, o modelo será produzido na Índia e exportado para América Latina, África e Oriente Médio. Por aqui, o objetivo é disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera e Fiat Pulse. Futuramente, a produção na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) pode fazer parte da estratégia de renovação da marca na América Latina.

 

E, mesmo sendo um conceito, as imagens indicam bastante o que esperar da versão de produção. Destaque para as linhas quadradas, teto alto, frente imponente e estepe saliente na tampa traseira. Na dianteira, a expectativa é que o Bridger tenha a atual identidade global da Renault, com linhas mais retas, assinatura luminosa em LED e elementos inspirados no Boreal e nos modelos vendidos na Europa — que também vai chegar na picape Niagara.

 

A tendência é que o modelo também tenha heranças de Boreal e Kardian nos equipamentos, com painel de instrumentos digital, central multimídia flutuante, conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, carregador por indução e pacote de assistentes de condução (ADAS).

 

Na mecânica, o Bridger deverá utilizar o motor 1.0 turbo flex TCe de três cilindros do Kardian, que entrega até 125 cv e 22,4 kgfm, sempre associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem (EDC) de seis marchas. Também existe a possibilidade de versões eletrificadas leves (MHEV) futuramente, dependendo do mercado, e opções elétricas.

 

Futuros lançamento da Renault

 

Segundo a Renault, o plano estratégico vai durar até 2030 e, dos 36 novos modelos prometidos, 22 veículos serão destinados à Europa (sendo 16 elétricos). Outros 14 terão como foco mercados internacionais, especialmente Brasil, Índia e Coreia do Sul. O pacote contempla tanto lançamentos da própria Renault quanto de outras marcas do grupo, como Dacia e Alpine.

 

Os 36 novos carros serão sustentados por 10 plataformas diferentes. As arquiteturas atenderão às demandas de cada segmento, especificamente, e serão projetadas para eletrificação parcial ou total. Confira os principais carros já confirmados.

 

Dacia Striker

 

Na Dacia, o principal lançamento é a perua Striker, que chega ao mercado para cumprir papel estratégico dentro da gama da marca. O segmento é bastante relevante na Europa e, por lá, a novidade brigará diretamente com Skoda Octavia e Volkswagen Passat Variant. O preço inicial ficará na casa dos 25 mil euros (R$ 150 mil), ou seja, bem abaixo dos 30 mil (R$ 180 mil) cobrados pelas rivais.

 

A plataforma adotada é a mesma RGMP do Bigster (irmão europeu do Boreal brasileiro) e o comprimento divulgado é de 4,62 metros. Demais medidas ainda não foram reveladas, mas é certo que haverá amplo espaço interno para cinco passageiros e porta-malas com capacidade generosa. Sob o capô, a Dacia oferecerá conjuntos híbridos leves e plenos, além de uma versão movida a GLP.

 

Uma variante equipada com tração 4x4 também está nos planos, neste caso com foco nas regiões mais frias da Europa, onde o uso do sistema é indispensável nas estradas cobertas de gelo e neve. A produção, por sua vez, será concentrada na fábrica do grupo Renault na Turquia. Já na Romênia, país de origem da Dacia, são produzidos os SUVs Duster e Bigster.

 

Novos Espace, Mégane e Scénic

 

Voltando à marca Renault, outro lançamento confirmado é a nova geração da minivan Espace. Produto histórico para a marca, com décadas de atuação comercial no currículo, o modelo será baseado no conceito R-Space Lab apresentado recentemente. O mesmo protótipo, inclusive, também será responsável por inspirar as próximas linhagens de Mégane e Scénic.

 

Todos serão baseados na nova plataforma RGEV Medium 2.0, que tem estreia prevista para 2028 e será usada tanto por veículos elétricos quanto por híbridos em série (os chamados REEVs, que usam o motor a combustão apenas como gerador). No primeiro caso, a arquitetura entregará autonomia de até 750 km, enquanto no segundo o alcance será na casa dos 1.400 km. Na comparação com a atual CMF-EV, a RGEV é 40% mais barata.

 

Niagara

 

No segmento de picapes, a principal novidade do pacote é a Niagara. A caminhonete será baseada na mesma plataforma RGMP do Boreal, mas com uma especificação própria chamada pela Renault de “RGMP pick-up”. A estreia acontecerá no segundo semestre e contemplará especialmente o Brasil, que será o maior mercado do modelo. Apesar disso, vale ressaltar, a produção será concentrada na fábrica da marca em Santa Isabel, na Argentina.

