NOTÍCIAS DO DIA
15/12/2025
Volvo pode produzir carros no Brasil usando a parceria Renault/Geely
A Volvo pode se valer de um trunfo para produzir carros no Brasil. Graças ao acordo costurado entre Renault e Geely no País, a marca sueca, que pertence ao grupo chinês, tem a possibilidade de fazer automóveis de passeio no complexo da montadora francesa em São José dos Pinhais (PR).
A reportagem do Jornal do Carro apurou que o mesmo se aplica a outras empresas da Geely, como Lynk & Co., Zeekr e Polestar. Tal arranjo se dá graças ao acordo que garante aos chineses, por ora, 26,4% do controle da operação local da Renault.
O Complexo Ayrton Senna, em Pinhais, foi inaugurado em 1998 e tem capacidade anual de produção de 320 mil automóveis de passeio. Mais do que suficiente para ‘abraçar’ modelos das marcas do grupo chinês.
Por meio de investimento de R$ 3,8 bilhões, anunciado em novembro, a Geely revelou que fará quatro carros no Brasil até 2027. O primeiro deles será o EX5, construído sobre a Global Intelligent New Energy Architecture (GEA).
Sinergia entre Renault e Geely
Aqui temos o pulo do gato. A arquitetura GEA é uma espécie de evolução das plataformas CMA e SEA. A primeira serve de base para o Renault Grand Koleos, com lançamento confirmado para 2026, e atende ainda a modelos de Zeekr, Lynk & Co. e Volvo, como o XC40 e sua variante elétrica, o EX40.
A SEA também é uma arquitetura amplamente utilizada por marcas da Geely. Zeekr 001, X e Volvo EX30 são alguns dos carros que utilizam desta plataforma que tem similaridades tecnológicas com a CMA.
Até seria possível um tipo de linha de produção “flex”, capaz de fazer modelos de todas essas arquiteturas. No entanto, o custo para tal não justificaria o investimento. Isso sem falar da complexidade técnica.
A criação de linhas distintas seria um caminho realista. Mas isso tudo, evidentemente, passa por questões mercadológicas. Fontes ouvidas pela reportagem dizem que o uso do complexo da Renault só seria justificável com o volume adequado para localização.
“A Volvo até enxerga com bons olhos a possibilidade de nacionalização de alguns de seus carros. Vamos fechar 2025 com ótimos números no Brasil e seguiremos acompanhando de perto as movimentações deste mercado importantíssimo para nós”, salientou uma fonte.
A Volvo Car Brasil revelou, em comunicado oficial, que já superou a marca de 9 mil unidades licenciadas no País em 2025. Os campeões de vendas da marca até o momento são EX30 (3.162 emplacamentos) e XC60 (3.141).
O caso da Zeekr é parecido, mas depende de crescimento ainda mais robusto nas vendas. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a marca teve 511 unidades licenciadas de janeiro a novembro deste ano. Pouco para produção local, mas o suficiente para colocar a empresa entre as líderes do segmento de elétricos premium.
Vale salientar que, até agora, a marca é oferecida no Brasil por um representante independente. Caso a própria Geely assuma a operação, com capacidade de investimento, o volume de vendas também tende a ganhar tração
“Tudo depende de estratégia e, principalmente, volume. Vamos trazer carros híbridos no ano que vem, teremos a Lynk & Co. e aí veremos o que fazer. Nenhum outro cenário de montagem local faria sentido à exceção de uma produção na fábrica da Renault”, destacou fonte ligada ao grupo Geely.
O que dizem as empresas
Quando questionada sobre a possibilidade de outras empresas do grupo Geely utilizarem sua unidade de São José dos Pinhais para produção, a Renault foi sucinta.
“Atualmente, estamos focados apenas na marca Geely Auto”, disse a companhia de origem francesa. Por outro lado, não negou que outros braços do grupo chinês poderiam usufruir das instalações de seu complexo paranaense.
A Volvo, por sua vez, salientou que não tem planos neste momento de produção local. A marca sueca também ressalta que desconhece a formatação do acordo entre Geely e Renault no Brasil. Confira, abaixo, o posicionamento da empresa na íntegra:
“A Volvo Car Brasil está em um excelente momento, superando a marca de nove mil carros vendidos pela primeira vez em mais de 20 anos de atuação no mercado brasileiro.
