26/5/2020

Venda de veículos em maio deve repetir resultado ruim de abril

 

Pelos resultados da primeira quinzena, as vendas de veículos novos neste mês devem ficar próximos às de abril. Com 55,7 mil unidades comercializadas, foi o menor volume mensal para o setor em 21 anos. As fabricantes já reclamavam da falta de liquidez desde o início da crise, em meados de março, e agora a preocupação aumenta diante da falta de perspectivas de um acordo com o governo federal para a liberação de uma linha de crédito com juros mais acessíveis em relação aos cobrados no mercado.

 

As montadoras afirmam necessitar de cerca de R$ 40 bilhões para manter operações nos próximos três meses. O dinheiro seria usado para pagar fornecedores e dar suporte às concessionárias, permitindo assim a atuação desses segmentos até o arrefecimento da pandemia do coronavírus.

 

A proposta das empresas é que o governo, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) convença os bancos privados a liberarem crédito com juros e prazos acessíveis para o momento de crise. Em troca, oferecem como parte das garantias os R$ 25 bilhões que têm em crédito a receber do governo federal e dos Estados por impostos dos quais são isentas por uma “aberração do sistema jurídico do País”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes.

 

Moraes ressalta que a falta de liquidez é problema de todos os setores, não só do automotivo. Ele defende uma solução sistêmica, que seria o governo assumir o risco da garantia para todos. “Nem todo mundo vai dar calote e, mesmo que alguns deem, a conta será menor do que, por falta de condições, as empresas deixarem de recolher impostos, demitirem funcionários (que terão de receber o salário desemprego), além do aumento da informalidade”, diz.

 

“O governo tem de tomar uma decisão”, diz o executivo, ressaltando que empresas de todos os portes, pequenas, médias e grandes estão com dificuldades de obter crédito. O R$ 1,2 trilhão liberado pelo Banco Central não está chegando à ponta por causa da preocupação dos bancos com o calote, afirma Moraes. Quando liberam, é com juro “absurdo”, que chega a 20% ao ano, e curto prazo de carência.

 

“Quando o dinheiro não gira, há um desastre na cadeia toda, formando uma espiral perversa”, afirma Ricardo Bacellar, responsável no Brasil pela área automotiva da consultoria KPMG. Ele ressalta que, além dos problemas gerados pela pandemia da covid-19, há o efeito adicional do câmbio. “A maioria dos fabricantes de autopeças e das concessionárias é de pequeno e médio porte, muitas delas pertencentes a grupos familiares que normalmente não tem hedge (proteção contra oscilações de preços) e correm mais risco de fecharem ou serem adquiridas por grupos maiores.”

 

Endividamento

 

O setor automotivo já acumula, até março, dívidas de curto, médio e longo prazos com o sistema financeiro de R$ 37 bilhões, de acordo com dados do BC. Desse valor, R$ 7 bilhões foram contratados no primeiro trimestre. Segundo Moraes, o montante equivale ao giro normal de uma indústria que, antes da crise, faturava cerca de R$ 240 bilhões ao ano.

 

Antes, as empresas recorriam às matrizes para empréstimos intercompanhias, normalmente com juros inferiores aos locais. “Agora a receita caiu de forma geral, em todo o mundo, e as próprias matrizes estão com problemas de liquidez”, afirma o presidente da Anfavea, para quem essa ajuda deve diminuir ou mesmo acabar. No primeiro trimestre, as montadoras receberam US$ 2,7 bilhões em empréstimos das matrizes, cerca de R$ 15 bilhões pelo dólar atual.

 

Já em investimentos diretos, valores que vêm de fora como participação no capital, entram de janeiro a março US$ 223 milhões (R$ 1,2 bilhão) para o setor automotivo. Na crise de 2016, o valor médio por trimestre foi de US$ 1,6 bilhão (R$ 9 bilhões).

 

Letícia Costa, sócia da Prada Assessoria, afirma que, diferente de outras crises, “agora o dinheiro está faltando aqui e lá fora”. Sem financiamento para capital de giro, a maioria das montadoras já suspendeu investimentos, principalmente aqueles que seriam feitos para produtos que chegariam ao mercado daqui a dois anos.