 

Por aqui, a Niagara brigará diretamente com Fiat Toro, Ram Rampage, Ford Maverick e as futuras representantes de Toyota e Hyundai na categoria. Sob o capô, terá o mesmo motor 1.3 TCe turbo flex compartilhado com Boreal e Duster, de 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, além do câmbio automatizado de dupla embreagem EDC. As versões mais caras terão tração 4x4, conforme antecipado por Autoesporte.

 

Projeto Aurora

 

Voltando ao segmento de SUVs, outro lançamento bastante aguardado é o Projeto Aurora. O modelo foi antecipado pelo Filante, apresentado no início do ano na Coreia do Sul, e chegará também ao Brasil. Ao todo, o modelo mede 4,90 metros de comprimento e detém o título de maior carro vendido pela Renault em todo o mundo. Foi desenvolvido em parceria com a Geely e, dentro da gama, tem posicionamento premium.

 

Por aqui, o Filante será um dos principais frutos do plano de investimento de R$ 3,8 bilhões anunciado conjuntamente por Renault e Geely. A chinesa, vale lembrar, adquiriu 26,4% das ações da marca francesa no Brasil em acordo que envolve o lançamento de quatro novos veículos no país. Todos serão produzidos na fábrica de São José dos Pinhais (PR) a partir da nacionalização de duas plataformas – ambas focadas em eletrificação.

 

Os demais lançamentos do pacote seguem em segredo, mas é certo que a lista contempla novidades elétricas, novas gerações de carros já existentes e modelos inéditos. (Autoesporte/André Schaun)

 

 

 

GWM amplia opções de personalização do ORA 5 com nova combinação de cores

 

A GWM Brasil amplia as opções de personalização do ORA 5 com a chegada de uma nova combinação de cores para seu SUV 100% elétrico. O modelo passa a contar com a inédita pintura Cinza Quartzo, combinada ao acabamento interno Cinza Urbano, reforçando sua proposta de unir design contemporâneo, tecnologia e sofisticação.

 

A nova combinação complementa a identidade visual do modelo, que agora passa a oferecer cinco opções de pintura externa e duas de acabamento interno. Além do inédito Cinza Quartzo, o modelo pode ser configurado nas cores Cinza Zenith e Preto Khalifa com o interior Cinza Urbano e nas cores Branco Cristal e Electric Blue com interior Marrom Avelã.

 

A novidade faz parte do novo lote do SUV, cujas reservas serão abertas em 20 de julho. O primeiro lote do modelo, com mais de 2.000 unidades, teve todas as reservas esgotadas em apenas 24 horas após o lançamento, demonstrando a forte aceitação do modelo entre os consumidores brasileiros.

 

As reservas do novo lote poderão ser realizadas no site da GWM, no Mercado Livre e na rede de concessionárias da marca em todo o Brasil. O preço do ORA 5 permanece em R$ 159.900, e os clientes que efetuarem a reserva mediante depósito de R$ 9 mil terão prazo estimado de entrega de até 110 dias.

 

Recém-lançado no mercado brasileiro, o ORA 5 reúne motor elétrico de 204 cv, bateria de 58,3 kWh e autonomia de até 435 km pelo ciclo WLTP (349 km pelo Inmetro), além de um amplo pacote de tecnologia, conectividade, conforto e segurança. Entre os destaques estão a plataforma inteligente Coffee OS 3, central multimídia de 14,6 polegadas, comandos de voz com inteligência artificial, atualizações remotas (OTA), condução semiautônoma de nível 2+ e tecnologia Vehicle-to-Load (V2L).

 

Com a nova opção de acabamento, a GWM amplia as possibilidades de personalização do ORA 5 e oferece aos consumidores brasileiros mais uma alternativa para escolher o SUV de acordo com seu estilo. (Motor Mais)

 

 

 

China coloca fabricantes europeus de caminhões sob pressão com modelos elétricos

 

A indústria global de caminhões entrou em uma nova fase de competição. Depois de conquistarem espaço no mercado de automóveis elétricos, fabricantes chineses começam a acelerar a entrada no segmento de veículos comerciais pesados na Europa, pressionando marcas tradicionais como Volvo Trucks, Scania, Mercedes-Benz Trucks e MAN.