A Volvo Cars faz parte da Geely Holding Group. Sabemos da entrada oficial do grupo no país, mas não temos conhecimento do acordo realizado entre a Geely Holding Group e a Renault do Brasil para produção de carros nacionalmente. Neste momento, a Volvo Car Brasil não tem planos de iniciar a produção de veículos em território brasileiro”. (Jornal do Carro/Marcus Celestino)
Iveco direciona estratégia de caminhões a gás para a Argentina
Apesar do interesse crescente do setor em combustíveis alternativos, o avanço da Iveco em veículos a gás segue caminhos distintos na América Latina. No Brasil, a falta de infraestrutura trava a expansão, segundo avalia o presidente da companhia, Marcio Querichelli. Na Argentina, o cenário é oposto: o país se consolida como o mercado mais maduro para gás natural veicular, tornando-se o principal destino da estratégia da montadora.
A Iveco já tem aproximadamente 28 unidades vendidas do S-Way a gás no Brasil e algumas em operação assistida, o que significa um passo após testes em clientes, mas decidiu redirecionar grande parte do esforço tecnológico para o mercado argentino. “A Argentina cresceu mais de 50% no ano, tem condições mais favoráveis e é rentável para nós”, explica o presidente da Iveco.
O país vizinho se apoia na força de Vaca Muerta, que estimula a substituição do diesel. A reserva, localizada na província de Neuquén, na Patagônia argentina, foi descoberta em 2010 e estima-se que possua a segunda maior jazida de gás de xisto global e a quarta de petróleo não convencional. Esse recurso energético tornou-se central na estratégia econômica da Argentina, especialmente após a construção do gasoduto Néstor Kirchner.
A Iveco já opera com gás no mercado argentino desde 2019 e mantém vendas importantes. Segundo Querichelli, a frota de caminhões a gás na Argentina é de duas mil unidades.
Na visão de Querichelli, no Brasil o cenário é bem mais lento. O país não possui corredores de abastecimento conectados e viáveis para operações de grande escala. “Hoje quem está fazendo volume em gás está subsidiando o veículo. E o valor de revenda ainda é uma incógnita, porque o ciclo completo do produto não existe por aqui”, analisa o executivo.
De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Brasil registrou a venda de 641 caminhões a gás nos primeiros onze meses de 2025, número semelhante ao do mesmo período do ano anterior. A Scania, marca sueca, segue liderando este segmento no país, com uma frota de 2.500 unidades em circulação desde 2019, quando iniciou sua estratégia de expansão nesse mercado. A montadora projeta fechar 2025 com a venda de 500 caminhões a gás, consolidando sua posição de liderança. (Transporte Moderno/Aline Feltrin)
Volkswagen traz a eletrificação para o Brasil em 2026
A fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, produzirá o primeiro Volkswagen híbrido nacional a partir do ano que vem. Este foi um dos anúncios feitos pela companhia em encontro com a imprensa na quarta-feira, 10, quando também premiou AutoData pela reportagem especial do lançamento do Tera.
Assim a empresa ingressa de vez na eletrificação, movimento que será tendência a partir das novas metas de eficiência energética que o governo anunciará dentro do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. A Volkswagen não informou qual veículo será o primeiro eletrificado nacional, mas adiantou que uma nova plataforma, a MQB37, será instalada no ABC Paulista.
Outra novidade adiantada pela Volkswagen foi o lançamento do Tiguan no ano que vem, ainda sem prazo definido. Ele será importado do México, onde está equipado com o motor 1.4 turbo, o mesmo do Taos que também passou a vir de lá.
Segundo o presidente Ciro Possobom a meta para 2026 é, mais uma vez, crescer acima da média do mercado. Até novembro a companhia somou 388 mil emplacamentos, avanço de 7% sobre o mesmo período do ano passado. “O mercado deverá crescer pouco em 2026, por causa dos juros altos, embora eles tendem a cair ao longo do ano. Teremos também Copa do Mundo e eleições. Projetamos algo em torno de 2% a 3% de alta sobre o volume deste ano”.
Na semana que vem ele, Alexander Seitz, chairman da VW América do Sul, e outros integrantes do comitê executivo viajam para a Alemanha onde apresentarão os resultados da região em 2025, que registra alta superior a 14% nas vendas. Segundo Seitz o Brasil passou a ser o terceiro maior mercado da VW no mundo:
“O Brasil já deu dor de cabeça à matriz, hoje não dá mais”, afirmou, acrescentando que oportunidades de exportação poderão surgir na reunião. Hoje a Volkswagen exporta em torno de 25% de sua produção nacional.