 

Para ela, se esse congelamento de novos projetos acompanhar o que está ocorrendo no resto do mundo, não será tão problemático. “Mas, se essa contenção for maior e em prazo mais longo, corremos o risco de ficar defasados”. Em conferência online promovida pela agência Automotive Business, Letícia ressalta que a situação do Brasil se complicada ainda mais perante investidores externos em razão da crise política, o que pode atrasar a recuperação econômica.

 

“Hoje o Brasil é visto como grau de risco bastante elevado por causa da crise política quase contínua que temos”, diz ela. “Em outros países as pessoas ficam em quarentena sem fazer nada; aqui a gente fica em quarentena esperando ver qual vai ser o susto do dia”. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

 

 

 

Setor automotivo tem quatro meses de estoque, e prevê pior recessão da história

 

Entrevistado da tarde de ontem, segunda-feira (25) da Live do Tempo, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, apontou que as montadoras têm hoje, em média, quatro meses de estoque de veículos em seus pátios, quando o normal é apenas um. Segundo ele, esse fator, somado à implementação de medidas de segurança, faz com que as fábricas voltem às atividades de forma mais branda.

 

"Quando paramos a produção, em março, as montadoras tiveram uma preocupação para a volta. Precisávamos garantir a segurança para o trabalho dos nossos colaboradores. Na Anfavea, produzimos um protocolo mínimo para a indústria. Assim, as fábricas se prepararam para voltar às atividades. Algumas começaram a voltar, mas ainda em um ritmo lento, pois temos uma curva de aprendizado para garantir a segurança dos trabalhadores, mas, também, dependemos da demanda. No final de abril, fechamos com aproximadamente quatro meses de estoque. O normal é entre um e um e meio. As montadoras estão voltando de forma mais branda devido a isso. Essas datas dependem dessa equação: a segurança e o nível de estoque", apontou Moraes.

 

Com essa ociosidade, o presidente da Anfavea prevê um ano difícil para as indústrias do setor automotivo. Por isso, a instituição vem atuando junto ao governo para minimizar o impacto da recessão, que será grande.

 

"O setor passa por uma dificuldade muito grande. Temos capacidade técnica de produzir cerca de 5 milhões de veículos por ano. Em 2020, queríamos produzir, 3,2 milhões. Com essa queda, teremos uma ociosidade ainda maior na indústria automotiva até o final do ano. Estamos passando por um momento difícil. A recessão vai ser de 5% ou 7%. Nunca vi uma crise dessa magnitude. É a pior recessão econômica da história. Todos os setores vão ter problema, com risco de aumento substancial no desemprego. Temos que controlar a questão da saúde, de forma coordenada, para ter o menor impacto econômico possível. Vamos enfrentar uma recessão, mas estamos querendo sensibilizar para termos a menor recessão possível", completou Moraes.

 

Presidente da Anfavea prevê que Covid-19 afetará até mesmo o transporte público

 

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, afirmou que o setor automobilístico como um todo sofrerá os impactos do novo coronavírus (Covid-19). Durante a conversa, o mandatário da entidade afirmou que ainda é cedo para fazer qualquer projeção sobre o comportamento do consumidor devido ao patógeno, mas é certo que toda a cadeia automobilística será drasticamente afetada, inclusive o transporte público, uma vez que os consumidores, segundo ele, irão demandar maior segurança.

 

"Ainda estamos imaginando o futuro. As montadoras estão fazendo pesquisas para entender o comportamento do cliente em relação ao setor. E, com o que sabemos e projetamos, já podemos ficar preocupados com toda a cadeia. Não só os automóveis de passeio, como o transporte público também será afetado, já que o transporte urbano e rodoviário também caíram muito. O que vemos é que o modelo de transporte vai sofrer mudanças, principalmente em relação à segurança", apontou Moraes.

 

Um dos motivos pelos quais ele acredita nessa mudança de chave é a exigência do consumidor por segurança. Segundo ele, esse fator poderá ser benéfico para o nicho de carros populares.