 

A movimentação é impulsionada principalmente pelos caminhões elétricos, segmento em que as empresas chinesas buscam repetir a estratégia que ajudou o país a se tornar líder mundial em veículos elétricos: escala de produção, domínio da cadeia de baterias e custos mais competitivos.

 

“Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a China consolidou uma posição dominante na cadeia de veículos elétricos, concentrando grande parte da produção mundial de baterias e ampliando rapidamente a adoção de caminhões elétricos.”

 

Seja como for, a reportagem da Reuters mostra que mais de seis fabricantes chineses de caminhões elétricos planejam ampliar suas vendas na Europa em 2026. Entre elas estão BYD, Farizon (do grupo Geely), Sany, Sinotruk e as startups Windrose e SuperPanther. A agência destaca que essas empresas chegam ao mercado europeu com modelos que podem ter preços até 30% inferiores aos equivalentes produzidos por fabricantes locais, graças à escala da indústria chinesa e à cadeia de fornecimento de baterias.

 

A disputa acontece em um momento em que a eletrificação dos caminhões começa a ganhar espaço no continente. Embora ainda represente uma fatia pequena do mercado total, a demanda por veículos comerciais de emissão zero cresce impulsionada por metas ambientais, incentivos e pela pressão de grandes operadores logísticos para reduzir emissões.

 

IAA Transportation 2026 será vitrine da nova disputa

 

A expansão chinesa estará refletida na próxima edição da IAA Transportation 2026, em Hannover, na Alemanha, um dos principais eventos mundiais de veículos comerciais.

 

Até agora, a organização da feira confirmou a participação de BYD, Dongfeng e MAXUS entre os fabricantes chineses presentes no evento. As marcas estarão ao lado de fabricantes tradicionais como Daimler Truck, Volvo Trucks, Scania, MAN, DAF e Volkswagen, em uma edição que terá como temas centrais eletrificação, conectividade, automação e novas soluções para transporte.

 

A presença dessas empresas chinesas em Hannover reforça uma mudança no equilíbrio competitivo do setor. A IAA, historicamente dominada pelas fabricantes europeias, passa a ser também uma vitrine para empresas asiáticas que buscam conquistar operadores de transporte e frotistas no continente.

 

Entre as chinesas confirmadas, a BYD é a que possui maior projeção internacional. A fabricante construiu sua liderança global em veículos elétricos apoiada em uma cadeia própria de baterias e agora amplia sua atuação para o transporte comercial.

 

A empresa já atua em ônibus elétricos em diversos mercados e vem avançando também em caminhões elétricos para aplicações urbanas e regionais. Na Europa, a estratégia é ampliar a presença em segmentos onde a eletrificação apresenta maior viabilidade econômica, como distribuição urbana, operações logísticas e transporte de curta distância.

 

A Dongfeng, um dos maiores grupos automotivos da China, também estará na IAA Transportation 2026. A empresa possui uma ampla atuação em veículos comerciais no mercado chinês e vem desenvolvendo modelos de novas energias, incluindo caminhões elétricos e soluções voltadas à redução de emissões.

 

A participação em Hannover coloca a marca diante dos principais operadores europeus justamente em um momento em que o continente busca alternativas para acelerar a transição energética no transporte de cargas.

 

A MAXUS, marca de veículos comerciais do grupo chinês SAIC Motor, completa a presença chinesa confirmada até agora na IAA 2026. A fabricante tem foco principalmente em veículos comerciais leves e médios, especialmente vans elétricas utilizadas em entregas urbanas e operações de última milha.

 

Embora não dispute diretamente o mercado de caminhões pesados como outras marcas chinesas, sua presença mostra que a ofensiva chinesa envolve diferentes segmentos do transporte comercial.

 

Velocidade chinesa desafia vantagem histórica das europeias

 

O avanço das marcas chinesas aumenta a pressão sobre fabricantes tradicionais, que há décadas dominam o mercado europeu de caminhões. Volvo, Scania, Mercedes-Benz e MAN investem bilhões no desenvolvimento de caminhões elétricos, mas enfrentam um novo cenário competitivo: empresas chinesas que chegam com experiência acumulada em baterias, eletrônica embarcada e produção em larga escala.

 

Segundo Antonio Jorge Martins, coordenador acadêmico com especialização na área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), a principal vantagem das chinesas está na capacidade de acelerar ciclos tecnológicos. “A diferença da China é a evolução tecnológica contínua. Eles transformam essa evolução em um diferencial de atuação”, afirma.