Seitz também adiantou qual é o planejamento no médio prazo: “Nosso objetivo é a liderança na América do Sul”. (Agência AutoData/André Barros)
Produção de ônibus pode superar projeções da Fabus para 2025
As fabricantes de carrocerias produziram 2.199 ônibus em novembro. Este volume representou uma queda de 13,42% sobre outubro deste ano, que somou 2.541 unidades. Em relação a novembro do ano passado, entretanto, quando foram fabricados 2.086 veículos, houve um aumento de 5,42%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus).
Nos onze meses de 2025, a produção atingiu 22.740 unidades, aumento de 5,42% em relação aos 21.572 veículos fabricados de janeiro a novembro de 2024. Se em dezembro as empresas continuarem no ritmo atual e produzirem cerca de 2.000 ônibus, o ano de 2025 termina com mais de 24.700 veículos fabricados, com aumento em torno de 7% sobre 2024 (23.099 unidades) e superior à projeção feita pela Fabus, que é de 23.600 unidades. Sem contabilizar os 2.975 veículos da Volare.
Do total de ônibus produzidos até novembro deste ano, 9.160 unidades são de modelos urbanos, que tiveram 40,28% de representatividade no total com aumento de 3,03% sobre 8.891 veículos fabricados nos onze meses de 2024. De modelos rodoviários foram produzidas 7.308 unidades, alta de 12,73% sobre os 6.483 veículos feitos de janeiro a novembro do ano passado e a participação foi de 32,14%.
Os micro-ônibus representaram 20,99% do total, com 4.773 unidades, mas este volume ficou 21,4% abaixo dos 6.073 veículos produzidos nos onze meses de 2024. Os miniônibus somaram 1.343 unidades, com 5,91% de participação, e os modelos intermunicipais aumentaram de 125 para 156 unidades, com 0,69% de representatividade na produção total.
A Marcopolo produziu 6.989 ônibus de janeiro a novembro de 2025, a Caio Induscar fez 6.948, a Mascarello 2.990, a Neobus 2.088, a Comil 1.812, a Carbuss (Busscar) 1.256 e a Irizar 657 veículos. Incluindo os 2.975 ônibus Volare, que passou a fazer parte do balanço da Fabus em março deste ano, a produção totalizou 25.715 unidades de janeiro a novembro de 2025. Foram fabricados pela marca 1.428 miniônibus, 1.107 rodoviários, 327 modelos urbanos e 113 micro-ônibus.
Exportação e mercado interno
Do total de 22.740 ônibus produzidos de janeiro a novembro deste ano, 19.488 unidades foram destinadas ao mercado interno, o que representou aumento de 2,84% sobre os 18.949 registrados em igual período de 2024.
Para o mercado internacional, as fabricantes enviaram 3.252 ônibus, aumento de 24% em comparação com os 2.623 veículos exportados nos onze meses de 2024. Foram 2.597 modelos rodoviários, 390 urbanos, 231 micro-ônibus, 33 miniônibus e um modelo intermunicipal.
A Marcopolo exportou 1.705 ônibus, a Irizar 652, Comil 327, Caio 312, a Carbuss/Busscar 168 e a Mascarello 88 veículos, segundo a Fabus. Incluindo os 240 ônibus da Volare – 167 miniônibus, 51 urbanos, 21 micro-ônibus e um modelo rodoviário – foram exportados 3.492 ônibus pelas encarroçadoras no acumulado de janeiro a novembro de 2025, segundo a Fabus. (Portal Technibus/Sonia Moraes)
Shell lança V-Power Diesel no Brasil e movimenta cenário de combustíveis em meio a alta do ICMS e avanço do biodiesel
A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, anunciou a ampliação da família de aditivados Shell V-Power com a chegada do novo Shell V-Power Diesel, que passa a substituir a linha Evolux a partir de janeiro de 2026. O lançamento marca a entrada da linha premium também no segmento diesel, completando o portfólio com gasolina, gasolina Racing e etanol. A chegada acontece em um momento estratégico para o mercado: o país passou a operar com o biodiesel B15, o que aumentou os desafios de estabilidade, oxidação e formação de resíduos — questões diretamente atacadas pela formulação avançada do novo combustível.