 

"Acompanhando outros mercados, como Alemanha e China, observamos que existe, sim, uma tendência de as pessoas se sentirem protegidas dentro do próprio carro ao invés do transporte público, pois vão querer usar o carro como bolha de proteção. O carro passou a ter um novo elemento, que é a segurança da saúde. Ainda é cedo para ver como ficará esse consumidor no mundo", completou o presidente da Anfavea.

 

Queda de faturamento

 

Entender o comportamento dos consumidores será vital para as montadoras em virtude da queda de faturamento, conforme explicou Moraes. Isso porque o setor teve queda abrupta de 80% das vendas devido à crise do novo coronavírus.

 

"A indústria vinha de produção e vendas muito boas, com crescimento de 9% neste ano. Quando recebemos o impacto da economia, todas as montadoras fecharam as plantas em virtude da preocupação com a saúde dos colaboradores. Por isso, tivemos queda na produção, voltando aos números de 1957. Em vendas, de agora para a primeira quinzena de março, tivemos queda de 80% no emplacamento e licenciamento de veículos. Estamos em um momento difícil, e esperamos que o governo tenha uma solução para a crise da saúde", avaliou Moraes. (O Tempo/Wallace Graciano)

 

 

 

Lideranças do setor automotivo estudam medidas para a retomada do mercado

 

Em debate on-line, líderes sugerem que saída para superar a crise passará pela desburocratização, incremento do e-commerce e estímulo ao consumo consciente com uso de crédito de forma sustentável.

 

Colocar as pessoas no centro de todas as decisões. Essa é a diretriz que vai seguir norteando as ações das principais lideranças dos segmentos financeiro e automotivo, mesmo após Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) e Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) confirmarem, nos números do mês de abril, a dimensão dos impactos na produção (- 99%) e nas vendas (-76%) do setor, com o isolamento social.

 

Em debate on-line, com a participação de mais de 1.200 empresários do setor, o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Hilgo Gonçalves; o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior; o vice-presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), Enilson Sales, e o vice-presidente da Tecnobank, Luís Otávio Matias, confirmaram um entendimento comum que salvar e preservar vidas são prioridades, inclusive, para a continuidade dos negócios. Na falta de uma alternativa melhor, todos aderiram ao fechamento das concessionárias, mas parte deles também se mostra favorável a uma liberação organizada da abertura, de acordo com a realidade de cada região. Anfavea, Fenabrave e Fenauto, inclusive, apresentaram propostas aos governos estaduais sugerindo tal flexibilização com um protocolo de segurança.

 

A imprevisibilidade sobre o fim do isolamento, porém, não compromete a convicção sobre as oportunidades decorrentes da crise, a exemplo de outros momentos difíceis superados pelos participantes. “Temos, neste grupo, uma experiência enorme de se retomar, de como lidar com crises – e não será diferente desta vez. Vamos sair fortalecidos e ainda mais unidos. Somos pessoas que apoiam pessoas e colocam pessoas no centro das nossas decisões. Assim o mundo se acerta e nós acertamos o mundo”, acredita Luís Otávio.

 

“Isso é cíclico”, resumiu Alarico, complementando que o otimismo tem sido testado frente à dificuldade de caixa e à falta de previsibilidade. “Essas duas vertentes têm machucado o setor da distribuição. Desemprego gera fome e a fome, igualmente, mata. Isso é muito importante ser levado em consideração”, complementou o presidente da Fenabrave.

 

“A perda de renda é para todos. As pessoas vão precisar arrumar a casa primeiro, vão ter que arrumar o hiato de renda e isso é o que vai determinar a retomada”, ponderou, Hilgo. “Precisamos que as pessoas estejam bem para haver boas oportunidades de negócios. A continuidade das vendas vai depender de como estamos cuidando de nossos colaboradores, de nossas parcerias e de nossos clientes”, defendeu.