 

Para o professor, a verticalização da cadeia de baterias é um fator estratégico. Empresas chinesas que dominam a produção desses componentes conseguem reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de novas soluções. “As marcas chinesas que possuem verticalização na fabricação de baterias tendem a ter, no médio e longo prazo, uma vantagem competitiva muito grande. Isso vale tanto para o mercado brasileiro quanto europeu”, diz.

 

Martins cita ainda o avanço das baterias como um elemento que pode ampliar essa vantagem. Segundo ele, a evolução tecnológica, incluindo novas gerações de baterias com maior durabilidade e menor necessidade de recarga, pode favorecer fabricantes que já possuem domínio dessa cadeia.

 

TCO ainda é a principal defesa das marcas tradicionais

 

Apesar da vantagem tecnológica das chinesas, as fabricantes tradicionais ainda possuem um importante diferencial: o relacionamento construído com os clientes ao longo de décadas. Segundo Martins, o argumento das marcas instaladas não está necessariamente no preço de aquisição, mas no TCO (Total Cost of Ownership, ou custo total de propriedade).

 

“As marcas tradicionais não entram muitas vezes em preço, mas entram em TCO. Elas avaliam o custo durante um período de dois ou três anos e acabam oferecendo um resultado mais adequado para o cliente”, explica. Esse histórico envolve rede de assistência, disponibilidade de peças, conhecimento da operação do cliente e confiabilidade da marca. Mas o professor avalia que essa vantagem não é permanente. “Nos instantes iniciais isso favorece a marca instalada. Mas, com o passar do tempo, as chinesas também vão desenvolver esse valor de TCO, porque têm velocidade maior para incorporar tecnologia e transformar inovação em produção.”

 

Para ele, a situação lembra o que ocorreu anteriormente com os automóveis chineses, quando havia dúvidas sobre qualidade e tecnologia. “Durante muito tempo se dizia que o produto chinês não tinha engenharia suficiente. Hoje isso se mostrou diferente. Essa mesma percepção pode mudar em relação ao TCO dos caminhões.”

 

Apesar das vantagens tecnológicas, as chinesas ainda enfrentam um desafio: construir relacionamento de longo prazo. Segundo Martins, uma das dificuldades está na necessidade de criar uma conexão com o cliente semelhante à construída pelas marcas tradicionais. “Em veículos pesados, ter veículos de uma mesma marca gera aprendizado, relacionamento e redução de custos. Esse elo ocorre ao longo do tempo. As marcas chinesas vão precisar criar essa relação”, diz. Outro ponto importante é a permanência no mercado. “Aquelas que vêm apenas para fazer uma venda pontual não terão sucesso. É preciso uma mentalidade de longo prazo, tanto na Europa quanto no Brasil.”

 

O reflexo para o mercado brasileiro

 

O movimento europeu encontra paralelo no Brasil. Assim como ocorre na Europa, fabricantes chineses começam a ampliar presença no segmento de veículos comerciais, principalmente em modelos elétricos e novas tecnologias de propulsão.

 

Na Fenatran 2026, a presença chinesa será um dos temas de atenção do setor. O evento terá marcas chinesas entre os expositores, em um mercado historicamente concentrado entre Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Volvo e Scania.

 

Para Martins, a dinâmica tende a ser semelhante à observada na Europa. “Eu vejo o mesmo quadro comparativo na União Europeia e no Brasil: de um lado, o conhecimento maior do cliente pelas marcas tradicionais; de outro, uma tecnologia mais avançada que tende a gerar vantagens no médio e longo prazo.”

 

A diferença é que o Brasil ainda está em uma etapa anterior da eletrificação. Enquanto a Europa acelera a adoção de caminhões elétricos por políticas ambientais e restrições de emissões, o transporte rodoviário brasileiro continua fortemente dependente do diesel.

 

Por isso, a disputa chinesa deve avançar primeiro em aplicações específicas, como distribuição urbana, operações industriais, mineração, portos e logística de curta distância.

 

A entrada das chinesas no mercado europeu mostra que a disputa global de caminhões deixou de ser apenas entre fabricantes tradicionais. O futuro do setor será definido pela combinação de tecnologia, custo, baterias, capacidade industrial e confiança do cliente.

 

A IAA Transportation 2026 será um dos primeiros grandes palcos onde essa nova configuração ficará evidente: fabricantes chineses e europeus lado a lado disputando o futuro do transporte comercial. (Transporte Moderno/Aline Feltrin)

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