Formulado com tecnologia global da Shell, o V-Power Diesel nasce, segundo a Raízen, com forte reconhecimento do consumidor. “Nos estudos iniciais, 72% dos entrevistados já afirmavam conhecer o produto antes mesmo de ele existir no Brasil. Eles mostraram que trazer o diesel para a linha V-Power não só fazia sentido, como era essencial para evoluir nosso portfólio”, afirma Ricardo Berni, CMO da Raízen.
O aditivado atua na estabilização da oxidação do biodiesel, limpeza do sistema de injeção, aumento de cetano — que melhora a rapidez e segurança nas ultrapassagens —, redução de espuma no abastecimento, inibição de microrganismos e proteção anticorrosiva.
O lançamento chegará aos postos de todo o país em janeiro de 2026 com a campanha “Sinta a evolução no seu motor”, criada pela ID/TBWA, que pretende alcançar mais de 60 milhões de pessoas. O posicionamento reforça o caráter versátil do produto, voltado tanto para caminhões e ônibus quanto para SUVs e picapes a diesel — segmentos fortemente impactados pelas mudanças recentes no mercado de combustíveis.
A novidade da Shell chega em um ambiente de preços pressionados. A partir de janeiro de 2026, o ICMS do diesel sobe R$ 0,05 por litro, atingindo R$ 1,17, conforme decisão do Confaz. O aumento anula a queda acumulada de cerca de 1% registrada em 2025 e deve ser sentido imediatamente por consumidores e frotistas, aponta o especialista Vitor Sabag, do Gasola by nstech. “Os postos repassam praticamente de imediato. No médio prazo, isso pesa no frete e no preço final dos produtos, já que dependemos do modal rodoviário”, afirma.
Sabag destaca que o ambiente político — ano eleitoral — tende a trazer sensibilidade e volatilidade aos reajustes, especialmente aqueles ligados à Petrobras. E reforça: para mitigar impactos, transportadoras precisam intensificar o monitoramento de preços, planejar rotas e negociar condições de abastecimento de forma estratégica. Em 2024, o diesel acumulou alta de 3%; já de janeiro a outubro de 2025 houve leve queda. Para cair novamente em 2026, seria necessária uma redução significativa do dólar e do barril — cenário considerado desafiador.
Enquanto o mercado fóssil enfrenta pressões tributárias, o segmento de biocombustíveis vive um momento de expansão. Durante a COP 30, a Be8 assinou uma Carta de Intenções com o Investe Piauí para ampliar a capacidade de produção em Floriano (PI) e instalar a segunda fábrica do biocombustível renovável Be8 BeVant. O acordo inclui estudos de viabilidade, projeções de geração de empregos e apoio na busca de parceiros estratégicos e incentivos fiscais.
Segundo o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, a ampliação reforça o aumento da oferta de energias renováveis, especialmente em uma região que desponta como polo energético nacional. O BeVant, que pode ser usado puro em motores diesel, promete reduzir até 99% das emissões de GEE na comparação com o diesel fóssil e apresenta vantagens como alto teor de éster, menor acidez, lubricidade superior e baixíssimos índices de água e contaminantes. O produto foi testado com sucesso na Rota Sustentabilidade COP 30 em parceria com a Mercedes-Benz.
O movimento ocorre em sintonia com a tendência de crescimento do consumo de biodiesel no país. De acordo com a StoneX, o mercado deve atingir 9,8 milhões de m³ em 2025, alta de 9%, e 10,5 milhões de m³ em 2026 — podendo chegar a quase 11 milhões em um cenário de adoção do B16. A mistura B15 já impulsiona recordes: apenas em outubro foram 914 mil m³ vendidos. Já no balanço de janeiro a outubro, o volume alcançou 8,1 milhões de m³, avanço de 6,7% ante 2024.
O mix de matérias-primas também passa por ajustes. O óleo de soja, embora dominante, caiu de 86,4% para 81,6% do mix no quinto bimestre; já o sebo bovino avançou fortemente, impulsionado pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA, que reduziram exportações e aumentaram a oferta interna.