 

Sobre um dos fatores determinantes para a retomada das vendas de veículos, a disponibilidade de crédito, o presidente da Acrefi apresentou argumentos sólidos para o otimismo. “Se depender do Sistema Financeiro Nacional, vamos sair desta crise. Temos um sistema sólido, no qual o regulador, o Banco Central, injetou recursos suficientes para ter liquidez”, garantiu Hilgo. “Mais de 60% das instituições associadas à Acrefi atendem ao mercado de veículos e em todas, sem exceção, nota-se um apetite, uma segurança e uma tranquilidade na retomada”, informou.

 

Mundo em promoção on e off-line

 

Assim como a certeza de que a crise será superada, os debatedores reconheceram que a pandemia deixou clara a tendência para o setor de coexistir canais de vendas pela internet e lojas físicas. “Nesta pandemia, o mundo entrou em promoção. O trabalho do revendedor é ir buscar o cliente via internet ou nos showrooms, quando isso for liberado”, defendeu Enilson. Segundo ele, um levantamento da entidade junto aos principais portais de vendas de veículos mostrou que, após uma queda inicial na audiência entre final de março e início de abril, tais portais começam a registrar um aumento nas propostas eletrônicas. “O mercado de distribuição de veículos vai se adaptar rapidamente ao on-line, porque as operações não são excludentes”, observou Luís Otávio.

 

“Em um mundo que tudo que se compra chega à sua casa, não dá para viver de papel moeda e autenticação analógica. O eletrônico chegou, vai atuar de forma célere e transformar nossa economia em algo mais leve. Que todos possam fazer seus negócios sem grandes intermediações e burocracias, a exemplo do que acontece em todos os mercados”, complementou Luís Otávio, acrescentando que a retomada deverá focar em gerar senso de oportunidade para as pessoas, para que os consumidores percebam a realização de um sonho.

 

Fenabrave teme por fechamento de 30% das concessionárias

 

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, acredita que vai demorar alguns anos para a equiparação de patamares das vendas no Brasil antes da Covid-19. “Sou extremamente otimista, mas não dá para deixar a realidade de lado. Na crise de 2015/16, saímos de 3,7 milhões para menos de 2 milhões de veículos vendidos; 2,1 mil concessionárias foram fechadas e 172 mil empregos foram eliminados”, recordou.

 

A falta de previsibilidade sobre a reabertura das lojas e a falta de liquidez, segundo ele, agravam a situação do setor. “Cada semana de fechamento é uma limitação e uma piora ainda maior na atividade. Muito provavelmente, 30% das 7,3 mil concessionárias e dos 315 mil colaboradores diretos devem ficar pelo caminho”, admitiu.

 

Cadastro Positivo

 

Para Hilgo Gonçalves, o Sistema Financeiro Nacional está estruturado para garantir liquidez e solidez à superação econômica da crise – com critérios para a liberação de financiamentos. Tanto que algo que deverá ser fortalecido é o Ccadastro Ppositivo de crédito. “Enquanto o desemprego e a perda de renda poderão comprometer a melhor análise do crédito, o Cadastro Positivo será muito importante, pois traz o histórico do comportamento financeiro da pessoa. Atualmente, o banco de dados conta com cerca de 100 milhões de pessoas e a previsão é que nos próximos anos sejam incluídas mais 20 milhões que, atualmente, não são bancarizadas, contribuindo, com isto, com o momento e com a continuidade dos negócios”, assegurou o presidente da Acrefi. “O crédito deve ter como propósito a realização de um sonho, não para um endividamento, mas uma compra consciente que vai gerar uma experiência positiva que fideliza o cliente”, complementou. (Jornal Dia a Dia)

 

 

 

Governo Federal proíbe entrada de estrangeiros no Brasil por mais 30 dias

 

O Governo Federal prorrogou por mais 30 dias a restrição da entrada de estrangeiros no Brasil. A ampliação da medida começou a valer na última sexta-feira (22) e segue em vigor até dia 22 de junho para oriundos de qualquer país, que cheguem por rodovias ou outros meios terrestres, por via aérea ou por transporte aquaviário. O prazo de 30 dias poderá ser prorrogado por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entidade que recomendou a restrição.

 

Desde 23 de março que a entrada de estrangeiros no Brasil já estava restrita por via aérea pelo prazo de 30 dias devido à pandemia do novo coronavírus. Esta é a terceira vez que a restrição da entrada de estrangeiros é determinada pelo governo.

 

A restrição não se aplica a brasileiros natos ou naturalizados; imigrantes que tenham residência permanente; profissionais estrangeiros em missão que estejam a serviço de organismo internacional; passageiros em trânsito internacional, desde que não saiam da área internacional do aeroporto e que o país de destino admita o seu ingresso; funcionários estrangeiros acreditado junto ao Governo brasileiro; além de estrangeiros que sejam cônjuges, companheiros, filhos, pais ou curadores de brasileiros; que tenham o ingresso autorizado pelo governo brasileiro ou sejam portadores do Registro Nacional Migratório.

 

A proibição também não atinge atividades como ações humanitárias transfronteiriças e o transporte e desembarque de cargas, entre outras atividades. A portaria é assinada pelos ministros da Casa Civil, Braga Netto, da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, da Infraestrura, Tarcisio Freitas, e da Saúde, Eduardo Pazuelo. (Mercado e Evento/Pedro Menezes)

 

 

 

Demanda por carros deve subir após pandemia, mas não vai ajudar montadoras

 

O já combalido segmento de automóveis do Brasil sofreu um duro baque com o agravamento da pandemia do coronavírus no país. Além da paralisação total da produção das fábricas, os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que houve queda vertiginosa nas vendas no último mês em relação ao mesmo período de 2019 - 73% para os modelos novos e 83% nos segmentos de usados. Mesmo assim, os preços dos carros apresentaram elevação. Um levantamento feito pela Kelley Blue Book Brasil, empresa que monitora a flutuação dos preços de automóveis, observou a alta do valor de mercado de automóveis e utilitários seminovos (ou seja, com até 2 anos de uso) em oito das dez categorias analisadas.

 

“Este movimento pode ser explicado com a possível desistência de uma parcela de consumidores em adquirir modelos 0 km, devido à maior cautela com o orçamento. Desta maneira, os modelos seminovos, que possuem maior apelo ao custo-benefício, podem absorver esta demanda”, afirma o texto do relatório. No levantamento feito entre o período de 14 de março, bem no início das medidas de isolamento social, a 30 de abril, até mesmo carros populares apresentaram expressiva valorização. No último dia do mês passado, um Ford Ka ano 2018 apresentava valor de mercado 10% superior do que antes da pandemia. Ou seja, para quem tem um carro com até 20 000 quilômetros parado na garagem, este pode ser um bom momento para avaliar passá-lo para frente.

 

E por que comprar um carro agora – Com a maioria das concessionárias fechadas para o acesso tradicional de clientes, resta aos fabricantes apostar em alternativas de como chegar até o possível comprador. Muitas montadoras começam a apostar no serviço de delivery, algumas engatinham em estratégias digital, como realidade virtual. O vendedor leva o carro devidamente higienizado ao endereço do interessado para fazer um test drive e a negociação segue de maneira remota. Mesmo em período de incerteza econômica, muitos brasileiros ainda consideram comprar um novo carro. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, 30% dos 1.000 entrevistados estão mais propensos a comprar um automóvel depois da crise da Covid-19.

 

Entre os argumentos apontados pelos que responderam positivamente à pesquisa repetida em 11 países, o que foi mais mencionado foi o da sensação de segurança que o carro particular traz. E no contexto atual, essa segurança pode ser também sanitária, dado o maior risco de contágio do coronavírus no transporte público ou carros de aplicativo. “Normalmente, a demanda de compra e venda de automóveis está relacionada com a oferta de mobilidade de uma determinada região. Agora, mesmo em uma grande metrópole como São Paulo, onde há vários meios de se locomover, as pessoas podem voltar ao carro particular em função da crise sanitária pela qual passamos”, disse Ricardo Bacellar, líder do setor automotivo da consultoria KPMG. (Portal Veja/Alexandre Salvador)

 

 

 

VW Polo nacional chega à sexta geração em setembro

 

A campanha de lançamento da 6ª geração do Volkswagen Polo começou, e com ela, a data de lançamento do compacto premium foi revelada: 1°de setembro. A marca já criou um hotsite oficial que logo de cara já aparece a mensagem “01.09”, fazendo alusão ao dia de lançamento da nova geração.