Mercado em transição
A chegada do Shell V-Power Diesel, combinada ao avanço do biodiesel e a um cenário de preços mais pressionados, reforça que 2026 será um ano de profundas transformações no segmento de combustíveis. O consumidor — seja motorista urbano, seja gestor de frota — terá diante de si um mercado mais tecnológico, mais regulado e mais dependente de estratégias de eficiência. Entre novos aditivados premium, biocombustíveis renováveis e aumento de tributos, a disputa pelo melhor custo-benefício promete ganhar ainda mais peso nas decisões de abastecimento e logística. (Frota News/Marcos Villela Hochreiter)
Eaton apresenta novos rótulos para lubrificantes
A Eaton anuncia a atualização dos rótulos de toda a sua linha de lubrificantes, iniciativa que reforça o movimento contínuo de inovação e padronização visual da marca em seus portfólios de produtos. A mudança traz maior clareza para o mercado, facilita a identificação das aplicações e destaca os diferenciais técnicos de cada solução, acompanhando a evolução das necessidades de transportadores, frotistas e profissionais da manutenção.
Mais do que uma renovação estética, os novos rótulos refletem o compromisso da Eaton em entregar produtos de alta performance, desenvolvidos para garantir eficiência, segurança e proteção aos sistemas de transmissão, seja em veículos leves, médios ou pesados. Os lubrificantes da marca possuem moléculas que aderem às superfícies internas das peças, criando uma camada protetiva que reduz desgaste, previne corrosões e assegura pré-lubrificação já nas primeiras partidas do dia, oferecendo qualidade e confiabilidade.
“Os lubrificantes Eaton já são reconhecidos pela proteção superior, durabilidade e desempenho. Os novos rótulos reforçam o nosso compromisso contínuo com a inovação e com a evolução do portfólio. Mais do que uma mudança visual, essa atualização ajuda o mercado a identificar com mais clareza as aplicações e os diferenciais de cada produto, fortalecendo a experiência de quem utiliza os lubrificantes Eaton”, explica Luis Jacomassi, gerente de Estratégia de Produtos da Eaton.
A atualização dos rótulos fortalece a identidade visual da Eaton e facilita o entendimento do consumidor, distribuidores e oficinas, garantindo decisões mais rápidas e seguras na hora da manutenção. Com a novidade, a marca reafirma sua posição como referência em tecnologia de lubrificação para sistemas de transmissão.
Sobre a EATON Corporation
A Eaton é uma empresa de gerenciamento inteligente de energia dedicada a proteger o meio ambiente e a melhorar a qualidade de vida das pessoas no mundo todo. Fabricamos produtos para os mercados de data centers, serviços públicos, industriais, comerciais, de construção de máquinas, residenciais, aeroespaciais e de mobilidade. Somos guiados pelo nosso compromisso de fazer negócios corretamente, operar de forma sustentável e ajudar nossos clientes a gerenciar a energia – hoje e no futuro. Ao capitalizar as tendências globais de crescimento da electrificação e da digitalização, estamos acelerando a transição do planeta para fontes de energia renováveis, ajudando a resolver os desafios de gestão de energia mais urgentes do mundo e a construir uma sociedade mais sustentável para as pessoas de hoje e para as gerações futuras.
Fundada em 1911, a Eaton tem evoluído continuamente para atender às necessidades em constante mudança e expansão dos nossos stakeholders. Com receitas de quase US$ 25 bilhões em 2024, a empresa atende clientes em mais de 160 países. (Truck & Bus Builder América do Sul)
Cummins inaugura Centro de Treinamento Técnico em Cuiabá (MT) dedicado a motores de alta potência
A Cummins, por meio da Distribuidora Cummins Brasil (DCB), inaugurou no fim de novembro, em Cuiabá (MT), o Centro de Treinamento Técnico – Cuiabá (MT), dedicado à formação de profissionais em motores e grupos geradores de alta potência (HHP – High Horse Power). Instalado na filial da DCB na capital mato-grossense, o novo centro nasce para atender à crescente demanda por qualificação técnica em aplicações como mineração, ferroviário, marítimo e geração de energia – especialmente para o setor de data centers – no Brasil e em toda a América Latina.
O projeto começou a ser desenhado em julho de 2023, diante da necessidade de ampliar a capacitação dos técnicos que atendem equipamentos de grande porte – motores de alta litragem aplicados a grupos geradores e outros segmentos HHP. A iniciativa recebeu investimento aproximado de cerca de R$ 1,3 milhão, contemplando infraestrutura física, motores dedicados ao treinamento, ferramentas especiais e adequações de segurança.
Com 120 m² de área prática e uma sala de aula dedicada ao conteúdo teórico, o Centro de Treinamento Técnico – Cuiabá (MT) abriga três motores de alta potência utilizados para a formação de profissionais. A estrutura conta com dois Cummins QSK50, sendo um motor funcional — empregado em testes, simulações reais de operação e diagnósticos — e outro destinado às atividades de montagem e desmontagem mecânica. Cada QSK50 entrega aproximadamente 1.500 kWe, o equivalente a cerca de 2.000 hp.
Nova estrutura, operada pela Distribuidora Cummins Brasil (DCB), fortalece a capacitação em HHP na América Latina, com investimento de aproximadamente R$ 1,3 milhão.
Além dos dois motores de 50 litros, o centro conta com um Cummins QSK95, dedicado ao treinamento mecânico. Considerado o maior motor de alta rotação da Cummins em operação globalmente, o QSK95 é amplamente aplicado em grupos geradores de missão crítica, com destaque para a operação de data centers, além de usos em setores como mineração, ferroviário e marítimo. A motorização entrega 3.500 kWe ou 4.700 hp.
Desde o segundo semestre deste ano, o Centro de Treinamento Técnico – Cuiabá (MT) já formou duas turmas, totalizando 15 profissionais. A partir de 2026, a previsão da líder em tecnologia de energia é manter pelo menos quatro turmas por ano, com até oito técnicos por classe, ampliando de forma consistente a base de profissionais qualificados em motores de alta potência na rede Cummins.
Vale reforçar que cada programa de capacitação oferece, em média, 40 horas de treinamento por turma para a plataforma QSK50 – divididas entre sala de aula e atividades práticas de diagnóstico, montagem, desmontagem e testes em motor funcional. Para o QSK95, a carga horária é ampliada para 80 horas, em função da complexidade e do porte do equipamento.
Para Carlos Nascimento, gerente de Suporte Técnico e Excelência Funcional da DCB, a escolha de Cuiabá como sede levou em conta fatores operacionais e estruturais avaliados. “A filial mato-grossense reúne uma oficina ampla, com área dedicada aos motores de alta potência e circulação segura, além de infraestrutura adequada para movimentação de componentes grandes e pesados, incluindo guindastes, localização estratégica para receber profissionais de toda a América Latina e espaço disponível para futuras expansões”, afirma. “A decisão também reflete a necessidade de um ambiente especializado para motores HHP, que demandam alto nível de qualificação devido à complexidade dos componentes e ao impacto que uma intervenção inadequada pode gerar em aplicações de missão crítica”.
O novo centro de treinamento posiciona a Cummins e a DCB como referência em capacitação HHP no Brasil. Atualmente, o principal foco está nos grandes clientes globais de Data Centers, segmento em que a Distribuidora Cummins Brasil já atua de forma destacada. “Com esta inauguração, distribuidores de países como México, Chile e outros mercados latino-americanos passam a ter a opção de formar seus técnicos no Brasil”, reforça Nascimento.
De acordo com Eduardo Favalli, supervisor de Suporte Técnico e Engenharia de Serviços da DCB, “além dos motores dedicados, o centro conta com um conjunto de ferramentas especiais Cummins de alto valor agregado, indispensáveis para intervenções em plataformas de alta potência. Toda a infraestrutura foi planejada para atender padrões rigorosos de saúde, segurança e meio ambiente (HSE), considerando o porte dos componentes, a complexidade das operações e a necessidade de movimentações seguras com talhas e pórticos móveis. Esse nível de preparação reforça a responsabilidade que temos com a qualidade de serviço entregue ao cliente final.”
Expansão DCB
A inauguração do novo centro ocorre em um momento estratégico da Distribuidora Cummins Brasil (DCB), que completou 35 anos de atuação em outubro de 2024 e segue fortalecendo sua presença nacional e seu compromisso com a excelência no atendimento aos clientes. Em junho de 2025, a DCB abriu uma nova filial em Luís Eduardo Magalhães (BA), reforçando sua atuação na região em forte expansão agrícola e logística. A chegada do Centro de Treinamento Técnico – Cuiabá (MT) adiciona um novo marco a esse ciclo de crescimento ao ampliar a capacidade técnica, acelerar a formação de especialistas, além de elevar o padrão de qualidade dos serviços prestados aos setores de data centers, mineração, transporte, marítimo, ferroviário e infraestrutura em toda a América Latina. (EaeMáquinas)
Mercedes-Benz inicia produção do novo eActros 400 na Alemanha
A produção do eActros 400 começou oficialmente na fábrica da Mercedes-Benz em Wörth, na Alemanha, no início de dezembro. O novo lançamento faz parte de um lançamento maior, de várias opções de caminhões elétricos, que se encerra no final desse ano.