 

Com a confirmação da data, a nova geração do Polo será apresentada antes do que a versão europeia, que vai acontecer no Salão de Frankfurt, na Alemanha, tendo início no dia 14 de setembro. O novo Polo será o primeiro compacto nacional feito sobre a plataforma MQB e, como esperado, usará o 1.0 TSI (turbo) de três cilindros, já presente no pequeno Up e no médio Golf em diferentes potências. Para o compacto, a marca definiu a oferta do 1.0 turbo mais forte, com até 128 cv de potência e 20,3 kgfm de torque. O motor será conectado ao câmbio automático Tiptronic de 6 marchas.

 

A inovadora plataforma MQB (Modularer Querbaukasten ou Matriz Modular Transversal) foi criada em 2012. A estrutura foi pensada para padronizar o processo de montagem dos veículos, estabelecendo uma mesma sequência de produção e reduzindo o tempo de montagem. Suas principais vantagens são o baixo peso, a utilização de aços de alta resistência, que permitem aumentar a segurança, e a redução do consumo de combustível e das emissões de CO₂. Por ser moldável, a plataforma vem sendo adotada em todos os carros da marca.

 

Mentor (Upload do Gcon)De acordo com David Powels, presidente da montadora no País e na América do Sul, até 2020 a Volkswagen fará a renovação mais abrangente da história da marca no Brasil. Além do novo Polo e do sedã Virtus, a montadora lançará no Brasil o hatch Golf e a perua Golf Variant reestilizados, a nova geração do Tiguan em versão alongada com sete lugares, e o novo Jetta. Depois virão dois SUVs (um compacto e um médio), além da inédita picape. (Motor1/R7 Carros)

 

 

 

Fiat Chrysler realiza doação para projetos de assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade

 

Empenhada em ampliar seu plano de apoio ao combate do Covid-19 no país, a Fiat Chrysler Automóveis realiza, em Recife, mais uma etapa das doações a projetos que visam dar assistência a moradores de rua que se encontram em situação de vulnerabilidade nesse período de isolamento social. Em parceria com a ONG AVSI Brasil, a empresa iniciou a distribuição de alimentos e kits de higiene.

 

Serão entregues uma tonelada de alimentos, além de 5.250 litros de água mineral e 1.600 kits de higiene compostos por sabonete, pasta e escova de dentes e shampoo. A doação será feita para a Prefeitura do Recife, para a Associação Católica dos Samaritanos e para Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Glória.

 

“Estamos trabalhando em cooperação estreita e altamente positiva com todas as esferas governamentais e parceiros, tendo como prioridade contribuir de forma efetiva nas áreas onde há maior necessidade. O momento pede união de esforços, e a Jeep faz questão de se fazer presente e atuante” Fernão Silveira, diretor de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da FCA para América Latina.

 

Também nesse sentido, a AVSI Brasil tem contribuído para realizar ações emergenciais nos territórios onde está presente. Segundo a gerente geral da AVSI em Pernambuco, Ana Bianchi, que acompanhou as doações no estado “Nosso objetivo é chegarmos juntos às pessoas que mais necessitam, seja pensando ações emergenciais, quanto redesenhando alguns projetos para atendimentos e formações online”, finalizou Ana.

 

Para Rafael Albuquerque Araújo, presidente da ONG Samaritanos, é primordial a cooperação de todos, visto que a oferta de alimentos e água para a população em situação de vulnerabilidade. A instituição hoje é responsável pela distribuição diária de 2.500 refeições em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. “A continuidade desta ação tem sido um desafio, mas tem sido possível com a ajuda desta rede de solidariedade que está se unindo neste momento de dificuldade para chegar a estas pessoas que mais precisam. Foi muito bom contar hoje com a responsabilidade social da Jeep para a continuidade da ação”.