A base tecnológica para essas novas variantes é o eActros 600, que já está sendo produzido em Wörth desde o final de 2024.
Com diversas novas opções de combinação baseadas nos dois modelos eActros 400 e eActros 600, a Mercedes-Benz Trucks está expandindo estrategicamente sua linha de produtos para atender ainda mais às necessidades logísticas no transporte pesado de longa distância e distribuição com propulsão elétrica.
A empresa agora oferecerá o eActros nas versões eActros 400 com duas baterias e eActros 600 com três, e cada modelo estará disponível como cavalo mecânico ou chassi rígido, adaptada às necessidades individuais em termos de aplicação, autonomia e carga útil. Além disso, os clientes poderão escolher entre duas cabines diferentes.
O investimento em novos modelos se dá pelo crescimento significativo da Mercedes-Benz em vendas de caminhões elétricos no continente Europeu. No terceiro trimestre, a cada dois caminhões elétricos vendidos na região, um era da marca da estrela.
A Mercedes-Benz está produzindo os caminhões elétricos na mesma linha de montagem dos caminhões a diesel, o que garante muita flexibilidade para produção.
Isso permite que a fábrica se adapte rapidamente às mudanças nas demandas do mercado e atenda de forma confiável aos rigorosos padrões de qualidade da Mercedes-Benz.
Ao contrário dos modelos eActros de primeira geração, em que a eletrificação era feita no Future Truck Center em Wörth, esta etapa do processo de fabricação da nova geração é agora realizada inteiramente dentro do galpão de produção de todos os modelos. Isso significa que a montagem dos caminhões elétricos está completamente integrada ao processo regular de produção em série, desde a construção da estrutura até a inspeção final. (Blog do Caminhoneiro/Rafael Brusque)
Ford e Renault anunciam parceria para veículos elétricos e comerciais
Duas das maiores montadoras do mundo, Ford e Renault, firmaram uma aliança estratégica para o segmento de automóveis e veículos comerciais. Conforme o pacto, serão desenvolvidos inicialmente dois modelos de veículos elétricos de entrada: esses carros serão da marca Ford, produzidos sobre a arquitetura Ampere do Grupo Renault.
O acordo, entretanto, também inclui veículos comerciais, tendo como foco central o avanço da eletrificação. O objetivo, segundo o comunicado oficial divulgado hoje, é “projetar e fabricar em conjunto modelos selecionados de veículos comerciais leves das marcas Ford e Renault”.
Além disso, as empresas afirmaram que, “ao unirem suas experiências como grandes atuantes na Europa, em inovação, design, software e prestação de serviços, o Grupo Ford e a Renault buscarão superar os desafios da indústria e atender de modo mais eficaz os clientes nos segmentos de varejo e comerciais“. De fato, Ford e Renault são construtoras relevantes também no setor comercial, como atesta sua longa e bem-sucedida trajetória.
“O Grupo Renault tem a honra de anunciar uma nova cooperação estratégica com a Ford, uma montadora de carros emblemática. Esta aliança evidencia a solidez do nosso saber em parcerias e a nossa capacidade competitiva na Europa. A longo prazo, a junção dos nossos esforços com a Ford nos tornará mais inovadores e mais ágeis em um mercado automotivo europeu em permanente evolução”, afirmou François Provost, CEO do Grupo Renault.
Jim Farley, presidente e CEO da Ford Motor Company, complementou: “A aliança estratégica com o Grupo Renault significa um marco relevante para a Ford e sustenta nossa meta de edificar um negócio altamente eficiente e moderno na Europa. Vamos mesclar a capacidade industrial e os recursos em veículos elétricos do Grupo Renault com o design emblemático e a experiência de condução da Ford para criar automóveis atrativos, competentes e com a essência característica da Ford”. (Frota & Cia/Victor Fagarassi)