 

Combate ao Covid-19

 

O hospital de campanha de Goiana é mais uma ação muito importante dentro do abrangente programa de ações implementado pela FCA para auxiliar no combate à pandemia, que inclui a produção e doação de equipamentos primordiais de segurança para profissionais da área da saúde, comodato de veículos para apoio logístico às autoridades estaduais e municipais, reparo de ventiladores pulmonares e outras iniciativas.

 

O programa da FCA é baseado em três frentes principais

 

- Contribuições para a instalação de dois hospitais de campanha, em Betim (MG) e Goiana, totalizando uma oferta de até 300 leitos adicionais nos dois municípios onde a FCA mantém plantas automotivas no Brasil, além de doações para auxiliar o hospital de campanha do Expominas, em Belo Horizonte;

 

- Doações e comodato de materiais, equipamentos diversos e veículos para autoridades da área de saúde em Minas Gerais e em Pernambuco, além de doações para auxiliar comunidades em situação de extrema vulnerabilidade;

 

- Uso da expertise e recursos da companhia para a produção e ampliação de oferta de itens hospitalares essenciais, como equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde e ventiladores pulmonares. (O Brasil Sobre Rodas)

 

 

 

Concessionárias de veículos na China dão subsídios a clientes para tentar retomar vendas

 

Cashback, trocas de óleo gratuitas e generosos cartões pré-pagos de gasolina são algumas das ofertas que as concessionárias de automóveis da China estão usando para conquistar clientes depois de passarem grande parte de fevereiro e março em confinamento.

 

Cui Peng, gerente de vendas da Geely na cidade de Hangzhou, diz que as vendas de unidades em sua concessionária subiram 30% em abril ante a março e espera um crescimento de 25% em maio.

 

Isso se deve em parte ao aperto na demanda depois que a China fechou para conter o coronavírus. Mas isso também se deve a uma oferta de seis trocas gratuitas de óleo de motor, no valor de cerca de 3 mil iuanes (420 dólares), para clientes que compram modelos como o utilitário esportivo Binyue.

 

Na cidade vizinha de Ningbo, uma concessionária Toyota que oferece 10 trocas gratuitas de óleo fez com que as vendas de veículos de abril retornassem aos níveis pré-vírus e tem como objetivo que as vendas em maio subam 10% mês a mês, disse o gerente de marketing Chen Xiaotian à Reuters.

 

Até marcas de luxo oferecem vantagens. Uma loja Lexus em Hangzhou atrai clientes com milhares de iuanes em dinheiro.

 

As visitas e telefonemas da Reuters para dezenas de concessionárias mostraram que a maioria registrou saltos de dois dígitos nas vendas de abril em comparação a março e muitos esperam que as vendas de maio cresçam pelo menos mais 10%.

 

Esses esforços ajudaram a China a registrar o primeiro crescimento positivo nas vendas de veículos em quase dois anos, alta de 4,4% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

Mas a indústria continua profundamente preocupada. Espera-se que qualquer momento de demanda bloqueada em fevereiro e março se esgote no final de maio.

 

Depois disso, as perspectivas para gastos do consumidor são sombrias, pois a pandemia continua a pressionar a economia global, incluindo as exportações da China.

 

Além disso, executivos do setor acreditam que as ofertas generosas a clientes podem ditar a volta à guerra de preços.

 

Feng Xingya, gerente geral da montadora estatal GAC, que tem parcerias com a Toyota e a Honda, acredita que uma guerra de preços está chegando.

 

Isso já aconteceu duas vezes no passado recente. Em 2018, os preços de lista foram afetados, com o mercado automotivo da China começando a enfraquecer após duas décadas de forte crescimento.

 

E em meados de 2019 os revendedores ofereceram grandes incentivos após a caótica implementação de novos padrões de emissões. (Money Times/Reuters)

 

 

 

Novas normas europeias antiemissões devem acabar com motores downsizing

 

Os amigos leitores do Canaltech que acompanham as nossas análises de automóveis já devem ter visto uma pincelada ou outra sobre o downsizing. Essa técnica, nada mais é, do que uma modificação que as montadoras têm feito nos motores para diminuir seu tamanho e cilindrada e, para que não haja perda de potência, fazer uso dos turbos propulsores ou até mesmo a injeção direta. Bem, na teoria, isso ajuda a consumir menos combustível e deixar os carros mais eficientes, mas, na Europa, isso deve começar a mudar logo e as empresas terão de se adequar.

 

Isso porque o continente europeu terá novas normas de regulamentação, chamadas de UE7 e que serão implementadas até 2026. Entre as modificações, está a que afeta os motores menores. Segundo o texto, a potência agora deve ser relativa por litro de cilindrada, ou seja, o tamanho do motor vai voltar a terum padrão bem parecido com o que tínhamos há uma década, com os carros mais potentes tendo, necessariamente, os maiores motores.

 

Essa tática dos mandatários europeus visa forçar as montadoras a apostarem cada vez mais nos carros elétricos e escancara que a ideia das empresas de investirem nisso não está ligada apenas a uma ideia de diminuir emissões ou de aumentar a eficiência, mas sim, de pressão governamental. Além disso, as montadoras terão o desafio de fabricar seus próximos carros a combustão com motores maiores, porém que emitam menos poluentes.

 

Para que isso ocorra, os veículos terão que ter a bordo conversores catalíticos três a quatro vezes maiores que os atuais, o que, claro, vai fazer com que o preço dos carros aumente, pois o custo de produção disso também irá crescer. Como sabemos que a preferência da maioria dos consumidores ainda é por carros à combustão, é possível que vejamos uma briga boa até que essas medidas sejam totalmente implementadas.

 

Aqui no Canaltech nós já testamos alguns carros que adotaram o downsizing, como o Volkswagen Polo, os novos Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Mesmo com litragem baixa, a adoção do turbo faz com que esses veículos ganhem em eficiência e agilidade, com a potência do motor, mesmo que baixa, chegando em baixas rotações. Há, também, modelos modernos que não fizeram uso do downsizing, como o novo Toyota Corolla 2.0, que possui potência e torque relativamente altos e chegando cedo, mas consumo baixo se considerarmos a litragem.

 

Portanto, não podemos ignorar que essas mudanças representam um risco à indústria automotiva, que encontrou soluções inteligentes para entregar carros eficientes e menos poluentes. Como amante dos automóveis, ter um motorzão não seria de todo ruim, mas se podemos aliar a diversão, a performance e o bem-estar ambiental, melhor seguir assim. (Canaltech/Motor1/Felipe Ribeiro e Matheus Argentoni)

 

 

 

Zoomlion lança primeiro caminhão-guindaste 100% elétrico

 

A empresa chinesa Zoomlion aaba de lançar o primeiro caminhão-guindaste do mundo puramente movido por eletricidade, o “ZTC250N-EV”. Dessa forma, o veículo chega ao mercado diretamente da produção do Parque Industrial Quantang da Zoomlion em Changsha.

 

De acordo com o Sr. Wang Qitao, diretor técnico da divisão de guindastes de engenharia da Zoomlion, “a carroceria e o chassis utilizaram uma estratégia ZIC de controle inteligente colaborativo. Assim, combinando perfeitamente o sistema de gerenciamento de alta eficiência de energia TCEMS com um sistema de gerenciamento de bateria BMS”.

 

O caminhão-guindaste ZTC250N-EV de 25 toneladas puramente elétrico mantém força dinâmica em funcionamento. Além disso, é mais econômico e ecológico do que outros caminhões-guindaste no mercado. O caminhão-guindaste pode atingir uma velocidade máxima de 90 km/h (56 mph) e a capacidade de inclinação máxima chega a 50%. Seu custo total de energia pode ser reduzido para apenas 35% de outros produtos movidos por combustível na mesma classe com emissões zero.

 

O ZTC250N-EV pode fornecer mais de 260 km (160 milhas) de alcance, o que atende as exigências da maioria das operações de construção. Ele se adapta às tomadas de carregamento e tomadas industriais padrão, o que acomoda as necessidades dos clientes para o carregamento. (Frota & Cia/André Garcia)

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